Crazy Bout' You

42 Capítulo 42 - The Worst Enemy


Notas iniciais
Pois é, demorei rsrsrs É q eu to atualizando os seriados e isso n me deixa escrever, mas to tentando! O próximo já tá em andamento ^^ Boa leitura :)

Peter assistia à aula com cara de poucos amigos. Ele anotava o que o professor dizia em seu caderno no automático, não prestando verdadeira atenção na explicação. Quando o sinal tocou ele pegou seu material, depressa, saindo da sala sem responder uma Gwen que lhe perguntava desde o começo da aula se havia algo de errado.

Peter se sentiu mal por ignorar Gwen, mas sua raiva por Wade era maior. Ele precisava encontrar o cretino.

— Com licença, você viu o Wade hoje? — indagou Peter para um dos alunos da engenharia mecânica. Ele havia ido até a sala do loiro, procurá-lo, mas ele parecia não estar ali.

O rapaz negou com a cabeça fazendo Peter dar um suspiro cansado.

— Ele não veio hoje — ouviu Peter antes de ser empurrado contra a parede e cair no chão.

Ele se levantou, atordoado, olhando quem havia dito e feito aquilo, não se surpreendendo ao ver a silhueta de Flash desaparecer pelo corredor.

Depois de procurar por quase todo o prédio, Peter foi em direção à Aesir. Aquela caça a Wade estava o deixando mais irritado do que já estava.

Peter finalmente o encontrou, saindo do refeitório, olhando para os lados, provavelmente o procurando também. Quando o viu, Wade correu até ele, não o dando tempo de dizer nada antes de dá-lo o abraço mais sufocante que já recebera.

— Finalmente! Achei que ele tinha te feito alguma coisa! — dizia Wade apertando Peter com força.

— Me... solta... — dizia Peter com dificuldades para respirar.

Wade o soltou, por fim, temendo o que viria a seguir. Peter cruzou os braços depois de ajeitar a camiseta amassada e encarou o loiro severamente.

— Acho que eu é quem devia dizer isso, não? — disse o moreno observando pela primeira vez as marcas vermelhas de feridas no rosto de Wade.

— Petey...

— Você bagunça o meu quarto, rouba o traje, sai pela cidade sem nenhum remorso em me deixar lá sem notícias e julgando esses machucados, encontrou o Cable.

— Eu só queria sair um pouco...

— E não pode sair sendo você?! — exclamou Peter.

— Não! Eu prefiro ser o Deadpool!

— Ótimo, mas não é com o Deadpool que eu namoro, então se prefere ser ele, vá em frente — disse Peter saindo de perto do loiro.

Wade ficou parado alguns segundos, percebendo a idiotice que havia dito e logo correu atrás do moreno.

— Petey! Não foi isso que eu quis dizer!

Peter continuava a andar, mais rápido, tentando se afastar do loiro, mas Wade o alcançara, segurando o seu braço e o fazendo parar.

— Desculpa.

— Não, não desculpo. Você me faz parecer um dramático, mas não tem noção do perigo que corre. Se você quer ser o Deadpool com esse maluco solto te caçando, ok, mas eu não consigo ficar com alguém nessa situação.

— Tá terminando comigo? — indagou Wade, chocado.

— Não, mas eu quero um tempo sozinho.

— Não pode ficar sozinho.

— Como é?

— Nate... ele me ameaçou usando você — disse Wade abaixando a cabeça.

Peter abriu e fechou a boca, surpreso. Por aquela ele não esperava, mas aconteceria de um jeito ou de outro de qualquer maneira.

— Bem, eu não pretendo sair por aí fantasiado, então acho que aqui eu estou seguro — disse por fim, se soltando do loiro e se afastando.

Wade rugiu, frustrado, antes de chutar o chão com força, arrancando boa parte do gramado.

oOo

Alguns dias haviam se passado e o final do mês havia chegado. O assunto da semana na universidade era sobre a festa que Mary Jane daria. Peter havia se afastado de Wade, mas sabia que o loiro não havia respeitado o seu tempo, ele sempre sentia que estava sendo seguido e até já havia pego o loiro no flagra, mas decidira não falar com ele por um tempo.

Wade não gostara nem um pouco do tempo que Peter queria. Era difícil ficar de olho nele sendo que o mesmo queria distância. Aquilo também o magoava, ele sentia falta de Peter, e principalmente se culpava por ter pegado o maldito traje aquele dia. Só havia lhe resultado problemas.

Na Aesir, Wade estava jogado no sofá, tentando prestar atenção na TV, mas era difícil levando em conta o sobe e desce de escadas a cada cinco minutos. Aquele era o dia da festa nas Bravatas, no qual falavam à respeito a semana toda.

— Levanta daí, Wade, vai se arrumar — disse Hogun.

— Não sei se eu vou — suspirou o loiro.

