CAPITULO IV

Com um celular sem sinal e uma paciência nada longa Letta continuou a caminhar, a trilha não acabava e ela começava a duvidar do seu senso de direção. Noite a dentro caminhando, aquela altura ela não escutava mais a música da festa, ou qualquer outra coisa que não fosse o barulho da mata, que começava a ser desconfortável.

– Droga de estrada que não chega logo — a loira estava tensa e amedrontada, e o sentimento piorou ainda mais quando ela ouviu o som de galhos sendo quebrados e folhas secas sendo amassadas.

Os passos fora da trilha sempre fizeram muito barulho, mas Letta estava tão distraída e enfurecida que mal percebeu quando o grupo começou a segui-la, e quando ela notou já era tarde, ela estava cercada de árvore e a merce de qualquer um que conseguisse pegá-la.

A garota tirou seus sapatos e correu, correu sem olhar para trás e por alguns segundos prendeu a respiração. Letta estava tão cega de medo que mal notou para onde estava indo e acabou adentrando na mata, o pior erro de sua vida. Logo ela sentiu o baque do seu corpo contra algo maior e mais sólido, então caiu no chão.

– Opa ! — uma voz grossa chegou aos ouvidos da loira, oque fez o desespero tomar ainda mais seu coração – devia tomar mais cuidado gata – um homem que parecia ter seus 27 anos de pele escura agachou-se ao lado da garota, seu olhar não inspirava segurança ou tranquilidade mas era embebido por um tipo de malícia e nos olhos castanhos do desconhecido pairava algo um tanto sombrio.

O peito de Letta se apertou. Então ela tentou se levantar.

– Ora, ora, ora tomi – ela ouviu uma segunda voz masculina e depois alguns risos- vejo que já encontrou nosso novo brinquedinho – o recém-chegado tinha uma pele branca, seus cabelos cor de fogo combinavam com os olhos verdes e as sardas espalhadas pelo rosto.

Letta não conseguiu identificar o rosto dos demais, nem conseguiu contá-los pois sua mente estava próxima a um colapso.

" Oque eu faço ?" ela se perguntou, sua respiração estava pesada, seus olhos ardiam e ela podia sentir as lágrimas se formarem " por favor " implorou mentalmente, os homens formavam um cerco ao redor dela, agora ela podia notar que eles eram em oito.

" Por favor... Alguém apareça por favor... "

Sua voz não saia de sua garganta, seus lábios permaneciam fechados, e ela já sentia as lágrimas molharem seu rosto. Então num impulso, uma tentativa inútil, ela se levantou e tentou correr. No exato momento em que fez isso seu rosto fora atingido por uma mão pesada, então ela caiu de forma brusca no chão.

– Sabe, nos não gostamos de garotinhas mal criadas, se tentar se levantar de novo teremos que te ensinar a nos obedecer, mas se fizer que eu mando vai ser muito divertido – o ruivo falou agachando-se ao lado dela – ao menos para a gente – ele sorriu e Letta chorou mais, seus soluços já podiam ser ouvidos e sua mão esquerda estava pousada sobre o rosto onde o tapa havia acertado, o local ardia e ela sentia o gosto de sangue na boca.

– Acho que eu a machuquei Seam – Tomi falou olhando a loira deitada a sua frente – por que não dá uma olhada nela ?

– Tem razão – o ruivo umedeceu seu lábio inferior e estalou a língua, os outros rapazes se entreolharam animados, então Seam tirou do seu bolso uma pequena faca – fique caladinha querida – disse aproximando seu rosto ao de Letta – eu prometo que vamos pegar leve – ele sorriu, seu riso tinha um ar louco.

Então uma das mãos do ruivo invadiu o pequeno vestido da loira , acariciando suas pernas em quanto a outra prensava a faca em sua barriga.

