Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto
3 O Menino-Jegue com Problemas Graves
- Ai! Esta você, Megan!
Ele devia ter vindo da aula de arco e flecha. Ele tinha um arco e uma aljava sobre sua camiseta CENTAURO n°1. Ele tinha cortado o cabelo e feito a barba para o verão, e sua metade inferior, que era um garanhão branco, estava respingada com lama e grama.
- Vejo que você conheceu Quintus, nosso novo instrutor. — disse ele. O tom de Quíron era leve, mas havia uma expressão inquietante em seus olhos.
- Sim, tentei matar a cadela infernal de estimação dele. — falei.
- Ah, sim... — disse ele como se não soubesse o que pensar daquela informação. — Quintus, se importa se eu pegar a Mega emprestado por um instante.
– Nem um pouco, Mestre Quíron.
– Não há necessidade de me chamar de ‘Mestre’ – Quíron disse, apesar de ter soado lisonjeado. – Venha Megan. Temos muito a discutir.
Eu dei mais uma olhada na Sra. O’Leary, que agora estava mastigando as pernas do boneco.
- Sim... — falei. — Até mais Sr. Quintus.
Enquanto andávamos... Digo, enquanto eu andava e Quiron trotava sussurrei para Quíron.
- Ele me parece meio...
- Misterioso? — sugeriu. — Difícil de ler?
- É.
Quíron assentiu.
– Um meio-sangue muito qualificado. Ótimo espadachim, eu só desejaria entender...
O que fosse que ele ia dizer, ele aparentemente mudou de ideia.
– Prioridades primeiro, Megan... Jake me disse algo sobre você ter encontrado com umas Empousas.
- Ah, sobre isso...
Eu contei sobre a luta na Goode, e como Kelli explodiu em chamas.
– Hum – Quíron disse. – Os mais poderosos podem fazer isso. Ela não morreu, Megan. Ela simplesmente escapou. Não é bom que demônios estejam se agitando desse jeito pelo mundo mortal.
- Por isso que fomos mandados lá. — lembrei.
- Sim, mas o que me preocupa... O que a empousa disse sobre um ataque ao acampamento... devemos falar mais sobre isso. Mas agora venha, devemos ir para a floresta. Hansel provavelmente vai querer você lá.
- Para que?
- A audiência formal dele – Quíron disse sombriamente. – O Conselho dos Anciões de Casco Fendido está se reunindo para decidir o destino dele.
Quíron disse que precisávamos nos apressar, então eu o deixei me dar uma carona em suas costas. Conforme passávamos pelos chalés, eu dei uma olhada no refeitório – um pavilhão grego sem teto em uma colina com vista para o mar. Era a primeira vez que via o lugar desde o último verão, e isso me trouxe memórias ruins.
Quíron precipitou-se para dentro da floresta. Ninfas espiaram para fora de suas árvores para nos ver passar. Grandes formas farfalharam nas sombras – monstros que estocávamos aqui como um desafio para os campistas.
Eu achava que conhecia os bosques muito bem depois de jogar captura da bandeira aqui por dois verões, mas Quíron pegou um caminho que eu não reconheci, através de um túnel de velhos salgueiros, por uma pequena queda d’água e para dentro de uma clareira coberta com flores selvagens.
Um bando de sátiros estava sentado em círculo na grama. Grover estava de pé no meio, de frente para três velhos, realmente gordos, sátiros sentados em tronos feitos de ramos de roseiras. Eu nunca vira os três velhos sátiros antes, mas imaginei que eles deviam ser o Conselho dos Anciões de Casco Fendido.
Hansel parecia estar contando a eles uma história. Ele torcia a barra da camiseta, deslocando seu peso nervosamente de um casco de bode para outro. Ele não tinha mudado muito desde o último inverno, talvez porque sátiros envelhecem na metade do tempo dos humanos. Sua acne reaparecera. Seus chifres tinham crescido um pouco de forma que apareciam entre seu cabelo cacheado.
