Notas iniciais
Olá pessoal, aqui vai mais um capituo, desculpa se eu demorei, e que tambem estou escrevendo Surpresas na Vida e quem quiser dar uma passadinha no meu blog http://fanfics-crepusculo.blogspot.com/ boa leitura gente

— Você quer ficar? – perguntou o Dr Cullen.

— Não, vou aproveitar que ele esta desacordado – me levantei rapidamente e ao dar o primeiro passo, cai de cara no chão.

— Aii – essa cama não era tão alta assim.

— Isso que é dar de cara no chão – Dr Cullen começou a rir.

— Eu escutei.

Bella me ajudou a levantar.

— Posso conversar com você?

Bella rapidamente ficou tensa.

— Seu pai tá te esperando.

— Preciso conversar com você em particular.

Ela caminhou para o corredor, eu tive que correr ela andava muito rápido. Quando virou a curva do corredor ela se virou para mim.

— O que você quer? – falou ela com aqueles olhos frios. Isso me deu um arrepio.

É... nada, já to indo embora.

— Vo-você me deve uma explicação. – falei baixo, e gaguejando, tinha que gaguejar nessa hora.

— Salvei sua vida, não te devo nada. Você que me deve.

Ah tá, desculpa aê.

— Mas você prometeu.

— Edward você bateu a cabeça, você não sabe o que fala. – falou ela numa voz fria.

Nem eu sei o que eu falo, mas eu não sou louco, talvez um pouco, mas não muito. Não precisa falar assim comigo.

— Não tem nada de errado com a minha cabeça – apesar de eu ter batido ela já duas vezes hoje.

— O que você quer de mim Edward?

Tem certeza que você vai perguntar isso? Deixa eu ver, será que você quer sair comigo? Não me importo com o seu temperamento agressivo. Edward para de pensar bobeira.

— Quero saber a verdade.

— E o que você acha que aconteceu? – falou ela irritada. Falei tudo de uma vez.

— Eu sei que eu vi você no outro lado do estacionamento, e de repente você estava do meu lado, e você parou a van com uma mão só, era pra ela ter esmagado nos dois, e você não tem um arranhão se quer e ....

Parei de falar, falando assim estava muito estranho e impossível, estava mais para um drogado que vê alucinações.

Ela me olhou incrédula.

— Você acha que eu parei uma van com uma mão só? – falou ela como seu eu fosse um doidão.

— Èééé, sim.

— Ninguém vai acreditar nisso.

Ah então é verdade, eu não louco.

— Eu não vou contar pra ninguém. – falei. E também se eu contasse aposto que ela me mataria. Ela ficou surpresa.

— Então, porque isso importa?

— Importa pra mim.

— Você não pode agradecer e esquecer isso?

Ah tá foi mal e não agradeci.

— Valeu ai por me salvar. Agora pode me contar.

- Você não vai desistir né?

- Não – eu era teimoso.

- Então espero que curta seu desapontamento.

Nós nos olhamos em silencio. Não dava pra pensar olhando para ela, com aqueles olhos dourados e seu rosto maravilhoso. Então comecei a falar de novo.

— Então porque você se incomodou em me salvar?

— Eu não sei.

Se arrependeu de ter salvado eu, não valeu a pena? Beleza, eu não te pedi pra mim salvar mesmo.

Ela deu as costas e foi embora.

Na sala de espera, parecia que a escola inteira estava lá. Charlie estava conversando com uma enfermeira

— Liga pra mim depois. – falou Charlie entregando um papel para a enfermeira.

Charlie veio em minha direção.

— O que o Dr Disse?

— Que estou bem, se eu sentir alguma coisa é para voltar aqui.

As pessoas estavam vindo pra cá.

— Vamos logo Charlie.

— Ok.

Entrei na viatura de Charlie. Aquilo parecia mais um lixo móvel. Tinha varias coisas jogadas no carro, latas de cerveja, pacotes de salgadinhos.

— Você não limpa isso daqui?

— Limpei ele ontem.

Meu deus. Fui colocar o cinto e na hora de encaixar ele, minha mão tocou numa coisa mole, fui ver o que era e quando vejo me sobressaltei.

— CHARLIE o que é isso? – ai que nojo.

— Isso é uma camisinha, eu acho que você nunca deve ter usado, a gente usa...

— Eu sei o que é isso, o que isso esta fazendo aqui? – nunca mais vou pegar alguma coisa com essa mão.

