Crests of Waves
10 Capítulo 10
Notas iniciais
–Anne! O que aconteceu?! -Nathan perguntou se aproximando em um passo da irmã, o rosto refletindo toda sua preocupação e confusão. Como ela continuou chorando no banco, ele se agachou a sua frente.
–Não foi nada, Nate. -Anne conseguiu dizer após um tempo e abriu um sorriso triste- Eu apenas...não esperava que essa exposição fosse tão emocionante.
E antes que ela pudesse continuar com sua frase, Nathan soltou uma risada curta de alívio e lhe abraçou.
–Você me deu um susto, pequena. -ele tirou os cabelos castanhos que estavam caindo na frente do rosto dela, a observou por alguns segundos tentando recuperar o fôlego, e voltou a abraçá-la.
Era bem a cara de Anne chorar de emoção por causa de uma exposição de fotografia. Assim como tinha chorado quando vira um filhote de cachorro se reencontrando com a mãe ou quando Cath dissera que conseguira convence-la de viajar com a família Tanner para a Disney aos 15 anos. Ela sempre fora excessivamente emocional, não deviam estar tão preocupados assim.
–Nate, tinha cada história linda e triste, que você não tem noção. Não acredito que vocês também não choraram. -ela resmungou a última frase, limpando as lágrimas- Estou me sentindo tão fraca.
Cath se lembrou do jogo que estavam fazendo e consequentemente, do beijo. Precisou olhar para cima e se concentrar bastante para não corar. Então, quando sabia que não teria nenhuma reação que indicasse que algo havia acontecido dentro da casinha branca, disse:
–Na verdade, nós não ficamos lendo as histórias, porque eu achei a primeira triste demais.
–Então vocês só olharam as fotos?
–Sim.
–Qual o sentido disso? -Anne perguntou, mexendo no nariz, vermelho devido ao choro, e encarando Cath. A essa ponto, Nathan já tinha se sentado e passado um braço por cima dos ombros da irmã, enquanto afagava o braço dela em uma clara tentativa de conforto.
–Precisa ter sentido? Não basta apenas admirar as fotos e imaginar o que as pessoas passaram na vida?
–Vocês são tão sem graça, se eu soubesse que não iam ler o folheto, nem teria sugerido esse programa.
–Que é isso, Ann! Você gostou e é isso que importa- Nathan afirmou, depois, ao olhar Cath de baixo para cima, completou-Mas acabou que foi mais divertido do que eu pensava. Valeu a pena. -disse por fim, piscando um olho para Cath, voltando a ser o Nathan piadista. Catherine nunca teve tanta raiva do lado palhaço dele, principalmente porque, ao encarar os olhos âmbar brilhando, ficou imediatamente vermelha.
Anne ergueu uma sobrancelha ao ver a troca de olhares dos dois e Catherine se forçou a virar o rosto para a praça.
–Ah sim, Anne, foi de fato uma bonita exposição.
–Aconteceu alguma coisa enquanto eu estava aqui fora, tendo minha crise?
–Tipo? -Cath perguntou nervosa, tentando enrolar ao máximo enquanto pensava em uma mentira. Uma boa mentira, já que era difícil enganar uma pessoa que a conhecia desde que aprendera a andar.
–Bem...Aconteceu uma coisa -Nathan começou a falar, lançando um olhar malicioso para Cath, que instantaneamente ficou pálida.
–Cala a boca, Nathan. -disse da maneira mais séria que podia. Ele apenas ergueu uma sobrancelha ao ouvir seu tom de voz, o sorriso começando a diminuir enquanto uma careta surgia.
–O que foi, gente? Me conta! -pediu Anne.
–Catherine encontrou o albino. -Nathan respondeu de uma vez, dando de ombros. Ainda estava com a careta no rosto e não olhava mais para Cath.