— Como assim não vai? E se o Peter estiver lá? Talvez você consiga fazer ele falar com você.

— Ele não vai — respondeu automaticamente. — Subi na árvore perto da janela do quarto dele ontém, ele disse pro Harry que não ia.

— Certo... — disse Hogun tentando ignorar o quão stalker Wade era. — Enfim, você tem vida além do Peter, ok? Você vai sim.

— Não quero, Hogun, valeu por tentar, mas eu to bem aqui — disse Wade sem emoção.

— Tudo bem — desistiu o asiático, dando de ombros.

[...]

No Vórtex Harry e Matt tentavam convencer Peter à ir a festa.

— Já disse que eu não vou! Não sei nem porque você pede, Harry, você me deixa lá e vai logo atrás do Sam.

— Isso não é verdade — disse Harry na defensiva -, além do mais isso mudou.

— É, agora ele quem vai atrás de você, grande diferença — disse Peter com sarcasmo.

— Quem vai cuidar do Matt? — disse Harry levando uma bengalada na canela. — Ai!

— Eu sei muito bem me cuidar.

— Boa tentativa, mas não — disse Peter.
— Certo então, fica aí mofando que eu conto pra Mary Jane que você não quis ir pra festa de aniversário dela.

Peter fez uma careta antes de dar um tapa na própria testa. Havia esquecido que o objetivo da festa era o aniversário da amiga.

— Droga, Harry... — gemeu Peter, insatisfeito.

Harry sorriu maldosamente e Peter bufou, se levantando da cama e abrindo o armário.

— Vou ficar dez minutos.

— Veremos — disse Matt.

Peter revirou os olhos, indo ao banheiro tomar banho enquanto Harry e Matt o esperavam. Quando terminou, saíram por fim, com um Harry reclamando do quão estavam atrasados e provavelmente as bebidas já terem acabado.

— Viciado — acusou Peter. — Nem estamos atrasados, ouvi o Loki saindo quando estava voltando pro quarto.

— Pois é, se até o Loki que nem curte uma festa já foi, então estamos mesmo atrasados — disse Harry.

— Isso aí é entusiasmo pra ver o Sam — disse Matt.

Harry encarou Matt de modo assassino, até lembrar-se de que ele não enxergava aquilo.

— Saiba que eu to te encarando e fazendo uma careta muito feia, Murdock.

— Cadê aquele "amor" de vocês dois agora? Não vou suportar briguinha a festa toda — reclamou Peter.

Depois de uma caminhada inteira discutindo uns com os outros, os três finalmente chegaram às Bravatas, sendo recebidos com uma porção de pessoas dançando ao som de David Guetta e outra porção bebendo bastante. Peter segurou firme a mão de Matt, protetoramente, fazendo o moreno rir abafado.

— Vamos pro meio — disse Harry.

— Jura? Pra multidão? — resmungou Peter.

— Ótimo, então tchau! — disse Harry os deixando para trás.

— Sabia que ele ia fazer isso — disse Peter revirando os olhos.

— Tá afim de procurar a aniversariante? — sugeriu Matt.

— Ela está na porta da república, vamos.

Harry passou pelo meio das pessoas, roubando no processo uma garrafa de cerveja de alguém. Ele chegou até o outro lado, se encostando numa árvore e bebendo a cerveja enquanto observava a movimentação.

Quando olhou em direção contrária da festa, onde algumas pessoas ainda chegavam, quase cuspiu o álcool da boca ao ver de longe, ao lado de Felícia, Chris com o braço ao redor dos ombros de Sam.

Harry bufou, cruzando os braços, indignado. Ele estava pronto para dizer boas verdades na cara de Sam, mas a coisa mudou de figura quando o moreno deu uma forte cotovelada na barriga de Chris, provavelmente o deixando sem ar considerando a careta do maior. Harry teve de segurar firme a bebida em sua boca para não rir daquilo.

— Vocês não dão uma dentro, hein — disse Felícia.

— Nunca mais me peça pra te ajudar, Felícia! Não quando o assunto envolver esse imbecil! — exclamou Chris, se afastando dos dois.

— Você também, hein Sam!

— Eu não pedi a ajuda dele, já te disse que fazer ciúmes no Harry só vai piorar as coisas.

— Eu não acho — disse Felícia dando de ombros. — Enfim, ele está bem ali encostado na árvore, tá olhando pra você.

Sam olhou na direção onde Felícia olhava, encontrando Harry. Ele ficou nervoso, sem saber ao certo o que fazer.

— Vai ficar aí parado?

— O que eu faço?

— Vai lá e joga umas cantadas! — disse Felícia como se a resposta fosse óbvia.

Sam revirou os olhos, prestes a reclamar o quanto aquilo não ajudava, mas Felícia saiu andando rapidamente em direção às pessoas que dançavam, deixando-o para trás.

