Crônicas de Kybia
3 Algo estranho está acontecendo
Notas iniciais
Capítulo 2:
Lucius acordou meio tonto, em um lugar desconhecido, ele não sabia como tinha chegado lá, a última lembrança dele era de si mesmo caindo em um buraco junto de Dharak e de uma voz feminina de tom gracioso e doce dizendo – “Você pertence a mim agora” – ele se levantou e desceu as escadas e então viu Dharak apoiado na parede com os braços cruzados com uma expressão meio triste. Dharak voltou seu olhar para a escada e viu Lucius, e antes que esse falasse qualquer coisa a sua mãe apareceu na frente da sua escada, ela estava chorando e Lucius não entendia o por que.
– O que foi mãe? – perguntava ele – Por que a senhora esta chorando?
– É melhor se sentar garoto – disse uma voz masculina e pesada que pertencia a um homem grande de pele morena, cabelos castanhos e um barba respeitável, aquele era o senhor Roque, o ferreiro da capital.
– Filho – iniciou a mãe dele limpado as lágrimas – seu pai... – ela hesitou – ele... foi morto – as lágrimas voltaram a escorrer a face de Dharak expressava ainda mais tristeza.
– Como assim? – perguntou Lucius indignado – Por quê? Quem faria algo assim? Meu pai era o dono da maior plantação de arroz da capital – falava ele revoltado – Por quê? – as lágrimas começavam a escorrer.
– Eu não sei, mas acho que teremos que sair da capital por um tempo – disse sua mãe.
– Vocês podem ficar aqui se quiserem – propôs Dharak.
– Não queremos incomodar o Senhor Roque – falou a mãe de Lucius se virando para Dharak.
– Não seria incomodo algum – disse o Senhor Roque – podem ficar aqui o quanto precisarem.
– Muito obrigada – agradeceu a mãe de Lucius fazendo uma reverencia a ele.
A mãe de Lucius e o Senhor Roque ficaram conversando no andar de baixo enquanto Lucius e Dharak estavam no andar de cima.
– Nossa hein? – perguntou retoricamente Dharak com um sorriso irônico – Eu te conheci hoje já vamos morar juntos.
– Não é como se fosse uma opção minha – falou Lucius com um tom triste sem a intenção de ofender — Me desculpe, não quis ofender – explicou ele – eu queria te pergunta uma coisa.
– Pois pergunte.
– Você se lembra do que aconteceu depois que caímos naquele buraco?
– Mais ou menos – falou Dharak coçando a nuca – Eu me lembro de que quando eu caí ouvi uma voz feminina de tom imponente e sério dizendo “Você pertence a mim agora” e depois disso acordei do seu lado próximo a capital – explicou ele – Ah, e também reparei que quando acordamos tínhamos em nossos pescoços colares – disse segurando e mostrando o seu colar com a mão direta e apontando para o de Lucius com a mão esquerda.
– Eu não tinha reparado nisso – falou Lucius olhando para o colar – quer dizer que ouviu uma voz? – perguntou retoricamente – eu também ouvi uma voz, só que diferente da sua, que era imponente e séria, a minha era graciosa e dócil – explicou ele pensativo.
– Bem é melhor esquecermos isso – disse Dharak se espreguiçando – Amanhã é um novo dia.
– É tem razão.
Lucius e Dharak se deitaram, Lucius começou a pensar no que tinha ocorrido, e também pensava sobre a morte de seu pai – Quem mataria meu pai? – pensava ele olhando para o teto.
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