Crazy
5 Falso namoro
Notas iniciais

POV – Scorpius Malfoy
Alvo estava aqui em casa, mas qual a novidade, ele estava enchendo o saco para voltarmos àquela boate e por mais que eu negasse estava muito a fim de ir.
– Ah, qual é? – disse ele e eu revirei os olhos – Você nem está mais namorando! Qual o problema em ir até lá?
– Vai morar naquela boate?
– Você só foi uma vez, nem enche! – disse ele bufando – E até parece que você não quer ver Rose de novo!
– Quem disse isso? – perguntei irritado.
– Está escrito na sua testa.
– Tudo bem, tudo bem! – respondi me levantando – Mas vê se para de encher, tá legal? E vê se não some!
– Vou tentar – disse ele piscando e eu o empurrei para fora do meu quarto e fomos para sala.
– Estou saindo! – avisei e antes que alguém pudesse perguntar alguma coisa saí com Alvo.
Entramos no meu carro e eu dirigi até ao Pearls of Night, já havia decorado o caminho, o que fez Alvo soltar uma risadinha irritante, revirei os olhos e estacionei o carro em frente ao lugar como da outra vez.
– Já até decorou o caminho, não é? – disse ele dando um soquinho no meu ombro.
– É cara, para com isso – disse rindo e tranquei a porta do carro.
– Olha quem está ali! – disse ele rindo e eu virei para trás para ver de quem o idiota falava, engoli um seco. Era Rose.
– E daí? – perguntei tentando demonstrar indiferença, não deu certo.
– Ah, nem vem! – disse ele rindo e então atravessou a rua, eu o segui sem muita opção – Rose, Rose!
– Olá, Alvito! – disse ela sorrindo e o abraçou, seus olhos caíram sobre mim e ela se distanciou de Alvo – Garoto atrapalho – disse ela.
– Garota Black Star – disse de volta e Alvo olhou de um para o outro sem entender.
– Vocês se conhecem? — perguntou ele erguendo as sobrancelhas.
– Ele é seu amigo? – perguntou Rose confusa.
– É – disse Alvo dando de ombros – Vocês se conhecem?
– Ele derramou o Wiskey – disse ela – Da onde se conhecem?
– Hey! – disse e eles me encararam – Eu ainda estou aqui!
– É, estou vendo – disse ela dando de ombros.
– Scorpius gostou de ver vocês cantando semana passada, Rose – disse Alvo e eu corei, ela apenas sorriu – Mas precisamente você!
– Isso não é verdade! – me defendi.
– Não? – perguntou ela me encarando com as sobrancelhas arqueadas.
– Eu... não... quer dizer... você canta bem e e-eu gostei de ver você cantar, não! – disse fechando os olhos – Gostei de ver vocês duas cantar.
– Tudo bem – disse ela sorrindo – Vou lá para dentro me preparar para o show.
– Tá – disse acenando.
– Até mais – disse ela sorrindo como se eu fosse um idiota.
– Até – disse desviando o olhar. Ela entrou e eu bati em minha própria testa.
– Parece que alguém ficou nervosinho – disse Alvo rindo.
– Já te disse que você é um idiota? – perguntei e ele confirmou com a cabeça – Pois é, é porque você é!
– Tudo bem, você também é o meu melhor amigo e também tem uma prima gata – disse ele dando de ombros e então parou para pensar – Na verdade não.
– Não sou seu melhor amigo? – perguntei confuso.
– Não tem uma prima gata – disse ele e eu bati em minha própria testa – E eu tenho duas!
– Vai se danar – disse e entrei na boate, ele logo atrás de mim.
– Se eu fosse me danar todos as vezes que você manda, eu já teria me danado.
– Isso não faz o menor sentido – disse a ele.
– E daí? – disse ele indo comigo até o bar – Sua ex-namorada também, não. E eu não reclamo – eu revirei os olhos e olhei para ele mas ele estava sério e eu não entendi – Isso não é bem.
– O que?
– Espera – disse ele se levantando e indo em direção a um menino de cabelos negros que tinha acabado de entrar, eu fui atrás dele sem entender nada – O que você está fazendo aqui?
– Alvo! – disse ele e estendeu a mão para Alvo, ele apenas olhou para mão dele e como se tivesse nojo deu um passo para trás – Calma, cara!
– Não quero que você chegue perto de Rose! – disse ele entre dentes – Está me entendendo?
– E quem é você o pai dela? – perguntou ele erguendo as sobrancelhas irônico.
– Não – disse Alvo fechando os punhos – Mas ele é o namorado!