Será que ele estava com raiva?, pensou. De qualquer maneira, Cath não se importava. Ela tinha tantos motivos para estar com raiva quanto ele, afinal, não tinham acabado de combinar que o assunto seria esquecido? E lá vinha Nathan com uma brincadeira daquelas, que quase fez o coração de Cath saltar do peito.
–Mentira! -Anne gritou, se levantando do banco imediatamente- Onde ele está?
–Já foi embora, Ann. Se senta, não precisa ficar tão animada assim. Ele só falou comigo e foi embora.
–Se esqueceu de falar da parte que ele não parava de dar em cima de você e foi preciso eu chegar para lhe salvar. -Nathan comentou despreocupadamente ao limpar alguma sujeira da blusa.
Catherine o fuzilou com os olhos. Por que ele continuava naquela maldita conversa?
–Sabe, querida Cath -seu nome foi dito com tanta acidez que ela se espantou- as pessoas costumam agradecer quando são salvas.
–Acontece, querido Nathan, que eu não pedi sua ajuda.
–Não, apenas me usou como desculpa. -depois, se virando para a irmã, ele disse da forma mais dramática possível- Acredita que ela disse para o albino que eu era o namorado dela?
–Namorado não, apenas ficante.
–Tanto faz. Então, só depois disso que ele decidiu dar o fora. Não tinha como ele competir comigo.
–Há. -Cath soltou uma risada com o modo convencido que Nathan falara aquilo. Embora, ela soubesse que era a mais pura verdade, uma vez que Nathan tinha um corpo completamente desejável, uma boca irritantemente beijável, e uns olhos malditamente hipnotizadores, ele não precisava saber de nada daquilo, por isso, retrucou- Acho que seu ego cresceu demais nesse verão, não é para tanto.
Cath pôde ver a sua careta aumentar, enquanto trincava o maxilar, ofendido e irritado com o que ela dissera.
Porém, antes que ele se acalmasse o bastante para respondê-la, um cara surpreendentemente gostoso apareceu no meio deles. Direcionando a atenção de todos à ele.
–Olha quem temos aqui! -disse com um sorriso de aparecer covinhas no rosto. Ele usava uma calça jeans azul escura, coturnos pretos e uma blusa branca com o rosto do Darth Vader e os dizeres "eu sou seu pai". Além disso, dava para ver uma tatuagem saindo da manga da blusa do braço direito. Possuía olhos e cabelos bem escuros, o que contrastava com sua pele branca e dava-lhe um imenso ar de perigo.
Gostoso e perigoso, o tipo de garoto que beijava melhor.
Cath pôde ver Nathan colocar um sorriso sincero no rosto e se levantar para dar um abraço no amigo, enquanto Anne parecia ter comido algo bem azedo.
–Asher! Pensei que você fosse para a grande festa de hoje.
–Bem, daqui a pouco estou indo. Quer vir comigo? -perguntou passando uma mão pelo cabelo, jogando-o para trás e deixando-o ainda mais bagunçado.
–Não. -quem disse, para a surpresa de todos, havia sido Anne- Ele não quer ir para essa festa estúpida com você. Já está ocupado fazendo companhia a boas pessoas.
–Ora, ora, quem temos aqui. -Asher começou a dizer com um sorriso sarcástico, virando-se na direção da morena-Se não é a princesinha Tanner. Faz tempo que eu não lhe vejo, né? Como você está?
–Pior agora que você chegou.
–Anne! -Nathan a repreendeu, se colocando na frente dos dois para evitar uma briga- Desculpe, Asher, ela ainda está chateada com aquela história da prisão.
Como Cath ainda não havia sido apresentada para o estranho, se permitiu observar concentrada tudo que acontecia em sua frente. Nathan e Asher trocavam um olhar que dizia mais do que poderia parecer. Como se eles estivesse compartilhando algum segredo.
Catherine ficou ainda mais curiosa, se perguntando qual poderia ser o segredo e porque Asher era o culpado por Nathan ter sido preso dois anos seguidos.