— Quer mesmo saber?

— Acho que não. – falei irritado. Isso virou o que carro motel?

Ao chegar em casa sai logo daquele carro. Fui ao banheiro, joguei água sanitária, sabonete, tudo o que eu vi pela frente na minha mão. Já aproveitei e tomei um banho.

Bella Cullen estava escondendo algo, e eu iria descobrir.

Essa foi a primeira noite que sonhei com Bella Cullen.

Estava na casa do Charlie, e escutei um som musica vindo do meu quarto, subi pra ver o que era, e ao abrir a porta, vejo meu quarto todo decorado com velas e pétalas de rosa espalhadas pelo chão. E meu queixo caiu quando eu vi quem estava na minha cama, Charlie estava beijando a Bella.

— Bella?

Ela olhou pra mim com um sorriso e depois voltou a beijar o Charlie como se eu não estivesse ali.

— Ahhhhhhhhhhhhhh. – acordei gritando, e minha respiração estava acelerada, que sonho estranho foi esse?

Depois disso não consegui dormir mais. De manhã cedo Charlie estava tomando café, eu senti na mesa e fiquei olhando pra ele.

— O que foi? Acho bonito, pode tirar uma foto eu deixo.

Nunca ia esquecer esse sonho.

O mês que se passou depois do acidente foi muito chato, eu fui o centro das atenções na escola. Tyler sempre tentava se desculpar do acidente, querendo recompensar de algum modo, eu falei que se ele sumisse tava muito bom. Ninguém pareceu preocupado com Bella, apesar de eu ter falado varias vezes que ela que me salvou. Bella estava nunca cercada de pessoas te enchendo o saco, elas ainda a evitavam. Bella nunca olhava mais em minha direção. Bella me ignorava na aula de biologia.

Ao entrar na sala, ela já estava sentada olhando para frente.

- Olá Bella. – eu disse pra mostrar que eu ia me comportar.

Ela virou pra mim rapidamente e depois virou a cara novamente.

Esse fui a ultima vez que falei com ela. As vezes eu ficava observando ela, eu não conseguia não olhar.

Eu estava arrasado e sempre tinha sonhos estranhos com a Bella. Jessica ficou feliz com a frieza que eu e Bella nos tratava. Estava na aula de biologia consciente de que ela estava ao meu lado, quando Jessica veio a minha mesa.

— Então – Jéssica olhou para baixo – Estava pensando se você quer ir ao baile comigo.

Tinha até esquecido do baile. Pelo canto do olho vi Bella virar a cabeça em minha direção.

— Desculpe mas eu não vou poder ir.

— Alguém já te convidou? – Jessica olhou para Bella.

— Não. Eu não vou ao baile.

— Por que não?

Eu não queria explicar o meu desastre em dançar. Com certeza ia levar alguma menina pro chão. Inventei uma desculpa.

— Vou a Seattle esse sábado. – eu precisava sair mesmo

— Não pode ir outro dia?

— Não. Deveria convidar o Mike, aposto que ele irá aceitar.

— É você está certo. – ela se virou e foi para o seu lugar arrasada.

De algum modo me senti culpado. Fechei os olhos e coloquei minha mão no meu rosto. O Sr Banner começou a falar. Eu abri os olhos e Bella estava me encarando. O que foi minha boca ta suja, tem alguma coisa no meu dente? Olhei pra ela também, ela me olhava com curiosidade, pensei que ela olharia para o outro lado. Mas ela continuou a me olhar. Eu também não desviaria o olhar. Aé? É competição então tá.

— Senhorita Cullen. – o professor chamou querendo a resposta de uma pergunta que eu não ouvi.

— O ciclo dos caranguejos. – respondeu ela, relutante para olhar pra frente.

Olhei para baixo livre dos olhos dela, meu olho estava ardendo, eu deveria ter piscado.

Tinha várias emoções pulsando no meu corpo, só porque ela tinha olhado pra mim pela primeira vez em 1 mês. Ela não podia ter essa influencia sobre mim. Eu nem era amigo dela. Me segurei para não olhar. Finalmente o sinal tocou. Virei de costas para pegar minhas coisas, e esperar ela sair rapidamente como ela sempre fazia.

— Edward? – eu conhecia essa voz, como se tivesse ouvido ela a vida toda.

Eu devo estar doido, eu devo estar doido, só pode ser. Me virei devagar, ela não disse nada.

