Crazy

8 Eu acredito em você


Notas iniciais
O capítulo está enoorme e eu queria dedicar a Gabi Potter Black, obrigada por favoritaar Gabi! *--*

POV – Rose Weasley

– Então está me dizendo que vai sair com Scorpius? – perguntou Dominique com as mãos na boca.

– Sim – disse dando de ombros – O que tem de mal nisso? Afinal, estamos fingindo namoro e tudo mais.

– Exatamente – disse ela rindo – Fingindo, mas do jeito que as coisas estão indo vai acabar virando verídico.

– Pare com isso Dominique! – pedi levantando os braços e ela deu de ombros.

– Desculpa – sussurrou ela – Eu só estava brincando.

– Tudo bem, tudo bem – disse balançando a cabeça – Como estou?

– Você está linda – ela garantiu e eu sorri.

Eu estava com o cabelo solto, um short preto de couro e uma jaqueta também de couro, meus olhos estavam marcados com o lápis como sempre.

– Ele vai passar aqui? – perguntou ela e eu neguei com a cabeça e a olhei como se estivesse louca.

– Não mesmo! – disse a ela – Meu pai não iria reagir tão bem assim, não é? Não quero escândalos perto de Scorpius.

– Okay – disse ela – Onde vai encontrar com ele?

– Alvo vai passar aqui e me levar até a casa dele – disse meio insegura.

– Vai na casa dele?

– Parece que sim – disse sentando na cama – Mas ele disse que é só para nós irmos para lá. A ideia era me encontrar com ele na casa de Felipe, mas ele não vai estar em casa, então...

– Tudo bem, já entendi.

Fiquei no meu quarto com Dominique até Alvo chegar, que foi uns dez minutos depois disso.

– É ele? – perguntou Dominique.

– Acho que sim, né? – perguntei e fui até a janela. Mas não era Alvo que estava ali, era Scorpius – Droga, será que ele não escuta nada do que eu falo?

– O que? – perguntou ela confusa e foi até a janela, eu saí correndo do carro pulando de três em três degraus e corri até a porta.

– O que está fazendo? – perguntou meu pai diante de mim, que estava contra porta.

– Eu... é só que... – mordi o lábio com força e desviei o olhar.

– Deixa eu abrir essa porta, garota, sai da frente! – gritou ele e Dominique desceu correndo.

– Calma, tio Rony – disse ela indo para o meu lado – É só o meu primo por parte de mãe, ele veio buscar a gente por que meu carro, ahn...

– Ah – disse ele e se afastou – Não precisava dessa explicação toda, não me interesso.

– Isso aí, ele não se interessa – disse abrindo a porta – Vem Dominique!

A puxei para fora e fechei a porta com força.

– Oi – disse Scorpius e eu saí o empurrando até o carro – O que houve?

– Você surtou? – perguntei ainda o empurrando e ele bateu contra do carro – Eu falei para você não vir até aqui!

– Desculpe – disse ele dando de ombros.

– Esquece – disse rindo e colocando uma mecha atrás da orelha.

– Esqueci – ele falou rindo também.

– Ahn... eu ainda estou aqui, mas tudo bem – disse Dominique e eu me distanciei de Scorpius – Já estou indo.

Ela entrou no carro dela e deu uma buzinada depois saiu rua a fora.

– Então, aonde vamos? – perguntei a Scorpius.

– Surpresa – disse ele e abriu a porta para mim, eu sorri e entrei.

– Vai me matar de curiosidade? – perguntei quando ele entrou também e ele riu, mas não respondeu, apenas deu partida – Scorpius!

– Rose – respondeu ele rindo e eu cruzei os braços.

– Você está sendo malvado – disse e ele negou com a cabeça sorrindo de lado.

– Não estou, só estou te deixando curiosa.

– Isso não é ser malvado? – perguntei e ele riu.

– Daqui a pouco a gente chega.

Bufei e encostei a cabeça na janela, uns dez minutos depois ele estacionou e ele o olhei mordendo os lábios.

– Chegamos – disse ele saindo do carro, eu me adiantei para a porta mas ele abriu e fez sinal para que eu saísse.

– Tão cavalheiro – brinquei e ele sorriu.

Estávamos em um parque de diversões, que eu costumava vir com tio Harry quando era pequena, eu amava esse lugar, mas não vinha aqui a séculos.

– Me Deus – disse tapando a boca e sorrindo.

– Gostou? – perguntou ele se aproximando e eu o olhei.

– Quem te contou?

– Alvo disse que você iria gostar desse lugar – ele disse sério e o continuei o encarando – Você gostou?

