Crazi In Love
7 Capítulo 7
01-02
Depois daquela noite eu não á vi mais, quando despertei, ela já tinha ido e nem pude me despedir. Dentro do meu caderno, na capa de fundo havia escrito:
“Essa foi a melhor noite da minha vida. Volto logo, espere por mim. Beijos, amo muito você!”
Eu ainda estou esperando, ela ainda não veio me buscar. Mas está atrasada apena 10 dias, talvez encontrar essas pessoas seja mais difícil do que imaginávamos. É só ter paciência.
15-02
Estou começando a duvida dessa volta, onde ela está? Não deve ser tão difícil assim. Ela disse no máximo 10 dias e passou muito mais que isso. Será mesmo que ela vai voltar?
01-03
A espera acabou. Agora já tenho certeza de que fui abandonada. Eu lhe disse onde estava à chave do meu apartamento então ela deve ter achado melhor ficar com tudo e me largar aqui. Como eu fui ingênua, acreditei um uma GAROTA LOUCA e perdi a chave da minha liberdade.
01-04
Mais que merda! Ficar presa aqui é cada vez pior. Não aguento mais essa limitação de espaço. Há uma semana comecei a me comportar bem na frente do psicólogo, atuar é um dos meus dons, vou tentar sair do jeito mais pratico; “Me currando”, mas é claro que tudo é só uma ilusão. Quando sair daqui irei morar no meu apartamento, encontrar um emprego, voltar pra faculdade e viver sozinha.
25-04
Essa semana recebi um elogio da minha mãe, ela sorriu pra mim e disse que tinha orgulho do meu progresso. Senti muita vontade de rir na cara dela, mas isso levaria o meu plano a decadência então achei melhor continuar me comportando.
15-05
Coisas entranhas aconteceram, não fomos acordadas ás 9 como sempre. Um alarme soou bem cedo e uma forte voz masculina ordena que todos fiquem em seus quartos.
Depois de uma grande espera um homem de terno foi ao meu quarto e me acompanhou até a sala de recreação, onde todas as garotas já estavam. Na porta de entrada dois policiais fardados guardavam a sala.
O homem de terno solicitou separadamente as garotas até uma sala, por ordem alfabética. Restando apenas eu, Vanessa e Zoey.
-Bom dia Srtª Jack – a garota sorrir.
-Bom dia — sorriu de volta, ainda tinha que atuar.
-Como você está?
-Estou bem, mas poderia ficar melhor se me dessem algo para comer. Já que não tivemos café-da-manhã – digo e ela ri.
-Me desculpe, não tivemos tempo para preparar algo para vocês.
-Não tem problemas, mas quem são vocês?
-Somos da policia, eu sou a detetive Carlie – ela estende a mão e eu a pego.
-Oque estão fazendo aqui? Onde está a minha mãe?
-Fomos informados que a Sr.ª Florence mantinha pessoas em estados normais presas aqui, e isso é um crime muito grave. Fora que ela também é suspeita de desviar verba pública.
Eu não soube oque dizer, aquele era o plano de Emma, mas ela havia me abandonado. Então quem fez isso?
-Quem fez a denuncia Srtª Carlie? – lhe pergunto.
-Não me revelaram o nome, mas essa pessoa me deu provas suficientes para prendermos a sua mãe.
-Então eu estou livre? – sorrio com a possibilidade.
-Provavelmente, mas primeiro tem que falar com o nosso psicólogo e com um dos meus agentes.
Eu estava tão feliz que levantei de um pulo e abraço a moça em pé na minha frente, ela deve ter ficado surpresa. Mas abraçou de volta.
Por hora nos ofereceram lanches e passamos a tarde conversando com policiais e psicólogos. Logo a noite eu estava liberada e enfim livre daquele lugar horrível. Os outros pacientes seriam transferidos e pedi o endereço de onde Mel ficaria. Eu iria visita-la assim que tudo voltasse ao normal na minha vida.
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