Crônicas de Natasha, a herdeira dos Kirke
8 Capítulo 6: A resposta e a proposta
Notas iniciais
E então a reunião começou com uma frase inspiradora de Karol:
– Finalmente conquistamos respeito! Aquela bruxa da Jadis vai pensar mais de duas vezes antes de iniciar um novo ataque. Vocês viram a cara dela? – Disse a jovem com um sorriso que fazia transparecer sua satisfação em ter vencido.
– Sim, ela fugiu como um rato. Pensava a infeliz que conseguiria vencer um exército de Aslam? – Se pronunciou Steve.
– Okay, okay. Agora vamos ao que interessa. – Disse a “tia” olhando para os dois. – Bem... Quanto foi a nossa perda Peg? – Indagou um pouco apreensiva.
– Huum, acho que foi melhor do que eu esperava. Tivemos apenas duas mortes, acho que vocês ficaram sabendo. Os senhor e senhora Minder se foram durante a batalha, eles devem ter ficado felizes por terem caído em batalha. Pois apesar de terem aproximadamente 80 anos, eles foram guerreiros brilhantes. – Contou com grande entusiasmo, talvez, num ar sonhador, de poder ser como eles um dia.
– Vamos lutar pela bravura deles. – Finalmente ouviu-se a voz de Natasha naquela reunião.
– E os feridos criança, Quantos são? – Questionou Steve um tanto preocupado.
– Foram muitos, se não tivessem força de vontade com certeza estariam mortos. Precisamos urgentemente de reforços. – Um pouco triste, ela terminou a frase.
– Recebi uma mensagem pelos pássaros falantes agora a pouco. Pelo jeito esta havendo revolta na cidade, o povo esta com medo de uma guerra. – Disse Mark- Precisamos de uma nova estratégia.
– O que acham de chamarmos Aslam? Ele poderá nos salvar! – Ao pronunciar tais palavras, podia se ver um brilho nos olhos de Natasha, um brilho sonhador.
– Mas ninguém o vê desde que Nárnia foi criada! Isso é loucura minha irmã, precisamos de algo real, que esteja ao nosso alcance. – Karol falou tentando fazê-la voltar ao mundo “real”
– Mas... Mas ele mesmo disse “Se me procurar, vão me achar. Se quiserem o meu auxilio, terão de acreditar”. Não é mesmo Martha? – Ela olhou a robusta fauna nos olhos.
– Bem, é isso que diz a lenda. – Disse com cautela
– Viu? Se não querem ir atrás dele, eu irei. – levantou com firmeza.
– Se você insiste... Não sei o que posso fazer para te impedir. Vá atrás dele, MAS, volte para a vila em uma semana. É a provável data de ataque. Entendido? – A irmã mais velha a olhou fixamente. – Tudo bem fazermos isso Martha?
– Desde que ela cumpra a palavra... – Falou ela um pouco desconfortável pela situação.
E assim a reunião terminou. Todos se despediram um do outro e cada um tomou o seu rumo. Martha foi para a cozinha monitorar sua equipe, Steve foi em direção aos companheiros e Peg tornou a casa de repouso (onde os feridos eram levados). Natasha foi até a beira do rio e ficou molhando os pés, igual a sua infância. Até sentir mãos pressionarem suas costas e cair na água.
– Kyaa! – A garota gritou.
– Kya? Que esquisito vindo de você – Gargalhou Mark.
– Não teve graça! Agora eu estou toda molhada. – Gritou Natasha ao conseguir se levantar da água do rio, que batia na sua cintura.
– Ah, mas essa era a intenção. Será que eu te molhei pouco? – Provocou Mark, sabendo que a menina levaria como uma travessura.
– Mesmo? Acho que você está um pouco seco demais para um fauno. Que tal...? – Ela espirra água no vizinho que é atingido em cheio.
O menino bode fica com uma expressão de incredulidade pela coragem dela tê-lo molhado. Ao finalmente fechar a boca, e olhar furiosamente para seu alvo, que no caso era uma pequena menina chamada Natasha, o extrovertido fauno pulou na água, muito parecidamente com o que nós chamamos hoje de bomba, e inundou as partes secas da borda, e consequentemente a jovem. E como era de se esperar, eles iniciam uma guerra de água.
Depois de mais ou menos cinco minutos, os dois cessaram os ataques e sorriram. Uma trégua. Até finalmente Mark se pronunciar:
– Acho que tem folhas na sua cabeça, bela “donzela” – Disse a última palavra como uma piada.
– Oh! Que gentileza sua fauno desengonçado. – Retrucou ela. Sorriu. O desengonçado ri, mas logo depois para e mira o rosto dela.
– Já te disse que o seu sorriso é lindo? – Deixou escapar. – Ops, me desculpe... Quer dizer, eles são, mas... – Ele começou a tentar se explicar quando a moça o interrompeu.
– Sabe, durante a batalha eu percebi que eu tenho medo de te perder. Tenho medo de não poder mais conversar com você. E agora que eu vou em busca de Aslam, e tenho a impressão que vou para muito longe, e talvez nem volte... Queria dizer que vocês é muito especial pra mim e por... – Então ela é interrompida por uma atitude totalmente inesperada de Mark. Ele a beijou, e a mesma cedeu e retribuiu o ato de amor. Dura aproximadamente 15 segundos até que Natasha o empurra e fala assustada:
– Pe-pera aí. — Estava ofegante – Ou melhor, acho que você entendeu o que eu quis dizer, eu também te amo. Mas vou partir amanhã.
– Posso ir com você, o que acha da ideia? – Sugeriu o fauno.
– Mas você é um líder. Vai deixá-los? – Olhou para os jovens que estavam de vigia.
– Posso colocar outra pessoa, e você precisa que alguém vá com você para te auxiliar, e caso ocorra algo, eu posso chamar ajuda. – Tentou convencê-la.
– Huum, tente convencer Martha, e encontre alguém pra te substituir. – Concluiu ela.
Então o apaixonado foi ao encontro de Martha logo após terminar a conversa com sua amada.
– Hey Martha! – Chamou ele.
– Ãhn? Ah, oi criança, o que há? – Indagou ela.
– Então, eu estava pensando em acompanhar Natasha na busca dela. Eu posso?
– Não acho uma boa ideia, não é muito... Responsável isso- Argumentou.
– Mas é para o bem de Natasha, ela não pode ir sozinha, ela vai ficar sozinha esse tempo todo? – Se pronunciou o jovem.
– Bom... Desde que você encontre alguém para estar no seu lugar e eu aprovar essa pessoa, tudo bem. – Terminou a tia.
– Muito obrigado! Até a tarde eu te apresento o “eu 2”.
E saiu correndo naquele fim de manhã. Um jovem com um grande sonho, um grande amor e uma grande coragem. Nada como o a adolescência.
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