Crônicas de Sol e Lua
2 Livre
Ainda pensando no que seu pai falara, Katherine estava sentada em sua varanda. Ela não entendia como o conselho poderia ser tão injusto, como puderam promete-la à alguém que ela nem ao menos conhecia? Como ela poderia ama-lo? E se ele não a quisesse? Essas perguntas pairavam em sua cabeça e a deixavam perdida em seus próprios pensamentos. Katherine não tinha observado o quanto as horas haviam passado, ela adentra seus aposentos, e cansada dessas angustias, vai para o seu leito, então adormece...
Katherine está nua tomando banho no rio, embaixo de uma cascata, ela olha pra trás e vê um casebre muito modesto, com uma chaminé e batente na porta. Então ela se vira para a cascata outra vez e se assusta ao dar de cara com ele... Ele que dominava os seus sonhos. Ela sorrir para ele, então ele a toma em seus braços e a beija com a paixão que ela jamais sentira por alguém. Um arrepio corre pelo corpo de Katherine, até suas mãos estavam eletrizadas, ela corre as mãos pelo corpo perfeitamente desenhado dele, toca em sua nuca e a segura firme aprofundando mais o seu beijo, e com isso ela se entrega a ele completamente. Ele a levanta no ar ao mesmo tempo em que ela cruza as pernas ao redor da sua cintura, e ali, encostados em uma rocha ele se debruça sobre ela, eles sentem a necessidade de se doarem um para o outro. Ele beija seus lábios com muito mais intensidade, beija seu pescoço, seus seios, o corpo de Katherine reage a cada toque, ela sabe que o ama, sabe que ao menos naquele momento ele era dela, ela não aguentava mais, seu corpo precisava dele, precisava senti-lo, então como súplica ela sussurra em seu ouvido “penetra-me”. Então ali, naquela rocha, ele a penetra, o corpo de Katherine se arqueia com a sensação de tê-lo dentro de si. Agora eles pertencem um ao outro, são inseparáveis, e nada e nem ninguém poderia tira-la dele.
Katherine acorda assustada e ofegante, “como é possível sentir tudo isso em sonho?” – pensou enquanto tentava se lembrar do rosto dele. Ela não sabia quem ele era, mas sabia que nos seus sonhos era livre para fazer o que quiser, nos seus sonhos o conselho não poderia alcança-la, e naquele sonho ela amou alguém, simplesmente amou, e mais ainda, amou aquele momento que parecia tão real, amou a sensação de ser livre e poder fazer escolhas, mesmo que para ela fosse apenas em sonho. “ que loucura”- ela pensou, então olhou ao seu redor e percebeu que ainda era noite, e mesmo achando a maior loucura que já tenha pensado, ela se deita e com um sorriso pede aos deuses que sonhe com ele outra vez.
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