–quietinha – ele falou, seus lábios faziam uma trilha de beijos e mordidas pelo pescoço da loira, a mesma sentia nojo a cada segundo que ele a tocava, ela chorava descontroladamente, estava totalmente paralisada, submissa perante eles, nada restava a fazer, ao menos assim ela pensava.

Seam subiu mais um pouco a mão, apertando as coxas da loira, e desce a trilha de beijos pelo seu decote. Nesse momento Letta sentiu um puxão em seus cabelos, uma mão firme puxava sua cabeça para trás em quanto os lábios intrusos e desconhecidos prensaram-se aos seus. Ela ouviu um som de tecido sendo rasgado e logo depois o frio abrasçou sua pele, ela tentou se encolher mas logo seus braços e pernas foram puxados, ela estava presa e imobilizada.

" Não, não, não " sua mente gritava em desespero, as lágrimas corriam.

– Por favor – ela gritou por fim

– Calada – sentiu a faca que estava contra sua barriga, agora nua, apertar-se contra a pele – se falar novamente Loirinha vou ter que fazer algo que eu não quero – a mão do ruivo subia pelas pernas dela.

Letta estava se martirizando por dentro, indagando-se por que viera para a maldita festa, por que se afastara dos amigos e ousara ir sozinha para casa. Se perguntava como a vida podia ser tão cruel, por que isso acontecia com ela, e esse tipo de coisa que as pessoas se perguntariam se estivessem passando por situações semelhantes. A questão e que ela não entende que, tudo isso, e parte de algo muito maior, ela ainda não havia experimentado a crueldade do destino, mas isso não ia se demorar para acontecer.

Tomi olhava a bonita loira em quanto prendia suas mãos e tomava seus lábios, o rosto molhado e a expressão de terror da moça seminua a sua frente parecia deixar tudo ainda mais divertido, Seam seria o primeiro e em seguida, um a um, o grupo se divertiria, a noite inteira.

Ao menos era isso que eles pensavam, ao menos era isso que planejavam fazer.

Mas queridos, Jack não e o tipo que perde seis milhões assim, ele estava disposto a pegar eu dinheiro e se isso significava ter de seguir uma loira idiota pela floresta que seja. Ele já estava impaciente quando ouviu o grito.

Na verdade era mais uma suplica.

– Acho que a encontrei – ele sussurrou para seu comunicador, que estava preso a sua camisa preta — E melhor serem rápidos ou "Ele" não ficará nada feliz com isso

Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo, ta pequeno eu sei ç.ç mas prometo que o próximo será bem maior e cheio de emoções okay ? Não esqueçam das estrelinhas e dos comentários >~< gosto de saber oque estão achando da historia ate a próxima semana Beijokas da tia Evy Previa : " Foi como se todo o ar fosse arrancado brutalmente dos pulmões de Henry. A dor o atingiu com tamanha surpresa que ele caiu e joelhos em meio a multidão. Leon, que estava a poucos metros dele, correu para ajudá-los. Brianna estava em um tipo de estado de choque, observando o corpo de Henry, que se debatia furiosamente. - Ninguém toca nele – Marcelus chegou junto a Kaylla, que ajudou a dispersar a pequena multidão de curiosos que se ajuntava. Em quanto isso Mattew tentava pegar Henry e segurá-lo da maneira mais confortável possível, oque era difícil já que o garoto se debatia e sua pele era quente como o fogo. Sim ele conhecia bem aquela sensação, sabia oque o pobre garoto estava passando. - Tem que tirá-lo daqui agora! - Brianna gritou, seu desespero a atingiu como um soco na face a tirando do estado de choque que se encontrava – Tem muita gente Leon foi o primeiro a ouvir a garota, sua voz causara um tremor no corpo do ruivo, então ele empurrou Mattew pelas pessoas, que estava, graças aos céus, abrindo caminho para que eles passassem. Logo estavam fora do galpão. Na parte dos fundos para ser mais exata. Onze pessoas cinco dos doze. "