–E quem é essa maravilha aqui? -Asher perguntou, galanteador, encarando Cath. Pelo que parecia a milionésima vez naquela noite, ela ficou vermelha. Se amaldiçoando por ter aquela reação com uma cantada tão batida. Ela era Catherine Brooke, não tinha o direito de ficar vermelha.
–Asher Dixon, Catherine Brooke. Catherine Brooke, Asher Dixon. -Nathan os apresentou, mas antes de Asher poder abrir completamente seu claro sorriso malicioso, ele passou os braços pelos ombros de Cath -Mas nem pense em dar em cima dela. Cath é uma segunda irmã para mim, logo, segue a mesma regra que temos com Anne.
–Essa é a amiga de Anne que vocês viviam falando?
–Essa mesma. -Anne confirmou, se levantando e ficando do outro lado de irmão. Catherine aproveitou o momento para lançar um olhar irritado para Nathan e sair de baixo de seu braço.
–Ah! -ele olhou para ela com bastante curiosidade- Nathan e Anne já me falaram muito de você.
–Eu quase não falo com você, imbecil. -Anne interrompeu o rapaz, praticamente cuspindo as palavras.
–Eu me pergunto, gatinha, de onde vem tanto ódio? Isso é tesão reprimido?
–Não seja tão prepotente. Tenho mais o que fazer do que sentir algo como isso por uma pessoa tão estúpida como você. Me importo com coisas além de aparência, sabe?
–Hum...não sei, não.
Nathan revirou os olhos e deu um empurrão fraco em Asher, ao ver a irmã ficar vermelha de raiva.
–Hey, Ash, não enche. Ela já não gosta de ti, se você continuar implicando com ela toda vez que se encontrarem, é capaz de um dia ela resolver quebrar a tua cara e eu não me responsabilizarei por isso.
Asher soltou uma risada.
–Eu me lembro de quando você estava ensinando ela a lutar, foi engraçado. -novamente ele mexeu no cabelo, e Cath reparou que era uma mania.
–Não, não era. -Anne falou com o queixo erguido, parecendo mais imponente do que normalmente era- Eu era boa e posso quebrar a sua cara agora mesmo, se você continuar com isso.
–Oh, não. Não se preocupe em fazer isso, princesa. Eu irei parar. Não quero ver sua belas e delicadas mãos machucadas por minha causa. -Asher afirmou, parecendo realmente preocupado, enquanto pegava e colocava uma das mãos de Ann entre as suas.
Ela rapidamente puxou-a de volta, recebendo, com isso, uma piscadela.
Pela primeira vez na noite, Catherine se questionou se Anne estava realmente vermelha por causa da raiva.
Talvez não.
–Imbecil. -Anne repetiu o xingamento, fazendo Asher soltar uma gargalhada.
–Asher. -Nathan voltou a falar- Deixa a minha irmã em paz.
–Não sei porque você se preocupa tanto em me fazer ficar longe de Anne, quando nós todos sabemos que algo desse tipo nunca irá acontecer. Eu não sou o tipo dela, ela não é meu tipo. Além do mais, já tivemos a chance de ficar e eu a dispensei, se lembra?
–Claro, Asher, como eu iria esquecer? -Nathan perguntou rolando os olhos- Mas e então? Quem vai para essa festa?
Era uma clara mudança de assunto, e tanto Anne, quanto Cath, gostaram daquela atitude.
–Bem, chegou uma família nova em West Island, e parece que o casal Greene, tem quatro filhas mulheres que estarão nessa festa. Além disso, só o povo de sempre.
Nathan coçou a cabeça.
–Ah certo.
–E então? Você vai? Eu posso lhe dar carona.
Cath viu Nathan olhar discretamente para ela, antes de responder.
–Não posso, estou com as meninas hoje. Deixa para outro dia.
–Tudo bem, então. -o amigo de olhos negros respondeu, dando de ombros.
–A gente combina também de você ir passar alguma tarde lá em casa.
–Acho que a Sra.Tanner não ia gostar muito.
–Besteira.
