Criação dos Doze
13 Capitulo XI
CAPÍTULO XI
Letta abriu os olhos e viu todos saindo as pressas da sala, o alarme de incêndio da escola soava aos seus ouvidos da menina e ela se levantou, seguindo junto aos outros algo que julgou ser somente mais uma simulação. Ao chegar do lado de fora da escola todos puderam ver as varias viaturas policiais e ambulâncias, de dentro da escola saiu uma maca com um corpo coberto por um pano branco. O corpo de Maya foi descoberto alguns minutos depois do assassinado, que ninguém fazia a menor ideia de quem cometera, por duas garotas que entraram no banheiro assim que a loira saíra. A maioria dos alunos estavam assustados, alguns estavam inconsoláveis, afinal Maya era conhecida e apesar de tudo tinham alguns amigos verdadeiros, a única pessoa que não esboçava nenhuma reação era a loira, que continuava parada com seu capuz sobre a cabeça.
“ Saia daqui ...” a voz sussurrou em sua mente e ela caminhou para longe das pessoas, se dirigindo para fora da escola, não fazia a menor ideia de para onde ia, só estava a caminhar, sem rumo, só andava em linha reta, indo para o estacionamento.
“ Isso, caminhe, só caminhe… Ele vai nos encontrar, só caminhe ...”
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“ Caminhe… só caminhe “ Henry ão parava de ouvir a vos da garota em sua mente ' ele vai nos encontrar… caminhe “
O garoto não havia dormido desde as três da manhã, o corpo dele estava alerta, sua mente trabalhava de modo frenético e agora ele já estava completamente vestido e pronto para sair, com seu capacete em mãos ele se dirigia a porta.
– Não pode fazer isso Henry – Philip tentou convencer o irmão a não ir, sabendo que era em vão
– Deixe-o ir Phil – Brianna falou dando de ombros – ele precisa disso, precisa achá-la
– Como assim precisa achá-la, ele nem sabe quem ela é, nem sabe o nome da garota que esta procurando
– Eu vou com ele Philip – Marcelus desceu as escadas, o rosto demonstrava que havia acordado a pouco tempo, Kaylla estava descendo logo atrás dele com uma mochila nas mãos, então o entregou a mochila com um certo aperto no peito.
“ espero que tudo fique bem “ Pensou a garota em quanto entregava a bolsa ao namorado, ele tentou passar confiança para Kaylla, uma confiança que ele mesmo n~qao tinha, apesar de já saber, em tese, oque os esperava.
– Vamos logo – Henry gritou em quanto estava passando pela porta, indo em direção a sua moto em quanto Marcelus caminhava para seu carro, assim que Henry deu a partida Marcelus ligou o carro, seguindo a moto do garoto para seja la onde ele estava indo.
“ Continue andando “ A voz sussurrava “ Continue “
A garota caminhava entre os carros estacionados, seus olhos estavam abertos porém não estavam exatamente ali, eles estavam focados num par de olhos negros que a procuravam freneticamente, ela acenava para ele, porém ele não via, seus olhos a todo momento passavam pela garota mas sem a enxergar, e aquilo trazia uma angustia em seu coração que fazia parecer que ela ia rasgar-se de dentro para fora.
Ma saquela sensação não era só emocional, seu físico estava assim agora. Suas costas doíam como se todos os seus ossos fossem esmagados por um peso inimaginável, ela já não podia caminhar, então caiu de joelhos, pela sua garganta o gosto já tão conhecido chegou ao paladar, o gosto de sangue. Seus olhos já não se focavam em nada, a visão estava embaçada, os símbolos em suas costas queimavam como se fossem brasas vivas.
“ Por favor nos encontre “ a voz sussurrou ' tem que nos encontrar agora ! “
Tudo que Henry via naquele momento sumiu e seus olhos já não viam mais oque deviam ver, ele enxergava um estacionamento grande, entre os carros ela estava la, de joelhos dobrados e rosto pálido, as feições magras e doentias que ele esperava encontrar estavam ainda pior. Os lábios sujos de sangue e os olhos num azul apagado.
“ Nos encontre agora ! Por favor ! “
A voz gritou na mente do garoto e ele virou a moto na curva da esquerda, acelerando ainda mais, então parando bruscamente logo a frente de uma grande e elegante escola, o estacionamento era grande e abarrotado de carros.
Henry largou a moto ali mesmo e saiu pelo labirinto de veículos a procurar a garota, seus olhos corriam desesperados pelo lugar, procurando qualquer indício dela.
“ So mais um pouco ! “ A voz estava mais alta agora “ So mais um pouco “
Então ele pode vê-la, aos seus pés havia uma poça de sangue, ela tentava inutilmente segurar os fios loiro, ao seu redor havia uma poça de sangue, sangue que não estava da cor certa, ele estava completamente negro.
Ele pode ver os símbolos nos braços dela, que assim como o resto do corpo estavam magros e finos.
O desespero tomava conta da de Letta, e quando ela estendeu os olhos ele estava la.
O olhar dos dois se cruzaram então algo acalmou o coração da loira, um tipo de segurança talvez ? Conforto ?
Aquele sentimento era algo que a garota não sentia a muito tempo.
Henry ficou imoveu por alguns instantes, observado aquela que ele procurara e por quem sofria todas as noites, observando a pequena garota que enchia seu peito de um algo que ele não entendia, algo que ele nunca entenderia, depois a verdade veio como um soco em seu estômago, se ele não a ajudasse ela morreria.
– Marcelus ! — o garoto gritou correndo ate Letta e a pegado nos braços com um cuidado imenso, como se ela fosse de vidro e pudesse se quebrar a qualquer instante– Temos que ser rápidos aqui, não ha muito tempo – Henry atravessou o estacionamento ate onde Marcelus esperava, dentro do seu carro, colocando a loira la da maneira mais confortável que pode ele voltou a sua moto, ligando-a e dando partida em direção da casa novamente.
Na escola os policiais procuravam pela loira misteriosa, pequena frágil e doente, que com uma força que não deveria de maneira nenhuma ter, quebrou o pescoço de uma jovem colega.
Ao longe naquele mesmo lugar dois homens observavam em quanto Henry carregava Letta nos braços.
– Por um momento achei que teríamos que pegá-la nos mesmos – Will falou passando as mãos nos cabelos loiros soltando um suspiro aliviado
– E parece que ele já sabe oque fazer — Liam disse voltando para o carro – podemos voltar a acompanhar de longe agora
– Ele não vai gostar de saber dela, não vai ficar satisfeito com uma falha tão grande – Will insistiu
– Mande ele se ferrar então – o outro respondeu impaciente – estou cansado de todas as exigências desse cara, ele não os queria, que arque com todas as consequências agora...
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