Creepypasta

1 1- Um Encontro Com o Destino


Achava que estava acostumado a ver coisas estranhas no mundo...mas ai percebi, que o que eu via, não era nada de nada.

Capítulo 1-Um encontro com o Destino

Estranho, diferente, este era eu, o garoto que sentava na ultima carteira da sala, cabelo cobrindo o rosto , apoiado em suas próprias coisas, uma pessoa de poucas palavras. Já me perguntaram o por que eu era assim, não tive cora...na verdade tive preguiça de dizer o porquê, ninguém é obrigado a saber de minha vida. Debruçado na mesa , eu encarava a lousa enquanto a professora escrevia coisas que não iriam mudar meu futuro. Mas tinha uma coisa que mudava minha expressão séria , sempre.As lembranças, daquelas coisas que vi e revejo sempre...

Enquanto eu encarava a lousa esperando que mais um dia cansativo de aula terminasse, uma pessoa chegou ao meu lado, não quis prestar atenção nela mas...eu já a conhecia, estudei 2 anos com ela. Mesmo depois disso que lhe afirmei, a pessoa teve a cara de pau de me perguntar uma coisa...:

- Ah...oi, eu sei que estudo 2 anos com você, mas eu ainda não sei seu nom....

-Nick. — Interrompi sem deixar a pessoa ao menos expirar o ar.

Ela pareceu meio aflita mas deu um sorriso bobo e amarelo, tentando se explicar.

— Ni..Ni..Nick? Ah...hahaha! Que demais!

— Hm...

Soltei aquele "hm" frio mesmo. Nada daquilo me interessava, por que mostrar interesse então?

Quando eu ficava em silêncio na sala de aula, podia ouvir as vozes ecoando sobre mim, dizendo tais coisas como " Será que ele ainda é virgem?", "Será que ele já beijou alguém?", " Esse cara é maluco!" ou até mesmo "...Eu tenho medo dele...".

A ultima citação era mais dita pelas garotinhas da pré-escola, que passavam e me viam na troca de aula, mas, o que isso importa? Nada disso vai mudar minha vida. O que iria mudar minha vida...é o fato de que quando eu fico em silêncio, mas em casa...

...Eu posso ouvir eles chamarem meu nome.

Moro em um pequeno prédio simples, também não preciso de uma casa complexa, contanto que eu ainda esteja respirando. O dono da propriedade era o ser mais chato que ja tive o "prazer" de conhecer, eu não ia mesmo com a cara daquele sujeito. Fico imaginando se algum dia ele me tirasse fora do sério, eu seria capaz de grudar ele. Meu dia era sempre o mesmo, chegar em casa, não fazer nada, olhar o tempo passar e ir ao computador, pesquisar sobre eles...

No dia seguinte, para minha surpresa( que não é realmente elevante )um aluno novo teria entrado na minha sala , e para meu azar , ele se sentava perto de mim. Ele parecia ser o tipo extrovertido de pessoa, que não sabe quando ficar quieto, e eu ja comprovei isso quando ele se virou para mim e disse com uma voz irritante e eufórica:

- Oi!

- Hm...oi — Eu respondi virando o rosto para ele, que me encarava com um sorriso retardado.

- Qual o seu nome cara?! — Ele parecia alegre demais para mim, e isso em irritava.

— Nick.

Eu aposto que ele estava esperando eu perguntar o dele, por isso ficou alguns segundos calado, foi ai então que eu me virei para frente de novo, mas não tive paz por muito tempo.

— O meu é Krist! Eu tenho 15 anos!

Ja notei por que o garoto era tão retardado, era um ano mais novo que eu. Isso não faz muita diferença mas, eu tenho o costume de pensar que todos aqueles que são mais novos do que eu não tem muita maturidade à amostra para os outros.

-... — Nem mesmo respondi o garoto e ja me virei para frente de novo.

Fiquei um pouco mais " contente" em perceber que o sorriso dele murchou e ele pareceu menos entusiasmado agora.

-...Ta tudo bem contigo?

- Escuta, você faz perguntas demais para um novato, não acha? — Eu não hesitei em cala-lo.

Talvez essa seja a primeira vez que aquela sala ouviu minha voz por mais de 2 segundos consecutivos. Todos olharam para mim, alguns cochichando no ouvido de outros, outros apenas encarando e assim eu olhei para sala inteira, debruçando sobre a carteira de novo, satisfeito com o silêncio daquele indivíduo.

