Cretino Irresistível
4 Fênix Negra
Notas iniciais
P.O.V. Jace.
Eu estava conversando com ela. Ela era muito sociável.
—Como você sabia sobre a falta?
—É difícil explicar com palavras. Nem sei se existem palavras para explicar.
Estávamos conversando, ela era simpática e tinha um sorriso lindo. De repente, ela parou de falar.
—Não.
—O que foi?
Ela olhou para a parte interna do braço.
—Que droga.
—O que foi?
—Onde fica o banheiro?
—Segunda porta á esquerda.
Clary saiu correndo no meio da multidão e entrou no banheiro.
P.O.V. Clary.
Essa não é uma boa hora pra ela decidir aparecer. Todas essas pessoas.
A Izzi, o Alec. Eu estava tão desesperada que acabei esquecendo de trancar a porta.
Eu estava olhando as veias na base do meu pescoço quando a Izzi entra.
—Clary... Meu Deus! O que é isso?
—Eu tenho que sair daqui.
Eu sai do banheiro, a minha cabeça tava doendo. Eu ouvia os sussurros dela dentro da minha cabeça.
Passei trombando em toda aquela gente, mas eu consegui sair. Entretanto, eles vieram atrás de mim. Os caras do time de basquete.
—Então, você é a nova peguete do Herondale. Depois que ele acabar eu quero um pedacinho.
—Vocês tem que sair.
—Qual é gatinha...
—Você. Todos vocês. Vocês que jogaram coisas em mim. E agora, aqueles que ficaram ao seu lado, vão compartilhar do seu destino.
Senti ela tomar conta de mim.
—Que que é isso?
Eles começaram a se afastar, mas já era tarde.
P.O.V. Alec.
Todo mundo ouviu aquele grito. Não era um grito normal.
E eu fiquei sem chão quando vi aquela energia azul saindo de dentro da Clary e matando os caras do time de basquete.
—Que merda é essa?!
Logo Jocelyn e Valentim Morgenstern estavam lá.
—O que foi aquilo?
Clary perguntou:
—Eles estão todos mortos?
—Eu temo que sim. Você está bem?
Ela balbuciou alguma coisa. Parecia estar em choque.
Quando ela finalmente falou, falou com Valentim.
—Elas vão voltar? As linhas pretas nas minhas veias e os sussurros na minha cabeça?
—Eu não sei querida.
—Me mate.
—O que?!
—Me mate antes que eu mate mais alguém. Por favor. Por favor.
Ela estava chorando de desespero.
—Vamos dar um jeito nisso.
—Um jeito?! Eu sou uma abominação! Ser mutante não é legal. É uma maldição!
—Mutante?
—Vamos pra casa. Nós vamos dar um jeito nisso Clary, vamos concertar.
—Só que eu não quero.
Valentim Morgenstern voou longe. E ela saiu caminhando, desviando dos corpos.
—Val!
Jocelyn ajudou Valentim a se levantar.
—Temos que encontrá-la. Descobrir o que desencadeou a crise.
—Ela não é a Clary no momento Val, mas ela está lá dentro em algum lugar. Temos que nos aproximar com calma, porque nesse momento tudo o que tentar se aproximar vai virar pó.
—Ela ficou estável por quase um ano. Porque teria uma crise agora?
—Eu não sei. Da última vez que isso aconteceu foi por causa daqueles rapazes que ficavam atormentando ela.
—Mas, da última vez os garotos foram hospitalizados. Mas, esses estão mortos. Temos que levar os corpos desses meninos para o necrotério e descobrir como eles morreram.
—Ela estava reclamando que estava sentindo a energia dentro dela, que estava crescendo.
—E o que isso quer dizer exatamente Jocelyn?
—Ela não é mais criança Val. Ela está crescendo e acho que o poder está crescendo com ela.
—Podemos tentar tirar o cristal...
—Val, ninguém sobreviveria a tocar naquilo. O Cristal M'Kraan é uma joia do infinito. Nenhum ser humano normal sobreviveria a tocar na joia, ele seria consumido.
—O primeiro passo é encontrar a nossa filha, depois vemos o que fazer. Eu vou ligar para o Professor e você liga para Calixto.
—Calixto não é confiável.
—Mas, o dom dela de detectar outros mutantes vai nos ajudar a encontrar a Clary.
—Sua filha?! A Clary é a herdeira do império Morgenstern?!
—É.
Os pais da Clary começaram a fazer ligações. E logo chegaram um homem numa cadeira de rodas e uma moça toda tatuada.
—Conseguem encontrá-la?
—Ela está perto, mas está me bloqueando. Ela é muito forte.
Disse o homem.
—Detectei uma coisa. Um campo eletromagnético, maciço. É um mutante. Classe cinco. Mais poderoso do que qualquer coisa que eu já senti na vida! Mais poderoso do que o senhor.
—Onde ela está?
—Eu quero ir com vocês. A Clary é minha amiga.
—Izzi!
—Eu vou Alec.
Nós fomos todos. Eu, Izzi, Magnus e até o Jace.
—Tem certeza que ela está aqui?
—Tenho.
—Obrigado Calixto.
—Me deixem entrar primeiro. Eu falhei com a Jean Grey, não vou falhar com a sua filha também.
P.O.V. Jace.
O tal professor entrou na casa. Na caixa de correio estava escrito Gray.
—Porque ela viria pra cá?
—Talvez a Fênix a tenha trazido pra cá por conta da Jean Gray.
P.O.V. Professor.
Eu entrei na casa. A casa estava exatamente igual.
—Eu sabia que viria.
—É claro. Eu vim para te levar para casa.
—Eu estou em casa.
—Não, Clary. Essa não é a sua casa. Você tem uma casa e uma família. Seus pais estão lá fora.
—Ele acha que o seu poder é grande demais para você controlar.
—Eric, lembre-se do que houve com Jean.
—Clary é mais forte e mais poderosa do que a Jean era.
—Você quer me controlar?
—Não. Eu quero ajudar.
—Me ajudar? O que há de errado comigo?
—Absolutamente nada. Você é perfeita.
—Saia da minha cabeça!
—Olhe pra mim Clarissa! Eu posso te ajudar. Olhe para mim!
—Saia da minha cabeça!
—Talvez devesse escutá-la Charles.
—Acredite Clarissa, você é um perigo para todos e para si mesma! Mas, eu posso ajudar! Veja o que aconteceu com aqueles meninos! Você os matou porque não consegue controlar o seu poder!
—Não! Para!
—O que será dos seus amigos? Alec, Isabelle!
Ela me fez voar longe.
—Clarissa! Me deixe entrar!
—Não! Não Clary! Clary!
A mãe entrou na sala. Ela estava cantando.
—Bem no alto da campina, sob o salgueiro... uma cama de grama. Um macio travesseiro...
A casa despencou.
A mãe de Clarissa salvou a minha vida. Aquela música que ela cantou conseguiu acessar a Clarissa e colocar a Fênix de volta na gaiola.
P.O.V. Izzi.
A casa despencou. Caiu no chão com tudo.
—Meu Santo Deus!
—Ai Jocelyn.
—O que diabos foi isso?
—Eu acho que foi a Clary.
A mãe da Clary saiu com ela da casa detonada.
—Vamos pra casa.

Fale com o autor