Crazy games on Slahok - Interativa
2 Capitulo 2 - O começo.
Notas iniciais
POV Vica.:
_ Sacos de lixo, por favor. Vários — Pedi para a vendedora da loja — Daqueles bem grandes e pretos. Aqueles que da até pra por uma pessoa dentro.
_Quantos...? — Ela perguntou lentamente.
_ Acho que uns 10 estão bons... — Olhei para o ar condicionado ao meu lado e corrigi — 11 na verdade. E uma corda bem grande também.
Sai caminhando da loja com vários sacos pretos, e com um saco preto voando ao meu redor.
_Quem diria que aquele feitiço de levitação ia servir um dia — Dei de ombros — Mas ainda odeio magos.
Caminhei até chegar em uma floresta que eu conhecia e parei em um canto onde as árvores não estavam tão juntas e botei tudo no chão. Vesti minha capa de couro e pus meu ouvido próximo ao chão, porém não havia ninguém por perto.
_ Hora de começar a caçar — Dei um sorriso maníaco, peguei um saco e sai correndo.
–-//--
Estava andando já faz um tempo com um saco preto escondido sobre o capuz. Cadê os heróis em potencial nessa cidade?!
_ Pera... Esse cheiro... — Meu estomago ronca ligeiramente — É de... DOCE!
Fui seguindo o cheiro pelas ruas até chegar em uma confeitaria, que era de onde vinham os deliciosos cheiros.
_ A Nanda não vai se importar se eu der uma passada aqui... Eu compro algo pra ela — Disse enquanto entrava na confeitaria.
Ao entrar tinha cada doce bonito naquelas vitrineszinhas de comida. Meu deus. Eu to babando? Meu deus, eu to babando, PARA DE BABAR VICA. Mas... Calma ai. Tem algo estranho nesses doces.
_ A senhorita gostaria de algo? — Uma senhora falou comigo, dando um sorriso gentil.
_ Não... Apenas vim conhecer o local, obrigada — Dei a primeira desculpa que veio — Mas quem faz esses maravilhosos doces?
– Ah, é o meu neto, ali na cozinha. Ele tem dedos mágicos com essas coisas.
Usei um pequeno feitiço de anular paredes na minha visão (Ainda odeio magos) e vi o garoto na cozinha. Estaria tudo incrivelmente normal se os ingredientes não voassem por ai. E aquela purpurina toda também.
Argh, Mago.
_Agradeço. Com certeza voltarei aqui, até mais — Me despedi da senhora mandando um sorriso e sai da loja.
Pus a minha capa e entrei no beco entre a confeitaria e outra casa e me esgueirei para a porta dos fundos, descobrindo que a confeitaria era embutida coma casa que estava virada para a rua do outro lado. Mas sempre tem uma porta dos fundos, e eu achei.
_Agora o truque infalível dos grampos de cabelo, meu bebes — Falei beijando os grampos e usando um para abrir a porta.
Mas assim que abri, o garoto estava na minha frente. E ele era alto demais, isso me irritava.
_ Olá... Eu sou do grupo de testemunhas de Geolá, gostaria de ouvir a...
_ Não sabia que testemunhas arrombavam portas agora — Tom sarcástico detectado.
_ Bem... Okay. É o seguinte — Tirei a capa do rosto — Estou montando o QG de heróis. Estou escolhendo cuidadosamente eles.
_ Eu sou apenas um confeiteiro, como percebeu — De novo... Esse tom...
_ Ah sim. Seus doces só cheiram meio longe, não acha? — Falei arqueando as sobrancelhas — Vai aceitar ou não?
_Não. Posso voltar ao... — Antes que ele pudesse terminar de falar, joguei um pó de um dos vários saquinhos em meu cinto em seu rosto e pus ele no saco. Que bom que não havia ninguém vendo. Ele agora dormia como um anjo no saco.
_Fique ai. Falarei com a sua avó para que ela não fique preocupada.
–-//---
_Por acaso só tem magos por aqui? — Revirei os olhos ao olhar por detrás da parede de uma casa meio abandonada. E advinha? Uma feiticeira. Não é um mago, mas continua usando magia.
_O que a senhorita está olhando? — Ouvi uma voz atrás de mim.
Virei-me lentamente, para encontrar a garota que estava vigiando segundos atrás.