Enquanto eu voltava para casa, aquele "ser" me seguiu a rua inteira da escola até minha casa, ele se sentiu o próprio ninja das sombras, mas mal sabia ele que todo passo dele, era facilmente percebido por mim.

Assim que entrei em meu quarto, o mesmo bateu na porta , do mesmo jeito inútil e entusiasmado com o qual falou comigo. Eu não queria, mesmo, abrir aquela porta,mas; ele não havia pensado direito no que queria mesmo, então me levantei da cama e abri a porta, com "uma cara de ânimo perfeita".

-He..hey... — Ele me cumprimentou. Tenho que admitir, embora a personalidade babaca, ele realmente era educado para um menino de 15 anos.

-...Oi.

Ele olhou dentro da minha casa e , por falha minha, conseguiu enxergar os desenhos e posteres que eu tinha logo atrás de mim. Todos eles sobre atividades paranormais. Até agora, não sei definir se isso foi puro fruto de sua genialidade ou se ele realmente disse a verdade, mas logo ele se exaltou mais uma vez

-Fantasmas!

— Hm?!

— Você gosta de atividades paranormais também, não é?!

-...

— Eu sou fanático por isso!

Sinceramente, e eu com isso garoto? Eu fiquei encarando ele, e com a maior brutalidade que tive, fechei a porta na cara do mesmo e voltei a minha cama, percebi que ele desceu bem lentamente. Eu realmente não ligava para ele.

Esta noite, tive o sonho mais vívido que ja vi na minha vida...mas antes, devo te contar, quem sou eu.

Eu sou Nick Stanford, tenho 16 anos e...eu vejo espíritos,sejam eles físicos, mentais ou, perceptíveis. Teve uma época que eles me assustavam, não me deixavam dormir, mas ja me acostumei com essas visões. Mas tem uma coisa que sempre me deixa curioso, eu realmente vi aquilo, ou meu cérebro apenas esta brincando comigo?

Voltando ao sonho, tive o sonho mais vívido que ja tive em sequer outra noite. Neste sonho,eu estava sozinho no meu quarto, era como se os espíritos dançassem sobre meu corpo, eu não podia me mover, mas não estava assustado, pelo contrário, estava calmo. A única coisa que me pegou de surpresa foi um zunido muito alto e mórbido soprou no meu ouvido. Isso foi horrivel, parecia que era o próprio som da morte. Foi isso que me fez acordar na hora, porém algo estava estranho. A janela do meu quarto estava escancarada ,o vento batia forte dentro de casa. Eu rapidamente me levantei da cama para fechar aquela porta que me atrapalhava, afinal, realmente estava frio, mas; Até hoje acredito, que ir fechar esta bendita janela, mudaria meu destino para sempre.

Assim que eu coloquei minha mão sobre a janela para fechá-la, eu notei algo cair sobre a rua, tudo bem, era apenas uma coisinha, mas realmente chamou minha atenção. Só vivemos uma vez, então não iria desperdiçar aquela chance de saber o que era aquilo. Na hora eu desci para ver o que era. Assim que me aproximei da rua, no cruzamento, a rua parecia vazia e o bendito objeto estava bem no meio dela.

Assim que me aproximei, notei o objeto , o pegando na mão...era uma foto, de uma garota.

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Uma garota tão linda, mas linda , como se os olhos humanos nunca tivesse visto algo igual,cabelos claros e olhos azuis, a típica garota perfeita do sonho de muitos meninos, porém... seus olhos, expressavam vida própria e, uma certa angústia também.

Enquanto perdia meu tempo olhando fixamente a foto, uma buzina muito alta tocou ao meu lado, e uma luz amarela bem forte, me acertou com tudo. Eu olhei para o lado assustado.

Um caminhão! Tinha um caminhão vindo em minha direção! O que eu faria agora?! Morreria atropelado?! Mas não tinha nada naquela rua! Ela estava deserta!

.

.

...Que foto é esta?

Estranho, diferente, este era eu, o garoto que sentava na ultima carteira da sala, cabelo cobrindo o rosto , apoiado em

suas próprias coisas, uma pessoa de poucas palavras. Ja me perguntaram o por que eu era assim, não tive cora...na verdade

tive preguiça de dizer o porquê, ninguem é obrigado a saber de minha vida. Debruçado na mesa , eu encarava a lousa enquanto

a professora escrevia coisas que não iriam mudar meu futuro. Mas tinha uma coisa que mudava minha expressão séria , sempre.As

lembranças, daquelas coisas que vi e revejo sempre...

Notas finais
* Apenas o primeiro capítulo é escrito do ponto de vista de Nick.