Notas iniciais
Então gente, como das 3 pessoas que me mandaram review no capítulo passado, 3 pediram por momentos Nathan e Cath, mostro-lhes, então, esse capítulo. Espero que gostem e nos vemos lá embaixo.

Na manhã seguinte, Catherine acordou com o barulho irritante e constante do toque de seu celular. Normalmente, o barulho era tão baixo, que Cath precisava localiza-lo mais pela vibração do que por qualquer outra coisa. Por algum motivo, ainda desconhecido por ela, naquele dia, ele parecia estar além do volume máximo.

–Porra. -resmungou sentindo sua cabeça latejar, enquanto procurava desesperadamente o maldito telefone, embaixo das cobertas. Assim que o achou, atendeu a ligação, sem nem ao menos vem quem era.

–Cath! -a voz de sua mãe soou aliviada do outro lado da linha -Eu estava tentando ligar para você faz uns 10 minutos e você não me atendia, estava ficando preocupada...

Catherine afastou o telefone de si e tentou focalizar a tela do seu celular, procurando entender o que estava acontecendo, porém, a tela tinha um brilho tão alto, que seus olhos começaram a lacrimejar. Enquanto isso, sabia que sua mãe continuava falando do outro lado da linha.

Que horas eram? Porque sua cabeça doía tanto? E porque todos os seus músculos doíam?

Pouco a pouco, as lembranças da noite anterior foram voltando e suas perguntas, respondidas. Ela tinha ido para a festa dos Bennets. Ela tinha dançado feito uma louca, beijado tanto quanto uma prostituta e bebido tanto ou mais que Jack Sparrow, isso explicava sua terrível ressaca. Deveria ter comido alguma coisa na noite anterior para amenizar os efeitos colaterais da bebida, se impressionou por não ter vomitado.

–Cath? Cath! Você está ai? -ouviu sua mãe gritar. No mesmo instante, trouxe o celular de volta a orelha.

–Oi mãe, desculpa. Eu acabei de acordar e ainda estou dormindo, posso te ligar mais tarde?

–Fui eu que te acordei, né, Cath?

–Foi. -e antes que sua mãe começasse a pedir milhares de desculpas, continuou- Mas não tem problema não, eu realmente precisava acordar agora. Quando eu não estiver mais no meu estado zumbi, eu te ligo, beleza?

–Tudo bem, filha, me desculpe.

–Mãe, está tudo bem. Juro. Te amo.

–Também te amo, tchau.

–Tchau.

Bloqueou o celular, dando adeus aquele brilho irritante e quase doloroso em seu rosto, e olhou para a cama de cima. Anne continuava deitada da mesma forma da noite anterior, a única diferença era a boca levemente aberta. Fora um sacrifício tira-la da biblioteca, precisou ser levada nos braços de Nathan, já que estava quase desmaiada. Em casa, Catherine ficou encarregada de tirar o vestido e colocar a camisola, fora terrivelmente complicado, uma vez que ela continuava desmaiada. Se Cath acabava que estava tendo uma ressaca ruim, não queria nem imaginar a a de sua melhor amiga.

Continuou deitada por alguns minutos tentando voltar a dormir, mas ao ver que aquela tarefa era impossível, se levantou e saiu do quarto. O corredor estava vazio e silencioso.

Cath considerou, por um segundo, qual seria seu destino e em vez de descer para a cozinha, o que seria o esperado, se encaminhou para o quarto de Nathan. Talvez ele já estivesse acordado, não é?

Não queria ficar sozinha.

Bateu levante na porta e, sem esperar por uma resposta, a abriu.

Nathan estava sentado na metade de sua cama, apoiado na parede ao lado de uma janela de vidro. Em uma mão tinha um livro de capa branca, na outra um copo de água, já pela metade. Suas pernas estavam cruzadas pelo tornozelo, dando-lhe um ar descontraído. Porém, o que fez Catherine pensar todos os tipos de coisas impróprias para menores de dezoito anos, foi ter a visão daquela belíssima barriga, daquele belíssimo tanquinho. A calça de moletom, como sempre, na iminência de cair.

Cath ficou com sua garganta ainda mais seca. Achava tão injusto que uma pessoa só nascesse uma vez e nascesse perfeita daquele jeito. Teve vontade de esquecer completamente o fato dele ser irmão de sua melhor amiga e investir para cima dele. Primeiramente, soltaria o cabelo, depois passaria uma perna em cada lado do quadril de Nathan, até finalmente soltar seu peso em cima do garoto. Não seria muito difícil já que continuava com o mesmo modelo de pijama dos dias anteriores, se estivesse com a camisola, já seria diferente, teria que levantá-la até...

–Cath? -Nathan perguntou um pouco confuso com sua presença no quarto, a chamando para a realidade. Ela balançou a cabeça, completamente envergonhada de si mesma. Por deus, o que ela estava pensando? Aquele era o irmão de Anne! O irmão de Anne! O mesmo garoto que tinha feito guerra de pizza com ela, a trancado em um banheiro, corrido atras dela feito um louco apenas porque ela havia achado suas revistas pornográficas debaixo da cama quando ele tinha 13 anos. Não. Ela tinha que parar com isso. Tudo bem, sempre achara Nathan Tanner um dos garotos mais bonitos que já tinha tido o prazer de conhecer, mas nunca chegara ao nível de pensar coisas como aquela com ele! O que estava acontecendo com ela?