— Felícia!

— Ér... já volto! Vai tentando!

Sam olhou mais uma vez para Harry que já não olhava mais para ele, e sim para um rapaz na mesa de bebidas, sozinho, que o encarava também.

— Não vai flertar com outro na minha frente, Osborn — resmungou o moreno, indo à passos pesados até Harry.

Harry sorriu, satisfeito em ver que Sam se irritara com aquilo. Ele deu um gole na cerveja, fingindo indiferença.

— Muito bem... já pensou?

— Pensou...? — indagou Harry fazendo-se de desentendido.

— Sabe do que estou falando — disse Sam, direto.

Harry apenas limitou-se a rir, tomando mais um gole da cerveja.

— Você não perde a pose, não é? — disse Harry.

— O que mais quer que eu faça? Eu já pedi desculpas, já te persegui, já pedi uma chance e tô aqui mais uma vez!

— Pois é, e eu não te obriguei a nada disso.

— Você me disse que ia pensar se eu me afastasse, eu me afastei — disse Sam dando um ultimato.

— Não me lembro de especular uma data — disse Harry entregando a garrafa a Sam, fazendo-o segurá-la enquanto se afastava do mesmo, indo para a pista de dança.

Sam sentiu uma enorme vontade de socar a cara do maior. Ele encostou-se na árvore em desistência, observando os passos de Harry que dançava com um grupo de estudantes.

— Cretino — resmungou.

[...]

— Hey, você tá legal? — indagou Chris, segurando o braço de Felícia, a fazendo parar por um instante.

— Claro, por que?

— Você tá andando pra lá e pra cá desde que chegou, eu nem consigo me concentrar na festa só de te assistir.

— Eu tô frustrada, vi uma garota estranha quando cheguei, mas ela sumiu! Puff!

— Garota estranha, é?

— Sim, no sentido de nunca ter visto ela na universidade.

— E ela é gata? — indagou Chris olhando para os lados, interessado.

— Ei! Eu vi primeiro, tá ouvindo? — disse a morena, séria.

— Tá, calma — disse o loiro levantando as mãos em rendição.

— Cansei de andar atrás dela. Vamos falar com o Peter? Ele parece bem entediado ali.

Chris deu de ombros, a seguindo.

— Por que aquele cara tá sempre usando óculos?

Felícia revirou os olhos, surpresa com tamanha burrice do loiro, mas não podia julgá-lo, Matt escondia a bengala por entre os braços cruzados. Parecia mesmo um aluno usando apenas óculos escuros. Mas não seria ela a dar a notícia da cegueira dele.

— E aí — disse a morena os cumprimentando. — Podiam ao menos disfarçar a cara de entediados.

— Mary Jane sabe que eu não gosto de festas, e muito menos do namorado grosseiro dela — resmungou Peter.

— Flash acabou de passar por aqui — esclareceu Matt.

— E cadê seu namorado bonitão das cicatrizes? — indagou Felícia.

— Não sei e nem quero saber.

— Uau... entendi. E você Matt? Ainda afim do Harry?

— Não tenho muito o que fazer quanto à isso, mas é, sim.

— Podia começar soltando um pouco do Peter, né querido? A não ser que os dois estejam planejando uma transa depois daqui.

— Felícia... — repreendeu Peter.

— O quê? Vocês dois parecem um casal de velhos, por favor. Se quiserem eu posso conversar com uns amigos e apresentá-los pra vocês.

— Eu vou no banheiro — disse Peter.

— É... foge mesmo! — exclamou a morena, rindo assim que Peter mostrou-lhe o dedo do meio enquanto se afastava.

— Você é a versão feminina do Harry, sabia? — disse Matt.

— Quer dizer que num universo alternativo eu transo com o Sam?

Matt riu, balançando a cabeça em negação.

— Não ri não, eu transaria com você também.

— Duvido muito, esquelética desse jeito... — disse Chris, levando um tapa de Felícia no ombro.

— Falou o senhor "enrustido", não é? — alfinetou a morena.

— Só porque eu quis ficar com o Sam não quer dizer que eu queira ficar com outros.

— Ele tem razão — disse Matt.

— Vocês dois são enrustidos então. Se me dão licença, acabei de achar aquela garota... — disse Felícia se afastando deles.

— Que garota? — indagou Matt.

— Ela tá atrás de uma garota desconhecida que ela acha não ser daqui.

— Ah.

— Mas e então, pretende ficar aí parado a noite toda? — indagou Chris.

— Sinceramente não tô afim de entrar no meio da pista e esbarrar em todo mundo, então sim.

— Ah, não é como se todos estivessem se apertando ali, é só olhar por onde anda.

— Tá falando sério?

— Sobre o que? — indagou Chris, confuso.

— Você realmente não faz ideia...?

— Considerando que eu não tô entendendo nada? Não.

