Covenant of Risk
18 Quando as Máscaras Caem (Parte 3)
Notas iniciais
Ponto de Vista — Kat
Quando chegamos no prédio, a Ally e a Bianca ficaram conversando no térreo, enquanto a Amy foi para o apartamento dela e eu fui para o apartamento da Ally e quando cheguei lá, tive a surpresa de encontrar a tia dela, eu achava que ela teria que fazer plantão hoje, mas pelo visto ela havia chegado mais cedo, ainda bem que eu estava usando um casaco que escondia os machucados que haviam nas minhas costas ou eu teria que ficar horas inventando uma mentira genial e complexa.
— Katherine — ela disse ao me ver. — Aonde vocês foram?
— Para uma festa da escola — menti, era estranho mentir para a tia da Ally.
— Vocês não haviam me avisado sobre nenhuma festa — ela respondeu.
— É que nós esquecemos, mas teve uma festa, meio que de despedida, já que a maioria vai para alguma faculdade bem longe — menti ainda mais.
— E cadê a Ally? — Ela perguntou.
— Ela está conversando com uma amiga lá embaixo. — Pelo menos aquilo não era mentira.
— Você vai para o MIT, certo? — Ela perguntou.
— Sim — respondi.
— Você e a Alyssa já combinaram que dia vocês vão embora? — Não sei se ela perguntou aquilo porque se importava com Ally, porque queria se livrar de mim, ou se eram as duas coisas.
— Vamos daqui a dois dias, cada uma para o seu lado — eu respondi.
— Esse lugar não será mais o mesmo sem a Alyssa — ela sentiria bastante a falta da Ally. Eu também sentiria, depois de quase um ano de amizade com ela, a Amy e a Carrie, vai ser meio difícil passar um bom tempo sem elas. É até difícil de imaginar. Mas é a vida.
— Pois é — respondi. Era meio estranho ficar sozinha com a tia da Ally porque ela tentava conversar comigo, e tipo, eu nunca sei o que falar com ela, mas fui salva pelo gongo de uma maneira estranha, todas as luzes se apagaram e o alarme de incêndio começou a tocar. Eu teria pensado mais na natureza estranha daquela situação, se não tivesse ficado assustada.
— Pegue as suas coisas e a da Ally — a tia de Ally mandou e eu a obedeci. Ela parecia estar seguindo algum tipo de procedimento padrão. Não levou muito tempo para que eu pegasse o necessário e então eu e a tia da Ally saímos do apartamento. Quando chegamos a portaria, encontrei com a Ally, o Roger e a Bianca, que pareciam assustados com algo.
— Aconteceu alguma coisa? — Eu perguntei preocupada e notei que a sociopata da Amanda estava com eles. — O que essa doida tá fazendo aqui?
— Você viu a Amy ou a Carrie? — A Ally perguntou preocupada, alguma coisa série tinha acontecido.
— Não, achei que elas já estivessem aqui — eu respondi.
— O que está acontecendo? — A tia da Ally perguntou confusa.
— Elas ainda estão lá em cima — a sociopata deduziu e eu não conseguia entender direito o que estava acontecido.
— Será que elas estão... — A Bianca estava mesmo prestes a perguntar se a Amy e a Carrie estavam mortas? Eu estava muito confusa. Por que a Carrie e a Amy estariam correndo risco de vida?
— Não, ele é sádico demais para isso — a Amanda respondeu e eu estava muito confusa. Quem seria sádico? O que estava acontecendo?
— Do que vocês estão falando? — Eu perguntei assustada.
— O Jason e alguns prodígios estão aqui — a Ally explicou e eu fiquei sem reação. Eles estavam ali, a Carrie e a Amy não tinham aparecido. Tinha dado tudo errado.
— O quê? — Eu não conseguia acreditar.
— O que está acontecendo? — A tia da Ally estava completamente perdida.
— Eu vou entrar — a Amanda avisou.
— Eu vou com você — a Ally avisou.
— Eu também — eu, Bianca e Roger dissemos em coro.
— Não, vocês ficam aqui! — A sociopata não queria nos deixar ir com ela.
— Minhas amigas estão lá, não posso ficar aqui sem fazer nada — Ally respondeu. — Além disso, eu conheço o prédio melhor que você.