Em um lado de um circulo estava Clarisse, Annie Summers e uma outra garota, eu me sentei entre elas e Jake. Foi onde Quiron me deixou. Eu me aproximei de Jake.
- O que esta acontecendo?
- Eles vão decidir. — disse ele sem olhar para mim.
Me voltei para ver a outra garota. O cabelo castanho pegajoso de Clarisse estava preso por uma bandana camuflada. Se possível, ela parecia ainda maior, como se estivesse malhando. Ela olhou pra mim e murmurou, “Peixinha,” o que deveria significar que ela estava de bom humor.
Annie Summers, a filha de Apolo tinha um braço envolta da outra garota, que parecia ter estado chorando. Ela era pequena – delicada, acho que você poderia chamar assim – com cabelo fino cor de âmbar e uma face bonita, élfica. Ela me lembrava Júniper, a namorada de Grover.
Ela vestia uma túnica verde e sandálias de tira, e estava secando seus olhos com um lenço.
- Isso vai acabar mal... — disse a garota.
- Não. Esta tudo bem, Hansel vai ficar bem. Emily. — disse Annie, então ela se virou para mim e sussurrou. — É a namorada de Hansel.
Eu fiquei de queixo caído... Fiquei tipo: "MEU GAROTINHO CRESCEU, MINHA GENTE!", me perguntei porque Hansel não me contara antes. Eu me virei para Jake, mas ele disse:
- Eu não sei como isso é possível. — disse ele antes de eu falar qualquer coisa.
Olhei bem para Emily e percebi porque ela me lembrava tanto a Juníper. Suas orelhas eram levemente pontudas. Seus olhos, ao invés de estarem vermelhos por chorar, estavam tingidos de verde, da cor de clorofila. Ela era uma ninfa do bosque – uma dríade.
- Senhor Phelps! — o membro do conselho à direita gritou, interrompendo o que Hansel estava tentando dizer. — Acha mesmo que nos iremos acreditar nessa baboseira?!
- M-mas Sileno, é a verdade!
O cara do Conselho, Sileno, virou para seus colegas e resmungou algo. Quíron trotou até a frente e ficou em pé próximo a eles. Lembrei que ele era um membro honorário do conselho, mas nunca tinha pensado muito nisso.
Os anciões não eram muito impressionantes. Eles me lembravam bodes de zoológico – barrigas grandes, expressões sonolentas e olhos vidrados que não conseguiam ver além de um punhado de ração para bode. Eu não sabia porque Hansel estava tão nervoso.
Sileno puxou sua camisa polo amarela por cima da barriga e se ajustou em seu trono de roseira.
- Senhor Phelps! — ele exclamou. — Por longos seis meses, ouvimos o senhor falar que tinha ouvido a voz do poderoso Pã!
- Mas eu ouvi!
- MENTIRAS! — sua voz ecoou.
Não gostei daquele cara, percebi que eu cerrei os punhos pois Jake pegou na minha mão e disse.
- Vai ficar tudo bem...
Mas ele não parecia tão certo assim disso.
Agora, Maron – Quíron disse. – Paciência.
– Paciência, realmente! – Maron falou. – Eu estou com essa tolice até os chifres. Como se o deus da natureza fosse falar com... com ele.
Eu quis socar o velho bode, e Emily parecia ter a mesma reação, pois foi preciso que Clarisse e Annie a segurassem. Mas não tinha ninguém para me segurar, exceto Jake, quando eu já estava levantando, eu notei que sua mão pousava no meu ombro.
- Briga errada. — disse ele. — Fique calma.
– Por seis meses – Sileno continuou, – temos sido indulgentes, Hansel Phelps. Deixamos você viajar. Permitimos que você mantivesse sua licença de buscador. Esperamos você trazer provas das suas ridículas alegações. E o que você achou em seis meses de busca?
- Eu só preciso de mais tempo. — disse Hansel hesitante.
