Depois das boas vindas do Sandaime, sobre a minha condição de anbu honorário, eu fui forçado a revelar como obtive minhas habilidades. Contei que roubei o pergaminho do Sandaime e que copiei o Kage Bunshin no Jutsu e o Hiraishin no Jutsu, ele deve ter suspeitado que também tomei conhecimento do Edo Tensei, mas que seja, ele não teria nenhuma prova, levando em conta que destruí o pergaminho com as anotações após ter todos os três jutsus de cor na minha cabeça. Eu também expliquei o meu treinamento com o Gai-sensei e como falei com a Kyuubi uma única vez.

– Sim, Hokage-sama, eu tinha muito ódio em meu coração, mas eu o transmutei para uma vontade inabalável que eu tenho e que é a minha força e orgulho — eu disse respeitosamente.

– Acredito bastante em você, Naruto-kun, mas para acreditar totalmente terei que ver o seu desempenho — o Sandaime falou. — A sua missão começa hoje, felizmente tenho uma roupa da anbu que você pode usar — o Sandaime falou. — A missão será de rank-S e consistirá em encontrar um criminoso.

– Certo, Hokage-sama, me dê os detalhes, por favor — eu pedi.

– Um ninja sequestrou a segunda filha de Hyuuga Hiashi, chamada Hyuuga Hanabi, ela é irmã da sua amiga, Hyuuga Hinata — o Sandaime disse. Eu fiquei pasmo, apavorado, tudo ao mesmo tempo.

– A-a Hinata sabe disso!? — eu questionei, parecia que eu ia desmaiar, numa comparação não tão exagerada assim.

– Não sei ao certo, Naruto-kun, mas peço que mantenha o profissionalismo. Tudo ocorreu essa manhã.

"Droga, a Hinata deve estar apavorada", eu pensei.

– Entendo. Hokage-sama, poderia me dar minhas roupas? — pedi, tentando manter a voz calma.

***

– Bem, pelo menos não é a Hinata que está em perigo — eu disse para mim mesmo, enquanto saltava várias árvores, indo em busca do meu inimigo. Eu vestia o colete e a roupa da ANBU e uma máscara, convenientemente, de raposa. Estava acompanhado de um grupo de mais três companheiros mais experientes.

– Não fique distraído por besteiras emocionais, novato! — uma voz de mulher disse, era a minha "senpai" da Anbu.

– Que seja — eu respondi, com desdém. — Tem certeza que o ninja que sequestrou a Hyuuga era um ninja da Nuvem? — eu perguntei.

– É uma boa teoria, afinal, eles já estavam de olho no Byakugan faz tempo — disse um outro anbu.

– Se é assim, eu tenho um plano — eu disse -, mas vocês precisam me ouvir — eu continuei.

– Diga — disse um dos meus companheiros.

– Eu posso deixar clones meus por todas as Cinco Grandes Nações através do meu Hiraishin, e voltar para cá, assim, quando o patife ir para qualquer uma dessas nações, deixarei ele matar o meu clone, irei até ele com o meu Hiraishin no Jutsu e o eliminarei — eu disse, parando em um galho. — Topam? É melhor do que apostar que ele é um ninja da Nuvem, já que o menor erro pode nos custar muito caro.

– É um excelente plano, garoto — a anbu mais velha disse. — Faça tudo o que disse!

– Eu faria isso mesmo que você não concordasse — eu disse, desaparecendo e surgindo em um país até o outro, deixando dois clones em cada um deles: um ficou aguardando na entrada do país e o outro vasculhou o país em questão, afinal, eu não podia negar a hipótese de que ele usaria uma invocação para surgir em seu destino.

Quando fui para cada país grande existente, eu fui para países menores. Sim, eu tinha mandado clones para praticamente todos os países habitáveis! Agora era só esperar. Eu e meus colegas acampamos na floresta durante a noite, mas eu não dormi, pois estava pensando em como Hinata se sentia. Sim, eu me preocupava com ela, acho que eu não me tornei tão mau assim, mas me tornaria, se isso me fizesse levar a irmã dela de volta para Konoha. Eu estava encostado numa árvore, olhando para a lua.

Então certas imagens vieram até a minha cabeça, eu vi uma kunai me transpassando, mas eu sabia que não era eu, mas sim um clone no País da Grama. Quem matou o meu clone foi um homem com uma máscara que só mostrava os olhos e com uma bandana com o símbolo de Otogakure, uma pseudo-vila criada por Orochimaru, o Sannin das Cobras. Imediatamente me transportei até o local, ficando de frente a ele.

Ele estava com uma criança em suas costas, amarrada, e ela estava inconsciente.

– Bem, não tenho nada contra você, sei que estava recebendo ordens, mas é que, bem, como eu posso dizer isso de uma maneira que não vai te machucar... — eu dizia, eu realmente estava sem o que dizer, então mandei a "bomba". — Eu vou te matar — eu disse, enfim. Apontei para o peito dele e me transportei para aquela direção, cravando uma kunai. Antes dele cair, eu o segurei e desamarrei a criança.

Ela era uma garota bem mais morena que Hinata e tinha um cabelo castanho e longo. A peguei no colo e me transportei até onde acampávamos, mas levei o patife sequestrador comigo. Sim, eu marquei com meu chakra o lugar onde estava acampando. Cheguei dizendo:

– Missão completa, vamos voltar! — foi o que eu falei e eles acordaram.

***

Levamos segundos para chegarmos em Konoha, devido ao meu Hiraishin. Fui levar a Hyuuga até o clã dela, então me concentrei em Hinata, já que já havia gravado o meu chakra nela e fui até ela. Boa e constrangedora ideia. Hinata estava de pé em seu quarto, olhando para a janela, quando eu apareci bem colado nela, por causa do jutsu. Ela se virou rapidamente e ia gritar, mas eu tapei a sua boca com a mão.

– Sou eu, Hinata — eu disse. — Aqui está sua irmã — eu continuei dizendo, colocando a Hyuuga mais nova no chão, claro que delicadamente.

– N-Naruto-kun? — Hinata perguntou, enquanto se acalmava e após eu destampar a sua boca.

– Sim, sou eu. Sim, agora eu sou um anbu e sim, eu resgatei a sua irmã — eu disse. — Bem, vou ter que ir falar com o Hokage, mas logo mais nos falamos.

E fui embora num sunshin.

Notas finais
Reviews?