Crônicas De um novo Tempo
11 Uma promessa quebrada
Notas iniciais
Um dos aspirantes bateu á porta do alojamento das amazonas procurando por June de Camaleão, ele tinha uma carta recém chegada para entregá-la.
Ao perceber que se tratava de uma carta de Shun de Andrômeda, seu coração pulou!
"O que será que ele quer comigo?" — pensou esperançosa. Fazia quase um ano que não sabia nada dele.
As linhas traziam notícias de Seiya e dos Cavaleiros de Bronze, falava de como ele se sentia naquele momento e confessava sentir falta dela:
"....de todas as pessoas, você é a que mais falta me faz..." dizia ele na carta.
Lembrou-se de como já estiveram próximos, mas de como ele era menino ainda para entender o valor daquele sentimento. Agora Shun já estava com 18 anos, e preparado para rever June e finalmente viver tudo o que tinha vontade ao seu lado.
June se derreteu com a carta, leu e releu várias vezes, cheirou o papel, abraçou-o em seu peito, é como se ele fosse um pedaço de seu cavaleiro, e guardou bem guardado. Não via a hora de vê-lo outra vez!
Perto dalí, Shina decide ir para os Cinco Picos, precisa sair um pouco do Santuário, respirar novos ares e tentar espairecer. Estar perto do Mestre Ancião e escutar seus sábios conselhos a faria bem.
Contou a ideia a Marin que a apoiou, June ao saber avisou a amiga:
– Recebi carta de Shun! Ele, Seiya e os outros estão lá.
Shina titubeou ao saber que encontraria Seiya, mas não desistiu, afinal, o alvo de seu amor e ódio agora era outro e estava bem longe dalí.
– Vou mesmo assim, partirei ainda hoje...será só o tempo de arrumar minhas coisas — disse Shina
– E quanto tempo ficará? — quis saber Marin
– Não sei, mas se algo acontecer por aqui, volto.
June se sentiu tentada a ir com Shina, só para poder ver logo Shun:
– Gostaria de ir também Shina...
– Não mesmo! — disparou Marin — me deixar sozinha aqui? Sendo a única mestra para as amazonas aspirantes? Nem pensar, preciso de voce!
Apesar de Marin e Aiolia agora serem casados, cada um permanecia tendo sua função dentro do Santuário.
June entendeu e assentiu ao pedido de Marin, mas pediu a Shina que levasse seu recado a Shun.
A águia estava preocupada, pois sentia o cosmo de Shina estranho. Conhecia sua melhor amiga a anos e Shina nunca a enganara. Essa viagem era uma fuga, uma tentativa desesperada de evitar um estrago maior, mas talvez dentro do coração, Ofiúco já estivesse sériamente corrompida, pensou ela.
Talvez alguns dias com o Mestre sirvam mesmo para ela se dar conta de que está no caminho errado.
–- Olimpo dos deuses --
Zeus manda chamar Atena, que prontamente o atende. Ao chegar no grande salão iluminado e cercado de anjos guardiões, encontra Zeus no seu trono, e junto á ele Hermes e Artemis.
– Voce quebrou a promessa que fez! — brada o deus, impaciente — prometeu nunca mais se comunicar com os humanos, e já soube que se comunicou com dois deles em sonho.
– Quebrei minha promessa pois Artemis também quebrou a dela — dispara Atena
Artemis finge não saber do que Atena fala, Zeus quer saber do que se trata e a deusa esclarece:
– Artemis prometeu, ao receber o báculo de minhas mãos, proteger os humanos como eu fazia e lutar por eles no caso de um outro deus decidir destruí-los. Mas Artemis em conversa com Hermes, admitiu que destruiria os humanos ou não seria impedimento para quem o fizesse.
Zeus fechou suas feições ainda mais. Não gostava dos mortais, mas não podia admitir uma traição entre duas deusas. Decretou que o pacto entre elas fosse rompido e o controle devolvido a Atena, mas deixou a deusa ciente de que Artemis poderia reagir.
– Ela terá todo direito de declarar guerra ao seu exército, você e seus cavaleiros terão de arcar com as consequências disso
– Sim, eu assumo a responsabilidade e se quiser começar uma nova guerra, Artemis, estarei pronta — disse desafiando-a
Artemis apenas sorriu, lançando um olhar cúmplice para Hermes e retirou-se, Atena sabia que ela estava tramando algo contra seus cavaleiros e precisava alertá-los.

Se retirou dalí e concentrou-se para falar telepáticamente com Saga
– Saga! Ouça: Venci Arthemis e tenho meu báculo de volta. O Santuário é nosso outra vez, estarei de volta á Terra. Mas estejam alertas, pois com isso uma nova guerra poderá começar.
Ao ouvir sua deusa, Saga reune a todos na arena de treinos e dá a boa notícia.
Atena era novamente a dona do Santuário e comandante da Terra.
Mas no Olimpo, Hermes e Zeus não estavam nada satisfeitos, e fariam algo para mudar isso, afinal, queriam o fim dos mortais a qualquer preço.
–- Vistea Mare --
Milo se sente mal por ter agredido tanto Helena, sabe que usou palavras duras demais e que como Mestre deve incentivá-la sempre e não tratá-la como uma derrotada, e foi o que ele fez.
