Crazy Bout' You

11 Capítulo 11 - Sam's Party


Notas iniciais
Eae pessoinhas! Vistam sua melhor roupa, pois hoje tem festa! Tuts tuts tuts o/ Boa leitura xD

Peter não conseguia parar de pensar em Deadpool. Ele havia dormido muito mal aquela noite e mal havia comido seu almoço ao acordar.

É claro que ele ainda tinha muita curiosidade em saber quem ele era, mas depois da coragem que o mercenário teve de lhe dizer toda a sua trágica infância, Peter não achou justo cobrar aquele detalhe de imediato. Se ele fosse Deadpool também esconderia tudo àquilo.

– Você não vai ficar com essa cara de otário o resto do dia, não é? — Disse Harry fuçando algo no próprio guarda-roupa.

– Tá fazendo o quê? — Indagou Peter.

– Procurando uma roupa pra festa do mala do White. Você vai, né?

– Ãhn... Na verdade não...

– Ah, qual é Pet! Você ficou o dia todo com essa cara de demente, o que deu em você?

– Nada, só estou cansado.

– Então vai pra festa relaxar.

– É mais fácil eu sair de lá com mais mil e um problemas.

– Você não vai perder a primeira festa do ano! Se você não levantar agora e escolher uma roupa, eu vou fazer o Tony vir até aqui.

– Vai apelar pra ele agora? Vá em frente então — Disse o moreno se cobrindo com o lençol e fechando os olhos — Eu vou dormir.

Harry colocou suas roupas em cima da própria cama e saiu do quarto descendo até a sala. Loki e Steve ainda estavam na cozinha lavando a louça enquanto Tony e Ian estavam na sala já prontos assistindo TV.

– Você ainda não tá pronto?! Caramba Harry, anda logo com isso! — Disse Stark impaciente.

– É o Peter. Ele disse que não vai.

– O quê?! — Exclamou Tony se levantando.

– Deixe ele em paz, se ele não gosta de festas não tem porque ir — Disse Loki da cozinha.

– Ele precisa viver, Frost! Eu vou ter uma conversinha com ele.

– Ótimo, eu vou tomar banho — Disse Harry voltando ao andar de cima.

– Espera Tony, eu vou com você — Disse Steve seguindo o moreno — É capaz do garoto fugir de você se ficar sozinho com ele.

– Ah, cala a boca Rogers — Bufou Stark subindo às escadas e parando na porta do quarto de Peter.

Steve bateu duas vezes antes de entrar e tudo lá dentro encontrava-se escuro. Peter parecia estar dormindo tranquilamente e o breu do quarto não durou muito, pois Tony ligou a luz de imediato fazendo Peter grunhir em reprovação.

– Vai embora Harry...

– Não é o Harry — Disse Tony — Levanta já daí, antes que eu te carregue até o banheiro e te dê um banho.

Peter sentou na cama olhando indignado para a dupla.

– Qual o problema em eu não querer ir? — Suspirou o moreno.

– Peter, você passa o dia todo fora. Você estuda e trabalha logo depois e sempre volta exausto, você devia ir à festa curtir um pouco a sua vida — Disse Steve de modo gentil.

Peter suspirou fechando a boca para não argumentar. Era o que ele dizia para os outros quando ia ver Deadpool depois da faculdade, que "ia trabalhar" no Clarim Diário. De qualquer forma, Steve estava certo em uma coisa, ele sempre voltava cansado. O mercenário esgotava todas as suas forças querendo andar de um lado para o outro da cidade e conhecer todas as lanchonetes possíveis.

– Essa festa só vai me cansar ainda mais.

– Mas vai ser um cansaço bom, pelo menos você vai poder ter dito que foi e aconteça o que acontecer, você não perdeu nada — Disse Tony abrindo um guarda roupa e gostando do que via.

– Esse é do Harry — Alertou o moreno — As minhas ficam na gaveta.

Tony abriu as gavetas torcendo o nariz com o que via. As roupas eram basicamente infantis ou sem a menor graça.

