Criação Do Edo Tensei, E De Algo Mais Profundo.
1 Escolhas certas e erradas
Notas iniciais
Fiquei 3 dias fazendo. Por favor, comentem.
Espero que gostem! ♥ *3*
Vamos você consegue! Você é Senju Tobirama, você tem um potencial dentro de si! Eu... Só preciso aperfeiçoar essa técnica! Eu sei que consigo! Só falta o elemento principal... Os sacrifícios.
Que cruel da minha parte. Matar alguém, pra ter alguém de volta... Ainda sim, eu sou muito egoísta. E eu sinto muito a falta deles... Hashirama não precisa saber como é feito o ritual... Ele só precisa perceber que eles estarão de volta, conosco... E de qualquer jeito... Afinal, não terá problema se____
–TOBIRAMA! UMA NAÇÃO ESTÁ SENDO ATACADA PELOS UCHIHAS, E NÓS FOMOS CONTRATADOS PARA IRMOS IMEDIATAMENTE ATÉ LÁ, CONFRONTÁ-LOS! RÁPIDO, SENÃO MAIS VIDAS SERÃO PERDIDAS!
–Já estou indo, nii-san. – Me levanto. Sorrio. A oportunidade perfeita! Hashirama-oniisan me chega dizendo que vamos confrontar as misses ignorantes, assim que eu me dou conta de que não teria problema se o sacrifício fosse um inimigo! E que inimigo mais perfeito que eles¿ Logo eles que mataram o Itama... Pra falar a verdade, as almas deles não são tão boas quanto às dos meus irmãos, mas pelo menos elas são fortes e tem força de vontade. Talvez almas cheias de vigor assim, seja o que eu preciso. Sim, com certeza, no meio da batalha, pegarei dois corpos que eu julgar fortes, e irei usá-los como sacrifício. Depois é só invadir dois túmulos, e então... Eles estarão comigo.
Se funcionar, é lógico.
Pare. Você não é pessimista e sabe que está preparado. Sim, com certeza funcionará.
...
Chegando ao campo de batalha, como sempre, já está repleto de sangue pelo chão.
–Hunf, eles não tem a menor piedade com pessoas inocentes – digo pra mim mesmo, só que em voz alta.
–Tobirama, não seja hipócrita. Quando nos chamam para destruirmos nações, nosso clã também não reluta.
–Nii-san, de que lado você está¿
–Não ria de mim se eu disser “da justiça”. Se você for julgá-los como sangue frio, faça uma auto-avaliação também.
–Bom... Sim, você está certo, mas... – realmente não sei como me defender, mas por sorte, alguém do nosso clã nos interrompe, dizendo que nós estávamos sendo implicitamente frios para com os inocentes dessa nação, enquanto discutíamos “bobagens”.
Suspiro.
–Vamos! – Grito, e nosso clã avança á procura dos Uchihas.
Finalmente, os encontramos e começamos á lutar. Como sempre(e isso já estava esgotando minha paciência), luto com o irmão mais novo restante de Uchiha Madara, enquanto meu irmão, Senju Hashirama, luta com o próprio. Hunf, ele é muito bom, mas(novamente esgotando minha paciência) nós sempre empatamos, assim como nossos irmãos.
Parto pra ofensiva, e tento chutar sua cabeça, mas ele me bloqueia com os braços, enquanto olha nos meus olhos. Eu sempre tenho vontade de revidar esse olhar, mas infelizmente, sei que se olhar, eu já era. Isso eu sinto só por instinto. Acho que todo o ser humano sente isso, mas____
–Preste atenção em mim! Eu sou seu oponente, sua droga! – Izuna grita pra mim.
Sinto vontade de rir. O garoto é novo e inocente demais pra qualquer coisa. Ele nem fala palavrão, e aposto meu sobrenome que não bebe álcool. E meu sobrenome vale MUITO.
–Eu sei, mas no momento isso não me importa. Estou___
–Como assim não importa¿ eu estou aqui lutando com você, droga!
–Porque você não fala “merda”¿ Tem medo de seu irmão brigar com você¿ Tenha dó(ou não), Izuna. Você ainda é uma criança! Não tenho tempo para crianças, preciso ficar mais forte, para lutar!
