Notas iniciais
Esse caítulo,fala mais sobre ela estar conhecendo o Acampamento Meio-Sangue.

O meu chalé era incrível. Não tanto assim. Tinha apenas duas camas ali. Com apetrechos de agricultura e algumas plantas. De repente um cara alto, moreno, de olhos verdes, como os meus, apareceu. Abriu um enorme sorriso e me abraçou. Estranhei no começo, pois uma cara que nem me conhecia já vinha me abraçando.

– Então você que é a minha mais nova irmã?

– Hã... sim... e você quem é?

– Ah, sim, meu nome é Raphael. Tenho 17 anos. Vivo aqui já faz 6 anos. – Ele me olhou com um olhar sincero e feliz.

Logo atrás, surge mais um garoto. Agora era um loiro, um pouco mais baixo que Raphael.

– Ei Raphael, você sabe onde está... hã... – Ele me olhou com um olhar desconfiado, que, juro pelo rio estige, que se ele não estivesse aqui no Acampamento Meio-Sangue teria feito picadinho dele. Não sei, mas esse cara, que é meu irmão, é muito estranho.

– Ei, James! Essa é a nossa mais nova irmãzinha! Nancy!

– Olá! – Olhei para ele com uma cara não muito diferente da dele. Está me encarando, então vou encarar também.

– Oi. Raphael, você pode me dar uma ajuda aqui.

– Mas agora? Preciso instalar nossa irmã aqui no nosso chalé.

– Nem se preocupe comigo, Raphael. Ajude ele. Eu vou dar uma volta pelo Acampamento.

Saí o mais rápido que pude daquele lugar. Não sei como eu irei conviver com aquele cara me encarando ali, dia e noite. Mesmo que eu saia durante o dia.

Andei o mais rápido que pude. Sentei perto deu uma quadra de volêi, e fiquei observando alguns campistas jogarem. Ali por perto tinha um garoto gótico, que estava se escondendo atrás de algumas árvores. Era ele. Nico

Levantei e fui disfarçando para chegar do lado dele. Eu precisava tirar satisfações com ele. E era agora.

Me encostei na árvore em que ele estava escondido enquanto ele andava em direção aos chalés.

– Sentiu saudades de mim, Nico?

– Nancy... eu não queria ter te abandonado sabe, mas...

– Sem essa cara, você me largou no meio da floresta, um lugar onde eu não conheço... e que história é essa de você andar falando de mim por aí?

– Ah, os centauros! Eu estava te ajudando. Eu não poderia chegar com você no Acampamento..

– Por que não, Nico? Por quê?

De repente ele começa me olhar com raiva. Parece que seu olhar estava me perfurando. Então brechas da terra se abriram e ele desapareceu. Não fiquei surpresa, pois sabia que filhos de Hades poderiam fazer isso.

Então, alguém me cutuca no ombro.

–Oi! Perdida?

Era Leo, o filho de Hefesto, que eu vi quando cheguei no Acampamento.

– Ah, oi. Não, não estou perdida. Estava conhecendo um pouco... o... Acampamento – Forcei um sorriso para disfarçar o ocorrido.

– Hum. É que se você precisar de algo – ele se encostou na árvore, naquele estilo, querendo seduzir as garotas – eu estou aqui para te ajudar!

– Ah, obrigada! Já que você quer tanto me ajudar, vou te pedir um favor.

–Pode falar!

Pensei um pouco antes de começar a falar. Eu precisava fazer alguma coisa com Nico. Não sei se vingaça ou o quê. Eu não vou deixar que eu me apaixone por outro filho de Hades.

– Então...

E comecei a falar pra ele o que eu queria que ele fizesse para eu descobrir um pouco mais sobre a vida de Nico, sem que ele e Leo percebessem nada.

Depois que Leo, todo animado, saiu para executar meu “plano”, voltei para o me chalé. Eu precisava encarar aquele cara denovo. Mas, no meio do caminho, Percy me chama.

– Nancy!

– Hã... Percy!

Ele chegou até mim ofegante, acho que estava treinando ou algo do gênero.

– Quíron... ele...quer...falar com você.

– Quem.. ? – me toquei que era o centauro que ficava aqui no Acampamento – Ah, sim! Mas, onde?

– Vem que eu te levo.

Andei com ele mais ou menos uns 500 metros até uma mansão, que segundo ele, que vinha me apresentando o Acampamento pelo caminho, era a Casa Grande.

– Pronto! Chegamos. Agora eu tenho que ir! – Ele me deu um beijo no rosto e saiu correndo em direção a praia.

Por que ele me deu um beijo? Ele mal me conhecia. Sei lá, mas acho que se Annabeth soubesse ficaria uma fera.

Entrei na Casa Grande, com um pouco de receio. Não sei o porquê, mas desde que chguei ao Acampamento, me sinto mais insegura, do que quando eu estava perdida procurando o Acampamento e correndo perigo. Só sei que esse lugar me dava um pouco de medo.

Quíron estava lá, com uma cadeira de rodas. Mas, espera! Ele tem quatro patas. Então como... ah, deixa pra lá! Quíron virou sua cadeira de rodas em minha direção com uma expressão séria e me disse:

– Então quer dizer que você fugiu de casa mandada por Deméter? E ainda por cima não contou ao seu pai?

Notas finais
Espero que gostem, e continuem lendo!