Notas iniciais
Capitulo novoooo!! como pediram nos comentários, esse está amorzinho...por enquanto, aproveitem dfhjsfhdsfjh bom, comentem, favoritem, recomendem e leiaaaam! vou esperar os comentários ansiosa ♥

A consciência bateu à porta da minha mente adormecida, mas tentei mantê-la longe. Foda-se. Eu não queria acordar. Estava contente, confortável e aquecida.

Visões vagas do meu sonho passeavam atrás dos meus olhos fechados. O cobertor que eu abraçava era o mais quente e cheiroso com qual eu já tivera o prazer de dormir, pois ele me abraçava de volta.

Algo quente se apertou contra mim. Meus olhos se abriram e focaram mechas de cabelos familiarmente desarrumados a apenas alguns centímetros do meu rosto. Centenas de lembranças surgiram naquele segundo, quando a realidade da noite passada desabou sobre meu cérebro confuso.

Merda.

Era real.

Meu coração acelerou quando levantei a cabeça para ver aquele lindo homem abraçado ao meu corpo. Sua cabeça estava deitada em meu peito. Sua boca perfeita, levemente aberta, deixando escapar lufadas de ar quente em meus seios. Deixando a renda preta do meu sutiã aquecida. Seu longo corpo estava deitado ao meu lado, nossas pernas se entrelaçavam e seus braços fortes rodeavam meu corpo.

Eu fiquei.

A intimidade de nossa posição me atingiu com tanta força que eu até perdi fôlego. Ele não só pedira para que eu ficasse, ele se agarrara em mim.

Tive dificuldade para voltar a respirar e para evitar entrar em pânico. Eu estava muito ciente de cada centímetro onde nossas peles se tocavam. Meus dedos ardiam de vontade de tocá-lo. Ou socá-lo até ele desmaiar.

Aquilo era muito para mim.

Algo mudara na noite anterior e eu não sabia se estava pronta para lidar com isso. A cada movimento, a cada toque, a cada palavra e a cada beijo daquela noite, nós estivéramos juntos. Ninguém nunca me fez sentir assim, como se meu corpo fosse feito para encaixar em outro. Isso ia dar merda, eu sei. Mas quem se importa?

Fechei os olhos tentando dominar a crescente sensação de pânico. Não que eu estivesse arrependida, não mesmo. Mas eu precisava de alguns minutos sozinha antes de poder encará-lo.

Pousando minha mão em meus cabelos e a outra nas costas, eu consegui tirá-lo de cima de mim. Ele começou a se remexer e eu congelei. Abracei-o de volta e tentei impedi-lo de acordar. Ele murmurou meu nome antes de sua respiração voltar a se acalmar, então eu deslizei para fora.

Fiquei observando-o dormir por um momento, sentindo meu pânico retroceder um pouco, e mais uma vez fiquei admirada. Um homem tão lindo e tão cretino. Isso não podia estar acontecendo.

Em seu sono sua expressão era tranquila e pacífica, muito diferente do que eu costumava ver na delegacia. Uma mecha de cabelo estava caída sobre sua testa e meus dedos desejavam arrumá-la. Rosto perfeito, lábios macios e uma barba por fazer.

Meu Deus, ele é bonito.

Apanhei sua camisa social azul que estava no tapete e a vesti. Comecei a andar até o banheiro, mas vi de relance meu próprio reflexo no espelho do quarto e parei.

Uau.

Eu me aproximei e examinei as pequenas marcas vermelhas espalhadas em meu pescoço, ombros, barriga. Isso vai ser impossível de esquecer.

Isso não está ajudando.

Fui retirada dos meus pensamentos por uma voz grave e sonolenta.

–Já de pé e se estressando?

Eu me virei e tive uma rápida visão de seu corpo quase nu, apenas com uma box preta. Ele se ajeitou nos lençóis antes de se sentar na cama. Seu peito largo e musculoso, seu abdômen malhado e aquele caminho da felicidade. Céus! Quando meus olhos finalmente alcançaram seu rosto, eu franzi a testa ao ver seu sorriso maroto.

–Peguei você olhando. –Ele murmurou, esfregando a mão no queixo.

Eu não sabia se deveria sorrir ou revirar os olhos. Então fiz os dois. Vê-lo daquele jeito, semiacordado, era desconcertante. Não tínhamos fechado as cortinas na véspera, e agora o sol da manhã emitia seus raios brilhantes contra o emaranhado de lençóis. Ele parecia tão diferente, ainda era meu chefe cretino, mas também parecia outra pessoa, um homem, em uma cama, parecendo pronto para a... quarta? Quinta rodada? Eu já tinha perdido a conta.

Quando seus olhos percorreram cada parte do meu corpo, eu me lembrei que estava apenas com a calcinha, meu sutiã e uma blusa dele, aberta. Pois os botões estavam praticamente todos no chão.

Ele molhou seus lábios com a língua e grunhiu baixinho.

–Venha aqui.

Eu me aproximei da cama com a intenção de sentar ao seu lado, mas ele me puxou para o colo e disse:

–Diga o que você está pensando.

Ele queria que eu resumisse um milhão de pensamentos em uma única frase? Ele estava maluco.

–Eu não faço ideia. –Encarei minha mão em seu peito para evitar seus olhos. –Estou gostando mais do que devia dessa trégua.

Finalmente encarei seu rosto.

–Fico feliz de não ser o único. -Ele falou e deslizou os dedos debaixo da camiseta, passando as mãos lentamente na minha cintura e barriga.

Me estiquei e peguei uma garrafa de água no criado mudo, tomei um gole e ofereci. Ele tomou o resto da água em alguns longos goles.

–Está com sede?

–Sim. E com um pouco de fome também.

–Não é surpresa, nós não comemos desde...-Parei quando ele mexeu as sobrancelhas e sorriu com o canto da boca.

Revirei os olhos, mas tive de fechá-los quando ele se aproximou e me beijou docemente os lábios.

Ele esticou os dedos sobre minhas costas, pressionando meu corpo ao seu.

–Nunca tire essa camiseta. –Ele sussurrou.

–Trato feito. –Eu me estiquei para trás, melhorando o acesso de sua boca ao meu pescoço.- Vou vestir isto e nada mais amanhã na delegacia.

Sua risada foi grave e divertida.

–Nem pensar.

–Que horas são? –Eu perguntei, tentando enxergar o relógio atrás dele.

–Dane-se o relógio. –Ele me puxou e me deitou na cama colando seu corpo por cima do meu. Eu ri e ele me beijou. Ok se antes eu estava gostando dessa trégua, agora estou amando ela.

Notas finais
e aí gostaram? quero muito saber o que vocês estão achando da história!! vou aguardar