Creepy Project
1 Capítulo 1 - Scarlie, a vingadora.
Notas iniciais
Capítulo 1.1 — Felicidade Arrancada
feito por Yuny
No ano de 2006, nos becos de Denver, uma garota de 9 anos voltava para casa. Ela tinha longos cabelos negros, seus olhos eram vermelhos escarlates, uma beleza grande para uma garotinha que vive na pobreza. Ela usava um agasalho rasgado de cor marrom, uma calça jeans rasgada e suja com sapatos pra lá de acabados. Seu nome é Lili Sawyer. Lili estava carregando uma sacola que continha 3 pães e um vidro com leite dentro.
Chegando em casa, que estava em um estado semi-sustentável, teto remendado, paredes de tijolos que não pareciam firmes e seguras, porta um pouco quebrada e espaço compacto. Mesmo assim, tinha móveis bons, porém usados, água potável e luz pela casa. Lili entra e deixa as coisas encima da mesa e vê seus pais com um sorriso.
Lili – Papai, mamãe, comprei tudo que pediram. — A mãe se vira olhando a pequena com um sorriso meigo. Seu nome é Michelle Sawyer.
Michelle – Obrigada, filha. — Michelle é bem parecida com a filha. Cabelos negros e olhos escarlates. Suas roupas também eram sujas e rasgadas. Lili estava com algumas moedas de troco e dá para a sua mãe. Ela sorri e diz. — Pode ficar com o troco. — Lili abre um grande sorriso e abraça a mulher.
Lili – Obrigada mamãe...
Michelle – De nada, filha. - A mãe corresponde o abraço da menor com muito amor.
O pai se chama Armand Sawyer. Ele tinha pouco cabelo, já estavam grisalhos, olhos pretos e também com roupa de baixa qualidade. Ele estava lendo um jornal que achou. Lili vai até o mesmo e repara no jornal.
Lili – Papai, esse jornal é do ano passado. — Diz confusa com o dedo na boca.
Armand – Eu sei, só achei ele e comecei a ler. — Diz sem tirar o rosto do papel.
Lili – Papai, vamos brincar? — Pergunta empolgada com os olhos a brilhar. Armand olha para a filha e afaga seus cabelos sorrindo.
Armand – Eu brinco depois de você comer seu pão, ok?
Lili – Ok. — Lili empolgada senta na mesa e a mãe prepara a refeição. Os 3 agradecem pela comida e começam a comer.
Depois de comerem, como prometido, Armand brincou com sua filha a tarde inteira até ela dormir.
Os dias se passaram e o clima vai mudando para um bem frio. Estava nevando, o inverno chegou. Lili queria muito brincar na neve, mas não podia. A roupa que eles tinham era muito pouco para agasalhá-los. Armand estava com uma peça de roupa a menos. Ele deu uma para sua filha, para ela não ficar doente.
Todos estavam reunidos perto de uma fogueira que eles fizeram. Lili olhava a beleza das labaretas incandescentes que queimava a madeira. Eles estavam tentando se aquecer, mas sem perceberem, um homem entrou na casa. O homem tinha cabelos castanhos, olhos verdes e vestia uma jaqueta de couro preta. Na penumbra ele se aproxima com um sorriso perverso e com uma arma nas mãos.
Lili – Eu queria fazer um boneco de neve...
Armand – Filha, você sabe que não pode. Está muito frio e você pode pegar uma doença. Nós estamos fazendo isso porque te ama... — O homem dispara acertando a cabeça de Armand. Michele começa a gritar de terror. Lili estava paralisada vendo seu pai morto no chão. O homem se aproxima apontando a arma para Michelle. Ela abraça a filha forte.
??? — Não se mexa. — Ele começa a rir sadicamente.– Você viu do que sou capaz.
Michele – Não nos machuque, seu monstro. — O homem acerta um tiro na perna de Michelle e ela grita de dor mas sem soltar a filha.
??? — Solte-a. — Michele se recusa a soltar a filha. Ele acerta a outra perna fazendo ela cair gritando.
Michelle – Fuja filha... — O assassino pisa na cabeça dela mirando na cabeça dela. – Eu te amo... — E dispara matando-a.
Lili – Mamãe... Papai... — Ela vê seus pais mortos no chão e o homem se aproximando. Ela tenta fugir, mas ele segura seu braço e a derruba no chão.
??? — Shh... — Ele ri e pega uma faca. — Tio Seth vai cuidar de você. — O auto-nomeado Seth abaixa ficando encima da garota segurando seu rosto e aproximando a faca. Ele encosta a faca no lado esquerdo do rosto, próximo a bochecha e faz dois cortes profundos bem devagar em forma de X. Ele coloca a mão na boca dele impedindo-a de gritar. Dava para ver claramente que ela estava se agonizando de dor e chorando.
Uma voz de fora diz “Os tiros vieram daqui, policial.”
Seth – Droga. — Ele sai de cima dela e a deixa sangrando. – Qual é seu nome? — Ela não conseguia dizer por dor. – Que se dane. Vou anotar como Scarlie, a orfã. — Ele corre quebrando a parede de tijolos. – Eu ainda vou te matar. — Foge rapidamente. Logo a policia entra na casa vendo os corpos no chão.
Policial – Aqui. Três corpos. — Ele analiza e percebe que Lili está viva.– Essa está viva! — Ele segura a garota no colo e os outros procuram o assassino. – Calma, vai ficar tudo bem. — Lili só pode ouvir isso antes de desmaiar.
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