Notas iniciais
Capítulo final meninaaas, mas calma que to pensando em um prólogo ok?

— Querida? — Mike falou, a voz trêmula por causa do riso que tentava conter.

— Meu docinho? — murmurou Jasper, gargalhando. Ambos os ajudantes batiam os chapéus contra os joelhos enquanto praticamente se curvavam de tanto rir, os olhos rasos d'água.

Edward não tinha tempo para repreendê-los. Não que os homens fossem lhe dar ouvidos.

Tinha algo mais importante a fazer. Precisava entrar em sua própria casa. Tentou as janelas do piso principal. Todas trancadas. Bella era mesmo eficiente.

Havia um outro jeito... um que não usava desde a época de adolescência. Subiria na enorme árvore situada nos fundos.

A menos que Bella houvesse deixado a porta da lavanderia destrancada. Correu para os fundos, mas também não teve sorte. O que o deixava apenas com a opção da árvore.

Se pensara que poderia subir sem audiência, enganara-se. Mike e Jasper o seguiram ao redor da casa e ficaram esperando o espetáculo começar.

— Vocês não têm nada para fazer? — Edward indagou.

— Não — responderam em uníssono.

— Há cavalos no celeiro, esperando por alimento.

— Já os alimentamos.

— Arrumem a cerca perto do riacho.

— Mais tarde.

Perdia tempo discutindo com eles. Não que Bella fosse para algum lugar, trancada como estava na casa. Mas poderia decidir arrumar as malas e ir embora. E ele não queria ter de segui-la.

Por isso era melhor fazer papel de tolo naquele momento do que mais tarde, longe dali. Preferia estar em território próprio.

Aproximou-se da árvore e procurou um galho para apoiar-se. Não subia naquela árvore havia... vinte anos?

— Seu pai cortou aquele galho baixo alguns anos atrás — Mike lhe falou. — Caso você estivesse pensando em agarrá-lo.

— Ótimo — murmurou Edward, pensando em como sua sorte poderia ser pior.

— Quer que o ajudemos? — ofereceu Jasper.

Não queria pedir ajuda nem aceitá-la depois da zombaria. Mas, dada a situação, não tinha muita escolha. Seu resmungar foi interpretado como um "sim".

— Sou mais alto, por isto é melhor eu amparar a perna dele — falou Mike.

— Sou mais forte — manteve Jasper. — Isto significa que eu devo fazer a tarefa.

— Não me importo com qual de vocês vai me ajudar — Edward falou com impaciência. — Mas movam-se antes que eu complete cinqüenta anos de idade.

Por fim, Jasper entrelaçou os dedos para que Edward pisasse, mas os ombros mais altos de Mike seguraram seu passo seguinte para que pegasse Um galho onde se pendurar.

Dali Edward conseguiu mover-se mais para o alto, de um galho para outro, até estar quase na janela do quarto de hóspedes. Foi andando pelo galho.

— Cuidado — Jasper gritou. — Esse galho é mais fino do que pensa, e você está mais pesado.

Assim que o ajudante falou, o galho debaixo do pé descalço de Edward rompeu-se, fazendo-o cambalear. Demorou um momento ou dois para encontrar uma posição mais segura.

Quando tornara-se tão velho a ponto de ficar sem fôlego ao subir em uma árvore?

Movendo-se com cautela, retrocedeu por um galho ainda mais fino que o anterior. Encontrou outro e foi o mais longe que pôde, os dedos roçando no batente da janela. Não estava fechada. Abriu-a com facilidade.

O mesmo não podia ser dito de sua entrada. Oh, fora fácil passar os ombros, mas então a cintura da calça comprida enroscou em algo, fazendo-o ficar pendurado como um peixe fisgado, meio dentro e meio fora da janela.

Podia ouvir as gargalhadas de Mike e Jasper. Também ouvia algo mais. O som de água correndo. Então Bella estava no banheiro de empregada, no térreo.

O sangue migrou para a cabeça quando Edward se esticou para tentar tirar a alça do passador de cinto do lugar onde havia enroscado. Não funcionou.

Não importava quanto se contorcesse, não conseguia livrar-se. Precisava trabalhar rapidamente. Não queria que Bella o flagrasse daquela maneira.