O verão, só podia ser o verão. Ela nunca tinha lidado muito bem com o calor e aquele era o efeito colateral que o calor estava fazendo nela.

–Cath -repetiu- você está bem? Está com uma cara estranha.

–Eu...sim. Quer dizer, não. Não estou bem. Parece que tem um gigante batendo na minha cabeça. -respondeu, enquanto caminhava e se jogava na cama de casal dele. Os travesseiros ficaram nas suas costas e, como Nathan estava no meio da cama, ela precisou jogar suas pernas em cima das dele, para poder ficar estirada em uma posição confortável.

–Folgada não, né? -disse com um sorriso de lado, quando ela parou de se mexer, apoiou a sua mão, que antes segurava a água, um pouco acima do joelho de Cath.

–Só um pouco, mas hoje eu posso, porque estou doente. -respondeu desviando o olhar dos dedos esguios de Nathan para seus olhos âmbar, que naquela manhã, possuíam um brilho dourado a mais.

Uma risada escapou dos lábios de Nathan e a famosa covinha do lado direito, apareceu.

–Doente por ter passado a noite bebendo todas.

–Shiu! -pediu com uma careta- Minha cabeça está doendo.

–Bem feito, quem mandou beber que nem uma alcoólatra e ficar com aquele branquelo?

–Quê? Por que, do nada, começamos a falar de Arthur? -esse não é o ponto, algo falou dentro da cabeça de Cath -E por que você também não está que nem eu? Se eu estou sendo punida, tanto pelo universo, quanto por você, você também deveria estar sendo.

Nathan fechou o livro, deixando-o ao lado da coxa de Cath e se levantou, com o cuidado de não empurrar de qualquer maneira as pernas que antes, estavam em cima dele.

Cath se sentiu chateada por ele ter saído da cama e se afastado dela, porém, não era idiota o suficiente para deixar isso explicito em sua expressão.

–Eu não estou sendo punido, porque eu não bebi tanto quanto você e minha irmãnzinha. Você acha que eu sou louco a ponto de levar vocês duas para casa bêbado? -perguntou, deixando de abrir as gavetas de sua cômoda para encara-la. Ela permaneceu em silêncio. -Cath, eu prefiro morrer antes de deixar alguma coisa acontecer com qualquer uma de vocês duas. Vocês e mamãe, são tudo o que eu tenho.

Vocês são tudo o que eu tenho...eu prefiro morrer...As palavras continuavam repetindo, mais rápidas que a velocidade da luz, na cabeça de Cath. O que ele quis dizer com aquilo? E o Sr.Tanner? Eles estavam brigados? E os amigos dele? Porém, o que fez o coração de Cath começar a bater constante e rapidamente em suas costelas, foi o fato dele tê-la incluído na frase. Ele preferia morrer, antes de deixar qualquer coisa acontecer com ela. Com ela. E ela nem ao menos fazia parte da família.

–Mas eu nem faço parte da família.

–Você está conosco a mais de dez anos, esteve do lado de Anne e, consequentemente do meu lado, nos momentos bons e ruins. Acho que isso é mais do que suficiente para ser considerada da família. Sangue é meramente o destino ou acaso, existe algo muito mais forte que conecta todos nós.

–O quê? -perguntou, vendo Nathan se aproximar com um comprimido que pegara nas gavetas que estava mexendo.

–Opção. Você foi quem nós escolhemos para fazer parte da família, você já é um dos nossos. Você é uma Brooke, com espirito de Tanner, então, por favor, nunca mais fale uma besteira dessas.

Ela encarou os olhos de Nathan, que brilhavam ao mostrar toda a veracidade daquelas palavras. Cath sentia seu coração já prestes a saltar pelo peito. Será que dava para ele perceber todas as reações que aquelas palavras causavam nela?

Droga. Nathan não a ajudava quando ficava dizendo aquelas coisas com tanta intensidade.

–Aqui. Tome. -ele disse entregando o comprimido e o copo que segurava antes dela praticamente invadir seu quarto- Vai melhorar sua enxaqueca.

–Ah. Brigada. -respondeu, feliz por não ter que permanecer fazendo contato visual com ele. Pegou o copo e engoliu o comprimido.

Nathan sentou no mesmo lugar da cama, pegando o livro de volta, e ela resolveu, naquele momento, ser ainda mais folgada. Depois de colocar o copo de vidro no chão, inverteu sua posição até estar com a cabeça apoiada na coxa dele.

Parecendo surpreso com a atitude, Nathan levantou uma sobrancelha e deu o seu clássico sorriso de lado.

–Vejo que a Srta. Brooke está ficando cada vez mais folgada. Eu preciso me precaver? Estou com medo de ter que sair da cama, caso ela queira ficar mais confortável.