– É a melhor coisa que alguém já fez por mim à muito tempo – disse e ele sorriu.

– Fico feliz com isso – ele falou e me puxou até a entrada – Duas entradas, por favor.

– Dez – disse o homem e eu abri minha bolsa, mas Scorpius colocou a mão por cima da minha.

– Nada disso, eu te convidei, eu pago.

– Mas...

– Nada de mas – disse ele e eu dei de ombros voltando a guardar o dinheiro. Ele entregou o dinheiro ao homem e entrou no parque me puxando para entrar com ele – Aonde quer ir?

– Não sei – disse olhando em volta – Nunca pensei que voltaria aqui.

– Estou realmente feliz que tenha gostado, Rose – disse ele e eu concordei com a cabeça.

– Estou feliz de estar aqui – garanti a ele.

*****

Depois de quase duas horas já tínhamos ido em todos os brinquedos e estávamos ambos exaustos.

– Quer comer o que? – perguntou ele.

– Algodão doce? – pedi rindo e ele riu – Por favor.

– Tudo bem, você quem manda – disse ele rindo – Já volto.

Fiquei sentada em um banco ali perto e olhei ao redor lembrando de como me divertia aqui quando era pequena. Eu e Alvo corríamos por todo esse lugar, brincávamos em tudo quanto era brinquedo e fingíamos cantar no palco improvisado que tinha ali.

– Rose Weasley? – chamou alguém e eu me virei para trás. Era uma menina loirinha que devia ser um ano mais nova que eu, junto com outras meninas.

– Oi?

– Você não me conhece – disse ela rindo – Eu assisto você e Dominique Weasley cantando na Pearls of Night.

– Ah! – exclamei, agora fez sentido – Pode falar.

– Eu queria saber se você topava cantar para gente hoje – ela disse fazendo cara de cachorrinho que caiu da mudança.

– Mas cantar sozinha? – perguntei e Scorpius chegou com os algodões doce.

– Oi – disse ele e a menina o encarou, ele ficou confuso – O que está acontecendo?

– Ele pode ir com você e lá atrás tem banda – ela falou – Ah, por favor!

– Ir aonde? – perguntou Scorpius ainda mais confuso.

– Elas querem que você cante comigo! – expliquei e ele abriu a boca.

– Por favor – disse a menina segurando o braço dele e eu ergui uma sobrancelha – O que custa? Faça esse favor para mim, vai!

– Rose? – chamou ele e eu percebi que estava a ponto de fuzilar aquela menina com o olhar – Está tudo bem?

– Claro – disse fingindo um sorrido me aproximando dele e o abraçando pela cintura, a menina recoou rapidamente – Por que não estaria?

– Ahn... tudo bem – disse ele confuso, mas não se afastou.

– Vocês estão namorando? – perguntou ela e eu confirmei com a cabeça – Eu não sabia.

– Sério? – perguntei fingindo surpresa – Todos na boate sabem!

– Hum – fez ela.

– Vamos cantar, amor? – perguntei a Scorpius que engoliu um seco.

– V-vamos – gaguejou ele e eu o puxei pela mão, dando uma piscadela para menina que nos encarava com os braços cruzados.

Fomos para trás do palco e encontramos dois homens.

– Oi – disse me aproximando com um sorriso – Eu queria saber se posso cantar?

– Cantar? – perguntou um deles confuso.

– É, cantar – confirmei – Vocês tem microfone?

– Claro, gata – disse ele sorrindo de lado e me entregando o microfone.

– Para mim também – disse Scorpius se aproximando e me puxando para perto.

– Quem é você? – perguntou ele confuso.

– Namorado dela – disse e eu arfei, ele esticou a mão para o homem que de má vontade lhe entregou o microfone.

– Vocês podem tocar para gente? – perguntei e ele confirmou com a cabeça.

– Que música? – perguntou e eu olhei para Scorpius.

– Essa aqui – disse ele pegando o celular e procurando na lista de músicas – A Thoussand Years, sabem tocar?

– Sim – disse o cara meio mal-humorado, acho que não gostou de Scorpius.

– Rose?

– Sei também – garanti.

– Vamos logo, não tenho o dia inteiro – disse o homem e nós subimos indo para frente do palco.

– Olá pessoal – disse no microfone – Ahn, eu vou cantar com meu amig... namorado! Vou cantar com meu namorado aqui hoje, espero que gostem!

Olhei para os meninos da banda e eles acenaram com a cabeça.

– Sabe quando começar? – sussurrei para Scorpius.

