Já se perguntou porque algumas coisas existem?Tipo maionese,maionese não é o ketchup que todo mundo ama mas também não é a mostarda que todo mundo odeia,maionese é só a maionese.E a Quarta-feira?Ela não é Segunda-feira para todos odiarem,mas também não é Sexta-feira para todos amarem,Quarta é só Quarta,como eu,eu não sou o popular que todos querem por perto nem o esquisitão que todos mantém distancia,eu sou só eu,sem nada de especial nem nada de ruim,uma pessoa descartável,e é por isso que eu não quero me importar com os outros,para não ficar ressentido quando eles me traírem ou me trocarem.

Enfim,lá estava eu fazendo trabalho com a Gaby,raramente eu gasto meu tempo ajudando,ahn,outras pessoas,mas ela merece,estávamos quase terminando uma conta que levou metade da minha folha então eu e a Gaby vimos a Crystal sair da sala na beira das lágrimas,nós já fizemos isso várias vezes mas dessa vez era sério(Com isso,eu quero dizer pegar o Liquid-paper dela e jogar na minha mão pra eu sair de sala rápido),pegamos o corretor e fizemos a festa na minha mão,mostrei para a professora e que opção ela tem senão me deixar lavar a mão?Fui no banheiro rápido lavei a mão e procurei a Crystal,olhei ao redor e vi ela no pátio do intervalo(Ainda vazio é claro),ela estava encolhida,em um canto com as pernas abraçadas chorando,eu não sabia exatamente oque fazer,esse era o momento que o amigo se torna namorado falando Não se preocupe,para oque der e vier eu estarei aqui,do seu lado,então eu acho que devia fazer isso...HAHAHAHAHA valeu,só que não,voltando para a realidade agora,fui até ela e falei no tom mais amigável que eu consegui.

–Oque houve Crys?

Ela olhou para mim e dessa vez ela estava com olhos mais escuros e com o nariz vermelho

–Já chega.

–Eu disse alguma coisa ruim?

–Aprendi a sorrir na sala e chorar no quarto,ninguém precisa saber que estou sofrendo,ninguém pode solucionar,então aparento ser forte por mais frágil que eu seja,tenho sempre que levar um sorriso estampado no rosto,mesmo que eu transborde de dor e-

Coloquei um dedo nos lábios dela a calando,quase chorando mas dei um sorriso travesso.

–Vem comigo.

Antes que ela pudesse dizer não,nós saímos do colégio e fomos até a casa dela onde(Não sei como)ela bateu uma combinação de soquinhos na porta e ela abriu,olhei ao redor para ver se não tinha alguém ali,entrei no quarto dela(Que era surpreendentemente rosa)e ela se sentou na cama ainda chorando mas logo se acalmou e me falou tudo,seu pai era bêbado nas horas vagas e sua mãe fazia ela de escrava em casa,ela não suportou mais e contou as amigas,que afastaram-se dela por medo de que as outras a recriminassem(E era por isso que eu me afastava do povo mas aí Gaby sempre falava Para disso,nem todo mundo é assim.É assim que ela queria que eu acreditasse nos outros?)Ela desabou em cima de mim e chorou mais um pouco,depois ela chegou o rosto bem perto do meu e falou melancólica.

–Promete que por pior que seja a coisa que eu faça nunca vai me abandonar?

Eu daria minha resposta normal,que seria Não,mas não consegui dizer isso aquela carinha de cachorro na chuva

–Prometo,agora você precisa descansar e-

Ouvi a porta bater com força e alguém falando num tom de doidão algo como Cade o meu golfinho?Eu deixei ele no aquário.

–Isso é ruim,muito ruim.

–O seu pai tem um golfinho?

–Não Jimin,olha,me beija.

Corei

–Mas hein?

–Se ele achar que você é aquele tipo de amigo gay vai bater em você,ele fica homofóbico ou coisa assim

Dei de ombros e quando o pai dela abriu a porta do quarto ela colocou a mão na minha nuca e me beijou e deitou na cama ainda me beijando e me levou junto,o cara abiu a porta,viu,riu e ainda murmurou Muito bem rapaz.Ele já tinha ido embora mas u não quis parar e acho que ela também não,paramos de beijar e nos olhamos,aqueles olhos verdes penetrantes me viam de outro jeito agora,ela voltou a me beijar e eu retribui,e,sem experiencia nenhuma eu coloquei uma mão na barriga dela e passei,até eu senti ela arrepiada,ela tirou a camisa e eu tirei a minha enquanto nos beijávamos,encostei ela na parede e dei um chupão em seu pescoço,escutei um leve gemido e o pescoço dela relaxando,como se eu tivesse sugado suas energias ali.Depois de um tempo,nos olhamos e rimos,colocamos nossas camisas de volta e eu esqueci que já tinha dado a hora da saída, corri para o colégio.Cheguei lá correndo a tempo de meu pai não dar falta minha e entrei no carro um pouco suado da mini-maratona mas murmurei para mim mesmo.

–Hoje foi legal.

Meu pai fez uma careta,sempre que ele perguntara sobre meu dia eu falava que não teve nada de especial mas hoje,foi um dos dias que agradeci por quase nunca faltar.

Mais um dia,menos horas de vida.Não que alguém se importe.

Atenciosamente,Jimin.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.