–Lutar pra que¿ Eu nunca entendo essas batalhas, eu só sei que somos obrigados á vir, porque o nii-san manda! Sei também quem é nosso inimigo, e sei principalmente que não podemos confiar em vocês!
–É justamente por isso que você é uma criança. Não sabe pra que lutar¿
–Sim, porque lutamos¿ Me ajude! Eu quero crescer também, quero entender pra que! Vidas desperdiçadas á toa... Existe um motivo bom o suficiente pra isso¿
–Sim, Izuna, existe. Analise com calma – nisso, já estamos cansados, suados, com sangue escorrendo, machucados, feridos, e abalados com a morte de nossos companheiros. Mas ok, vamos ficar calmos – existem alguns tipos de “vidas”. Eu não me refiro àqueles que desistem, aqueles que trabalham, aqueles que... Bom, você já entendeu. Mas, exemplificando, numa guerra, há apenas isso: Vidas inocentes e Vidas. E apenas isso. Quem seria cada um¿ Por exemplo, nós que lutamos. Somos considerados inocentes¿
–Não
–Você não deixou eu terminar de falar. Bom, temos todos pontos de vista diferentes, né¿ Mas eu vou seguir o seu, para que você entenda: Há os ninjas, e os cidadãos que não lutam. Digamos, apenas digamos que os ninjas não são inocentes, e os que não lutam são. Muito bem, porque lhes contrataram para acabar com essa nação¿
–Huh¿ Que eu me lembre, foi porque anteriormente, essa nação atacou o nosso atual cliente. Eles___
–Sofreram muitas perdas, não é mesmo¿
–Imagino que sim
–Então, essa nação que é seu cliente os contratou para derrotarem essa nação que estamos agora. Porque¿
–Eu... Não sei.
–Vingança. Alguns preferem um termo ameno, que é justiça. Mas, se paramos pra pensar, é tudo a mesma merda.
–Vingança... Mas, se é assim___
–Me deixa terminar, criatura. – Criatura¿ que Porra foi essa¿ Não costumo a tratar qualquer cidadão que seja assim, mas... É verdade, há algum tempo, esse garoto tem me feito pensar bastante em outras pessoas... Além de mim mesmo... E *argh* nele próprio. Foda-se, eu preciso me concentrar nele. Ops, na luta. Aliás, antes de ele me desviar dos meus pensamentos, não estava procurando por minhas presas¿ Esse maldito...
–Hey, Tobirama-san!
Olho na direção de Izuna. E quando percebo, já é tarde demais.
Fui preso em seu genjutsu.
–Teme! — Bato os dentes com força. Mas que merda!
–Acho que agora podemos conversar normalmente... Termine, por favor.
–Me tira daqui!
–Vou pensar no seu caso. Mas primeiro termine.
–Porque quer tanto saber¿
–Por que... Eu queria entender o porquê de... De meus irmãos terem sido mortos... É como se eu não aceitasse sua perda... Eu... Não posso trazê-los de volta... E nem iria, pois poderia perturbar a paz deles, mas... Se eu entender apenas isso... Talvez, só talvez... Seria como se eu... Me libertasse. Ou mesmo a eles... Iria aos seus túmulos, explicá-los os verdadeiros motivos pelos quais eles morreram... Talvez... Sei lá, não sei explicar... Não faço isso tão bem como o Tobirama-san... – ele sorri triste — Apenas... Termine. Por favor.
–... – Essa criança... Ela tem um dom especial... Realmente, tão inocente que decidiu simplesmente se declarar pro inimigo... Mostrar seus sentimentos em batalha é algo perigoso. Ele não está preparado pra vida... Se ele quer a resposta, porque sou alguém mais experiente que ele, por ser seu inimigo eu poderia simplesmente inventar uma tese boa o suficiente para convencê-lo de que o que os Uchihas fazem é errado... Mas... Eu não posso fazer isso com ele... Porque não¿ Afinal, não tenho nada com ele... Maldita criança que me faz duvidar de mim mesmo quanto aos meus sentimentos... Mas acima de sentimentos há algo que une qualquer ser humano.
A compreensão.
–Muito bem, pivete, vou te falar. Mas não por que... Ér... Por causa de nada, mas sim por que... Eu lhe entendo, afinal já tive mais irmãos também.
OQUE¿ eu disse isso¿ caralho, caralho, caralho! Eu confessei meus sentimentos para o inimigo! Que merda! Puta que pariu, eu sou muito burro!