–Nah...não precisa se preocupar tanto. Eu só tenho um último favor a pedir. -disse com um sorrisinho, tentando ser o mais adorável possível.

–Oh Deus, não acredito que estou dizendo isso, mas...diga.

Ela pegou a mão dele que estava livre, já que a outra estava ocupada marcando a página do livro que ele segurava, e a trouxe lentamente para cima de seus cabelos.

–Mexe no meu cabelo, por favorzinho. -pediu, fazendo um biquinho. Nathan ficou parado e boquiaberto encarando sua boca e Cath se perguntou se algo estava errado, será que estava suja? -O que foi, está suja?

Ele piscou e fechou a boca.

–Ahn, não.

E antes que ela pudesse fazer qualquer outra pergunta, ele começou a mexer em seu cabelo. Catherine quase ronronou, talvez tenha deixado escapar uma baixa exclamação de prazer, mas não se importava mais. Adorava, mais do que qualquer coisa no mundo, quando alguém mexia em seu cabelo e ter alguém fazendo isso de livre e espontânea vontade, era melhor ainda.

Fechou os olhos e sentiu o sono querer aparecer.

–Esse livro que você está lendo, é sobre o que? -perguntou baixinho, apenas para tentar se manter acordada.

–Sobre buracos negros, é muito interessante, depois que eu terminar de ler e você quiser que eu te conte algumas curiosidades que tem aqui, eu posso lhe falar.

Nathan continuava passando seus longos dedos por entre seus fios de cabelo, desde o couro cabeludo, até as pontas.

–Hum... -naquele momento, Cath sabia que já não conseguiria abrir os olhos, se quisesse- Como você sabe que eu gosto de ouvir curiosidades?

–Como eu não saberia? Você já comentou com minha irmã uma vez, enquanto eu jogava video game na sala.

–Não sabia que você prestava atenção no que eu falava enquanto jogava video game, se eu soubesse, teria tomado mais cuidado antes de falar minhas besteiras usuais.

–Só se for mesmo, Cath. O engraçado e legal é exatamente suas besteiras usuais.

–Então acho -disse ainda mais baixo, como se contasse um segredo- que você precisa de um aparelho de audição.

Nathan riu e voltaram a ficar em silêncio, seus dedos começaram a percorrer a bochecha de Cath leve e inconscientemente.

–Isso é bom.

–O que? -Nathan perguntou, provavelmente a encarava.

–Isso, que você fez na minha bochecha. É realmente bom.

–Isso? -perguntou fazendo de novo, percorrendo os dedos lentamente até seu maxilar.

–Humhum. -Cath já estava encolhida pronta para dormir, mas se lembrou de uma pergunta que queria fazer, uma que não a estava deixando em paz- Nate..você disse que só tem a mim, Ann e Lauren, mas seu pai ainda esta vivo, em Nova York, porque ele não foi posto nessa lista? E você tem tantos amigos...

–Acho que isso é uma conversa que devemos ter quando você não estiver quase em coma, não acha?

–Não. -resmungou, curiosa para saber a resposta naquele momento.

–Bem, como você não esta em condições para discutir comigo, eu que decido aqui e digo que devemos conversar sobre isso quando estiver completamente acordada. Ou talvez, nem mesmo conversar sobre isso.

–Ei, estou em coma, mas -um bocejo escapou de sua boca- não estou morta.

Cath pôde ouvi-lo rir e sentiu um cobertor em seu corpo, deixando-a mais quentinha.

–Valeu, mas não vai conseguir me comprar com esse cobertor, ainda quero falar sobre isso.

–Tudo bem, Srta. Impossível, quando acordar, conversaremos.

E tudo que ela poderia pensar em dizer, foi esquecido quando Nathan soltou o livro e passou a mexer em seu cabelo com as duas mãos.

Em menos de cinco minutos, já havia dormido.

Notas finais
E então??? Gostaram??? Quero ouvir a opinião de TODOS!! Viu? Todas as maravilhosas pessoas que estão acompanhando essa fanfic, podem aparecer, não sintam vergonha. Bem, esse capítulo deve estar cheios de erro. Estou postando pelo IPad, mas já estou indo para o computador nesse exato minuto, viu? Ajeitar todos os erros e tal. Gente, só queria explicar que essa história, estou tentando deixa-la bem desenvolvida, eu não quero que a Cath se apaixone pelo Nathan de uma hora para a outra, nem que ele se apaixone por ela de uma hora para outra, quero que seja natural, sabe? O capítulo passado, achei necessário porque queria que ele sentisse ciúmes e queria também que ela ficasse com outras pessoas, pq ela ainda nao sabe que gosta dele, então, porque uma pessoa que sempre se diverte nas festas, não ia se divertir na primeira festa que fosse no seu verão com a familia Bennet? Tive medo de isso ser muito fora do personagem e também muito...rápido. Porém, a parte boa é que não terão muitos capítulos como aquele, a maioria será como esses (eu ADORO dar motivos para os personagens ficarem juntos) e isso vai ajudar a desenvolver a relação dos dois, afinal, eu, tanto quanto vocês, quero uma cena de beijo desses dois, o mais rápido possível! Beijinhos!