— Está bem, você vem comigo — Amanda apontou para Ally. — E você também. — Ela apontou para Bianca. — O resto vai sair do prédio.
As três entraram de volta no prédio, enquanto eu, a tia da Ally e o Roger saímos do prédio e nos misturamos a multidão.
— Katherine, o que está acontecendo? — A tia da Ally perguntou mais uma vez.
— Você lembra das heroínas de Seattle? — Eu perguntei e ela confirmou com a cabeça. — Nós somos elas.
— O quê? Isso é algum tipo de piada? — Ela questionou.
— Não — respondi. — Não era para as coisas terem ficado tão sérias, nós até já tinhamos parado, mas pelo visto, nossa identidade secreta não é tão secreta.
— E a Alyssa entrou naquele perigo! — A tia da Ally gritou. — Eu vou atrás dela.
— Não — eu a segurei. — Vai por mim, isso só vai piorar as coisas.
— Eu não posso deixar a minha Alyssa entrar naquele perigo — ela explicou. — Já perdi minha irmã e meu cunhado, não quero perder minha sobrinha também.
— Então eu vou e trago ela — eu disse.
— Eu vou com ela — o Roger disse.
— Por favor, tragam-na de volta — a tia da Ally pediu e então eu e o Roger voltamos para dentro do prédio, que parecia vazio, eu ainda estava com a mochila com as minhas coisas nas costas, já que não tinha dado para tira-la.
— Para onde vamos? — O Roger perguntou.
— Elas foram atrás da Amy e da Carrie, então, vamos ao apartamento delas e vemos se achamos a Ally ou uma das meninas — eu sugeri e como não tínhamos uma ideia melhor, o Roger concordou. Resolvemos ir pelas escadas, já que os elevadores não estavam funcionando. Quando chegamos em um dos andares, nos deparamos com mais prodígios e corremos para um dos apartamentos que estava destrancado e conseguimos nos trancar lá dentro.
— E agora? — Roger perguntou assustado.
— Coloque o máximo de coisas possíveis para segurar a porta, eu tive uma ideia — Eu disse. Ele começou a colocar móveis para segurar a porta enquanto eu pegava coisas de vidro e as colocava espalhadas pela sala, enquanto o Roger me enchia de perguntas. — Coloque isso no ouvido, aperte bem e não tire sob nenhuma hipótese. — Avisei.
— Por quê? — Roger questionou.
— Apenas faça! — Mandei e ele colocou os fones. Peguei um dispositivo na mochila e em seguida, os prodígios invadiram o apartamento. Apertei um botão do dispositivo que começou a emitir um barulho muito alto. Foram quinze segundos de vidros quebrando e prodígios desmaiando. Logo que o barulho acabou, nos levantamos e vimos os prodígios caídos e um monte de cacos de vidros, e logo em seguida mais pessoas invadiram o apartamento. Fui até a sala e mirei o dispositivo para essas pessoas.
— Tenho uma bomba de barulho e não tenho medo de usa-la — ameacei e percebi que era a Ally.
— O quê que você está fazendo? — A Ally perguntou. Percebi que ela estava com a Bianca, a Amanda, a Bell e a Shadow. Pelo visto elas ainda não haviam achado a Amy e a Carrie.
— O quê que vocês estão fazendo? — Eu perguntei.
— Ouvimos a explosão de vidros — a Bianca respondeu.
— O que aconteceu aqui? — A Ally perguntou confusa.
— Acredite, nem eu entendi — o Roger respondeu e me perguntei o que a Bell estava fazendo ali?
— O que a Bell está fazendo aqui? — Eu perguntei.
— Eu também não sei — a Ally respondeu.
— Podemos nos concentrar em achar as duas que faltam? — A Bell pediu. Logo que saímos do apartamento, um prodígio tentou nos atacar, ele atirou contra nós, mas a Bell se colocou na nossa frente e atirou nele. Quando eu vi, o rosto da Bell estava sangrando, provavelmente o tiro deveria tê-la acertado de raspão ali, mas quando reparei, o ferimento se fechou sozinho, assim, como em um passe de mágica. Algo completamente sem lógica e que não fez muito sentido.
— O seu machucado... — A Ally também tinha notado.