"Ela não merecia tamanha humilhação, como pude fazer isso?" — pensou repreendendo a si mesmo.
Se arrependeu de seu ato, sentindo o coração moído, angustiado...sentia por ela um carinho enorme, uma vontade de estar perto, de protege-la, de cuidá-la e de lhe dar amor. De lhe dar todo o seu amor.
Nesse momento Milo viu um sentimento gritar em seu peito e não havia mais como esconder: ele a amava.
Fazia horas que ela havia entrado pela floresta e não tinha voltado. Preocupou-se e decidiu ir atrás dela. Estava disposto a pedir perdão, até se ajoelhar, se isso tirasse a mágoa que sua maldita truculência havia criado.
Entrou na floresta e nem sinal de Helena — teria se perdido? — pensou. Concentrou o seu cosmo, mas não percebia o dela. Passou a andar mais rápido...a correr...e nada.
Milo apavorou-se e começou a pensar no pior, corria entre as árvores com medo de que algum urso ou outro bicho a tivesse a atacado, ela saberia se defender se estivesse em seu estado normal, mas magoada e com o cosmo descontrolado, poderia estar vulnerável.
Apavorou-se ainda mais e correu mata a dentro, desesperado.
Começou então a sentir o cosmo familiar de sua pupila, ela estava próxima e ele sentiu-se aliviado.
Deu poucos passos e encontrou em uma clareira Helena caída do chão, parecia desacordada.
Milo gelou.
Ajoelhou-se e checou sua pulsação: estava viva. Mais um alívio.
Olhou seu rosto e os olhos estavam inchados, parecia ter chorado muito, ele se arrependeu ainda mais.
Olhou seu corpo e achou a ferroada que lhe era muito bem conhecida: a ferroada de um escorpião.
Ele então tratou de tocar seu ponto vital e retirar o veneno, podia fazer isso, o veneno sendo seu ou do próprio animal.
Tomou Helena nos braços e caminhou de volta ao acampamento.
Chegando lá, colocou-a em sua tenda, deitou-a na cama com cuidado e a cobriu pois sabia que sentiria muito frio, como efeito da ferroada.
A tarde já começava a cair e o tempo parecia querer fechar...talvez chovesse.
Helena acordou, mas estava fraca demais.
Preparou uma espécie de sopa e alimentou-a na boca. A noite caiu e com ela uma chuva forte. Vendo que Helena estava melhor, Milo a cobriu bem com cobertas grossas e vendo que ela novamente adormecera, foi para sua tenda.
Estava cansado e precisava dormir. Fechou os olhos e em poucos minutos caiu em sono profundo.
De súbito acordou, alguém mexia da lona de sua tenda. Era Helena.
Ela abriu a tenda dele e entrou, sem nada dizer. Usava uma camisola branca e fina, longa e transparente, que deixava á mostra seu corpo em cada detalhe.
Aquela visão o deixou excitado, mas ele procurou não demostrar.
Chovia torrencialmente lá fora. Atônito e sem saber o que fazer, ele apenas permaneceu deitado, á espera do que ela faria.
Sua aprendiz abaixou-se e tocou de leve no rosto de seu Mestre, acariciando-o e sussurrou bem baixinho em seu ouvido:
– Eu te amo
Ao ouvir isso, Milo fechou seus olhos e se submeteu ao que ela queria. Faria qualquer coisa que ela quisesse.
Logo sentiu a boca quente de Helena na sua boca, se entregando em um beijo cheio de desejo. Enquanto se beijavam intensamente, ele tirou a camisola fina que ela usava, acariciando seu corpo agora nu. Tocou em todas as suas partes, brincou com seus seios lambendo-os suavemente. Agarrava-a pelos cabelos, beijava seu pescoço e colo, cálidos, delicados e de um perfume irresistível.
Helena tirou a camisa que Milo usava, deixando á mostra seu peitoral definido. Com a ajuda dele, se livraram das calças, incluindo a de baixo, ficando o membro do cavaleiro exposto, completamente ereto, excitado.
Milo deitou-se confortávelmente e se colocou disponível para sua amada, que veio por cima dele, sentando e se encaixando em seu membro rígido. Encaixados, ela começou a cavalgar primeiro mais lentamente, aumentando o rítimo aos poucos.
Ele a segurava pela cintura, pelos quadris, pegava seu bumbum com vontade, regendo os movimentos dela como um maestro...levantou seu tronco, alcançando a boca de sua aprendiz, beijando-a loucamente, suas línguas se experimentavam com a mesma intensidade que ela subia e descia, rebolava...tudo os levava em direção a um extase pleno, ele segurou os longos cabelos dela e os dois explodiram juntos, sentindo a sensação mais maravilhosa de suas vidas....
–-
Milo abriu os olhos e estava só.
Era alta noite e ainda chovia uma chuva fina, Helena permanecia dormindo na tenda ao lado, de onde na verdade nem sequer saiu, se recuperando da ferroada de um escorpião.
Levantou a coberta e percebeu sua excitação e uma bela lambança em suas calças.
Nunca um sonho havia lhe feito tamanho estrago.
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