O garoto olhou para mim e eu engoli um seco, o que Alvo fez?
*****
– Você o que?! – perguntou Rose para Alvo. Estávamos eu, ela, Alvo, Dominique e um tal Felipe no camarim.
– O que queria que eu fizesse? – perguntou Alvo – Deixar ele se aproximar de você de novo?
– Precisava dizer que ele era meu namorado? – perguntou ela apontando para mim – Nada contra você, mas nem sei seu nome!
– Sou Scorpius Malfoy – disse a ela que franziu as sobrancelhas.
– Tudo bem – disse ela – Agora sei seu nome, mas isso não significa nada, okay?
– Okay – disse dando de ombros – Olha, eu não pedi para Alvo fazer isso, tá legal?
– Eu não estou te culpando, tá legal? – disse ela e eu dei de ombros.
– Eu realmente acho melhor você fingir namorar o Scorpius – disse Dominique e eu a olhei confuso, assim como Rose – É que, bom, ele vai querer se aproximar de você por aquele motivo que descobrimos semana passada.
– Que motivo? – perguntou Alvo com as sobrancelhas erguidas.
– A banda de Riley irá competir com a de Rose e Domi na batalha – disse Felipe e Alvo arregalou os olhos – Isso fica aqui, tudo bem?
– Tudo bem – disse até porque não estava entendendo nada, Alvo concordo com a cabeça.
– Ah, descobri mais uma banda – disse ele – Dominique essa é para você!
– Que banda? – perguntou a loira cruzando os braços.
– A banda de Dayane – disse ela e ela abriu a boca em um O perfeito e cerrou os punhos.
– Ótimo, os inimigos estão vindo para nós, não é Rose? – disse ela encarando a prima que sorriu levantando o polegar.
– Eu vou lá fora beber alguma coisa – disse a ruiva e olhou para mim – Vem comigo, Scorpius?
– Tá – disse engolindo um seco e levantando rapidamente.
Que merda, eu tinha que ficar agindo como um idiota na frente dela?
– Já voltamos – disse ela e Dominique concordou com a cabeça.
Saímos do camarim sem dizer nada, apenas a segui até o bar.
– Como vai Rose? – perguntou Carlo – Olá rapaz, vejo que você voltou mesmo.
– É – disse sorrindo.
– Ele é Scorpius – disse Rose apontando para mim.
– Scorpius – repetiu ele e eu assenti.
– Quero Wiskey Carlo – pediu ela e ele trouxe um copo e pôs a bebida.
– Eu também vou querer uma – disse a ele – Eu pago.
– Não precisa – disse ela.
– Eu faço questão – disse a ela que me encarou por uns segundos e desviou o olhar – Qual o problema com esse tal Riley?
– Você não faz nem ideia, não é? – perguntou ela sorrindo fraco.
– Não – disse negando com a cabeça – Mas se você não quiser me contar, eu entendo e...
– Tudo bem, eu conto – disse ela e bebeu o Wiskey – Quando eu tinha 15 anos ainda acreditava no amor de uma certa forma, é como se ainda tivesse esperança sabe? Minha mãe me abandonou com meu pai quando eu tinha 5 anos e levou meu irmão, ele é um bêbado e deve ser por isso que ela nos deixou. Mas, isso não vem ao caso. Como eu disse ainda acreditava de uma certa forma, no amor e então conheci Riley, ela era um amor, era lindo obviamente e todas as garotas o queriam, mas ele dizia que só tinha olhos para mim. Eu era uma tola ingênua e acreditava em tudo o que ele dizia – respirei fundo, já imaginava o que vinha pela frente – Ele tirou minha virgindade e nunca mais apareceu.
– Eu sinto muito – foi a única coisa que consegui dizer – Não só por Riley, mas também por seus pais.
– Tudo bem – disse ela – Eu já me acostumei com isso, não ligo mais.
Prendi meus olhos nos seus e sabia que havia magoa neles, ela desviou e bebeu o resto do conteúdo em seu copo.
– Não é a bela Rose? – perguntou alguém atrás da gente, era o tal Riley, cerrei meus punhos agora que já sabia todo o mal que ele havia feito a ela.
– Olá Riley, não tão belo assim – disse ela.
– Esse é seu namorado?
– Exato.
– Pensei que seu primo estivesse de brincadeira – disse ele – Fale sério, Rose.
Ela o olhou mortalmente por alguns segundos e então puxou minha nuca em direção aos seus lábios, eu gelei na hora, mas correspondi o beijo.
– Quer mais sério que isso? – perguntou ela com as sobrancelhas arqueadas.
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