–Está tudo... Ér... Hum... Sinto muito.
–COMO ASSIM SENTE MUITO¿! QUEM MATOU UM DELES FORAM VOCÊS, UCHIHAS! SENTIR MUITO¿ TENHO CARA DE RETARDADO¿!_______
–Po-por favor, se acalme... Eu não sabia... Eu, er, não foi culpa minha... Eu nem sabia que você tinha outros irmãos... Provavelmente Madara-oniisan sabia, mas ele não me conta do tempo em que ele e o Hashirama-san eram amigos.
Tento me acalmar
–Posso te perguntar uma coisa¿ Porque você se refere aos seus inimigos com “-san”¿
–Porque eu respeito-os. Assim como nós, eles lutam, eles sentem, e são humanos. Já ouviu a frase “gentileza gera gentileza”¿ É uma frase que demonstra mais do que educação, compreensão.
–Sim... Mas você não espera que eu o trate com respeito, não é¿
–Hahaha! Seria legal, se mesmo inimigos, demonstrássemos compaixão.
–Você... Ainda é muito inocente, garoto.
–Então mais uma vez, pedirei que me explique.
–Bom(não tem jeito, né), continuando... Sim. Vingança. Izuna, você sabe dizer para que existe a vingança¿
–Bom, por exemplo(um simples), se você joga uma pedra em mim, eu iria jogar em você também, para que sentíssemos a mesma dor – ele falou calmamente, olhando pra cima, como se estivesse raciocinando
–Porque¿
–Desse jeito, você não fará(não faria) novamente.
–Hum... Sim. Mas, e seu eu jogasse, por exemplo, uma pedra no seu vaso preferido e quebrasse¿
–Faria a mesma coisa. Para que você também sinta a perda.
–Izuna, se eu matasse seu... Sua...
–Minha namorada¿
–NAMORADA¿ — Não sei por que, mas isso me deixou um pouco confuso e abalado. – Você tem uma¿
–Posso saber por que não teria¿ Bom, eu não tenho, mas porque toda essa surpresa se eu tivesse¿ — Ele falou um tanto emburrado e corado. Isso me acalmou – É só um exemplo. E também, prefiro que você não use exemplos de gente viva.
Inocente demais
–Hunf, voltando, se eu matasse sua namorada, o que você faria¿
–Ér... Mataria a sua¿
–Oh, mas eu não tenho – Não deveria estar orgulhoso de dizer isso, mas sabe-se lá porque, o garoto corou e eu me senti ótimo. – E agora¿
–Er... Eu...
–Matará alguém que equivalha¿
–Bom... ér... Não sei... Eu...
–Não quer que eu sinta a mesma dor¿
–Sim, mas___
–Você já deveria ter entendido aonde eu quero chegar.
Ele se calou. Olhou para o “chão”. Ficou com uma cara triste e finalmente respondeu:
–As lutas são feitas em torno de atos que nos machucam... E ao procurarmos vingança, mais e mais lutas surgem por essa vingança... Pois a única coisa que nos machuca, é a perda de algo, por mais simples que seja.
O... O quê é isso¿ E-esse garoto... Isso... Uma criança não tem a capacidade de dizer algo tão profundo assim... E... De maneira tão bonita... Isso... O Quê é isso¿ Ele... É maduro, mas ainda age como uma criança... Ele é todo intelecto por dentro, mas incrivelmente puro por fora. Ele...
–Sim, é isso mesmo. Portanto, vou pegar um exemplo real, apenas pra confirmarmos: O seu cliente os contratou, pensando em vingar os mortos da nação deles, que essa aqui destruiu. Para que eles sintam a mesma perda, e não façam nada novamente.
–M-mas... Eles não nos mandaram simplesmente matar boa parte da população... E sim exterminá-la!
–E você saberia me dizer por que¿
–Por que... Talvez mais tarde essa nação esqueça isso, e daqui a algum tempo, ataque o nosso cliente de novo.
–Muito bem, parabéns. Agora, quanto a me tirar daqui...
–Eu disse que ia pensar, e não fazê-lo.
–... – Sinto tanta raiva dele, que tenho certeza que já não estou bloqueando o meu chackra para que ele não me controle, e sim emanado ele fortemente, com um aspecto sinistro e assustador.
