Notas iniciais
Olá, pupilos! O prólogo continuou o mesmo, apenas adicionei o gif. Sugiro que o releiam, até porque o próximo capítulo será o que eu acrescentei e também já faz uma semana desde que postei algo aqui. Seria legal que vocês relessem os demais também quando vocês puderem. Sintam-se à vontade. Quem for novo por aqui, olá e seja bem vindo! Boa leitura!

A vida é uma caixinha de surpresas, não acham?

Diga-me quando foi que a vida não te surpreendeu? Ela sempre prega uma peça ou outra em alguém, isso é irrefutável. Também ensina lições valiosas, mesmo quando ninguém pede por elas. Certas vezes, no entanto, a vida pode ser ainda mais enigmática...

E excêntrica.

É assim que Tia Alma, uma figura tão excêntrica quanto a própria vida pode ser, enxerga sua realidade. Uma testemunha ocular de toda a história que os moradores da Pensão Três Irmãs têm para contar.

— O que você tanto escreve? – A voz irritada de Betsy questionou.

Tia Alma olhou para a garotinha através de seus óculos de grau. “Menina petulante... Acho que gosto disso”, pensou dando uma risada mentalmente. A aspirante à escritora deixou seus rascunhos e lápis de lado.

— Não estava escrevendo, meu bem. – Tia Alma falou suavemente, estendendo os braços para que a menina fosse até ela e sentasse em seu colo.

— Estava fazendo o quê então?

— Desenhando. Também gosto de desenhar, sabia? Me ajuda com a inspiração. – A mulher respondeu lembrando-se do tempo frio do lado de fora.

Chovia forte e o céu trovejava também. A janela da biblioteca estava um pouco embaçada, mas era visível a tempestade acontecendo lá fora.

— Está com medo? – Por fim, perguntou, pensando que talvez a garotinha não estivesse conseguindo dormir. Seu tom de voz era maternal.

— Eu não tenho medo de nada. – Betsy estava com o olhar distante e apático. Uma ausência de emoção que não era nem um pouco natural para uma criança.

Tia Alma acariciou o cabelo dourado da garota, beijando o topo de sua cabeça. Por um momento, não sentiu nada. Parecia tão apática quanto a menina.

Os olhos verdes de Betsy olharam fundo nos de Tia Alma.

— O medo dela é tão bom, Tia Alma.

A mulher franziu as sobrancelhas, subitamente preocupada. – De quem, meu bem?

Ouviram, então, batidas desesperadas na porta.