– Você precisa fazer umas compras urgente — Resmungou Stark.

– Deixe o garoto ao menos vestir o que ele quer — Disse Steve.

– Então me diga Rogers, como ele vai conseguir alguém vestido nisso? — Indagou Tony mostrando uma camiseta preta com o desenho do Mickey Mouse antigo.

– Não é minha intenção ter intercurso sexual hoje, Stark — Disse Peter se levantando e pegando sua camiseta das mãos dele.

Tony suspirou cansado balançando a cabeça em negação.

– Você tem tanto o que aprender...

– Ignore ele, vá com a roupa que quiser — Disse Steve empurrando para fora um Tony ainda frustrado — Só vá, ta bom?

Peter assentiu de modo cansado e escolheu sua roupa um tanto relutante. Alguns minutos depois, Harry voltara para o quarto com a toalha na cintura e um sorriso satisfeito ao ver as roupas de Peter nas mãos dele.

– Vai me pagar por isso — Resmungou Peter.

– Que bom que o Tony resolveu, ou eu teria de te obrigar a me ver nú. Agora vai tomar um banho que eu preciso me trocar.

Peter bufou contrariado saindo do quarto e indo tomar seu banho.

oOo

– Eu... Eu não sei o que dizer...

Sam estava parado em seu quarto já vestido e pronto, observando um embrulho mal feito de Wade que revelava um estranho conjunto de pijama.

A coisa toda era bizarra. Era um conjunto de frio de pijama, feito de algodão na cor branca, porém ele era todo peludo e na parte de trás da calça havia uma calda. E para completar havia uma toca felpuda com orelhas de gato.

– Você não queria um gato de verdade, então achei que seria legal te dar esse pijama — Disse Wade com a voz séria. Ele olhava para a expressão de descrença de Sam na defensiva.

– Vocês vão ficar aí a noite tod-

Hogun abriu a porta do quarto sem cerimônias paralisando ao ver o pijama extravagante sob o embrulho.

– Mas o que é isso? — Disse o asiático se entregando às gargalhadas.

– Tá fazendo o quê aqui? Eu já disse que já ia descer — Resmungou Sam pegando o pijama e o colocando numa gaveta.

– Você está demorando demais, as pessoas estão começando a chegar.

Sam suspirou assentindo.

– Foi... Muito legal da sua parte Wade, mas eu havia te dito que não precisava comprar nada. Onde conseguiu essa excentricidade? — Indagou se referindo ao pijama de gato.

– Ah, passei por uma loja bem bacana onde vendia esse tipo de pijama. Tinha de tudo quanto era animal! — Contava o loiro de forma entusiástica.

– Realmente... Nenhum presente vai... Superar... — Dizia Hogun segurando a gargalhada.

– Shh! — Chiou Sam dando um leve tapa no braço de Hogun — Vamos descer, to doido pra dançar — Disse sarcástico.

Os três desceram as escadas já encontrando algumas pessoas pela casa. Hogun se afastou deles para reclamar com um casal que se pegava em cima da mesa da cozinha.

Sam ouviu um som bem alto do lado de fora da república onde já havia uma quantidade grande de estudantes dançando ao ar livre. O tempo estava fresco e as pessoas animadas. Havia uma grande mesa com bebidas perto do DJ e acima do mesmo, uma grande faixa branca com os dizeres "Feliz aniversário Sammy" em tons vermelhos.

– Wade — Disse o moreno em tom acusador.

– Não olhe pra mim! Foi o Hogun que insistiu que eu escrevesse Sammy! — Justificou-se o loiro.

Sam revirou os olhos e fechou a cara quando Flash vinha na direção deles com sua namorada ruiva que Sam nunca havia se dado ao trabalho de lembrar o nome.

– E aí White, festa legal, mas não combina muito com você — Repudiou.

– De fato — Concordou Sam — Até porque se eu tivesse organizado ela, teria uma lista de convidados bem limitada — Disse dando ênfase na palavra "bem" enquanto encarava o loiro.

