Notas iniciais
Quase que eu não posto hoje galera, tentando dá um jeito no Theme do meu novo Tumblr, mas não dá certo... Tá uma bosta de Pégaso (sem ofensa, BlackJack) enfim, vamos ao capítulo de hoje???

Eu estava me sentindo demais naquele momento, os cavalos continuavam me xingando enquanto... Não sei explicar exatamente o que eu estava fazendo, quer dizer, era como se eu fosse uma mangueira ambulante — Já falei isso... Mas era inacreditável. — Eu nunca pensei que pudesse fazer isso, já fiz antes, mas agora eu estou fazendo porque quero.

Montanhas de cocô começaram a derreter como gelo. Eu trouxe a água... Não... Eu era a água. Eu trouxera o oceano para esta encosta. No fundo eu sabia que aquela água não era a mesma a de um oceano comum, era algo bem mais mágico, mas como sempre eu não saberia lhes dizer o que era.

Pare, senhorita! exclamou um deles. Pare! Por favor!

A água corria por todo lugar agora. Os cavalos estavam molhados, e alguns estavam em pânico e escorregando na lama. O cocô se foi completamente, toneladas dele dissolvidas na terra, e a água agora estava começando a empoçar, saindo do estábulo, formando uma centena de pequenos fluxos de água até o rio. Eu comecei a entrar em pânico? Como eu ia faze-lo parar? E com esse pensamento, a água se dissipou, eu estava completamente seca é claro... Olhando para minhas próprias mãos.

Eu caí de joelhos, exausta. À minha frente estava um estábulo brilhando de limpo, um campo de lama salgada e cinquenta cavalos que haviam sido lavados tão bem que seus couros cintilavam. Até os pedaços de carne entre seus dentes haviam sido lavados.

Chega! Senhorita! gritou um deles. Não vamos come-la! Chega de banhos salgados!

- Faremos um acordo então... — falei. — Vocês só comerão o que lhes for dado por seus donos a partir de hoje. Nada de pessoas. Ou eu voltarei e vocês vão tomar banho de água salgada até o natal.

Eles relincharam e me fizeram um monte de promessas de que seriam bons cavalos carnívoros de agora em diante, mas eu não fiquei para conversar. O sol estava se pondo. Eu me virei e a toda velocidade em direção a casa do rancho.

Minha missão ali, havia terminado.

Eu senti cheiro de churrasco antes de alcançar a casa, o que me deixou ainda mais louca, pois eu realmente adoro churrasco. Meu estomago não é exigente quando esta com fome. Fazer o que... Limpar estábulos de cavalos comedores de carne humana sempre me deixa exausta... E faminta.

Mas o que é que não me deixa faminta?

A varanda estava preparada para uma festa. Serpentina e balões enfeitavam a grade. Geríon estava virando hambúrgueres num grande fogo de churrasco feito em um tambor de óleo. Eurítion descansava numa mesa de piquenique, cortando as unhas com uma faca. O cachorro de duas cabeças farejava as costelas e hambúrgueres que estavam fritando na grelha. E então vi meus amigos: Tyler, Hansel, Jake e Nico. Todos jogados num canto, amarrados como animais de rodeio, amordaçados e com os pulsos e calcanhares amarrados juntos.

Geríon só me notou quando eu disse:

- Já pode solta-los. — falei. — Eu limpei os estábulos.

Geríon se virou. Ele usava um avental em cada peito, com uma palavra em cada, de forma que juntos formavam: BEIJE O CHEF.

– Limpou, agora? Como conseguiu?

Eu estava sem paciência.

- Truques de Poseidon. — ergui a mão e com os mesmos pensamentos, convoquei uma esfera de água direto para minha mão surgida dos meus dedos, então ela desapareceu no momento seguinte, diminuindo até virar uma minuscula gota.

- Impressionante... — disse ele. — Seria melhor se você tivesse envenenado aquela náiade maldita, mas tudo bem.

– Solte meus amigos – disse. – Tínhamos um acordo.

– Ah, eu estive pensando sobre isso. O problema é, se eu os soltar, não serei pago.

