Creatures Of The Midnight Sun

6 Chapter Five – Sangue.


Notas iniciais
Waaa, plx naum me matem @__@

Poxa, tou sem tempinho por causa dessa merda de recuperação final. Vivas para a maldita física =.=

Mas enfim, tá postado, já comecei a escrever o próximo =3

Chapter Five – Sangue.

Ouviam-se passos no corredor. Andava num ritmo incomum, às vezes quase corria, às vezes andava devagar. Como se estivesse procurando por algo desesperadamente.

Ainda era noite, naquele horário da escuridão. Onde sua visão era limitada.

Uma figura levantou-se da cama, e abriu a porta de seu quarto. Trajava apenas uma calça branca, e lentamente pôs seus pés para fora. Algo o fazia ter uma sensação de alerta, como se algo estivesse errado naquele lugar.

Andava lentamente, para precaver-se de algum possível perigo. Estava escuro demais. Pegara uma vela para iluminar o que estava à sua frente.

Todas as portas estavam trancadas propositalmente. O que estava acontecendo?

Depois de várias tentativas frustradas, encontrou uma porta entreaberta no fim do corredor. Era aquele quarto no qual o “Estranho” se alojara.

-Estranho... Está aí...? – Sussurrou cautelosamente, esperando não acordá-lo se estivesse dormindo.

Mas ao entrar, ficou completamente mudo. O jovem estava com vários pássaros mortos no chão à sua volta, e em suas mãos, estava comendo um deles vivo.

-O que está fazendo, Estranho?! – Gritou.

Noiret virou-se e olhou a figura parada à porta segurando uma vela, como se desse uma impressão mais sombria ao quarto.

Seu olhar não tinha vida. Era como se estivesse morto por dentro. E lentamente, seu sorriso, que antes era no mínimo forçado, se tornara mais cínico do que nunca.

A figura fora tomada por uma sensação de terror, como se estivesse lhe dizendo para fugir daquele jovem perigoso. Naquele momento, o vira abrir sua boca.

E soltou uma voz mais terrível e sussurrante, como se não fosse ele de verdade.

-Estou... Com fome...

Nesse mesmo minuto, seus joelhos fraquejaram e assim, caiu no chão derrubando a vela que segurava.

A vela apagara, mas a janela que continha naquele quarto estava aberta, deixando a lua iluminar o aposento.

Noiret estava com a roupa encharcada de sangue, e a figura revelara ser Cryes.

O jovem riu. Uma risada estridente e sarcástica, que Cryes esperava nunca ouvir novamente.

- É um homem ou uma mulher...? – a pergunta era direcionada à figura caída no chão, pois seu corpo era, no momento, masculino. Mas suas feições eram as mesmas, vendo-se ali uma rara androginia.

Demorou para Cryes responder, devido àquela terrível cena dos pássaros mortos à sua frente.

-Uma maldição...

-Uma maldição um tanto cruel, não é mesmo? – riu cinicamente.

Noiret começou a caminhar lentamente, na direção de Cryes, para aumentar o seu próprio terror.

Conforme foi andando, o jovem de cabelos brancos sussurrava palavras incompreensíveis. Como se falasse várias línguas ao mesmo tempo. Parou perto de Cryes, que ainda se encontrava caído no chão. E falou.

-Veja só a ironia do destino, minha jovem... Este pobre garoto... Sua alma era tão fraca que me deu pena de comê-la...

-O... O que você fez... Com ele...?! Quem é você?! – Cryes desesperou-se.

-Eu não fiz nada... Ainda. Eu o deixei vivo por ele ser a tal criança da profecia deste mundo...Pois, quando este garoto atingir o ápice de sua glória, eu virei e comerei a sua deliciosa alma que irá transformar-se...

Por um momento, Cryes ficou perplexo. Mas entendeu de uma vez que aquele não era o “Estranho”, então se levantara, com esforço, tentando conter o medo dentro de si.

Olhou diretamente para o ser à sua frente.

-Saia do corpo dele. Agora.

-Se não...?

-Se não eu invocarei um encantamento que expulsa espíritos como você.

-Minha cara, eu não sou um mero espírito. E você sabe disso.

Não soube o que responder. Sabia disso. Sabia. O que podia fazer?

Nada.

-Mas por ora, irei me retirar. Nesse momento, ele não me é útil...

Cryes se sentiu aliviado. Era verdade?

-Mas apenas um aviso sobre este jovem garoto... Ele podes aparentar ser inofensivo, mas na verdade seu coração és podre. Seu coração és assassino.

Tremeu. Então aquele olhar frio e débil era do “Estranho” mesmo...?

De repente, como se a atmosfera ficasse mais leve, a “presença” fora embora. Noiret caiu e num reflexo rápido apoiou suas mãos no chão para não se machucar muito.

Estava ofegando de cansaço, não estava acostumado de ter seu corpo roubado. E isso degastara tanto física quanto mentalmente.

-Estranho...? É você mesmo agora? – perguntou Cryes, por precaução.

O jovem de cabelos brancos levantara sua cabeça e com firmeza, cravou seus olhos violetas nos olhos verde jade à sua frente.

Sorriu aliviado.

Cryes pareceu estar segura de que era realmente o “Estranho”. Um pensamento repentino passara pela sua mente, lhe permitindo uma pergunta.

-Qual é o seu nome?

E o jovem, que agora se encontrava em pé, respondeu suavemente, como quem não tem pressa.

-Noiret.

Notas finais
Reviews pleeease? Num faz mal a ninguém, faz bem!

Sério, só um pouquinho? Se não num posto mais =.="