–Chackra maneiro o seu. Mas não tenho medo, sabe. Já vi meu irmão ficar irritado várias vezes.
–“Puto”, Várias vezes.
–Dane-se!
–“Foda-se”
–Cala a boca!
–“Shut the fuck up!” *do inglês: cale a porra da sua boca*
–Nossa, você é muito irritante.
–Porra, você é muito filho da puta.
–...
–Não sabe se defender, viado¿
–EU NÃO SOU VIADO!
–”... Caralho!”
–*suspiro*Você venceu.
–“eu concordo”
–S-seu – O garoto estava estourando de raiva
–Sweet revenge *do inglês: Doce vingança*
Izuna me liberou de seu genjutsu. Continuava olhando pra mim, com raiva. O incrível, é que fora do genjutsu, não devem ter se passado 5m. O poder do sharingan sempre me surpreenderá.
–Vamos fazer o seguinte. Eu vou ‘prum’ canto, você vai pra outro, e por hoje paramos aqui.
–Por hoje...¿
–Você sabe que vai empatar comigo de qualquer jeito, Tobirama-san.
–... Certo
Perfeito.
–E... Ér... Eu... O-obrigado pela sua explicação... Eu me sinto realmente melhor e...
–Izuna... – estávamos muito próximos um do outro, e o seu sorriso de satisfação estava tão radiante, sincero, tão... Tão...
Puro
–T-Tobirama-san, eu...
Tinha certeza de que estávamos a 5 cm um do outro.
Ou seja, perto. MUITO perto. Tão colados que quase...
–Bom, então... Até mais. – Me despeço
–Eu... Ér... Até. – Ele diz calmamente e corado, olhando primeiro pra mim, e depois pro chão.
Depois dessa maldita despedida desse maldito garoto com esses malditos sentimentos com essa maldita confusão no coração, eu sai à procura de dois shinobis fortes do clã Uchiha para usar como alvo do meu jutsu.
...
Finalmente, depois de muita enrolação, achei os (malditos) shinobis. Por algum milagre, consegui escondê-los do restante dos membros do meu clã, evitando perguntas chatas. Depois de tomar banho, como, e cuido das minhas feridas. Vou para o túmulo dos meus irmãos.
Finalmente, finalmente, finalmente!
Muito bem. Pegue os sacrifícios, e deixe cada um dentro de um círculo, e coloque os corpos dos seus irmãos nos outros círculos respectivos. Ok. Muito bem. Selos. Tigre, Cobra, Cão, Dragão, Nono Macaco. Chakra. Certo. AGORA!
...
Funcionou¿
–T-Tobirama¿ — Uma voz jovem falou no escuro — C-como você... — Eles estavam sem palavras
–Ritoruburazāzu! — Consegui! Após tantos anos, eu finalmente consegui!
–Nós... Nii-san? O-oque...
–Itama, Kawarama... Senti tanto sua falta!
–Tobirama-oniisan... – falam em uníssono
–Eu... Estava com tanta saudade! Vocês não fazem idéia! Gastei todas as minhas horas vagas procurando um jeito de trazerem vocês de volta! – Não costumo ser emocional, mas estou quase chorando de felicidades.
–O-oque¿ Mas... Ér... – Itama ainda não consegue falar
–Vocês morreram tão jovens... Estão com seus rostos antigos!
–Que¿ Pera, eu morri¿ E o Itama-oniichan também¿ Quando¿ Por isso você está tão alto e diferente... – Kawarama estava tagarelando como sempre. Não mudou nada.
–Esse jutsu que você criou... Revive os mortos oniisan¿ — Itama perguntou
–Sim! Por isso vocês estão aqui.
–Eu... Me lembro de como morri... Fui cercado por membros do clã Uchiha e um deles enfiou uma espada no meu coração. Nem consegui lutar.
–Sim... Perdoem-me, mas eu usei almas deles para reviver vocês.
–C-como assim usou almas¿ V-você fez uma espécie de troca de alma nos corpos¿ Sacrificando e tudo mais¿ — Foi a vez de Kawarama falar
–Sim
–Maneiro.
–Não, não é maneiro! É assustador! – Itama estava tremendo.
–Está com frio¿ — Pergunto preocupado
–Não... Não sinto frio nenhum. Estou tremendo de medo! I-isso é loucura, é como se...
