Crazy

15 Slipped Away


Notas iniciais
Oláá! Queria muito agradecer a todos que comentaram! Muito obrigada mesmooo, vocês me estimulam a continuar! Bom, como já disse, tenho prova quinta e acho que só postarei sexta, mas talvez eu poste antes, okay? Ah! Assim que eu terminar essa fanfic, vou postar outras duas, e em breve vou postar as sinopses aqui para vocês escolherem, ta? Uma delas será a Doce Ironia e a outra vocês irão votar para escolher! O nome da música é Slipped Away da Avril Lavigne! Bjuss e comentem!!

POV – Scorpius Malfoy

Fiquei esperando pacientemente por Rose do lado de fora do banheiro. Ainda estava meio confuso, tudo aconteceu do nada e minha mente não estava processando tudo ainda. Quer dizer, Rose e Riley cantaram, o pai de Rose morreu, Rose desmaiou e agora estou aqui a esperando no corredor vazio e escuro.

Meu telefone tocou e eu o puxei rapidamente. Era Alvo.

– Oi – disse em voz baixa.

– Oi Scorpius – ele disse, sério demais – Como Rose está? Está com ela?

– Sim, estou – disse olhando de relance para a porta fechada – A trouxe para casa, ela pediu para eu ficar e eu fiquei. Ela está mal, de verdade, mas está melhorando. Eu acho.

– Tudo bem. Só cuide bem dela – disse ele e escutei sua respiração do outro lado da linha – Eu vou encontrar Hermione, cara.

– A mãe dela? – perguntei alto demais e Alvo fez Shiiiu para mim, diminui a voz – Está falando sério?

– Já está na hora de ela saber a verdade, você não acha? Ela tem direito! Depois de tudo o que aconteceu – ele disse tudo rapidamente e baixo, alguém deveria estar perto – Acho que ela merece no mínimo uma explicação.

– Eu concordo plenamente – disse sério.

– Que bom que concorda – ela disse e fez uma pausa, eu sabia que viria mais coisa pela frente.

– Fala logo.

– Vou fazer com que Annie fale com Rose.

– Ta maluco? – perguntei quase num sussurro.

– Ela vai acreditar em você! Escute o que estou falando! Vocês precisam disso, merecem isso! – ele disse e eu fechei os olhos com força – Annie não mentiria, mesmo não gostando nem um pouquinho dela, sei que não mentiria!

– Tudo bem – disse dando ombros – Só não piore as coisas.

– Não vou – ele disse e escutei alguém gritando seu nome do outro lado da linha – Tenho que desligar, até mais. E cuide de Rose.

– Até mais – disse e desliguei o telefone voltando a guarda-lo no bolso.

– Scorpius? – Rose chamou saindo do banheiro enrolada na toalha.

– Oi? Tudo bem? – disse e ela confirmou com a cabeça.

– Eu vou trocar de roupa. Já volto.

– Tudo bem – disse e ela entrou na porta ao lado do banheiro.

Saiu de lá um minuto depois com calça jeans e uma regata branca.

– Pode ir embora se quiser – ela disse parando em minha frente. Seu rosto estava vermelho por ela ter chorado tanto e sua voz meio embargada.

– Não quero – disse rápido demais balançando a cabeça negativamente – Quer dizer a menos que queira que eu vá embora, é claro.

Ela não disse nada, apenas se abraçou com força e olhou para o chão respirando fundo.

– Eu não quero – ela sussurrou depois de alguns segundos em silêncio e me encarou.

– Vem cá – disse a puxando para os meus braços e ela me abraçou com força, mas não chorou.

– Posso perguntar uma coisa? – ela pediu e eu concordei com a cabeça.

– O que quiser – percebi ela se afrouxar um pouco de mim e a segurei com força.

– Por que me magoou? – ela disse por fim e eu fechei os olhos com força – Por que disse que não me decepcionaria quando sabia que isso era mentira?

– Rose eu não tenho nada com Annie, te juro – disse me afastando apenas o suficiente para ver seu olhos. Eles estavam magoados – Nem sei porque ela foi lá em casa naquele dia. Alvo foi embora um pouco antes das oito, ele pode te contar tudo o que você quiser. Eu subi para tomar banho e quando estava saindo à campainha tocou. Eu desci pensando que era você, mas era ela.

– Meu coração quer confiar em você. Ele quer desesperadamente confiar em você – ela disse olhando em meus olhos – Mas minha mente, a mente de uma garota que já foi magoada mais de uma vez, não quer porque diz que é uma enrascada e que eu vou sair machucada de novo.

– Eu não posso te prometer que nunca mais será machucada, Rose – disse sério segurando seu rosto entre minhas mãos – Mas eu nunca vou querer te magoar, quer dizer, não sei nem se seria capaz de fazer isso intencionalmente.

– Me leve a Pearls – ela disse do nada, séria demais.

– O que?! – perguntei confuso – Você tem certeza? Quer dizer, todo mundo vai entender se você não voltar, Rose. Não precisa se preocupar com isso.

– Eu sei, mas – ela disse respirando fundo – Eu preciso de uma música, entende?

– Entendo – disse sorrindo fraco – E que tal se cantar aqui?

– Aqui? – perguntou confusa.

– É, eu posso tocar violão e você canta – disse dando ombros e sorrindo de leve.

– Você sabe tocar? – perguntou claramente confusa.

– Sei, meu pai me ensinou quando eu tinha quinze anos – disse fazendo meia careta e ela sorriu de leve.

– Tudo bem. Pode ser – ela falou se afastando – Vem, o violão está aqui.

Entramos no quarto dela e ela pegou o violão dentro do armário e uma folha me entregando.

– Okay, que música? – disse sentando em uma poltrona que estava de frente para a cama e ela se sentou na cama.

– Aqui – ela disse me entregando a folha com as notas da música, analisei em silêncio e depois de um minuto fiz sinal para que ela começasse.


Na na

Na na na na na



Eu sinto a sua falta

Sinto muito a sua falta

Eu não te esqueço

Oh, é tão triste

Eu espero que você possa me ouvir

Eu lembro claramente



O dia que você partiu

Foi o dia que eu descobri que não seria a mesma coisa



Na na

Na na na na na



Eu não encontrei a ocasião

para dar um beijo de despedida na sua mão

Eu gostaria de poder vê-lo novamente

Eu sei que não posso

Eu espero que você possa me ouvir

Porque eu lembro claramente



O dia que você partiu

Foi o dia que eu descobri que não seria a mesma coisa



Eu acordei

Você não vai acordar?

Euficoperguntando por quê

E eu não posso aguentar isso

Não era fingimento

Aconteceu e você se foi



Agora você se foi

Agora você se foi

Lá vai você

Lá vai você

Para algum lugar e eu não posso trazê-lo de volta



Agora você se foi

Agora você se foi

Lá vai você

Lá vai você

Para algum lugar eu não posso trazê-lo de volta



O dia que você partiu

Foi o dia que eu descobri que não seria a mesma coisa



O dia que você partiu

Foi o dia que eu descobri que não seria a mesma coisa



Na na

Na na na na na

Eu sinto a sua falta

Haviam lágrimas em seus olhos quando terminou de cantar, mas nada como mais cedo, ela limpou rapidamente e deitou na cama. Larguei o violão e sentei ao lado dela.

– Tudo bem? – perguntei e ela respirou fundo e então se levantou.

– Está.

– Quer alguma coisa? – perguntei e ela desviou os olhos.

– Você pode ficar aqui até amanhã? – ela pediu envergonhada e eu sorri de leve.

– Claro que eu posso.