Crescente
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu sou uma adolescente de castigo até os 80 anos. Só por que eu sem avisos fui para a Itália para salvar meu namorado de se matar – Charlie não sabe disso. O castigo não serve de nada já que durmo com Edward todas as noites – ele permanece acordado já que vampiros não dormem. Mas quando os dias do mês se passaram algo me fez falta. Minha menstruação. Nunca atrasei um dia sequer desde que começou.
—Não! – disse em voz alta para mim mesma depois de fazer as contas várias vezes – Não pode ser!
Só aconteceu uma vez, em nome de tudo que há de mais sagrado!
Eu estava desesperada de saudades de Edward. Eu era uma pessoa incompleta e infeliz, fazendo o possível para se sentir um pouco mais inteira. Então na hora pular de um penhasco me pareceu uma boa ideia. E assim que eu pulei, me arrependi. A água estava gelada e revolta. Não conseguia distinguir o que era cima e baixo. O ar já estava me faltando e eu estava exausta.
“Lute!” eu ouvi sua voz e sorri, apesar do desespero. “pelo menos morro com você perto de mim”. “Nade!” ele disse imperativo mas eu já não conseguia me mover. A falta de oxigênio estava me deixando tonta. Estava quase perdendo a consciência quando vi um vulto muito ao longe laranja.
—Bella! – ouço uma voz conhecida – Vamos, acorde.
Abro os olhos e me deparo com seu rosto preocupado. Minha voz some devido ao sal da água que engoli, então eu o abraço. Em parte por que quero que ele desfaça suas feições de preocupação e por que ele é quente e eu estou congelando. Ele resolve me carregar até sua casa e eu estou tão exausta que não o contrario.
—Perdemos Victoria – ele diz – Ela fugiu pelo mar e perdemos o rastro – um longo silencio permanece – Harry sofreu um infarto. Não resistiu. Estão todos no hospital com a família.
—Muito triste – digo com a voz rouca.
—Muito.
Ao chegar a sua casa, eu tomo banho e visto as roupas que Jake me empresta. Lavei as minhas no banho e as estendo para secar por lá mesmo. Assim que olho a cama de Jake, simplesmente não resisto e me deito sem pensar duas vezes. Quando acordo já está escuro e vou em direção a sala de onde ouço a televisão.
—Dormiu feito uma pedra, Bells – eu me sento ao seu lado.
—Estava cansada – minha voz ainda está estranha e forçar a garganta dói.
—Tentar se matar deve gastar energias –ele diz sarcástico.
—Eu não estava tentando me matar, Jake. Eu estava querendo me divertir, só isso.
—Sei... – ele não parece muito convencido e minha garganta não permite que eu argumente.
Ainda sinto frio, provavelmente por que meus cabelos ainda estão molhados, então me aninho a Jake. Ele sem desviar os olhos da TV, passa seus braços por meus ombros e me puxa para mais perto. Seu calor emana e eu estou hiperconsciente de sua presença. Eu olho para seu rosto, observando com atenção seus traços. Ele me olha de volta. Sua boca me parece irresistível então num ímpeto eu o beijo.
Jacob é pego de surpresa por um segundo, mas retribui com a mesma intensidade. Beijá-lo é diferente. Ele não tem que se controlar para não me machucar. Aliás não se controla em absolutamente em nada. Suas mãos estão livres percorrendo minhas pernas enquanto as minhas estão sob suas roupas.
—Bells... – Jake estava sem fôlego como eu – Não acha que estamos indo rápido demais?
—Não mesmo – respondo voltando a beijá-lo e ele não torna a perguntar, e desce seus beijos pelo meu pescoço. Toda a minha sanidade havia ido embora no momento e não tive mais um pensamento coerente depois.
Quando cheguei em casa naquele dia Alice estava lá, Jake e eu brigamos, e depois eu percebi o que eu havia feito. Jacob gostava de mim, e eu havia feito o que fiz por puro desejo. Eu estava alimentando sentimentos que não poderia retribuir. Eu era uma pessoa quebrada, incompleta e, apesar de Jake me fazer sentir mais viva – eu jamais conseguiria amar alguém que não Edward. Não na mesma intensidade.