Wade suspirou ao ver o moreno se afastar deles e o seguiu numa distância segura.

– Porque sempre parecem que vão se matar?

– Eu já sofri demais nas mãos de caras feito ele — Disse Sam num tom sério.

– Mas isso é passado, você sabe se defender usando as palavras.

– Não liga pra isso Wade, eu só sou frustrado. Podia ter me defendido antes, entende?

– Devíamos ter nos conhecido antes, eu acabaria com eles pra você.

Sam sorriu pousando a mão no ombro do loiro.

– Lá vem o Vórtex — Disse Wade olhando um ponto do Campus onde alguns rapazes chegavam.

O loiro quase deu um longo suspiro alegre ao ver Peter e seu jeito tímido chegando na festa. Os ombros estavam encolhidos e o olhar assustado correndo por toda aquela agitação. Ele vestia uma camiseta azul marinho com sua inseparável blusa preta por baixo cobrindo os braços. Usava uma calça jeans na cor preta e tênis brancos.

Sam também estava inquieto com a chegada dos novos convidados. Ele nunca foi um rapaz de brigar, mas como eram as brigas que sempre iam atrás dele, ele não podia evitar. Mas aquela noite ele havia jurado para si mesmo e para Hogun que tentaria não insultar Harry Osborn. Falando no desgraçado, lá estava ele com seu sorriso arrogante nos lábios, provavelmente se achando o máximo naquele momento.

"Patético" Pensou Sam.

Harry vestia uma camisa cinza de gola "v" de alguma marca importante, uma calça jeans na cor azul e um all star preto.

– Sammy! — Cumprimentou Tony com exagerada alegria em vê-lo — Tome — Disse entregando uma caixa — Vê se não exagera na dose, são recheados com licor.

Sam olhou melhor para a caixa vendo que eram bombons. Pelo menos Stark tinha bom gosto.

– Leva pra mim Wade? Pode pegar alguns — Disse Sam vendo um brilho no olhar do loiro ao dizer "pode pegar alguns" — Só deixe um pra mim, pelo menos! — Avisou quando Wade já desaparecia para dentro da república.

Tony, Steve e Ian foram para perto do DJ dançarem enquanto Loki se distanciava de todos à espera de Thor. Harry e Peter continuavam com Sam que se encontrava apoiado na parede da casa ao lado da porta.

– Eu pensei bastante antes de decidir trazer um presente, você sempre parece ofendido com tudo o que eu faço, mas como eu não dou a mínima para o que você pensa... — Dizia Harry estendendo um embrulho para o moreno.

Sam olhou para a mão estendida de Harry com receio. Podia ter uma bomba ali dentro, ele não se impressionaria se tivesse, mas seria uma ideia muito boa para Harry Osborn tê-la pensado, então Sam pegou o embrulho abrindo-o e encontrando um livro de poesia do Allen Ginsberg, mas não era apenas mais um exemplar.

– É uma edição limitada — Sussurrou boquiaberto.

– Não é aquele livro que você usava pra pegar as garotas...? — Indagou Peter levando uma forte cotovelada de Harry.

– Ai!

– Você tinha uma edição limitada todo esse tempo e usava para ganhar mulheres. Que desperdício — Disse Sam ainda contemplado o livro.

– Achei que fosse esse o objetivo da poesia — Disse Harry com falsa ignorância.

Sam sabia que estava sendo provocado, então apenas o ignorou.

Do outro lado da festa, Loki andava de um lado para o outro impaciente. Quando botasse as mãos naquele loiro oxigenado...

– Oi!

Loki fitou Thor com um olhar assassino e o loiro deu alguns passos para trás na defensiva.

– Sabe. Que. Eu. Odeio. Esperar — Disse Loki vagarosamente de modo perigoso.

– Desculpe... Eu encontrei umas pessoas no caminho...

– É bom que essas pessoas sejam importantes — Rosnou o moreno.

– Depende do seu ponto de vista — Disse uma voz familiar se aproximando dos dois junto de mais outras duas pessoas.