- NADA! — o ancião do meio replicou. — ABSOLUTAMENTE NADA!
Hansel se encoleu.
- Mas, Leneu...
Sileno levantou sua mão. Quíron se inclinou e disse algo aos sátiros. Os sátiros não pareciam felizes. Eles resmungaram e discutiram entre eles, mas Quíron disse mais alguma coisa, e Sileno suspirou. Ele assentiu relutantemente.
- Senhor Phelps, lhe daremos mais uma única chance. — disse ele.
- O-Obrigado, Senhor...
- Mais uma semana!
– O quê? Mas, senhor! Isso é impossível!
- Um semana é tudo o que tenho a oferecer, Senhor Phelps. E então, se você não conseguir provar suas alegações, será tempo de escolher outra carreira. Algo que se adapte aos seus talentos dramáticos. Teatro de fantoches, talvez. Ou sapateado.
Hansel estremeceu.
– Mas senhor, eu... eu não posso perder minha licença de buscador. Minha vida inteira...
– Esta reunião do Conselho está encerrada – Sileno disse. – E agora nos deixe aproveitar nossa refeição do meio-dia!
Os anciões bateram palmas, e várias ninfas saíram de suas árvores com travessas de vegetais, frutas, latas de alumínio, e outras delícias de bode. Os sátiros saíram do círculo e avançaram na comida.
Hansel andou desanimado até nos. Sua camiseta azul claro tinha um desenho de um sátiro nela e escrito TEM CASCOS?
- Megan, Jake... — suspirou ele, tão desanimado que nem ofereceu a mão para eu apertar.
- Vai ficar tudo bem. — falei. — Também era Impossível achar um raio-mestre em três semanas.
- Ah, nem me lembre. — disse Hansel.
– Esses bodes velhos! — Emily rosnou. — Eles não sabem do seu esforço, Hansel!
– Existe outra opção. – Clarisse disse sombriamente.
- Não e não! — Emily entrou em desespero. — Não, Hansel. Não vou deixar!
Seu rosto estava pálido.
– Eu... eu pensei sobre isso. Mas nós sequer sabemos aonde procurar.
- Do que estão falando? — perguntei.
Ao longe, uma trombeta de concha soou.
Jake franziu o lábio.
- Depois eu te explico, Megan. — disse ele. — Vamos, hora da inspeção dos chalés.
Não parecia justo que eu tivesse inspeção de chalé quando tinha acabado de chegar ao acampamento, mas era assim que funcionava. Toda tarde um dos conselheiros passava com um pergaminho com uma lista de checagem. O melhor chalé ficava com o primeiro horário de banho, o que significava água quente garantida. O pior fazia trabalhos na cozinha após o jantar.
O Problema: Eu geralmente era a única no chalé de Poseidon, depois da morte de Percy e a deixa de Tyler. Eu não podia dizer que eu era... Organizada, nem nada disso. As harpias da limpeza só vinham no último dia do verão, então meu chalé deveria estar como eu tinha deixado antes da missão busca-monstros: os papéis de doces e salgadinhos ainda no meu beliche, minha armadura da captura da bandeira jogada aos pedaços por todo o chalé.
Eu corri na direção da área comum, onde os doze chalés – um para cada deus olimpiano – formavam um U ao redor do gramado central. Os filhos de Demeter estavam varrendo o deles e fazendo flores crescerem nos vasos das janelas. Só de estalar os dedos eles podiam fazer crescer madressilva em cima da porta e margaridas cobrirem o teto, o que era totalmente injusto.
Eu não acho que eles alguma vez pegaram o último lugar na inspeção. Os filhos de Hermes estavam correndo em pânico, escondendo roupa suja embaixo dos beliches e acusando um ao outro de roubo. Eles eram desajeitados, mas ainda tinham vantagem sobre mim.