–Bem, quanto você conseguir convencê-la, eu passarei por lá, agora eu realmente preciso ir, se não, chegarei mais atrasado do que o normal.
–Tudo bem, Ash. Até a próxima.
–Valeu, amigo. -Asher respondeu, com um sorriso, dando uma batida no ombro de Nate e então se virou para Cath.
–Tchau, loirinha. -disse dando um beijo em sua mão.
Depois, se virou para Anne, pronto para fazer o mesmo.
Ela rapidamente se afastou dois passos.
Com isso, Asher e Anne passaram alguns segundos se encarando, ela de braços cruzados, ele com uma expressão indecifrável. Até que, por fim, Asher deu de ombros e saiu apressado pela rua.
Cath viu Anne soltando a respiração.
–Eu tenho uma pergunta. -Cath começou- Se Anne odeia tanto assim esse Asher, porque você ainda é amigo dele?
–Cath! Não é que essa é uma excelente pergunta! -Anne disse cinicamente, virando-se para o irmão.
–Porque, apesar de tudo, ele é meu amigo. Não de Anne. -respondeu Nathan.
–Mas não foi ele que fez você ser preso em dois verões diferentes?
–Sim. Mas o que aconteceu para eu ir para prisão, é um assunto meu e dele. Se eu, que fui a pessoa presa da história, não estou com raiva, não entendo porque vocês deveriam estar. Porque Anne deveria estar.
–Eu tenho todos os motivos para ter raiva de um idiota daqueles. Apesar de eu não sido presa, tomei suas dores, Nathan, e eu tenho direito de sentir raiva dele. Além disso, Cath, você pôde ver como ele agiu comigo.
–Anne, ele parecia interessado em você, isso sim.
Ambos os irmãos Tanners soltaram uma risada.
–Asher Dixon é assim com todas as garotas. Até mais agradável, com as que ele realmente quer pegar.
–Mas Asher Dixon -continuou Nathan- não se importa romanticamente com ninguém.
–Se você pensa que o Nathan é galinha.
–Ei! Olha o respeito. -Nathan falou, interrompendo a frase da irmã, que apenas revirou os olhos e continuou.
–Se você pensa que Nathan é galinha, Asher é muito mais.
–Ao ponto de eu parecer uma pessoa santa e pura perto dele. -Nathan completou a frase da irmã, novamente daquela maneira que as frases pareciam ensaiadas.
Catherine ergueu as sobrancelhas, surpresa com aquilo. Alguém mais galinha que Nathan, era difícil. Ele tinha uma garota diferente a cada noite, nunca havia namorado com nenhuma.
Algo acendeu no cérebro de Cath e em um segundo, ela viu seu último pensamento ser repetido mais de um milhão de vezes.
Ele tinha uma garota diferente a cada noite, logo, isso significava que ele não se importava realmente com nenhuma delas.
E se ele tinha beijado Cath naquela noite...isso fazia dela mais uma entre as milhares da lista de Nathan?
O questionamento a fez colocar uma careta no rosto e seu humor ficar o pior possível.
Simplesmente não conseguia acreditar. Não bastava ter beijado o irmão de sua melhor amiga, ter gostado, ainda precisava ser mais uma entre um milhão.
Catherine quase rosnou, não gostava de se sentir sem importância.
Porém, como não queria que os irmãos Tanners percebessem sua súbita mudança de humor, respondeu simplesmente.
–Impressionante.
–Urgh. Tanto faz. -Anne disse, irritada por estarem falando de Asher- Não gosto de falar dele, faz eu ficar com um péssimo humor, acho que deveríamos voltar para casa, antes que fique muito tarde.
–Sim. -Nathan concordou, enquanto Cath dava de ombros.
Quando, por fim, chegaram nas motos e Cath percebeu que Anne estava longe o bastante dos dois para ouvir a conversa. Ela disse rispidamente para Nathan.
–Você é um imbecil. Por que fez isso comigo? E depois ainda fez aquela brincadeira na frente da Anne, ignorando completamente nosso acordo de manter o beijo em segredo?