– Bruce! — Exclamou Loki abrindo um alegre sorriso ao ver o amigo.

Loki o abraçou com força esboçando a saudade que sentia dele.

– Você precisa voltar. Eu to sozinho com o Tony naquele lugar — Disse Loki num falso tom choroso.

Bruce riu balançando a cabeça em negação.

– Quando o Thor me disse eu não acreditei. Deve estar sendo difícil suportá-lo só com o pobre do Steve pra segurá-lo.

– E quem liga pra isso? Me diz, como é dormir com ele? — Disse Frandal fazendo Loki notar sua presença. O moreno também viu que Ryan estava ali com eles — Ele já te assediou?

– Frandal — Reclamou Bruce.

– N-Não — Gaguejou Loki recebendo olhares assassinos de Thor e Ryan — Está tudo sob controle.

Os cinco foram até a pista de dança improvisada pelos estudantes em frente ao DJ onde Tony puxou Ryan para um beijo e não o soltou desde então. Frandal e Bruce tentavam dançar apesar dos dois pés esquerdos do moreno, Thor e Loki se agarravam em algum canto dentro da casa e Steve conversava com alguns estudantes interessados em seu estágio já que Bucky não pôde ir à festa por ser no mesmo horário de seu turno.

Harry, Peter e Sam se encontravam na mesa de bebidas onde Harry bebia dois copos de whisky à cada cinco minutos e Sam aproveitava suas doses de tequila sem muita moderação. Como eles não tinham muito assunto, o jeito era beber e beber mais um pouco.

– Vocês não estão exagerando? — Indagou Peter receoso.

– Eu to ótimo — Disse Sam dando de ombros.

– Eu também — Disse Harry virando mais um copo — Quer dançar Pet? Eu posso te ensinar uns passos bem excitantes — Sussurrou as últimas palavras no ouvido do amigo.

Sam arqueou a sobrancelha um pouco surpreso com a falta de vergonha na cara de Harry.

– Por Deus Harry — Suspirou Peter — Você já está delirando.

– Posso te fazer delirar também — Riu Harry com a expressão chocada no rosto de Peter.

– Você é um tarado de marca maior — Bufou o moreno — Não devia ter escutado Steve e Tony. Devia ter ficado em casa.

– Oh, não vem com essa — Disse Harry revirando os olhos e puxando Peter para perto — Se não quer dançar vá procurar alguém interessante pela festa — Dizia abaixando os lábios pelo pescoço de Peter — Senão eu mesmo vou ter de ocupar o cargo.

Peter se soltou dos braços de Harry meio nervoso e saiu de perto dele antes que o amigo o agarrasse no meio de todo mundo.

– Você é mesmo um pervertido — Disse Sam que havia observado tudo meio em choque.

– Ah... Você tá aí. Já havia até me esquecido — Sorriu Harry de modo cafageste.

– EI TODO MUNDO! — Gritou Hogun subindo com dificuldades no espaço mais vazio da mesa de bebidas — EM VEZ DE CANTAR PARABÉNS PARA O ANIVERSARIANTE, QUE TAL FAZERMOS UMA BRINCADEIRINHA COM ELE?

Todos gritaram aprovando a ideia de Hogun.

– Como é que é? — Indagou Sam confuso.

Hogun desceu da mesa com um pano na mão enquanto o mostrava para todos.

– Que tal sete minutos no paraíso?!

Os estudantes gritaram com mais entusiasmo e Sam sentia que poderia botar pra fora todo o álcool que tomou.

– Não... Não Hogun — Disse o moreno relutante.

– Vamos lá Sammy! Vai amarelar?! Achei que fosse corajoso — Exclamou Tony divertido.

– Vai ser divertido, cara — Disse Hogun — Quantas vezes vai poder dizer que teve uma festa feito essa pra você?

Sam olhava para o pano meio aflito. Ele estava bêbado, é claro que iria depois de Tony tê-lo desafiado.

