CAPITULO IX

As coisas não iam bem, ou talvez fossem dependendo do ponto de vista. Will e Liam recebiam todas as semanas relatórios médicos e psicologismos da maioria de suas vítimas. Marcelus continuava sendo atormentado por imagens desconexas, Henry começou a adoecer e os demais não estavam melhor que ele.

– Se acalma Matt – Brianna tentou acalmar o garoto que estava andando de um lado para o outro na sala, Philip estava sentado em uma cadeira encarando Mattew, seu nervosismo era contagiante e a casa estava a cada dia se tornando uma pilha de nervos maior – quanto mais nervoso você ficar mais vai fazer mal a ela ! — Brianna tentou novamente, o garoto a olhou, ela notou o pânico em seus olhos.

– eu não entendo … — foi a única coisa que ele disse, ou melhor, sussurrou, passando as duas mãos no cabelo e voltando a andar

– Ela já está bem melhor – Marcelus falou descendo as escadas, seu rosto mostrava os sinais de um cansaço profundo, logo atrás dele Kaylla vinha, suas olheiras habituais estavam mais escuras agora, seu rosto não estava melhor que o de Marcelus.

– Tem certeza Marcelus ? — Mattew perguntou andando apressado ate ele – não devíamos levá-la para o hospital ou algo assim ?

– Sabe que não podemos Matt – ele respondeu, sua voz estava desanimada – eles já sabem de mais, já sabem onde estamos e, com certeza, sabem para que são os remédios que o Philip tanto compra, não podemos dizer mais a eles, você entende não é ?

O garoto assentiu.

– Que bom – Marcelus deu um leve sorriso e colocou a mão no ombro do amigo – eu prometo que daremos um jeito – tentou tranquilizá-lo – agora vai la em cima por que ela quer te ver

Mattew deu um sorrisinho e passou por ele, Kaylla deu dois tapinhas encorajadores em seus ombros tentando ser o mais otimista que podia, mas eles estavam desesperados.

– Realmente não sei oque fazer – Marcelus resmungou

– Relaxa – ela o abraçou por trás e deu um beijo no pescoço do namorado – vamos dar um jeito, nos sempre damos…

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– Não vou sair ! — gritou a loira pela terceira vez em quanto seu pai esmurrava sua porta.

Letta estava parada frente ao espelho, sua toalha branca largada no chão, seus olhos se enchiam de lágrimas que escorriam pelo seu rosto a cada vez que se olhava no espelho, suas curvas antes tão perfeitas agora estavam se perdendo em meio a uma magreza repentina, virando de costas ela olhou a planta de suas costas, onde a duas semanas atrás os símbolos começaram a aparecer.

“ que porra esta acontecendo comigo ?” se perguntou em quanto traçava o caminho de uma das linhas que se parecia com uma tatuagem tribal na pele das costas, que estavam extremamente doloridas e vermelhas. Os poros daquela região estavam abertos e um pouco inchados.

Seus olhos correram pelo próprio corpo novamente, a custo de muita luta ela estava conseguindo disfarçar bem seja la oque atormentasse seu corpo. Os dias dentro da home of knowledge estavam sendo torturantes, rumores, olhares, fofocas.

– Letta ! — seu pai pediu pela milésima vez – abra a porta

– Vá embora ! — ela gritou, não sabia como seu dia podia piorar ainda mais, mas o destino e a má sorte sempre dão um jeito em tudo.

No segundo seguinte seu celular vibrou, o ânimo da garota já era zero, porém ela não queria mais especulações com seu nome, as que já estavam correndo já bastavam.

Ao chegar o aparelho ele viu uma única mensagem, de um número não identificado.

“ Parece que a Rainha não e mais tão nobre assim não é ? “

Abaixo da mensagem havia uma foto da mesa em que ela se sentava sempre, agora seu lugar era ocupado por uma certa morena que havia roubado-lhe o namorado em quanto ela estava no hospital, os cabelos lisos e pretos e a pele bronzeada, corpo composto por curvas esculturais.

Ao redor da garota suas “amigas” pareciam rir de algo muito engraçado, seu namorado, ou melhor, ex- namorado, estava sentado na cadeira ao lado, olhando para seu celular com a expressão de tédio de sempre.

“ Queria dizer que as pessoas sentem pena de você, mas sabe muito bem que elas não sentem “

Por mais que fosse doloroso ela abria mensagem por mensagem a medida que elas iam chegando, cada vez mais ofensivas e impiedosas, textos, fotos, detalhes sobre os boatos sujos.

Mas logo a garota cansou de se martirizar e desligou o telefone, indo para seu closet e pondo a roupa mais confortável que tinha, passando frente ao espelho novamente. Seu coração se apertou e as lágrimas logo vieram pela milésima vez naquele dia.

“ Olhe para você “ A voz em sua mente, que vinha atormentando-a desde a última semana sussurrou “ tão fraca, eles tiraram tuto de você “

– Eu não quero ouvir ! — a garota gritou, o desespero a tomando mais uma vez – ninguém me tomou nada – sua voz ficou ainda mais alta em quanto ela derrubava tudo que havia sobre sua cômoda – Fique quieta fique quieta – gritou, segurando seus cabelos com força, correndo e se encolhendo num canto do quarto.