–Cath. Foi apenas uma brincadeira, um de nós dois tinha que fazer piada da situação, né? Nunca iríamos voltar ao normal se continuássemos com o clima tenso que ficou entre nós dentro da casa branca. Anne notaria que algo havia acontecido, certeza.
–Talvez não, mas depois dessa sua brincadeira ridícula, é bem provável que ela venha me encher de perguntas depois.
Nathan abriu um sorriso divertido.
–Ainda mais que essa pessoinha ficou vermelha ao ter o assunto do beijo mencionado. Isso significa que gostou? -ele perguntou, os olhos brilhando de divertimento, enquanto cutucava a bochecha de Cath, que já tinha adquirido um tom mais rosado.
–Não é como se eu conseguisse me controlar, né? Isso é uma reação normal de qualquer pessoa branca demais.
–Você não respondeu minha pergunta. Gostou ou não?
As bochechas de Cath adquiriram um tom ainda mais forte e foi o suficiente para Nathan saber a resposta, de qualquer forma, ele queria ouvi-la falar.
–Nathan, que diferença isso faz? -ela perguntou, se afastando do toque dele em sua bochecha- Não é como se isso fosse voltar a acontecer de novo.
–Ah sim. -ele falou se afastando um passo com uma careta e pegando o capacete- Porque eu não sou bom o bastante para Catherine Brooke, não é mesmo? Afinal, perderia de uma pessoa como aquele albino brincando, né? Você é bonita demais para ficar com alguém como eu, certo?
Catherine se surpreendeu pela segunda vez na noite, com a raiva que ouviu naquelas palavras. E no absurdo delas. Catherine era bonita demais para Nathan. Há! Só se for. A verdade era que era justamente o contrário. Ele era bonito demais para ficar com alguém como Cath. Porém, aquilo não era o foco da questão. O foco era que ela era, para Nathan, mais uma de um milhão e aquilo a irritava.
A irritava de uma maneira tão forte, que ela se xingou por estar irritada com algo como isso.
Nada daquilo era para importar.
Porque Nathan era como se fosse um irmão para ela.
–Que? Claro que não, Nathan. Você está falando besteiras. Isso não vai acontecer de novo, porque somos praticamente irmãos. Não é certo.
Nathan enfiou agilmente o capacete em Cath e apertou tanto que chegou a doer.
–Aí! -ela soltou.
–Ei gente! Ainda vai demorar aí? -Anne perguntou, deixando de se ajeitar no espelho da sua moto e se virando para encarar os dois.
–Não Anne! Já estamos indo. -Nathan gritou, antes de voltar a olhar para Cath -Tudo bem, Cath. Já que você está tão preocupada em não deixar Anne descobrir, vamos apenas deixar esse assunto de lado, não precisamos brigar por um erro estúpido que não voltará a acontecer.
E então ele subiu na moto, sem nem ao menos deixá-la responder.
–Nathan, também não precisa falar desse jeito. -ela disse baixinho ao subir na moto.
–E de que jeito você quer que eu fale? -ele perguntou por cima do ombro, a raiva havia dado, há algum tempo, lugar para a indiferença- Não posso fazer piada para descontrair, não posso chamar o beijo de erro estúpido. Você quer que eu fale como?
Cath permaneceu calada, o que fez Nathan se virar ainda mais.
–Olha, você quer que a gente esqueça o que aconteceu para voltar a ser como era antes, né? Pois pronto, eu já esqueci. Não significou nada mesmo. Foi apenas um beijo, que tinha intenção de ser um selinho de brincadeira.
–Gente! -Anne gritou impaciente- O que vocês tanto conversam?! Vamos logo! Estou cansada de esperar.
Nathan se ajeitou ficando de frente para a moto, podendo ouvir Cath sussurrar um tudo bem, antes de ligar a moto e dar partida. Prontos para voltarem para casa, esquecerem tudo que havia acontecido a agirem como sempre.
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