"Isso não vai acabar bem..." Pensava o moreno balançando a cabeça em afirmação.

Hogun sorriu amarrando o pano nos olhos de Sam como uma venda. O asiático o guiou para dentro da casa sendo seguido por quase todos que se apertavam na porta para olhar.

– Não pode tirar essa venda dos olhos até dar sete minutos.

– E como vou saber quando der sete minutos?

– Eu aviso — Disse Hogun abrindo a porta que dava para um pequeno cubículo onde eles costumavam guardar as coisas de limpeza — Entre aí e espere seu presente.

– Se me trouxer uma pessoa nojenta fedendo a vômito vai me pagar.

– Pessoa, é? Então não tem preferência quanto à sexo masculino e feminino.

– Eu não espero mesmo que você seja caridoso e me traga uma garota — Disse Sam por fim.

Hogun sorriu apenas fechando a porta e o deixando ali dentro.

– Então... Quem quer fazer as honras? — Indagou olhando para a multidão.

Cochichos e risadas eram audíveis, mas ninguém se voluntariava para a brincadeira.

– Flash? — Disse Hogun zombeteiro enquanto os capangas dele riam da cara de choque que ele havia feito.

– Sai fora Hogun! — Respondeu Flash emburrado.

– Eu tenho um palpite! — Disse Tony levantando a mão.

Hogun saiu da casa indo até Stark.

– Que tal nosso amigo Osborn?

Todos olharam para Harry que até aquele momento estava alheio ao assunto.

– Eu? — Indagou arqueando a sobrancelha.

– Sam vai me matar Tony, não sei se é uma boa ideia — Sussurrou Hogun.

– Um empurrão é o que aquele garoto precisa — Bufou Stark — Vamos Harry, é pra hoje. Vai ou não?
Harry ficou um pouco confuso naquele momento. Ele estava bêbado, caramba! Era pedir demais fazer com que um bêbado pensasse.

– Ãhn... Sete minutos no paraíso?

– Sim. Acredito que você conheça o jogo — Disse Tony num tom divertido.

– Sim — Respondeu pensativo, mas tudo o que ele podia sentir naquele momento era uma ânsia. Devia ser de vômito, só pode.

– Então...? — Encorajou Hogun que já estava impaciente.

– Tá certo, vamos dar ao Sammy a melhor noite da vida dele — Se rendeu.

– Sim, e sua modéstia é admirável — Disse Hogun sarcástico — Vamos.

O asiático levou Harry para dentro da casa onde as pessoas voltavam a se amontoar para ver.

– Não fale nada até dar sete minutos, ele pode reconhecer sua voz e sair daí furioso — Alertou.

– Eu sei — Disse Harry entediado — Já posso ir?

Hogun abriu a porta revelando um entediado Sam encostado na parede ainda vendado e de braços cruzados.

– Sete minutos é o que eu passei aqui só esperando a boa vontade de vocês — Reclamou o moreno — Eu devia tirar isso do meu rosto e sair fora.

– Hã-hã meu caro Sammy, já conseguimos seu príncipe encantado, aproveitem seu paraíso — Riu Hogun empurrando Harry para dentro e trancando a porta da salinha.

– E agora? — Indagou Ian quebrando o silêncio que havia tomado o local.

– Vai até o amanhecer! — Gritou Tony sendo apoiado por todos que voltavam a beber e dançar perto do DJ.

Dentro do cubículo, Sam permanecia encostado na parede de braços cruzados. Ele estava tentando parecer indiferente à quem quer que fosse que estivesse ali com ele, mas na realidade ele estava apavorado.

– Aposto que te obrigaram a vir até aqui — Comentou o moreno — Nós poderíamos só conversar e fingir que fizemos alguma coisa pra eles. O que acha?

Harry não respondeu.

– Você não vai falar nada? — Indagou Sam um pouco nervoso.

Harry apenas riu fazendo um barulho nazal.

– Ótimo. Você é mudo, então? Porque eu sei algumas coisas com sinais...