– Você prometeu!

Geríon fez tsc, tsc.

– Mas você me fez jurar pelo rio Estige? Não, não fez. Então não é obrigatório. Quando se trata de negócios, criança, você deve sempre fazer um juramento que vincule.

Puxei minha espada. Ortro rugiu. Uma das cabeças se abaixou até perto da orelha de Hansel e pôs os dentes à mostra.

– Eurítion – falou Geríon, – A garota está começando a me irritar. Mate-a.

Eurítion me estudou. Eu não gostava das minhas chances contra ele e aquele porrete enorme. Até que Eurítion me surpreendeu dizendo:

- Mate-a você mesmo.

Geríon ergueu as sobrancelhas.

– Como é?

– Você me ouviu – Eurítion resmungou. – Você fica me mandando fazer o seu trabalho sujo. Você se mete em brigas sem motivo, e estou ficando cansado de morrer por você. Você quer lutar com a garota, faça você mesmo.

Era a coisa mais anti-Ares que eu já ouvira um filho de Ares dizer...

Geríon largou sua espátula.

– Você ousa me desafiar? Eu devia despedi-lo agora mesmo!

– E quem cuidaria do seu rebanho? Ortro, junto.

O cachorro parou imediatamente de grunhir para Hansel e foi se sentar aos pés do vaqueiro.

- Ah, é assim? Bem, cuido de você depois... — disse o cara. — Depois que matar a garota.

Ele pegou duas facas entalhadas e as jogou em mim. Desviei uma com minha espada. A outra cravou na mesa de piquenique a uma polegada da mão de Eurítion.

Corri para o ataque. Geríon defendeu meu primeiro ataque com um par de pinças vermelhas e quentes e investiu contra meu rosto com um garfo de churrasco. Entrei em sua segunda investida e o apunhalei direto no peito do meio.

- Argh! Pare! Esta doendo! — disse dramaticamente, então ele me olhou nos olhos e sorriu: — Brincadeirinha...

Retirei minha espada, a ferida sob seu avental de chef começou a cicatrizar.

- Bela tentativa, filha de Poseidon. — disse ele. — O negócio é, eu tenho três corações. O perfeito sistema de escape.

Ele virou a churrasqueira e brasas espirraram para todos os lados. Uma passou próxima do rosto de Jake, ele segurou um grito abafado. Tyler lutou contra suas cordas, mas mesmo sua força não era suficiente para rompê-las. Eu tinha que acabar com essa luta antes que meus amigos se machucassem.

Golpeei Geríon em seu peito da esquerda, mas ele apenas riu. Atingi seu estômago da direita. Não fez mal algum a ele.

O mesmo deu uma risada e chutou meu estomago. Eu rolei no chão, minha espada voou da minha mão. O ar fugira de mim, meus pulmões pediam por folego, eu tossi.

- Você não pode me vencer, pequena Jackson. — disse ele. — Não importa se você acertar um coração, eu sempre tenho dois, e aquele acertado, sempre se recupera.

Ele tinha razão. Três corações. O sistema perfeito de escape. Atacando um de cada vez não resolveria... Me ergui do chão, recuperei minha espada. Em vez de ataca-lo eu corri para dentro da casa.

– Covarde! – ele gritou. – Volte e morra descentemente!

- Como se eu fosse ficar para isso... — murmurei.

As paredes da sala de estar eram decoradas com um monte de troféus de caça horrendos – veados empalhados e cabeças de dragão, um estojo de armas, um mostruário de espadas, e um arco com uma aljava.

Geríon atirou seu garfo de churrasco, e este passou zunindo pela minha orelha e se prendendo a parede. Ele sacou duas espadas do mostruário.

– Sua cabeça vai parar ali, Jackson! Perto do urso pardo!

Então tive uma ideia maluca... Bem, em momento assim elas sempre dão certo, então não adianta reclamar. Larguei Anaklusmos e peguei o arco na parede. Eu era a pior arqueira do mundo. Não conseguia acertar os alvos no acampamento, muito menos um olho de touro.

