Crazy for love

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Desculpem a demora, tive um bloqueio. Espero que gostem. Pode conter gatilhos

— Korsak o que temos…? Pergunta Jane entrando na sala seguida por Maura.

Elas entraram na sala e Frank já veio dizendo: — Jane o Coronel Jones, comandante do exército, entrou em contato com a gente e quer ajudar nas investigações do caso da Sabrina. Ele deve chegar a qualquer momento, ele está em Boston a alguns dias, todo seu batalhão veio para alguns dias de folga. Sabrina fazia parte do seu batalhão.

— Frank quando ele chegar me avisa, vou descer até o necrotério, com a Maura, para ver os últimos resultados que ficaram faltando. Jane saiu da sala dos detetives seguida por Maura, entraram no elevador e desceram até o necrotério. Quando entraram viram Susi vindo em direção a elas. — Susi alguma novidade que nos ajude com esse caso? Pergunta a legista. — Sim Dr. Isles conseguimos identificar o material do bastão, ele era feito de madeira maciça de formato cilíndrico, como nos cassetete. — Susi algum resultado sobre o pai da criança? Pergunta a legista. — Não Dr. Isles, nenhum resultado no sistema.

Jane e Maura após conversarem com Susi foram em direção a sala da legista. — Jane acho que nossa ideia de tentar identificar o pai não deu muito certo, mas nós vamos conseguir resolver isso tudo. Esse bebê precisa da família. Disse baixando o olhar. Jane segura a mão da legista e diz: — Maur nós vamos descobrir descobrir quem fez isso eu te prometo. Maura olha para ela com um sorriso triste no rosto, mas antes dela falar Jane continua. — Sabe Maur, fiquei te observando com o bebê no colo lá no hospital, você será uma ótima mãe. Maura balança a cabeça em negativo e diz: — Jane não tenho bons exemplos de pai e mãe e acho que ser mãe não meu caso está fora de cogitação. — Até parece Maur, eu te vi com aquele bebê hoje e fiquei imaginando quando forem os nossos. Jane fala e sorri para loira e Maura retribui o sorriso.

— Maur quando esse tal coronel Jones chegar quero que você me acompanhe na conversa pra me ajudar com a leitura corporal dele, todos do batalhão dela são suspeitos agora. Depois dessa conversa vou chamar todos do batalhão. Vamos pedir amostras de todos para ver se alguma da positivo com o do bebê. Maura concordou com ela. Passado algum tempo Jane recebe uma mensagem de Frank dizendo que o coronel já havia chegado e estavam esperando ela pra começar.

As duas subiram para sala de reunião e quando entraram viram um homem alto, de farda, ele estava de costas para parede e Jane chamou sua atenção.- Bom dia Coronel Jones, podemos começar. Quando ele virou e olhou para Jane ela se assustou, não era possível que aquele fosse Casey Jones seu paquera de escola. — Casey? Perguntou ela com um tom de dúvida. — Olá Jane, quanto tempo. Ele disse e sorriu pra ela já vindo em sua direção para abraçá-la. Jane o abraçou e sorriu meio sem jeito por conta da recepção calorosa do outro. — Bem vamos começar logo com isso, pois ainda temos muito o que fazer. Ahammm, Casey essa é nossa médica legista Dra. Isles, ela trabalha diretamente com a homicídios. Casey se virou para ela e sorriu Maura sorriu de volta, mas ela estava estranha e Jane percebeu, mas agora não tinham tempo a perder, fez uma nota mental de conversar depois com a legista e apontou a cadeira para que se sentassem.

— Então Casey, como você sabe estamos investigando o assassinato de Sabrina Nolan, que pelo que fui informada era do seu batalhão certo? O coronel confirmou com um ascendo de cabeça e Jane continuou. — Maur, você pode passar os resultados que já temos para o Casey? Disse a detetive tentando ler, em vão, o que se passava na cabeça de Maura, mas falhou miseravelmente.

— Coronel Jones não é isso? Perguntou a legista e ele confirmou. — Bem até o momento não temos muitas informações, somente a causa da morte que foi uma hemorragia cerebral, causada por uma pancada na parte posterior da cabeça, o que causou uma hemorragia cerebral, a vítima foi amarrada nos pulsos e tornozelo com auxílio de uma fita. O bebê de quatro meses sobreviveu, mas ainda se encontra internado na UTI do hospital Geral de Boston. O Bebê que encontramos junto dela e seu filho, confirmamos através do exame de DNA. Ainda não conseguimos identificar o pai. A legista explicou. Jane olhou para Maura e sorriu e continuou passando as informações para Casey.