Sam não pôde demonstrar sua eficiência em língua de sinais, pois mãos agarraram sua cintura, e lábios capturaram sua boca com pressa enquanto o moreno tentava miseravelmente acompanhar aquele ritmo.

Harry sorriu com a timidez do outro em relação ao beijo. Sam não deixava que ele aprofundasse as coisas, mas Harry não deixaria aquilo barato. Abaixou sua mão direita descaradamente até o fecho da calça do moreno, onde Sam prendeu a respiração assustado. Harry deu mais um de seus risos nazais e tocou no membro adormecido de Sam por cima da calça.

Sam ofegou surpreso com a atitude. E com seus lábios entreabertos, deu passagem à língua do rapaz, que agora percorria cada canto de sua boca.

Harry abriu os botões da blusa xadrez verde que Sam usava passando suas mãos sob o tecido fino da camiseta branca que estava por baixo.

Sam enlaçou seus braços sob o pescoço do desconhecido mexendo nos cabelos dele enquanto ele o prensava com força contra a parede áspera. Os dois ofegaram no meio do beijo quando Harry teve a ideia de se esfregar contra Sam fazendo com que os membros dos dois acordassem.

– Oh, sim... — Gemeu Sam quando Harry pressionou com mais força começando a abaixar os lábios para o pescoço do moreno.

A pele de Sam era macia e cheirosa. Harry alternava entre morder a pele do pescoço e a orelha do menor, fazendo-o se arrepiar com os gestos.

Sam sentia sua boca secar sentindo falta dos lábios macios e da língua habilidosa do desconhecido. Ele ainda podia sentir o gosto de whisky em sua boca se misturando com a tequila, mas espera...

"Whisky?"

Enquanto isso na festa, Peter estava perdido. Harry estava ocupado com seus "sete minutos no paraíso" junto a Sam. Tony estava muito ocupado se agarrando a um cara loiro que ele achava ser o namorado dele. Peter o achou muito bonito, aliás. Loki estava em sabe-se lá onde com Thor, Ian com a Darcy, Steve muito entretido com estudantes de medicina e até Gwen que havia chegado há poucos minutos estava dançando com um cara que ele nunca havia visto.

– Por quê eu vim? — Bufou o moreno dando meia volta e indo embora, mas antes que ele pudesse passar, ouviu vozes familiares rindo nos fundos da república.

Curioso, Peter andou de fininho se encostando na parede para não ser visto. Quem ria era Flash, Mary Jane e alguns caras e julgando pela estranha densidade do ar, eles estavam fumando. Peter nunca imaginou que Mary Jane fosse do tipo que fumava.

– Estou dizendo, ele deu um pijama muito bizarro de gato pro Sam — Ria Flash.

– Coitado Flash, foi de coração — Disse Mary Jane em defesa de Wade.

– Por falar nele, cadê o Wade? — Indagou um dos caras.

– Sei lá, deve estar dançando — Respondeu Flash dando de ombros — Só espero que toda essa gente não deixe ele instável.

– Tá com medinho dele, é? — Repudiou um amigo de Flash.

– Não é medo, é questão de segurança, o cara tem esquizofrenia!

– Esquizofrenia...? — Sussurrou Peter paralisado.

– Ele sabe se controlar — Disse Mary Jane — Você não disse que o pai dele permitia que ele fosse à festas?

– Sim, mas o Rick não parecia muito certo sobre isso — Disse Flash.

"Rick!"

Peter arregalou os olhos se afastando dali. Apesar de parecer atordoado, Peter não podia se impressionar tanto. Estava óbvio o tempo todo, ele quem simplesmente não via que o estranho e aparentemente inocente Wade Wilson era o mercenário.

Os lábios do moreno se alargavam lentamente num sorriso triunfante.

– Te peguei, Deadpool.

Notas finais
É, eu parei nessa parte u.u não me julguem kkkk Me digam oq acharam Sam descobriu q é o Harry? Peter vai tirar satisfações? Essas e mais outras perguntas serão reveladas, sexta, no globo repórter