Matt segurou a risada para não ofender o loiro considerando a estupidez em não ter ao menos deduzido, então ele apenas dignou-se a mostrar sua bengala, abrindo-a.

De repente tudo fez sentido para Chris. O porquê de Matt sempre usar aquele óculos e Felícia sempre rir dele quando não entendia nada. Era tão constrangedor que ele nem sabia o que dizer para Matt, a única coisa que ele sentia era raiva de Sam e Felícia por terem o feito de idiota todo aquele tempo.

— Eu mato aqueles dois — disse entredentes.

[...]

Sam terminou toda a cerveja da garrafa que Harry lhe entregara. Ele ainda estava encostado sob a árvore sem saber ao certo o que fazer. Ele sabia que devia ao menos tentar se divertir, dar aquele gosto à Harry não era sensato, mas ele não sabia se divertir em festas.

— Tá sozinho? — disse uma voz masculina, despertando-o de seus devaneios.

— Sim, pelo que parece — respondeu sem emoção.

Sam olhou para o indivíduo ao seu lado o reconhecendo ser o mesmo rapaz que Harry flertava há alguns minutos. Ele era loiro, com uma barba rala loira, olhos azuis, magro e um pouco mais alto que ele. Não lembrava dele ser tão bonito assim.

— Vi que o Harry te deu um fora — comentou.

— Conhece ele?

— Quem não conhece?

Sam assentiu, tendo de concordar com o outro.

— Ele provavelmente nem sabe quem eu sou, mas somos da mesma sala.

— Deixa eu adivinhar... e você é secretamente apaixonado por ele?

— Não — riu o loiro -, nem pensar. Ele é arrogante demais, eu tenho meu orgulho.

Sam riu fracamente, lembrando-se dele mesmo no começo do ano.

— Não confie nas suas palavras. Mas por que estava flertando com ele então?

— É divertido vê-lo pensar que tô afim, ele acaba sendo o ridículo da história.

Sam riu, gostando do jeito como o outro pensava.

— E se você me desse uma força aqui? Concordo que ele seja um idiota, mas eu gosto do idiota — disse Sam.

— O que você tem em mente?

— Bem, o único jeito dele me dar atenção é estando com outro, então você poderia fingir mostrar interesse.

— Acho que não vai ser difícil então, eu já tô interessado.

Sam engoliu em seco, limpando a garganta com uma leve tosse e cruzando os braços, nervoso.

— Essa aí é mais uma das suas brincadeiras? — indagou afinando a voz no final da frase.

— Não é não — sorriu o loiro aproximando-se do moreno.

Sam ficou completamente em alerta. Olhou de soslaio em direção a Harry que agora o encarava com certa indignação, o plano pareceu ter dado certo, mas se ele não se afastasse daquele cara, ia completamente por água abaixo. Ele era bonito demais e Sam não sabia se podia recusar a investida por muito tempo, foi quando ele sentiu uma mão agarrar seu pulso, fazendo-o se afastar do loiro.

— Cai fora — disse Harry colocando-se entre os dois e encarando o rapaz ameaçadoramente.

O outro apenas levantou as mãos em rendição, sorrindo de modo provocativo e se afastando deles.

— Parece que dessa vez eu cheguei a tempo de evitar uma segunda traição, não é? — disse Harry de modo grosseiro.

— Traição? Nós nem estamos mais juntos! — cuspiu Sam.

— Engraçado você se lembrar disso com o primeiro que aparece.

— Engraçado você querer que eu passe o resto da minha vida me rastejando pra você, Osborn. Mas se quer saber, fui eu quem pediu pra ele mostrar interesse e ver se você fazia alguma coisa, mas ele realmente se mostrou interessado, e sinceramente? Acho que eu devia retribuir isso.

Harry rosnou, irritado, agarrando os dois braços de Sam e o empurrando contra a árvore.

— Ah, mas você não vai mesmo — disse antes de encostar sua boca na de Sam, beijando-o por fim.

[...]

Depois de voltar do banheiro, Peter andava em direção à Matt, mas ele parecia conversar calmamente com Chris e o moreno achou o momento oportuno para fugir um pouco da festa.

Ele foi para os fundos, atrás da casa onde não havia ninguém e pegou o celular, mexendo um pouco nele. Haviam duas mensagens de Wade recebidas de tarde, perguntando até quando duraria aquele tempo. Peter suspirou, respondendo a mensagem, mas ela nunca fora entregue. Antes que pudesse apertar enviar, o moreno sentiu uma mão tapando seu nariz e boca, e um cheiro forte de álcool invadir suas narinas fazendo-o entrar em pânico e se debater sob os braços desconhecidos que o seguravam, mas seus olhos ficaram pesados e sua visão escura, até que ele por fim desmaiou.

Notas finais
Agr a porra ficou séria :S