No chalé de Afrodite, Beatrice Rosetti estava justamente saindo, checando itens no pergaminho de inspeção. Murmurei uma praga — algo que envolve corvos com bico de navalha (Longa, longa história) — Quer dizer, Beatrice era bem legal. mas ela era maníaca por limpeza, a pior inspetora. Ela gostava que as coisas fossem bonitas. Eu não fazia “bonito”. Eu quase podia sentir meus braços ficando pesados de tantos pratos que eu teria que lavar esta noite.
O chalé de Poseidon estava no final do “lado masculino” dos chalés no lado direito do gramado. Era feito de pedras marinhas cinzas com conchas incrustadas, longo e baixo como um paiol, mas tinha janelas viradas para o mar, e sempre tinha uma boa brisa passando por elas — O que eu mais gostava nele.
Eu tinha que voltar para dentro correndo, mas não resistir a dar uma passada na lateral do chalé, aonde estava a lápide de Percy, o colar com pingente de concha ainda estava lá, coberto por areia e grama, como se alguém tivesse semi-plantado ele, seu brilho ainda era visível. Eu sorri para a lápide.
- Fala ai, mano. — eu falei. — Tudo em cima?
Era idiota perguntar isso, mas alguma coisa dizia que aonde quer que ele estivesse, poderia me ouvir.
Eu acordei para a realidade e eu voei para dentro do chalé, imaginando se poderia fazer um rápido trabalho de limpeza embaixo-da-cama como os caras de Hermes, então eu vi meu meio-irmão ciclope, Tyler varrendo o chão.
- Megan! — Ele soltou a vassoura e correu até mim. Se você nunca foi abraçado por um ciclope entusiasmado vestido com um avental florido e luvas de borracha, eu te digo, vai te acordar rapidinho.
- Ei! Grandão! — gemi. — Ai! Devagar com as costelas... As Costelas!
Eu consegui sobreviver ao seu abraço de urso. Ele me colocou no chão, sorrindo loucamente, seu único olho castanho cheio de excitação. Seus dentes estavam amarelos e tortos como sempre, e seu cabelo era um ninho de rato. Ele vestia jeans tamanho GGG esfarrapado, e uma camisa de flanela rasgada por baixo do avental, mas ele ainda era um colírio para os olhos. Eu não o via por quase um ano, desde que ele foi trabalhar nas forjas dos Ciclopes no mar.
- Você não foi comida por monstros!
- É... — mostrei a ele que ainda tinha pernas e braços. — Nem um pedacinho.
- Legal! — ele bateu palmas feliz. — Agora podemos comer sanduíches de manteiga de amendoim e montar peixes-pôneis! Podemos lutar com monstros e ver Jake fazer coisas fazerem BOOM!
Eu esperava que ele não quisesse tudo ao mesmo tempo, por mais deprimida que eu ficasse depois de uma visita até a lápide de Percy, eu não pude deixar de sorrir.
- Vamos nos divertir muito. — falei. — Mas primeiro temos que lidar com a Inspeção... Temos que...
Então eu olhei ao redor e vi que Tyler tinha estado bem ocupado. O chão estava varrido. As camas dos beliches feitas. Havia uma fonte de água salgada em um canto do chalé. Eu me aproximei da coisa, limpa de modo que o coral brilhasse.
- Presente do Papai. — disse Tyler.
- Ah... Entendo. — falei tocando na fonte.
Nos parapeitos das janelas, Tyler colocara vasos cheios de água com anêmonas do mar e estranhas plantas do fundo do mar que brilhavam, mais bonitas que qualquer buquê de flores que o chalé de Demeter poderia fazer.
- Tyler... O Chalé esta perfeito!
- Eu também concertei o escudo! — ele apontou para o escudo que me dera de presente.
O escudo tinha sido seriamente danificado no último inverno em um ataque de manticore. Mas agora estava perfeito novamente – sem um arranhão. Todas as figuras de bronze, minhas aventuras com Tyler e Jake no Mar de Monstros estavam polidas e brilhando.
- E os peixes-pôneis que eu coloquei no teto!?