–Não se preocupe, Itama. Não há nada de errado.
–Tobirama-oniisan... Tenho que discordar de você. Eu não me sinto seguro. Não me sinto em paz(não ria!). E-eu... É como se eu me sentisse... Controlado, sei lá... Eu... Não sinto fome, dor, nem nada... Eu... Você (não) sente isso também, Kawarama¿
–S-sim...
–D-deve passar aos poucos – tento acalmá-los.
–Tobirama-oniisan... Não me sinto bem.
–Nem eu.
–... O... O que vocês querem que eu faça¿
–Eu... – eles se entreolham. Combinado alguma coisa.
E eu sei que não é bom.
–Libere esse seu jutsu, nii-san – Kawarama fala
–M-mas...
–E-eu sei, eu também estava com saudades, nii-san. Eu quero chorar de tão feliz que estou de ver você. Mas nem isso eu consigo. Eu já não sou mais um ser humano. – Itama declara
Lembro do que Izuna me disse: “Por que... Eu queria entender o porquê de... De meus irmãos terem sido mortos... É como se eu não aceitasse sua perda... Eu... Não posso trazê-los de volta... E nem iria, pois poderia perturbar a paz deles, mas... Se eu entender apenas isso... Talvez, só talvez... Seria como se eu... Me libertasse. Ou mesmo a eles... Iria aos seus túmulos, explicá-los os verdadeiros motivos pelos quais eles morreram... Talvez... Sei lá, não sei explicar...”
Eu acho que o (maldito) destino acerta em cheio de vez em quando.
–Eu... Perturbo sua paz, certo¿ — Falo triste, olhando pra baixo.
–Infelizmente. — respondem
–E-entendo... Eu – estou quase chorando, merda! Porque, porque, porque¿! Puta que pariu, é difícil... Porra, não consigo organizar meus próprios pensamentos pra explicar o que eu sinto... Eu... Só queria ter vocês de volta! É tudo que eu sempre quis! Dediquei minha vida toda pra isso!
–Não chore, nii-san. Nós te amamos. Não é só porque morremos que muda alguma coisa. – Itama tenta me consolar
–Mas muda sim! Muda que eu não posso compartilhar minhas alegrias, mágoas e dúvidas com vocês, não posso sorrir ou chorar com vocês, não posso fazer nada! – Minhas lágrimas escorrem pelo meu rosto. Estou completamente desolado. Algo encosta-se em mim, e me agarra.
Eles estão me abraçando.
E eu abraço eles.
Ficamos assim por alguns segundos, e então me libero deles.
–Muito bem – seco minhas lágrimas e fungo. Assumo uma expressão séria. Como de costume. Como sempre frio e indiferente. – Vou liberar vocês
–Nii-san... Obrigado. Por nós dois. – Kawarama agradece
–Sem problemas. – minha voz está tremendo.
Rato, Boi...
–Te amamos, Nii-san
Macaco, Tigre...
–Diga um oi pro Hashirama-niisan também.
–Pode deixar...
Dragão, Javali.
–Adeus.
–A...Adeus – Volto a chorar. Prendo os dentes, fecho os olhos e inclino minha cabeça pra baixo.
Quando abro os olhos, eles já não estão mais aqui.
Meus joelhos cedem á força da minha tristeza, e fico ajoelhado no chão, olhando para aquela espécie de papel em que os dois se transformaram. E fico apenas olhando. Já não posso fazer mais nada. O vento vai levá-los.
–Tobirama...¿
Olho para o lado. Meu irmão está de pé ao meu lado.
–Oi
–Não vou perguntar se você está bem.
–Não pergunte.
–Eu... Estou me sentindo um pouco mal por não ter te avisado...
–A-avisado o que¿
–Eu sabia que isso ia acontecer.
–Como assim¿
–Sabia que eles não se sentiriam bem.
–Eles... Você viu¿
–Tobirama___
–Como soube aonde me encontrar¿ E desde quando sabe disso¿
–Nii-chan, eu sei que você tem tentado fazer isso desde a morte do Kawarama. Me lembro que desistiu, e lembro que quando Itama morreu, você voltou a tentar.
–Se sabia... Porque não me ajudou¿ Teria sido mais rápido!
–Acabo de falar que sabia que ia dar errado.
