Tive que deixar Edward dirigir até o aeroporto, mesmo agora eu ainda dirijo devagar até para um humano.

–Poderíamos aproveitar e ir visitar Zafrina e Senna na Amazônia, o que acha? -Ele perguntou.

–Acho uma péssima ideia, não quero deixar eles esperando muito tempo em Forks.

–Você sabe que não precisa ter medo de Zafrina, e podemos ligar e avisar que vamos demorar mais um pouco.

–Não tenho medo de Zafrina. Tudo bem, mas só quando formos embora.

Ele sorriu e concordou.

–Que droga Edward, falta 5 minutos para o nosso voo.

–Não se preocupe Bells, a gente dá um jeito.

Ele parou o carro em uma vaga para deficientes e pegou nossas malas em uma mão em milésimos de segundos.

–Pronta?

–Vaga de deficiente?

–Eu tenho problemas cardíacos, você sabe.-Ele riu

–Tudo bem, vamos logo.

Graças a nossa velocidade conseguimos chegar aos portões de embarque e pegar o avião.

–Quantas conexões vamos ter que pegar?

–Na verdade só uma, ele vai para a Argentina e de lá para o Rio.

–Graças a Deus.

–Bem, dessa vez não tem como você querer dormir a viagem toda.

–Quantas horas de viagem?

–Dez, onze.

–A gente podia ter ido nadando. Acho que estou meio gorda, não acha?

–Devíamos ter estacionado na vaga para obesos então.

–Isso existe?

–Deve existir.

–Você tem um século de idade e não sabe se existe vaga para obesos?

–Você não está gorda, meu amor. Satisfeita?

–Sabe o que devia existir? Academia para vampiros.

–Que ótima ideia, por que a gente não faz uma? Como pretende emagrecer se você não engorda, nem emagrece?

–Sangue diet então.-Eu sugiro. Ele me beija e responde:

–Você é perfeita, a vampira mais bonita do submundo.

–Eu te amo.

–Eu também te amo.

As próximas horas passamos vendo Friends na nossa tv que tinha nas poltronas e consequentemente demonstrando afetividade. As aeromoças não paravam de vir perguntar se Edward queria alguma coisa. As vezes eu esqueço como ele é mais perfeito ainda para os humanos. Eu comento, logo após a aeromoça vai embora pelo oitava vez:

–Gostaria poder pedir champanhe.

–Peça.

–É bom o gosto?

–Nada de mais. Não tem gosto para nós.

–Tudo bem, daqui a cinco minutos quando elas vierem aqui de novo eu peço.

–Você devia ver o que elas pensam. É muito engraçado.

–O que elas pensam?

–Você vai ficar com ciúmes.

–Agora que você já comentou, fala.

–Bem, elas imaginam que eu não posso ser humano para ser tão perfeito. Estão esperando você ir ao banheiro ou algum lugar para poder falar comigo. A loira planeja derrubar alguma coisa no seu vestido.

–Sério? Para com isso, Edward.

–Eu não estou fazendo nada!

–Bem, se você parasse de deixar margem para elas, talvez não estivessem pensando tanta bobagem.

–Como?

–Deixa de ser perfeito.

A loira chegou de novo perguntando se queríamos alguma coisa.

–Champanhe por favor. Duas taças. -Eu peço.

–Sem problemas,querida.

–Assanhada. Troque de lugar comigo, se eu manchar esse vestido Alice me mata.

–Por que não vai ao banheiro? -Ele ri

–Rá.

Ela chega com o champanhe, visivelmente decepcionada por eu não estar mais no corredor. Penso no poder que temos sobre os mortais. Só pedir qualquer coisa que eles já arrumam para nós.

O piloto anuncia que logo estaremos pousando no aeroporto internacional da Argentina.

Notas finais
Nada de mais e pá
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.