Quando William finalmente conseguiu abrir a porta a visão que teve o assustou de início e depois o quebrou em cacos. Sua filha estava encolhida num canto, o quarto estava uma bagunça, roupas rasgadas, cacos de vidros espalhados pelo chão, o espelho havia sido quebrado e sangue escorria dos cacos, a cômoda estava virada no chão, as fotos foram rasgadas e o uniforme de líder de torcida estava sobre a cama bagunçada, de todo o quarto ele fora a única coisa intocada.

– eu não quero ouvir – a garrota repetia, sussurrando, seus olhos corriam por todo o quarto, as mãos, ensaguentadas, apertavam a própria cabeça e o rosto estava molhado pelas lágrimas.

– Hey, querida – ele se aproximou devagar – venha aqui – agachou-se ao lado da filha, abrindo os braços

– Não – ela respondeu, ainda num sussurro, sem olhar o pai, que nunca vira sua filha tão transtornada, tão fora de si.

– Por que não ?

– Ela disse- Letta falou, num sussurro — ela disse, ela disse – repetiu de maneira frenetica

– Oque ela disse meu bem ? — William perguntou, sua voz soava serena mas seu coração estava partido em mil pedaços

– Ela disse que vai matá-los, vai matar todos vocês …

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Emma estava deitada olhando o teto em quanto Mattew dormia ao seu lado.

Seu pensamento corria por todos os momentos desde que soro invadiu suas veias, pelos bons momentos e pelos momentos ruins também.

“ Estão todos tentando se enganar “ pensou a morena “ Mas eu sei exatamente oque esta havendo, e sei que não e só comigo “ ela olhou Mattew.

– Não sei oque e melhor para nós – sussurrou, acariciando os cabelos do garoto adormecido – mas pode apostar que farei tudo por você, tudo para que continuemos bem Matt…

No andar de baixo Leon estava sentado na mesa da cozinha com uma xícara de café fumegante nas mãos, ele nunca gostou muito de café mas nos últimos dias era oque ele mais estava tomando, as preocupações tiravam seu sono durante a noite, ele estava perdendo peso, seus olhos começavam a criar olheiras.

A dois dias as coisas se complicaram ainda mais. Marcelus estava a cada dia mais sobrecarregado, a cada dia mais preocupado com os outros, que eles nem haviam encontrado ainda. A busca era incessante todos os dias e a doença repentina de Emma não ajudou em nada, Mattew os enlouquecia e Henry acordava a casa inteira todas as noites com seus gritos.

– Não vejo como isso pode piorar – Resmungou o garoto, passando as mãos pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais.

– vai acabar com o estoque de café da casa desse jeito – Brianna entrou na cozinha com m sorriso leve.

Assim como todos ela estava abatida, usava uma camisa masculina que ia ate o meio de suas coxas e um short de malha que mal era visto por conta da camisa. Os cabelos estavam presos em um coque desarrumado.

A cabeça da grota doía de uma maneira terrível e estava sendo difícil se controlar naqueles dias. Tinha medo de dormir e por a casa abaixo por conta de algum pesadelo. Leon sentia-se igual, mas diferente dela o seu problema era com sua mente, ou melhor, a mente das pessoas ao seu redor. Nunca gostou de invadir a privacidade de alguém, porém estava sendo difícil de evitar pegar os pensamentos mais superficiais de todos, oque enchia sua cabeça com vozes diferentes, gritando coisas diferentes e todas ao mesmo tempo.

– Preciso de um tempo pra me acostumar com isso – Brianna sussurrou para ele.

Desde que se viram pela primeira vez ambos sentiram a forte ligação que compartilhavam, sabia oque era aquilo mas por um tempo ela se recusou a aceitar. A atitude da garota deixou Leon um tanto chateado, ou melhor, arrasado.

“ Eu a esperei por tanto tempo “ ele pensou na primeira semana, vendo-a evitá-lo a todo custo “ e agora isso …”

Porém ouvir a voz doce e sussurrante naquele momento aqueceu seu peito, aquela simples frase lhe deu a esperança de que ela finalmente o deixasse fazer seu papel. O permitisse fazer oque sua mente ansiava por tanto tempo, mesmo antes de conhecê-la. Tudo que ele queria era somente protegê-la, estar perto dela e confortá-la, ser uma parte importante da vida da garota a sua frente.

Nenhum deles entendiam como tudo aquilo podia ser obra da ciência, algo tão forte que os tomava por inteiro, que aquecia seus corações e lhes trazia uma luz ate nos momentos mais escuros.

Mas um dia todos entenderemos o propósito de tudo isso…

Por hora temos de nos concentrar nos problemas principais, em um milionário poderoso, em dois cientistas loucos e em dezoito adolescentes que carregam um mundo particular nas costas, um mundo no qual não pediram pra entrar, um mundo do qual lutam arduamente para sair.

Leon simplesmente sorriu, e Brianna sorriu também “ Talvez ele mereça mesmo uma chance” pensou, mal sabendo que o garoto ouviu e que aquilo lhe deu ainda mais esperança e animo para continuar...

Notas finais
OIEEE PESSOAL *~* FLORES DO MEU JARDIM, CEREJAS DO MEU CUPCAKE ^~^ kkkkkk como vão vocês ? Espero que estejam bem e que tenham gostado do novo capitulo u.u Deixem seus comentários e suas opiniões, criticas e duvida que eu prometo responder a todos *~* As grandes emoções estão chegando e logo logo as coisas irão esquentar ainda mais *~* Beijokas de luz e ate a próxima semana ( PS: dessa vez eu prometo por um bônus no meio da semana u.u )