Mas eu não tinha escolha. Não podia vencer esta luta com uma espada. Rezei para Ártemis e Apolo, os gêmeos arqueiros, esperando que tivessem piedade de mim uma vez. Por favor, gente. Apenas um disparo. Por favor.

Encaixei a flecha.

Geríon riu.

- Ingenua! Uma flecha não é melhor do que uma espada.

Ele ergueu suas espadas e atacou. Mergulhei para o lado. Antes que ele pudesse se virar, disparei minha flecha no lado de seu peito direito. Eu ouvi THUMP, THUMP, THUMP, conforme a flecha passava diretamente por cada um dos seus troncos e saia voando do outro lado, cravando-se na cabeça do urso pardo.

Geríon largou suas espadas. Ele se virou e me encarou.

– Você não pode atirar. Eles me disseram que você não podia...

Seu rosto tornou-se uma sombra verde e doentia. Ele caiu de joelhos e começou a desintegrar-se em areia, até que tudo o que sobrou foram três aventais de cozinha e um par de botas de vaqueiro supergrandes.

Eu venci.

Eu desamarrei meus amigos. Eurítion não tentou me impedir. Depois eu armei a churrasqueira e joguei a comida nas chamas como uma oferenda:

- Para Ártemis e Apolo. — falei. — Eu lhes devo uma.

O céu trovejou ao longe, como uma resposta.

- Viva para Megan! — aplaudiu Tyler.

– Podemos amarrar esse vaqueiro agora? – disse Nico.

- É! — concordou Hansel. — Aquele cão quase me partiu ao meio! O que seria de um sátiro sem sua parte bode?

Eu olhei para Eurítion, que ainda estava sentado relaxado na mesa de piquenique. Ortro estava com ambas as cabeças apoiadas nos joelhos do vaqueiro.

- Quanto tempo até Geríon voltar? — perguntei.

Eurítion deu de ombros.

– Cem anos? Ele não é daqueles que se reformam rápido, graças aos deuses. Você me fez um favor.

– Você disse que já morreu por ele antes – lembrei. – Como?

– Eu tenho trabalhado para aquele cretino por milhares de anos. Comecei como um meio-sangue regular, mas aceitei a imortalidade quando meu pai a ofereceu. Pior erro da minha vida. Agora estou preso neste rancho. Não posso sair. Não posso desistir. Apenas cuido das vacas e luto as lutas de Geríon. Estamos meio que amarrados um ao outro.

- Hum... — formulei um pensamento. — Talvez você possa mudar isso... Se for legal com os animais, cuide deles. Pare de vendê-los por comida. E pare de negociar com os Titãs. Já dei um jeito nos cavalos...

Eurítion pensou sobre isso.

– Isso seria legal.

– Traga os animais para o seu lado, e eles vão ajudá-lo. E talvez quando Geríon voltar ele trabalhe para você.

Eurítion sorriu largamente.

– Agora, com isso eu conseguiria viver.

– Você não vai tentar nos impedir de sair?

– Imagina, não.

Jake olhou para ele de modo suspeito enquanto o mesmo esfregava os pulsos.

– Seu chefe disse que alguém pagou para nos deixar passar. Quem?

O vaqueiro deu de ombros.

– Talvez ele tenha dito isso só para enganar vocês.

– E quanto aos Titãs? – perguntei. – Vocês já os informaram por mensagem de Íris sobre Nico?

– Não. Geríon estava esperando até o fim do churrasco. Eles não sabem sobre ele.

Nico olhava fixo para mim. Eu não sabia muito bem o que fazer com ele. Duvidava que ele concordasse em vir conosco. Por outro lado, não podia simplesmente deixá-lo vagueando por aí sozinho.

– Você poderia esperar aqui enquanto terminamos nossa missão – falei a ele. – Seria seguro.

– Seguro? – Nico disse. – Por que você se importa se eu estou seguro? Você deixou que minha irmã morresse!

Suspirei, me aproximei de Nico, para minha surpresa, ele não recuou, eu o segurei pelos ombros.