— Você já esta falando comigo de novo? – perguntei meio rude, será que eu não tinha imaginado ela me chamando?

Ela estava tentando não rir.

— Na verdade não.

Vai me fazer de palhaço agora?

— O que você quer Bella? – falei com os olhos fechados. Era mais fácil falar assim, senão ela iria me persuadir com aqueles olhos dourados.

— Me desculpa. Eu fui rude, mas desse jeito é melhor.

Eu abri meus olhos, o rosto dela estava sério.

— O que quer dizer?

— É melhor não sermos amigos. Confie em mim.

Nossa magoou.

- Porque não percebeu isso antes? Teria poupado arrependimento.

— Arrependimento pelo que?

— Por não deixar aquela van me arrebentado.

Ela me olhava incrédula. Quando ela falou, parecia com raiva.

— Acha que me arrependo de ter salvado sua vida?

— Acho.

— Você não sabe de nada.

É com certeza ela estava com raiva. Alem de ela não querer ser minha amiga vai me matar. Peguei minhas coisas e tentei sair. Mas é claro que eu tinha que cair e derrubar meus livros. Será que eu não posso tem um pouquinho de sorte. Agora ela vai achar que eu sou um idiota que nem sabe andar. Pensei em deixá-los pra trás, suspirei e me abaixei para pegar, mas ela já estava lá e já tinha colocado numa pilha e me entregou .

— Obrigado – falei rude.

Ela revirou os olhos.

— De nada.

Dei as costas para ela e fui em direção para a sala do pânico, educação física.

Estava aliviado como sempre para ir embora. Eu praticamente corri para a caminhonete, eu queria evitar as pessoas. O tanque de guerra do meu carro, não sofreu muitos danos com a batida.

Quase tive um enfarto quando vi uma silhueta escura encostada na lateral da caminhonete. Mas vi que era só a Lauren. Continuei andando.

— Oi Lauren.

— Oi Edward.

— O que foi? – perguntei enquanto destrava a porta.

— Eu estava imaginando se você gostaria de ir ao baile comigo.

Eu deveria vir como uma camiseta escrita NÃO VOU AO BAILE, ENTÃO NÃO ME CHAMEM. Sorri pra ela.

— Obrigado por me convidar, mas eu vou a Seattle esse sábado.

— Ah, então tá, quem sabe na próxima.

Ouvi uma risada baixa, e quando olhei vejo Bella passando por minha caminhonete. O que esse povo tanto ri, eu hein.

Entrei no meu carro e bati a porta com força, quase derrubei. Eu de ré e sai pelo corredor. Bella já estava no seu carro, deslizando na minha frente me atrapalhando. Ela parou para esperar sua família. Mas eles estavam longe. Eu pensei em passar por cima do carro dela, mas tinha testemunhas. Olhei para trás e uma fila se formou, atrás de mim estava o Eric. Enquanto eu fiquei esperando olhando para todos os lados menos pra frente, ouvi uma batidinha no meu vidro do passageiro, era Eric abri o vidro relutante, mas ela estava dura, só abri metade.

— Foi mal, estou preso atrás da Cullen.

— Eu sei bobinho só vim te perguntar uma coisa.

Pelo amor de Deus, fala que ele não veio aqui perguntar o que eu estou pensando, isso já é sacanagem.

— Você quer ir ao baile comigo? – ahhhh eu vou tacar meu tênis na cara dele.

— Mas são as meninas que convidam.

— Eu sei bobinho, por isso eu estou te convidando.

Ele só pode estar de brincadeira.

— Eu vou a Seattle esse dia.

— É, Jéssica disse isso.

— Então porque.. — filho da mãe eu vou te matar

— Pensei que você estava evitando de ir ao baile com ela.

O que fez ele pensar que eu evitaria uma garota para ir com ele ao baile?

— Tudo bem, tem o baile de fim de ano. – ele jogou um beijinho e saiu.

Juro que eu vou explodir. Acalme se Edward, conte de um a dez.

Vi a família de Bella entrar no volvo, vi pelo espelho retrovisor dela que ela estava olhando pra mim, e com certeza rindo muito. Meu pé se aproximou do acelerador, uma batida eles não vão se machucar, só vou estragar a pintura desse volvo novinho. Quando acelerei Bella tinha saído. Voltei devagar para casa resmungando

Notas finais
Gostaram, comentem ai pessoal, faz bem pra mim. Vlw