Um bando de miniaturas de cavalos-marinhos de bronze estava pendurado no teto, de forma que parecia que nadavam no ar. Eu não podia acreditar que Tyler, com suas mãos enormes, pudesse fazer coisas tão delicadas.
- É Lindo... — falei então meu olhar caiu sobre uma lança pendurada na parede, Corta-ondas.
Me aproximei da arma e a toquei perdida em lembranças.
- Eu poli também. — disse ele. — É bem bonita.
- Era do meu outro irmão. — falei sem me virar. — Percy. Ele... foi morto em batalha.
Eu pisquei duas vezes, não podia deixar Tyler preocupado, me virei para ele.
- Mas, eu sei que ele esta em um lugar bem melhor agora. — eu me forcei a sorrir e Tyler sorriu.
Então alguém atrás de mim disse:
- Nossa!
Beatrice Rosetti estava parada na porta com seu pergaminho de inspeção. Ela entrou no chalé, deu uma volta rápida, então ergueu as sobrancelhas para mim.
- Esta perfeito. Eu tive minhas dúvidas. Mas você limpou tudo satisfatoriamente, Meg. Eu me lembrarei disso. – Ela piscou pra mim e saiu.
Eu estava bem feliz por ver Tyler de novo. Ele e eu passamos a tarde colocando o papo em dia, o que foi bom depois de uma manhã sendo atacado por líderes de torcida demoníacas. Nós fomos até a forja e ajudamos Beckendorf, do chalé de Hefesto, no trabalho com metais. Tyson nos mostrou como ele aprendeu a confeccionar armas mágicas. Ele fez um machado de batalha de lâmina dupla brilhante tão rápido que até Beckendorf ficou impressionado. Tyler também nos contou sobre seu ano debaixo da água.
Seu olho se iluminou quando ele descreveu as forjas dos Ciclopes e o palácio de Poseidon, mas ele também nos contou o quão tensas as coisas estavam. Os antigos deuses do mar, os que comandavam durante a era dos Titãs, estavam começando uma guerra contra nosso pai.
Batalhas aconteciam por todo o Atlântico. Ouvir isso me deixou ansiosa, como se eu devesse estar ajudando, mas Tyler me assegurou que papai queria nós dois no acampamento.
- Pessoas malvadas acima do mar também. — disse ele. — Nos podemos fazer elas fazerem BOOM!
Realmente, Jake não é uma boa influência para o meu irmãozinho mais novo aqui. Depois das forjas, ficamos um tempo no lago de canoagem com Jake que estava realmente feliz em ver Tyler de novo. Mas ele estava bastante Avoado. Não parava de olhar para a floresta, como se estivesse pensando no problema de Hansel com o conselho.
Hansel não estava a vista, e eu me sentia realmente mal por ele. Achar o deus perdido Pã era seu objetivo na vida. Seu pai e seu tio desapareceram seguindo o mesmo sonho.
Se o conselho revogasse sua licença de buscador agora, ele ficaria arrasado.
- Qual é a outra opção...? — perguntei. — Aquela que Clarisse falou?
Ele pegou uma pedra e arremessou no lago.
- Clarisse descobriu uma coisa na sua ultima missão. — disse ele. — Eu a ajudei um pouco durante esta primavera. Mas seria perigoso. Ainda mais para Hansel.
- O Menino-jegue me dá medo. — disse Tyler de repente.
Olhei para ele.
- Você lutou contra touros flamejantes e monstros marinhos e canibais gigantes. — lembrei. — Por que teria medo de Hansel?
– Cascos e chifres – Tyler balbuciou nervosamente. – E pelo de bode faz meu nariz coçar.
E assim, nossa conversa sobre Hansel encerrou, mas eu ainda estava preocupada. Olhando de longe o acampamento meio-sangue parecia o mesmo de sempre. Mas havia sempre problemas, mesmo você sendo um semideus... Ou um sátiro.
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