_Hehe... Testemunhas de Geolá...?
–-//--
Toc. Toc. Toc
Uma jovem mulher abriu porta para me receber.
_Olá senhorita, sou a aluna da classe especial da academia ASSH, Academia Supimpa de Super Heróis. Estou aqui para oferecer uma bolsa para a guerreira que existe nessa casa.
_ Ah, que ótimo! Ela vai adorar! Vou conversar com ela quando ela voltar.
_Maravilha, aqui está o endereço caso ela se interesse — Dei um papelzinho para a mulher e me despedi.
E lá vou eu em direção ao QG.
POV Nanda.:
Estava sentada bebendo um delicioso refri de um sabor que vocês não conhecem, afinal, esse não é o mundo dos humanos (mas você sabe o que é gelo e tinha muito disso la dentro), quando a Vica voltou de sua compra de um ar-condicionado.
_ Vicaaaaa!!! –Disse, pulando de alegria e acenando com os braços, para que ela me visse.
Me surpreendeu muito quando ela começou a tacar sacos de lixo na nossa casa. Eu entrei em pânico e tive que perguntar:
_ O que você tá fazendo, sua louca? Para de jogar lixo na nossa casa. Você que vai limpar!
Eu olhava para ela, que vinha arrastando mais dois sacos de lixo.
_ Não é lixo, são nossos heróis. –disse com ar de tranquilidade no rosto –Ah, e nosso novo ar-condicionado.
_ Botou eles num saco de lixo?
_ Claro que não, um só não cabe. Usei vários, dãa
Fiquei impressionada por ela ter sequestrado duas pessoas. E comecei a ficar com medo de sermos pegar pelas autoridades, então fiz algo que qualquer pessoa sensata teria feito naquele momento: Arrastei tudo para dentro de casa e escondi as evidências.
_ Shhh... Vica –sussurrei –vamos ser presas... –comecei a chorar e abracei-a, molhando um pouco sua capa.
_ Você... Molhou minha capa... –ela ficou com cara de má e me deu um tapa na mão. –Se afasta –ela me empurrou de leve e continuou -E não vamos ser presas, por que eu dei um jeito nisso.
Ela me levou até o primeiro saco e o abriu.
_ Essa é uma feiticeira. Não sei nada sobre ela, nem pergunta. –depois de dirigiu até o outro saco –e esse é um mago. Ele tem um bumbum rechonchudo, achei que iria gostar.
Aproximei-me do corpo adormecido jogado no nosso tapete empoeirado da sala e constatei que dizia a verdade. O bumbum era mesmo rechonchudo.
_ E coxas roliças –Acrescentei –Bem firmes.
Passamos o resto do dia decidindo aonde seriam acomodados nossos novos hospedes e pensando como prender eles, sendo que não tínhamos cordas.
_ E se a gente trancar eles no quarto e falar por vídeo? –tentei.
_ Não dá, tem as janelas...
_ Verdade... Ah –lembrei. –O porão! Podemos trancar eles lá e instalar os aparelhos de vídeo.
_ É uma ótima ideia, vamos aproveitar que foi a primeira em muito tempo.
_ Sua boba... –Respondi fazendo bico.
_ Para com isso, parece uma idiota.
_ Você me odeia e quer me ver chorar –resmunguei.
_ Não, é só que você chora por tudo. A ideia não é essa...
_ Idiota... Mas como esses corpos são pesados! Que péssimo, da próxima vez sequestra um cara menor.
_ Não entendi por que você ainda ta arrastado ele... É só levitar.
_ ... –pensei nisso por um momento e me dei conta que estava sendo meio lerda –Verdade... Vou levitar, obrigada.
_ Quem é idiota agora? Muahahahaha!
_ Cala a boca...
Passamos o resto do dia instalando os aparelhos de vídeo no porão, quando uma menina tocou a campainha. Vica foi atender e foi mais ou menos assim:
_ Boa noite, eu vim para saber sobre o curso que... –Foi interrompida pela Vica, que jogou um pó em sua face e a esperou cair para só então coloca-la dentro do saco.
_ Por que fez isso? –perguntei.
_ Não sei...
_Agora a gente vai ter trabalho para tirar do saco de novo... Gênia.
Me virei para voltar ao porão e terminar os últimos ajustes, sendo seguida por Vica que levava a menina que acabara de chegar.
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