Havia ocasiões em que um cowboy tinha de agir como um cowboy. Edward havia colocado a calça comprida às pressas, abotoando apenas o primeiro botão. Assim que o abriu, livrou-se da peça, deixando-a para trás em sua caçada pelo amor de sua vida. Bella ainda estava no chuveiro. Planejava juntar-se a ela. Puxou a cortina do box e disse:

— Então você realmente me ama, não é mesmo?

O grito de espanto de Bella ecoou pelas paredes de cerâmica, quase ensurdecendo Edward. Decidira tomar um banho rápido para acalmar-se após a briga. Jamais imaginara que ele fosse aparecer ali! Não após tê-lo trancado fora de casa.

Mas apenas trancara as portas externas. Não as internas. Como a do banheiro. Erro tático.

— O que faz aqui? — quis saber rudemente, como se não tivesse importância alguma o fato de estarem nus.

— Estou me juntando a você.

Entrou no box e inclinou-se para lamber os pingos de água do ombro de Bella.

Ela se recusava a ser dominada pelos lábios persuasivos.

— Pare com isto e saia do meu banheiro!

Um murmúrio foi a única resposta à cotovelada que deu no estômago dele.

— Esqueci de lhe contar que eu a amo também — Edward murmurou em seu ouvido.

Bella parou de protestar tempo suficiente para ele beijá-la no pescoço. Segurava os cabelos longos e molhados com uma mão, erguendo-lhe a cabeça para ampliar o caminho de beijos.

Mas para sua surpresa, ela não ficou convencida de seus sentimentos.

— Então você me ama, não é mesmo? Mas não quer me amar. Não acha que sou a mulher certa para você. Acha que eu seria capaz de pular da sua cama para a de Jacob.

No instante seguinte, Edward experimentou um jato de água fria porque Bella fechou uma torneira para sair do chuveiro.

O grito de surpresa deu-lhe alguma satisfação. Edward realmente era petulante. Achava que podia submetê-la com um beijo.

Era verdade que havia enfraquecido por um momento quando ele finalmente dissera as palavras que tanto queria ouvir, quando finalmente confessara que a amava. Mas não bastava. Ainda tinha muito a fazer antes que houvesse alguma possibilidade de paz.

Marchando para o quarto, secou-se e, deliberadamente, colocou trajes mais adequados à cidade: calça comprida de linho preto e blusa verde. Prendeu os cabelos com força no topo da cabeça.

Naquele instante, Edward já saía do banheiro com uma toalha ao redor da cintura.

— Alguém já lhe disse que você tem um temperamento capaz de conter uma nevasca? Sei que tenho algumas explicações a dar, mas preciso que você se acalme e me ouça.

Ela o encarou com falsa atenção.

— Estou ouvindo.

Edward suspirou, como se conversar fosse a última coisa que quisesse fazer. Mas seu rosto tinha uma expressão de teimosia e determinação que Bella já conhecia bem.

Aquele fazendeiro estava em uma missão e que os céus ajudassem a pessoa que tentasse impedi-lo.

— Minha ex-esposa, Tania, partiu quando os gêmeos tinham apenas um ano de idade, começavam a andar e a falar. Bem, na verdade, eles foram diretamente para o estágio da corrida em vez de caminhada — admitiu com um sorriso que aqueceu Bella.

Percebendo que estava no caminho correto, tratou de prosseguir.

— Eu tive de colocar aqueles portões para conter crianças pela casa toda. Acabei quebrando um dedo do pé ao tropeçar em um. Foi embaraçoso. Após pular cercas e portões durante toda a minha vida, fui apanhado por um pequenino portão para crianças. Mas estou desviando do assunto.

— E qual é?

A voz de Bella estava rouca, a resolução já cedendo um pouco.

— Falo do motivo de eu ter demorado um pouco para perceber que a amo. Tania era uma garota da cidade, de Denver, que foi para as luzes brilhantes de Las Vegas quando descobriu que a vida na fazenda era entediante para ela. Após sua partida, eu jurei que a próxima mulher que eu deixasse entrar em minha vida seria uma nascida e criada em ambiente rural.

