Crazy
15 Slipped Away
Notas iniciais

POV – Scorpius Malfoy
Fiquei esperando pacientemente por Rose do lado de fora do banheiro. Ainda estava meio confuso, tudo aconteceu do nada e minha mente não estava processando tudo ainda. Quer dizer, Rose e Riley cantaram, o pai de Rose morreu, Rose desmaiou e agora estou aqui a esperando no corredor vazio e escuro.
Meu telefone tocou e eu o puxei rapidamente. Era Alvo.
– Oi – disse em voz baixa.
– Oi Scorpius – ele disse, sério demais – Como Rose está? Está com ela?
– Sim, estou – disse olhando de relance para a porta fechada – A trouxe para casa, ela pediu para eu ficar e eu fiquei. Ela está mal, de verdade, mas está melhorando. Eu acho.
– Tudo bem. Só cuide bem dela – disse ele e escutei sua respiração do outro lado da linha – Eu vou encontrar Hermione, cara.
– A mãe dela? – perguntei alto demais e Alvo fez Shiiiu para mim, diminui a voz – Está falando sério?
– Já está na hora de ela saber a verdade, você não acha? Ela tem direito! Depois de tudo o que aconteceu – ele disse tudo rapidamente e baixo, alguém deveria estar perto – Acho que ela merece no mínimo uma explicação.
– Eu concordo plenamente – disse sério.
– Que bom que concorda – ela disse e fez uma pausa, eu sabia que viria mais coisa pela frente.
– Fala logo.
– Vou fazer com que Annie fale com Rose.
– Ta maluco? – perguntei quase num sussurro.
– Ela vai acreditar em você! Escute o que estou falando! Vocês precisam disso, merecem isso! – ele disse e eu fechei os olhos com força – Annie não mentiria, mesmo não gostando nem um pouquinho dela, sei que não mentiria!
– Tudo bem – disse dando ombros – Só não piore as coisas.
– Não vou – ele disse e escutei alguém gritando seu nome do outro lado da linha – Tenho que desligar, até mais. E cuide de Rose.
– Até mais – disse e desliguei o telefone voltando a guarda-lo no bolso.
– Scorpius? – Rose chamou saindo do banheiro enrolada na toalha.
– Oi? Tudo bem? – disse e ela confirmou com a cabeça.
– Eu vou trocar de roupa. Já volto.
– Tudo bem – disse e ela entrou na porta ao lado do banheiro.
Saiu de lá um minuto depois com calça jeans e uma regata branca.
– Pode ir embora se quiser – ela disse parando em minha frente. Seu rosto estava vermelho por ela ter chorado tanto e sua voz meio embargada.
– Não quero – disse rápido demais balançando a cabeça negativamente – Quer dizer a menos que queira que eu vá embora, é claro.
Ela não disse nada, apenas se abraçou com força e olhou para o chão respirando fundo.
– Eu não quero – ela sussurrou depois de alguns segundos em silêncio e me encarou.
– Vem cá – disse a puxando para os meus braços e ela me abraçou com força, mas não chorou.
– Posso perguntar uma coisa? – ela pediu e eu concordei com a cabeça.
– O que quiser – percebi ela se afrouxar um pouco de mim e a segurei com força.
– Por que me magoou? – ela disse por fim e eu fechei os olhos com força – Por que disse que não me decepcionaria quando sabia que isso era mentira?
– Rose eu não tenho nada com Annie, te juro – disse me afastando apenas o suficiente para ver seu olhos. Eles estavam magoados – Nem sei porque ela foi lá em casa naquele dia. Alvo foi embora um pouco antes das oito, ele pode te contar tudo o que você quiser. Eu subi para tomar banho e quando estava saindo à campainha tocou. Eu desci pensando que era você, mas era ela.
– Meu coração quer confiar em você. Ele quer desesperadamente confiar em você – ela disse olhando em meus olhos – Mas minha mente, a mente de uma garota que já foi magoada mais de uma vez, não quer porque diz que é uma enrascada e que eu vou sair machucada de novo.
– Eu não posso te prometer que nunca mais será machucada, Rose – disse sério segurando seu rosto entre minhas mãos – Mas eu nunca vou querer te magoar, quer dizer, não sei nem se seria capaz de fazer isso intencionalmente.
– Me leve a Pearls – ela disse do nada, séria demais.
– O que?! – perguntei confuso – Você tem certeza? Quer dizer, todo mundo vai entender se você não voltar, Rose. Não precisa se preocupar com isso.
– Eu sei, mas – ela disse respirando fundo – Eu preciso de uma música, entende?
– Entendo – disse sorrindo fraco – E que tal se cantar aqui?
– Aqui? – perguntou confusa.
– É, eu posso tocar violão e você canta – disse dando ombros e sorrindo de leve.
– Você sabe tocar? – perguntou claramente confusa.
– Sei, meu pai me ensinou quando eu tinha quinze anos – disse fazendo meia careta e ela sorriu de leve.
– Tudo bem. Pode ser – ela falou se afastando – Vem, o violão está aqui.
Entramos no quarto dela e ela pegou o violão dentro do armário e uma folha me entregando.
– Okay, que música? – disse sentando em uma poltrona que estava de frente para a cama e ela se sentou na cama.
– Aqui – ela disse me entregando a folha com as notas da música, analisei em silêncio e depois de um minuto fiz sinal para que ela começasse.
Na na
Na na na na na
Eu sinto a sua falta
Sinto muito a sua falta
Eu não te esqueço
Oh, é tão triste
Eu espero que você possa me ouvir
Eu lembro claramente
O dia que você partiu
Foi o dia que eu descobri que não seria a mesma coisa
Na na
Na na na na na
Eu não encontrei a ocasião
para dar um beijo de despedida na sua mão
Eu gostaria de poder vê-lo novamente
Eu sei que não posso
Eu espero que você possa me ouvir
Porque eu lembro claramente
O dia que você partiu
Foi o dia que eu descobri que não seria a mesma coisa
Eu acordei
Você não vai acordar?
Euficoperguntando por quê
E eu não posso aguentar isso
Não era fingimento
Aconteceu e você se foi
Agora você se foi
Agora você se foi
Lá vai você
Lá vai você
Para algum lugar e eu não posso trazê-lo de volta
Agora você se foi
Agora você se foi
Lá vai você
Lá vai você
Para algum lugar eu não posso trazê-lo de volta
O dia que você partiu
Foi o dia que eu descobri que não seria a mesma coisa
O dia que você partiu
Foi o dia que eu descobri que não seria a mesma coisa
Na na
Na na na na na
Eu sinto a sua falta
Haviam lágrimas em seus olhos quando terminou de cantar, mas nada como mais cedo, ela limpou rapidamente e deitou na cama. Larguei o violão e sentei ao lado dela.
– Tudo bem? – perguntei e ela respirou fundo e então se levantou.
– Está.
– Quer alguma coisa? – perguntei e ela desviou os olhos.
– Você pode ficar aqui até amanhã? – ela pediu envergonhada e eu sorri de leve.
– Claro que eu posso.
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