— Como? — Perguntei.
— Meu nome verdadeiro não é Bell, podem me chamar de Anastasia, tenho habilidades regenerativas e sou uma espiã em missão — ela respondeu e levei um tempo para entender.
— Espera, como... Hã... Você... Eu não entendo... — Eu não sabia o que dizer.
— Não preciso que entendam, apenas que colaborem — a Bell... Anastasia... Sei lá, disse. Subimos mais alguns andares e chegamos no apartamento da Amy. Logo que chegamos lá, nos deparamos com o Jason segurando a Amy e apontando uma arma para ela, enquanto o Josh e a Carrie permaneciam sem conseguir fazer nada.
— Finalmente estamos todos aqui! — Jason disse. — A bebê, que causou parte disso e que não é mais uma bebê. — Jason apontou para mim. Era certo que o tal bebê era eu, mas eu estava meio confusa. — Katherine, não é mesmo? A garota sombra te contou a verdade? Sobre sua família, seu irmãozinho perdido? Provavelmente não. — O que a Shadow sabia? Eu tinha um irmão? O que está acontecendo? Ele olhou para a Shadow. — Afinal, concordamos que informação é poder. — Ele continuou olhando para a Shadow. — Você sabe que uma pessoa metade alien e metade humana é um híbrido, não sabe? Agora a pergunta, você é filha de aliens e humanos, ou foi pega por um alien? — A Shadow ameaçou pegar uma das espadas dela, mas Jason apertou a arma na cabeça da Amy. Após isso ele olhou para a Ally. — Alyssa, uma velha conhecida da HYDRA, a que escapou do Soldado Invernal, escapou tantas vezes da morte. Só não escapou mais vezes que a filha ingrata, porque é um recorde meio difícil de ser quebrado. — Foi quando ele olhou para a Bell/Anastasia. — Não é mesmo, Anastasia?
As coisas só pioravam. A Bell era uma prodígio. Ela foi minha crush por um tempo e agora descubro que ela é uma espiã, tem superpoderes e é uma prodígio! Como se não bastasse isso, ainda tem a informação de que tenho um irmão! TIPO: COMO ASSIM? O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A MINHA VIDA?
— Me desculpe, se não agradeci pelas torturas, ou por terem me tirado a liberdade, é que as coisas não funcionam assim — a Bell/Anastasia respondeu.
— Nós te demos um dom, e é assim que agradece — Jason debochou.
— Agradecer? Realmente, eu deveria agradecê-los, por me matarem, me esfaquearem, me queimarem, me prenderem, me baterem, realmente, muito obrigada, obrigada por ferrar com a minha vida, serei eternamente grata por isso — a Bell também debochou.
— Por falar em filha ingrata — ele olhou para a Amanda. — Estou decepcionado, você foge para ser livre e resolve virar capacho de uma híbrida, estou desapontado.
— Sabe como é, é que a híbrida não tortura os capachos dela, e nem faz chantagem emocional — a Amanda disse. Há controvérsias, já que a Shadow já havia nos ameaçado, mas gostava mais dela do que do Jason, o que não é muito complicado já que ele está apontando uma arma para a cabeça da minha amiga.
— Não, apenas manipula e mente — Jason respondeu.
— Acho que está me confundindo com um espelho — a pouca sombra retrucou.
— Ah — ele olhou para o Roger. — E aqui temos o intrometido, aquele que não sabe ficar no canto dele. Eu realmente devia ter te matado quando tive a chance! — E então ele olhou para a Bianca e pareceu um pouco confuso. — A colega da Riley, incrível como sempre tem uma pessoa avulsa no meio de tudo. — Acho que ele não sabia que a Bianca era a Fortis.
— O que você quer? — Josh perguntou.
— Uma revanche — o Jason respondeu. — Vocês tiveram a vez de vocês, e agora é minha vez.
— Solta a Amy! — A Bell/Anastasia pediu.
— Não, é que eu tenho que ameaçar alguém que possa morrer, a essa altura você já deveria ter aprendido isso — o Jason respondeu.