E agora... Meu coração batia forte e eu não conseguia pensar. Edward acabou de voltar, tudo estava bem – tirando o fato de que Jake não queria mais falar comigo e Edward insistia em proibir minha ida a La Push alegando que os lobisomens eram instáveis e perigosos. Como ele reagiria a isso? Iria ele embora outra vez?
Essa criança, se realmente existisse seria um entrave tão grande... Mas pode não ser! Passei por grandes mudanças, pode ser emocional. Ou uma desregulação hormonal, obviamente. Esperei o segundo mês e não veio. Eu iria comprar um teste de gravidez somente por desencargo de consciência. Obviamente eu não estou grávida.
Tive de ir a Port Angeles. Só haviam três farmácias em Forks e todos os funcionários das três me conheciam e, principalmente, conheciam Charlie. Então dirigi o mais rápido que a minha picape vermelha podia. Cheguei em casa esbaforida e nervosa. Fiz de uma vez diversos testes e os minutos pareciam se arrastar. Mas, contra a minha vontade, duas listras apareceram em todos os testes. Eu estava grávida. Uma vida estava sendo gerada dentro de mim.
Eu não conseguia pensar. Edward iria me deixar, com absoluta certeza. Essa criança tem que sair! Isso não pode acontecer! Arrependo-me no segundo seguinte de meus pensamentos. Não poderia jamais ferir o bebê em meu ventre. Ele era meu bebê, meu filho. Uma mãe não deve machucar seu filho.
—Bella! – Alice surge pela janela e eu me assusto com sua aparição repentina.
—Alice! O que está fazendo aqui? – pergunto ainda atônita.
—Eu tive uma visão e eu espero que você me explique – ela diz séria.
—Diga, Alice – eu respiro fundo.
—Eu vi você muito grávida – ela diz – Como isso é possível?
Eu desabo no choro que estava segurando. Eu estava desesperada. Isso não podia estar acontecendo comigo! Tantas mulheres no mundo gastando fortunas para engravidar e eu engravido numa única vez. Não era justo. Alice me abraça e espera pacientemente que eu me acalme.
—No dia em que você me viu pular do penhasco eu fui para a casa de Jacob. Eu estava sensível e uma coisa levou a outra... Não acredito que isso está acontecendo, Alice! Edward vai me matar! Ou pior, vai embora de novo- começo a hiperventilar, nevervosa.
—Bella, fica calma, respira – eu respiro fundo – Edward te ama mais do que você compreende, vai dar tudo certo – ela me senta na cam até que minha respiração volte ao normal.
—Isso muda absolutamente tudo. Ele vai me deixar de novo. Eu ainda tenho que falar com ele, com Jacob, com a sua família e com meu pai.
—E com quem você vai falar primeiro? – ela pergunta.
—Com Jacob, ele vai reagir melhor. Mas preciso que você acoberte minha ida a reserva amanhã.
—Sabe o que eu acho de lobisomens... Mas tudo bem. É necessário. Vou dizer a ele que vamos fazer compras.
—Você é a melhor! – eu a abraço, sua pele gelada me arrepia, mas é aconchegante.
—Eu sei – ela me sorri. Tinha me esquecido de como era bom ter minha melhor amiga por perto.
Alice se vai e eu desço para fazer o jantar. Percebo que o cheiro de cebolas me enjoa e eu corro em direção do banheiro, com a mão na boca. Então eu as jogo fora, incluindo as que tínhamos guardadas. Só de pensar nelas meu estomago embrulha. Charlie chega do trabalho, elogia a comida, mas eu não sinto fome. Ainda estou atordoada com a notícia.
Quando subo, depois de lavar a louça e ajeitar a cozinha, Edward está me esperando. Pego minhas roupas e vou tomar banho. Meu corpo parece o mesmo. Não há qualquer sinal físico da gravidez em meu corpo. Mas em breve estarei imensa como um balão.
Volto para o quarto e me aconchego em Edward, sem dizer uma palavra, temendo me entregar assim que abrisse a boca. Ele me abraça, sei que sabe que algo está errado, que estou escondendo algo, mas ele não pergunta e canta minha musica de ninar até que eu durmo.
Notas finais
Até o próximo, gente linda ;*
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