- Nico. — falei. — Eu não deixei Bianca morrer. E Geríon não estava mentindo sobre Cronos querer capturar você. Se ele soubesse quem você é, ele faria de tudo para tê-lo do lado dele.

Ai sim ele recuou.

– Eu não estou do lado de ninguém. E não tenho medo.

Jake riu.

- Ah, mas deveria.

– Uma alma por outra alma... — me lembrei.

- O tem isso? — perguntou Nico.

- Você não queria minha alma... Então quem...

- Não lhe devo explicações! – Ele piscou lágrimas para fora de seus olhos. – E eu vou trazê-la de volta.

- Ela não iria querer ser trazida de volta. — falei. — Não desse jeito.

– Você não a conhecia! – ele gritou. – Como você sabe o que ela iria querer?

Eu olhei para as chamas na churrasqueira. Eu pensei na frase da profecia de Jake: Ascenderás ou cairás pelas mãos do rei espectral...

Tinha que ser Minos, e eu tinha que convencer Nico a não ouvi-lo.

– Vamos perguntar para a Bianca.

O céu pareceu escurecer de repente.

– Eu tentei – disse Nico miseravelmente. – Ela não vai responder.

– Tente de novo. Tenho a sensação que ela vai responder comigo aqui.

– Por que ela iria?

– Porque ela tem me enviado mensagens de Íris – eu disse, de repente com certeza disso. – Ela tem tentando me avisar sobre o que você está fazendo, para que eu possa protegê-lo.

Nico balançou a cabeça.

– Isso é impossível.

– Um jeito de descobrir. Você disse que não tem medo. – Eu me virei para Eurítion. – Nós vamos precisar de um buraco, como uma sepultura. E comida e bebida.

- Megan... — disse Jake. — Não acho que seja uma boa ideia...

- O que temos a perder? — perguntei.

– Tá bem – disse Nico. – Eu vou tentar.

Eurítion coçou a barba.

– Há um buraco cavado para um tanque séptico. Nós podemos usá-lo. Garoto ciclope, pegue minha caixa de gelo na cozinha. Espero que os mortos gostem de cerveja...

Nós fizemos nossas invocações após anoitecer, em um fosso de seis metros em frente ao tanque séptico. O tanque era amarelo luminoso, com uma cara sorridente e letras vermelhas pintadas no lado. DESCARGA FELIZ S/A. Meio que não combinava com o estado de espírito de invocar os mortos.

A lua estava cheia. Nuvens prateadas se espalhavam pelo céu.

– Minos já deveria estar aqui – disse Nico, fazendo uma carranca. – Está totalmente escuro.

– Talvez ele tenha se perdido – falei torcendo para que eu estivesse certa.

Nico colocou cerveja e o churrasco dentro da cova, então começou a entoar um cântico em grego antigo. Imediatamente os insetos no bosque pararam de chilrear. Em meu bolso, o apito canino de gelo estígio começou a ficar mais frio, congelando contra o lado da minha perna.

- Faça ele parar. — choramingou Tyler para mim.

Parte de mim concordava com aquilo. Aquilo não era normal.

O ar da noite era gelado e ameaçador. Mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa os primeiros espíritos apareceram.
Uma nevoa sulfurosa surgiu sobre a terra. Sombras começaram a ficar mais densas e ganhar forma humana. Uma sombra azul vagueou para extremidade da cova e ajoelhou-se para beber.

- Recuem! — disse Nico, momentaneamente parando de entoar o cântico. — Apenas para Bianca!

Saquei Anaklusmos. Os fantasmas recuaram com um coletivo assobio a vista da minha lâmina de bronze celestial. Mas era tarde para parar o primeiro espírito. Ele já havia se solidificado na forma de um homem barbudo com um manto branco. Um círculo de ouro coroava sua cabeça, e mesmo em morte seus olhos estavam vivos de malícia... Aquilo me deixava irritada... Era até pior que a presença de Ares. Eu realmente passei a odiar Minos, talvez porque ele me lembrava Craig Baker, o valentão da minha antiga escola.

– Minos! – Nico disse. – O que você está fazendo?