– Sim – disse ele e chegou a parte de eu cantar, respirei fundo e comecei.

O coração acelerado

Cores e promessas

Como ser corajosa?

Como posso amar quando tenho medo de me apaixonar?

Mas ao ver você sozinho

Toda a minha dúvida de repente se vai de alguma maneira – olhei de canto de olho para Scorpius que me encarava.

Um pouco mais perto

Eu morri todos os dias esperando você

Querido, não tenha medo eu amei você

Por mil anos

Eu amarei você por mais mil – o encarei e ele sorriu, então começou a cantar.

O tempo para – eu fiquei de boca aberta, ele tinha a voz mais linda que eu havia escutado.

A beleza em tudo o que ela é

Terei coragem

Não deixarei nada a levar embora

O que está à minha frente

Cada suspiro

Cada momento nos trouxe aqui

Um pouco mais perto

Eu morri todos os dias esperando você – comecei a cantar com ele, que sorriu para mim, eu retribuí.

Querido, não tenha medo, eu amei você

Por mil anos

Eu amarei você por mais mil

E o tempo todo eu acreditei que encontraria você

O tempo trouxe o seu coração para mim

Eu amei você por mil anos

Eu vou amar você por mais mil

Um pouco mais perto – cantei sozinha e o encarei, foi a vez dele de cantar sozinho.

Um pouco mais perto

Eu morri todos os dias esperando você – voltamos a cantar juntos de frente um para o outro.

Querido, não tenha medo, eu amei você

Por mil anos

Eu amarei você por mais mil

E o tempo todo eu acreditei que encontraria você

O tempo trouxe o seu coração para mim

Eu amei você por mil anos

Eu vou amar você por mais mil

Terminamos de cantar e todos aplaudiram, olhei para ele surpresa.

– Não sabia que sabia cantar – disse fora do microfone.

– Eu também não sabia – disse ele e pegou meu microfone e entregou aos dois homens – Obrigado – disse ele e puxou minha mão para fora do palco – Vamos sair daqui, antes que nos cerquem.

– É melhor corrermos então – disse rindo, mas ele levou a sério e saiu correndo me puxando pela mão – Você é maluco – disse rindo.

– Talvez – disse ele correndo – Vem!

Paramos de correr uns cinco minutos depois e eu já estava com falta de ar de tanto correr, ninguém nem se importou em nos seguir e estávamos em um canto isolado do parque.

– Corremos demais – disse me jogando na grama.

– Percebi – disse ele se sentando ao meu lado – Mas ninguém vai achar a gente.

– É – concordei rindo e ele se deitou na grama.

– Por que olhou daquele jeito para aquela menina? – perguntou ele e eu fiquei tensa.

– Que jeito? – perguntei olhando a frente.

– Sabe do que estou falando – ele disse se sentando novamente e olhando para mim.

– Por que ficou daquele jeito com o cara da banda? – perguntei o encarando e ele fez uma careta.

– Não gostei da forma que ele falou com você, só isso – ele falou dando de ombros.

– Digo o mesmo da menina – disse revirando os olhos e ele riu.

– Isso tudo é ciúmes? – perguntou ele e eu abri a boca incrédula.

– Você também estava com ciúmes – disse dando um soco de leve em seu braço e ele riu voltando a se deitar.

– Então, você estava com ciúmes – ele disse.

– Não estava com ciúmes – disse dando tapas no braço dele, mas ele pegou minha mão e me puxou para perto dele.

– Se não estava com ciúmes, estava com o que? – perguntou ele, estávamos tão próximos que eu sentia seu hálito.

– Eu só... – disse mas desisti – Você também estava – disse emburrada apoiando a mão no seu peito para impedir que eu ficasse ainda mais perto dele e abaixando a cabeça.

– É, eu estava – ele confirmou colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha, eu o olhei surpresa e depois abaixei o olhar novamente.

– Eu não sei se o amor é possível, Scorpius – sussurrei e ele levantou meu queixo.

– Por causa de Riley?

– Foi muita coisa na minha cabeça, eu só tinha 15 anos – expliquei e ele sorriu de leve acariciando meu rosto.

– Nem todo mundo é como ele – Scorpius afirmou – O amor existe e eu não me lembro de me sentir por ninguém assim antes. Eu nuca faria o que Riley fez. Rose?

– Eu acredito em você – confirmei e ele sorriu puxando meu rosto para perto do seu e juntando nossos lábios.

– Não vou te decepcionar – ele sussurrou em uma promessa quando nos separamos.

– Eu sei que não – disse e deitei em seu peito.

Notas finais
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