Crianças Noturnas
1 Prólogo
Sangue, era tudo o que queria, tudo que eu enxergava, tudo que eu sentia. Lembro-me da primeira vez que senti-me faminta. A visão era embaçada, os humanos cheiravam inevitavelmente bem, atraentes; desejava mais que tudo matá-los, para então, beber seu sangue e me sentir satisfeita.
Eu, quando humana, pensei que soubesse o que era me sentir faminta, mas não. Nada podia ser comparado à sensação da minha sede de sangue. Parecia que várias agulhas perfuravam meu estômago, implorando para que eu bebesse o sangue de algum humano inocente, e, agora, eu não me importava mais se aquilo era errado ou certo.
Aproximei-me do infortuno humano que passava perto de mim.
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