— Casey, como não temos muitas pistas de quem fez isso, vamos precisar interrogar todos de seu batalhão e coletar amostras para o DNA. — Jane, você acha que é necessário coletar amostras de todo batalhão? Pergunto porque ela estava envolvida, até onde sei, com o Tenente Hill, tenho aqui o contato dele. Ele anota e passa o papel com o telefone para Korsak. — Então vamos começar por ele, me passe por favor o contato dos outros soldados de seu batalhão que vamos começar os interrogatórios. Casey balançou a cabeça em afirmativo e disse que ia solicitar a lista com o contato dos soldados.

— Frank entre em contato com esse Tenente Hill e peça que ele venha até o BPD o quanto antes. Fala Korsak já se levantando, passando o papel com o número para ele e sai da sala de reuniões. Frank o segue para fora da sala de reuniões já com o telefone em mãos. Quando os dois saem, Casey se vira para Jane e diz: — Não fiquei nada surpreso quando soube que você tinha se tornado uma detetive e pelo que ouvi uma das melhores de Boston. Jane sentiu as bochechas corarem. — Podíamos sair pra tomar uma cerveja mais tarde, o que acha Jane? Ele continua e Maura não está gostando nada desse flerte do Coronel com sua namorada, logo agora que elas estavam juntas. — Casey não sei se é uma boa ideia, esse caso está consumindo a todos e… Ele a interrompe e diz: — Qual é Jane e só uma cerveja, pra relembrar os velhos e tempos. Nesse momento Maura se vira e sai da sala, batendo à porta atrás de si, não dando tempo de Jane segura-la.

Jane pede licença a Casey e segue em direção ao necrotério. Precisa conversar com Maura. Quando ela chega, observa que a legista está sentada em sua cadeira com a cabeça baixa e as mãos fechadas em punho em cima da mesa. Ela entra sem fazer barulho, para atrás da cadeira da loira e pergunta: — Aham, Maur o que foi aquilo? A loira se vira para ela com cara de poucos amigos e dispara sem pensar. — O que você está fazendo aqui, achei que tinha muitos assuntos para colocar em dia com seu amigo. Diz com ironia. Jane sorri pra ela, segura em sua mão e puxa Maura até que ela fique em pé a sua frente. — Maur escuta, eu não tenho nada com Casey e não quero ficar de papo com ele, nós namoramos na época da escola, nada além disso. Olha pra mim. A detetive levanta o rosto da loira para que ela olhasse em seus olhos. — Eu te amo e é com você que quero estar no tempo em que não estivermos trabalhando, não quero que fique com ciúmes do Casey, ele é um mulherengo e vai jogar charme pra cima de mim e pode até jogar um charme para você também, mas é você que eu quero, me ouviu? Maura olhou para Jane e disse: — Eu não estou com ciúmes, só acho que vc aceitou o flerte dele, você bem que estava gostando de todo aquele papinho… Jane só riu do jeito que sua loira falou mas não disse nada, só segurou seu rosto e beijou aqueles lábios rosados que tanto amava.

Quando Jane saiu da sala de reuniões Casey observou em qual andar o elevador parou, chamou o outro elevador e foi atrás de Jane até o necrotério, queria saber o motivo dela o ter deixado sozinho naquela sala e ouviu toda a conversa da detetive com a legista. Ia entrar na sala da legista no momento em que Jane beijou Maura e decidiu recuar. Saiu do necrotério sem ser visto e já arquitetando o plano para separar as duas. Voltou para o andar dos detetives para ver no que podia ajudar.

O telefone de Jane toca e elas são obrigadas a separar do beijo, contrariada a detetive atende. — Fala Frank… — Ok, vou pegar um café e já subo para sala de interrogatórios. A morena se virou e encarou a loira. — Maur vamos até a cafeteria pegar um café e depois vamos a sala de interrogatório pois o tenente Hill já chegou para o interrogatório. Quero que você acompanhe todos os interrogatórios e já leve todo o material necessário para coletar o que for preciso para os exames de DNA. Saíram da sala da legista em direção aos elevadores, pararam no térreo para pegar o café e depois se dirigiram para sala de interrogatórios como haviam combinado. Entraram na sala e observaram o Tenente pelo espelho por um tempo. Quando iam entrar na sala o Coronel Jones apareceu. — Jane quero acompanhar os interrogatórios também, para poder ajudar nas investigações. A morena concordou e entraram na sala.

