Crónicas Do Céu Ao Inferno: O Último Carrasco
5 Amor e morte
Notas iniciais
Sigo pelas ruas de Lisboa já em noite serrada. Mantenho-me sempre por perto do local do crime de á três dias. Estou perto do Pátio do Limoeiro. Tudo está calmo. Pela rua ainda passam pessoas apesar do adiantado da hora.
Um casal passa num momento apaixonado por mim que me encosto a uma parede do lado oposto ao passeio que passam. Ela é muito loira e veste-se em comum com as outras mulheres. Um top preto decotado dando uma vista para o seu interior: uns peitos exageradamente grandes que saltitam quase para o exterior da camisola. Os bicos das suas mamas estão pontiagudos com a excitação que o homem, que a leva pela cintura, lhe provoca. A cada teres passos o endivido para lhe beijar o pescoço e viajar com as suas mãos pelo seu traseiro até esta as fazer subir de novo para a anca. O homem também ele em fogo por dentro já nem aguentava a camisola azul que vestida.
Os dois olharam em volta em busca de alguém que os possa estar a ver naquelas figuras em plena rua. A tamanha excitação nem o deixou reparar que estou ali parado a olha-los desde que surgiram da rua de cima. A mulher pega o homem pelo colarinho e arrasta-o para o Pátio do Limoeiro. Um local mais recatado para terminarem tais festividade, mas a descrição não foi pensada até ao fim com a presa de se amarem. Os dois aninham-se encostados á primeira parede que encontram.
A loira agora dominava agora o homem que encostou violentamente á parede. Beijava-o pela cara e pelo pescoço desenfreadamente. O pobre amante respirava ofegantemente de tanta excitação quando ela começou a descer por ele abaixo até á sua braguilha. Mas a excitação era mútua e a mulher nem vez uma breve pausa depois de lhe baixar as calças. Mas estavam arregaçadas e já tinha o órgão sexual do sujeito pela boca dentro. Os gemidos do homem faziam-se ouvir assim como os da mulher quando, em escassas vezes, tirava o sexo dele da boca. Os gemidos dos dois estavam em sintonia tocando como uma orquestra, meio desafinada, que só deseja alcançar o fim do espetáculo para se retirar.
Por trás destes guinchos calorosos dos amantes surgem uns outros. Não eram provenientes do casal que nem neles reparavam por estarem tão ocupados no ato sexual que agora o homem dominava. Eram urros e gemidos frios que se faziam ouvir. Não eram contínuos nem certos e estavam a tornar-se mais audíveis. O homem parece ter se apercebido dos urros e parou de penetrar a mulher contra a parede. A loira não devia conseguir ouvi-los, os seus ouvido estavam selados pelo desejo sexual e volta a puxar o homem contra si e introduzir de novo o pénis dentro dela. Mas este parece ter perdido a excitação e é repentinamente arrastado de cabeça contra uma parede oposta.
A mulher grita aflita e apressasse a vestir as cuecas mas nem tempo para isso teve. É arrastada também. Os dois deixam de estar no meu campo de visão. Ouço os gritos horripilantes de ambos mas não os vejo.
Corro para o outro lado da estrada e entro de rompante no Pátio ao fundo oiço os gritos do homem mas nenhum dos dois já ale se encontra. A mala á tira colo que a loira trazia está no chão á minha frente mas ela não. Nem sinal dos dois amantes os urros já se tinham dissipado e deixava de os ouvir assim como os berros dos dois. Há sangue por todo o ladrilho do Pátio. Procuro ambos em volta. Não sei para onde podem ter ido. A parede que tinha servido de ninho de amor dos dois estava marcada pelo seu ato é há uma mão de sangue deixada nela. É uma mão grande e forte, certamente do homem. No centro do Pátio pingam gotas de sangue que se tornam num correr contínuo.
Olho para cima e suspenso no ar está o corpo da mulher decapitado e ensanguentado. Estava despida e tem mazelas por todo o corpo em especial nas pernas e joelhos. Como no outro crime a cabeça não aparecia, mas desta vez nem um dos corpos estava ali presente.
Começo a ouvir ruídos e ver as luzes dentro das casas a acender. Os moradores já tinha dado pela chacina, está na altura de desaparecer antes que seja visto e acusado pelos crimes.
Corro para fora do Pátio e o corpo da mulher, ainda suspenso no ar, pega fogo e cai violentamente no chão. Rapidamente entro para a minha pick-up parada do outro lado da estrada. Ligo o rádio para disfarçar e quem por ali passar e me vir não suspeitar e pensar que espero por alguém.
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