– Minhas desculpas, mestre – o fantasma disse, embora não soasse muito arrependido. – O sacrifício parecia tão bom, eu não pude resistir. – Ele examinou suas próprias mãos e sorriu. – É bom olhar para mim mesmo novamente. Quase na minha forma sólida...

- Afaste-se. — disse Nico. — Esta rompendo o ritual.

Os espíritos dos mortos começaram a brilhar perigosamente, e Nico teve que começar a cantar novamente para mantê-los acuados.

– Sim, faça direito, mestre – Minos disse com diversão. – Continue cantando. Eu só vim protegê-lo desses mentirosos que enganariam você.

Ele se virou e flutuou até mim, um ar frio vinha dele, Jake que estava bem atrás de mim, deu um passo para frente.

- Se acalme, filho de ares. — disse o fantasma. — Infelizmente nada de mal posso fazer para esta... Ah, sim...

Sua mão tocou meu rosto, me olhando com desprezo como se eu fosse uma barata, sua mão não era humana, mas não era como nos filmes que você vê que a mão de fantasmas atravessam nosso corpo, eu senti que ia congelar apenas com aquele toque, senti vontade de chorar, de... Morrer.

- Os filhos de Poseidon não melhoram com o passar das décadas, não é mesmo? — provocou. — Como esta seu irmãozinho? Perseu?

Queria soca-lo, em vez disso respondi:

- Bem, espero. Agradeço sua preocupação. — eu disse. — Como vai sua filha? Aquela que fugiu... Não é?

Isso pareceu atingi-lo. Ele me olhou com mais desprezo, sua mão desceu para meu pescoço como se fosse me enforcar.

- Tire... — começou Jake. — Tire... As mãos... dela... Agora.

Minos afastou a mão e recuou.

- Sem estresse, meio-sangue.

– Nós estamos procurando Bianca Di Angelo – falei. – Cai fora.

O fantasma riu.

– Sei que você matou meu minotauro uma vez com suas mãos nuas. Mas coisas piores a esperam no labirinto. Você realmente acha que Dédalo a ajudará?

- Isso não é da sua conta. — falei. — Apenas caia fora.

Os outros espíritos começaram a se agitar. Jake puxou seu sabre e me ajudou a mantê-los afastados da cova. Hansel ficou tão nervoso que se agarrou ao ombro de Tyler.

– Dédalo não se importa com vocês, meio-sangues – Minos advertiu. – Vocês não podem confiar nele. Ele é velho além da conta, e astuto. Ele está amargo de culpa pelo assassinato e é amaldiçoado pelos deuses.

- Assassinato? — repeti. — Quem ele matou?

– Não mude de assunto! – o fantasma rosnou. – Você está impedindo Nico. Você tenta convencê-lo a desistir de sua meta. Eu faria dele um lorde!

- Chega, Minos! — disse Nico.

O fantasma zombou.

– Mestre, eles são seus inimigos. Você não deve escutá-los! Deixe-me protegê-lo. Irei deixá-los loucos, como fiz com os outros.

- Outros? — repetiu Jake. – Você fez aquilo com Chris Rodriguez? Então era você?

– O Labirinto é minha propriedade – o fantasma disse, – não de Dédalo! Os que invadem merecem a loucura.

- Vá embora, Minos! – Nico exigiu. – Eu quero ver minha irmã!

O fantasma engoliu sua raiva.

– Como quiser, mestre. Mas eu o alerto. Você não pode confiar nesses heróis.

Com isso, ele desapareceu em névoa. Os outros espíritos avançaram, mas eu e Jake os contivemos.

– Bianca, apareça! – Nico entoou. Ele começou a cantar rápido, e os espíritos se mexeram inquietos.

– A qualquer momento agora – murmurou Hansel.

Então uma luz prateada chamejou entre as árvores – um espírito que parecia mais luminoso e forte que os outros. Ele se aproximou, e algo me disse que o deixasse passar. Ele se ajoelhou e bebeu um gole da cova.

Quando se ergueu, era a forma fantasmagórica de Bianca Di Angelo.

Notas finais
Chegando a hora galera...