Ao entrarem na sala o tenente se levantou e prestou continência para o Coronel Jones. Passadas as formalidades Jane começou o interrogatório. — Tenente Hill você deve ter sido informado sobre a morte de Sabrina Nolan. Ele apenas confirmou com a cabeça e o olhar baixo, a Detetive continuou. — Bem, gostaria que nos contasse como a conheceu e toda a história até que ela voltasse a Boston. Pediu a detetive. Ele começou a contar sua história recordando como conheceu Sabrina.

No primeiro dia do alistamento eu avistei a Sabrina conversando com algumas pessoas e fiquei encantado com sua beleza, mas não me aproximei. Fomos para o Afeganistão e somente lá é que me apresentei a ela e começamos a conversar sobre diversos assuntos, ela me contou que não tinha família, pois os pais haviam falecido em um acidente de carro. Sabrina era filha única, me disse que não conheceu os avós maternos e paternos, depois do acidente dos pais ela ficou perdida sem saber o que fazer e então resolveu se alistar no exército. Ele contava a história com lágrimas nos olhos, nenhuma pessoa na sala interrompeu e ele continuou sua narrativa. “Ficamos muito amigo e dessa amizade surgiu algo maior. No início não contamos a ninguém sobre nosso relacionamento, queríamos manter tudo em segredo, ela era muito assediada lá no Afeganistão, pois era a única mulher do nosso batalhão. Era bem difícil, pois eu sentia ciúmes, mas ela sempre dizia que eu não me preocupasse, pois ela me amava e não tinha olhos para mais ninguém.” Fez novamente uma pausa, dessa vez maior que da primeira.

— Vamos dar uma intervalo de 15 minutos e continuamos daqui a pouco disse Jane. Tenente você aceita uma água? Ele balançou a cabeça, era nítido que estava sofrendo ao relembrar de toda a história, por esse motivo Jane resolveu dar um intervalo para que ele pudesse se recompor e ela também queria conversar com Maura. Saíram da sala e Maura já foi falando com Jane. — Em nenhum momento até agora ela mentiu ou fantasiou, dá pra perceber que ele está sofrendo com tudo o que aconteceu, acho que por enquanto é melhor não comentar nada sobre a criança, vamos deixar que ele continue a história. Jane concordou. Foram até a cantina, Jane pegou um café, Maura um chá e levaram uma água para o tenente, que havia ficado na sala de interrogatórios.

Após 15 minutos voltaram a sala de interrogatório para continuar ouvindo o Tenente. Entraram na sala e Jane entregou o copo com água e entregou a ele. — Vamos continuar Tenente, disse Jane.

Bem, onde parei… Ah sim, ela disse que não tinha olhos para mais ninguém, e com isso eu fiquei mais relaxado, quando estavamos completando 3 meses de namoro, resolvemos comunicar a todos que estávamos juntos, até para que todos parassem de investir nela. Todos entenderam e tudo ficou muito mais fácil depois disso. Nosso relacionamento ia muito bem até completarmos 1 ano juntos, após esse tempo Sabrina começou a ficar muito distante e se fechou demais. Eu sempre perguntava o que estava acontecendo, mas ela sempre dizia a mesma coisa que não estava acontecendo nada e dois meses depois disso ela disse que queria terminar que não poderíamos mais ficar juntos. Fiquei sem entender e tentei entender o que estava acontecendo. Foi quando descobri que ela estava grávida, perguntei a ela se o filho era meu e ela disse que não.” fez uma nova parada na narração e tomou um gole de água. “Fiquei muito chateado achando que ela havia me traído, e fui atrás dela para jogar isso na cara dela. Ela chorava muito e sempre dizia que não tinha me traído e que não podia me explicar e que me amava, mas que sabia que eu não aceitaria esse filho, por isso que havia terminado o nosso namoro. Me avisou também que estaria voltando para Boston. Eu continuei insistindo que ela me contasse o que havia acontecido, um dia antes dela voltar eu consegui que ela me contasse a verdade.”

Nesse momento Maura percebeu a mudança de postura do Coronel Jones e ficou de olho, a partir desse momento, em suas reações.

— Tenente Hill continue nos contando tudo que sabe, queremos resolver esse caso o mais rápido possível disse Jane.

Então Jane ela me disse que havia sido estuprada durante uma madrugada dentro de seu alojamento por dois homens que entraram enquanto ela dormia.” Mas uma vez ele parou a narrativa e começou a chorar. Maura solicitou mais um intervalo para que o tenente se acalmasse e chamou Jane para uma conversa particular fora da sala de interrogatório.