–Mas se sabia, porque não me avisou¿ Teria evitado tudo isso! – Já estou chorando de novo
–Porque isso era com os seus sentimentos, algo que você precisava fazer pra se auto-compreender... E também, eu não iria lhe ajudar. Eu iria dizer-lhe para que desistisse da idéia, mas você daria um jeito de fazer escondido, de qualquer maneira.
–O... Obrigado.
–Vem. Vamos voltar pra casa.
No outro dia, me dirigi á margem do riacho, onde Hashirama-oniisan e Madara um dia, brincaram de atirar pedrinhas. Hashirama disse que ia lá, como se para que as tristezas fossem levadas pelo riacho. Talvez me ajudasse.
–Oi. – Uma voz conhecida falou comigo
Me levantei surpreso, agarrando uma kunai que sempre levo comigo, para casos assim. Fiquei ainda mais espantado, quando reconheci Izuna. Ele estava do outro lado da margem, mas não parecia estar pronto para me atacar.
–*suspiro* Tudo bem¿ — ele me perguntou
Continuo calado
–Não vim aqui pra lutar... Eu sempre venho aqui depois das lutas... Me lembrar de... – ele corou – esquece
–Vem sempre aqui depois das lutas¿
–Sim.
–É perigoso
–O território não é só de vocês.
–Eu sei.
Ficamos calados.
–Não vou lhe atacar. Mesmo que quisesse, não trouxe nenhuma arma.
–O próprio shinobi já é a arma, rapaz. E você tem o seu Mangekyo Sharingan.
–*suspiro* Ok – ele se senta ainda do outro lado da margem. E fica parado, apenas olhando o fluxo do riacho.
Não baixo a guarda, mas me aproximo dele.
– O que veio fazer aqui¿
–Já disse pra esquecer. – ele tornou a corar
–Se não dizer, sabe que___
–Me cortará a garganta¿ Se quiser, vai enfrente. Você poderia ter feito isso desde que eu cheguei.
–Eu... Mas eu posso te levar como refém, ou fonte de informação.
–Então me nocauteie
–Porque toda essa depressão¿
–Porque está hesitando¿ Não ia me usar\\\\matar¿
–Érr...
–Apenas sente-se. Nenhum de nós está com a mínima vontade de lutar.
Não sei como ele sabia, mas estava certo. Algo no meu coração mexeu(sei lá), e eu baixei minha guarda, e decidi me sentar na grama, com ele.
–Ontem acho que não lhe agradeci direito... Então, novamente, obrigado.
–... Não... Há de que¿
–Hahahaha! – O riso dele foi puro. Parecia uma criancinha que tinha pegado uma flor, e que as pétalas voaram para o seu rosto.
–Er...
–Não fale nada. Apenas olhe para o rio.
A água continuava fluindo, mas parecia meio estabilizada. Dava para ver nosso reflexo.
Juntos. Como seres humanos normais
–Sabe ontem, quando você mencionou seus irmãos¿
–...Sim
–Eu...Vou lhe contar um segredo, posso¿
Ele me olhou supreso.
–Posso. Ér... Não estou reclamando nem nada, mas você confia em mim¿ Logo você¿
–Não me faça me arrepender, moleque.
–Ok
Contei á ele o que aconteceu ontem. Ele não falou nada durante todo o meu relato. Mal(mal) mudou sua expressão.
–Sinto muito. Mas porque decidiu falar isso pra mim¿ Eu poderia simplesmente dizer que você tem um jutsu que controla os mortos.
–Lembrei do que você me disse. Sobre que não queria perturbar a paz deles(dos seus irmãos), apenas conversar. E isso que me deu coragem de liberar o jutsu. E também, por alguma loucura da minha cabeça(coração) eu sei que você não vai contar.
–Heh, bom, você está certo. Mas se eu lhe ajudei, mesmo que indiretamente, você tinha que me agradecer né, Tobirama-san¿ — ele sorriu
–... Não. – acabei retribuindo o sorriso. E ficamos por lá até o pôr-do-sol.
Notas finais
>.< acho que depois eu vou fazer uma MadaHashi/HasiMada
...
SasuNaru, talvez?
hueheuehuehueh
Espero que tenham gostado! o/
*quanto a outra hist que eu não terminei (ItaSasu) se vocês comentarem, eu continuo, mas tem que coomentar!*
Portanto,Comentem e divulguem!
*3* bjus
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