— Como gado — Bella falou com sarcasmo, a raiva rapidamente voltando.

— Eu estava tentando não cometer o mesmo erro duas vezes.

Ela arqueou as sobrancelhas e lançou-lhe um olhar de advertência.

— Devo dizer que não está me encantando ao se referir a mim como um erro.

— Você não é um erro. É meu destino.

Com essas palavras, encarou-a profundamente. Bella sentiu a respiração presa na garganta. A expressão nos olhos de Edward bastava para enfraquecer seus joelhos.

Ele não quis amá-la, era verdade. Mas Bella também não viera ao oeste em busca de seu grande amor.

Edward tinha uma bagagem emocional intensa. Os dois tinham. Mas ele a amava, e Bella o amava também.

Notando seu enfraquecimento, Edward adiantou-se e segurou-lhe o rosto com as mãos.

— Eu me enganei quanto a você — admitiu. — É a mulher mais forte que já conheci e será bem-sucedida em tudo o que desejar fazer. Não tenho dúvidas disto. Sinto-me grato por você ter se determinado a me amar.

Estaria apenas dizendo o que ela queria ouvir? Poderia acreditar naquelas palavras?

— Não sei.

Edward pousou um dedo nos lábios dela.

— Admito que você não está ganhando muito nesta barganha. Nunca fui um homem que faz lindos discursos. O mais bonito que já fiz você perdeu porque não estava perto da porta da frente minutos atrás. Mas eu a amo. E realmente acredito em você.

— Foi tão difícil assim falar? — sussurrou.

— Bem, eu preferiria comer gafanhotos a falar sobre estas coisas emocionais, mas por você vale a pena.

Lançando os braços ao redor do pescoço de Edward, Bella o beijou, deixando que seus lábios cuidassem da conversa. Edward pareceu compreender o que ela tentava comunicar, porque retribuiu o beijo com imenso abandono.

Provocou-a com a lingua, justamente do jeito que ela gostava.

A toalha de banho de Edward caiu no chão. Alheio a tudo, puxou Bella para mais perto, o polegar roçando no seio através do material macio da blusa.

Ela não tinha certeza de quem conduziu o quê, mas terminaram na cama do quarto de empregada.

Então Edward a surpreendeu ao deixá-la deitada sozinha. Pretenderia ir ao andar superior pegar mais preservativos?

— Desta vez vamos fazer direito — declarou, resoluto.

Bella arqueou as sobrancelhas.

— Quer dizer que houve algo errado no modo como fizemos na noite passada?

— Não.

Edward pegou a toalha e enrolou-a ao redor do corpo novamente.

— Não estou exatamente vestido para a situação, mas que se dane.

Retornando à cama, ajoelhou-se e pegou a mão de Bella.

— Bella Swan, aceita se casar comigo?

Ela arregalou os olhos.

— Não vai fazer com que eu vista um terno para fazer a proposta, não é mesmo?

O tom de voz a fez sorrir.

— Este terno que você usou ao nascer está ótimo — respondeu com um sorriso faceiro. — Devo dizer que sua proposta de casamento me apanhou de surpresa, sr. Cullen. E que este seu peito másculo é uma distração e tanto. Como ganhou estes arranhões?

Franziu a testa, preocupada, antes de enrubescer, imaginando se o teria marcado quando fizeram amor na noite anterior.

— Obtive estes arranhões porque precisei subir na árvore para entrar em casa — revelou.

— Pobre criança. Deixe-me cuidar disto.

Inclinando-se adiante, beijou o arranhão mais próximo antes de lamber o trajeto que separava o pequeno ferimento do bico do peito.

— Pretende responder a minha proposta ou quer apenas me distrair? — perguntou com masculino estoicismo.

— A resposta é "sim". Sim, planejo responder a sua proposta. Sim, planejo distraí-lo ou deixá-lo maluco como você já disse. E sim, vou me casar com você.

Com o "viva" típico dos cowboys, Edward ficou em pé e tomou-a nos braços. Dessa vez, quando caíram na cama permaneceram ali e fizeram amor com uma ternura recém-descoberta, nascida do calor de duas almas destinadas a ficar juntas.

Notas finais
Oq acharam? Postarei o prólogo em breve ♥