— Jane preciso falar com você em particular, vamos até minha sala por favor, disse Maura. Seguiram até a sala da loira, após entrarem a legista fechou a porta atrás de si e pediu que Jane sentasse no sofá. A detetive estava apreensiva com o que a loira tinha a lhe dizer. — Jane até o momento não notei que o tenente Hill estivesse mentindo ou criando fatos, acho que ele não é nosso homem, mas no momento que ele falou que conseguiu saber de Sabrina o que havia acontecido notei uma mudança muito grande na postura do Coronel Jones, achei estranho e fiquei o observando sem que ele percebesse. No momento em que o Tenente Hill disse que ela havia sido estuprada ele prendeu a respiração, estou achando essa reação dele muito estranha. Relatou Maura. — Maur conheço o Casey a muito tempo, acho que ele não seria capaz de algo desse tipo, mas de qualquer forma quero que você continue prestando atenção em todas as reações dele sem que ele perceba. Elas se levantaram, Jane deu um selinho em Maura e seguiram novamente para a sala de interrogatório. Entraram na sala e se sentaram para continuar, o tenente já estava mais calmo para falar.

— Então Tenente Hill, pode continuar a nos contar tudo o que sabe. Disse Jane olhando para ele. Esperaram um pouco e o tenente continuou. “Ela me contou que quando percebeu estava com a boca tampada com um pano e os dois homens, que estavam encapuzados, um a segurou enquanto o outro passava as mãos pelo corpo dela. ela contou que somente esse a forçou a fazer sexo com ele, ela disse que tentou resistir, mas cada vez que resistia o outro homem que a segurava batia nela, após esse episódio foi que ela começou a se afastar de mim e ficar estranha. Eu não vi nenhuma marca roxa no corpo dela, se bem que nesses dois meses nós não ficamos juntos. Ela não me deixava tocar nela e logo depois ela terminou comigo e disse que estava grávida, tenho certeza que esse filho e desse desgraçado que a estuprou.” Ele contou com ódio nos olhos. “Então ela voltou para Boston para ter o filho, ela não quis abortar, pois disse que a criança não tinha culpa de nada eu queria voltar com ela, assumir o filho, mas não fui liberado para voltar. Quando cheguei a Boston entrei em contato com ela para que nós nos encontrassemos para conversar, mas ela não apareceu no local marcado e depois fiquei sabendo que ela havia sido assassinada.” Ele finalizou.

Jane agradeceu a disponibilidade do tenente e o liberou, antes de sair da sala o tenente virou para Jane e disse: — Por favor descubram que fez isso com Sabrina, ela era o amor da minha vida, agora não sei como seguir sabendo que nunca mais a verei. A detetive confirmou com um aceno de cabeça e antes que ele saísse ela se virou pra ele e perguntou: — Tenente uma última pergunta. Você chegou a conhecer o filho de Sabrina? Ele negou com a cabeça e saiu sem falar mais nada. Jane se virou para Casey e perguntou o que ele tinha achado do depoimento. — Eu realmente acho que ele está mentindo, não entendi o motivo de vocês não terem coletado uma amostra para fazer o exame de DNA. Ele disse meio alterado. — Teremos tempo para coletar essa amostra se for necessário. Disse a detetive. — Casey por hoje é isso, nos encontramos amanhã. Disse já saindo seguida por Maura. — Jane vamos tomar alguma coisa hoje a noite para colocarmos o papo em dia o que acha? perguntou Casey segurando-a pela mão. — Olha Casey eu estou muito cansada e esse caso está longe de ser resolvido, eu vou para casa descansar que amanhã cedo tenho muito trabalho. Soltou a mão do coronel e saiu em direção ao elevador.

Maura e Jane entraram no elevador e desceram até o andar do estacionamento. Entraram no carro e seguiram para casa da legista. Demoraram cerca de 30 minutos para chegar. A morena estacionou o carro na garagem da loira, desceram do carro e entraram de mãos dadas. Após entrarem a detetive tirou o distintivo e a arma e colocou na gaveta da mesinha próxima a porta e foi andando até a cozinha onde a loira já preparava um sanduíche para elas comerem. A morena a abraçou por trás e deu um beijo na nuca da mais baixa. — Maur vamos comer e depois tomar um banho, quero deitar e te curtir muito antes da gente dormir, disse com uma voz sexy que arrepiou todos os pelos do corpo da loira. — Vamos tomar banho juntas? Perguntou a loira com um olhar de desejo e Jane estremeceu só de imaginar a sua loira nua em sua frente, teve medo, mas a vontade de estar com Maura era maior.

Notas finais
Me deixem saber se estão gostando