— O lance é que você está sem saída — eu disse em algum tipo de impulso. — Se matar a Amy, te matamos, se a soltar, não o deixaremos sair daqui a diferença, é que se matar a Amy, você terá uma morte lenta e dolorosa e se solta-la, seremos misericordiosas. — Eu não sei porque eu disse aquilo, eu realmente não sei, foi algum tipo de impulso, mas logo percebi que aquilo havia sido uma péssima ideia.
— Ah Katherine, pensei que fosse mais esperta — ele disse tirando a arma da cabeça da Amy. — Não é óbvio que criarei uma terceira saída? — Foi quando ele apontou a arma para a Carrie e engatilhou para atirar nela, mas Josh entrou na frente e recebeu os tiros no lugar da Carrie.
— Pai! — A Amy gritava tentando se soltar enquanto o Jason a arrastava para fora do apartamento. — Pai! — Ela continuava gritando enquanto era arrastada pelos corredores. Ele estava levando a Amy, e o Josh estava morrendo. Alguém precisava fazer alguma coisa, aquilo não podia ficar assim.
— Amy! — Gritei e saí correndo pelos corredores atrás deles. Alguém precisava pegar a Amy. Corremos até chegarmos ao telhado do prédio, onde havia um helicóptero o esperando. — Larga ela! — Gritei e então ele largou a Amy com um prodígio que estava ali e veio na minha direção. Tentei lutar, mas ele segurou os meus dois braços e apontou uma faca para mim.
— Esse é o problema com as crianças, elas acham que são alguma coisa — ele disse.
Ponto de Vista — Anastasia
Graças a Shadow, as garotas estavam em risco. Como se não bastasse aquele plano suicida dela de envolver a Amy, a Ally, a Kat e a Carrie nisso, ela ainda foi a responsável indireta por expô-las. Por um momento achei que o plano dela daria certo, muitos prodígios haviam se virado contra aqueles que os prenderam, mas ainda haviam sobrado alguns, ainda assim, parecia o fim dos PRODÍGIOS. Até eu ver os arquivos no computador e ver o Jason saindo de lá confiante.
Eu o conhecia o suficiente para saber que ele não deixaria por aquilo, ele não apenas mataria as meninas, ele faria pior, ele faria elas sofrerem, provavelmente, a pior coisa que já sofreram em suas vidas.
E ERA TUDO CULPA DA SHADOW!
Por que ela tinha que envolver inocentes nessa história? Garotas, praticamente crianças! Ela deveria ter percebido que era arriscado demais, e agora, Jason as faria sofrer e descontaria toda a raiva dele nelas. Eu sei do que ele é capaz, eu já testemunhei algumas das piores coisas que um ser humano consegue fazer, elas não aguentariam muito tempo se eu não fizesse algo. Quando chegamos no prédio, havia um alarme tocando e várias pessoas sendo evacuadas. O plano do Jason havia começado e nós estávamos ficando sem tempo.
— O que faremos? — Amanda perguntou e eu pensei em como entraríamos e impediríamos. Eu morava naquele prédio há quase um ano, conhecia ele bem para saber por onde o Jason e outros prodígios poderiam entrar, e qual seria a melhor maneira de agir.
— Eu e você entraremos pelo fundo — eu disse para a Shadow. — E você fica aqui e nos avisa de qualquer coisa que acontecer. — Eu entreguei um rádio para a Amanda. Não queria levar a Amanda porque a Shadow já havia a colocado em muito risco com aquele plano maluco.
— Eu quero ir com vocês — ela discutiu.
— Mas você vai ficar e vai fazer o que eu disse — eu realmente não queria começar uma discussão ali, até porque, não havia tempo para discussões. A Amanda olhou para mim e depois olhou para a Shadow esperando que ela dissesse algo.
— Eu quero ir com vocês — ela discutiu.
— Mas você vai ficar e vai fazer o que eu disse — eu realmente não queria começar uma discussão ali, até porque, não havia tempo para discussões. A Amanda olhou para mim e depois olhou para a Shadow esperando que ela dissesse algo.
— É melhor você ficar, Amanda — a Shadow, estranhamente, concordou comigo. — Caso uma das garotas chegue até aqui.
Eu e Shadow entramos no prédio e primeiro resolvemos procurar no apartamento da Ally. E enquanto subíamos as escadas, por alguma razão estranha, a Shadow tentava puxar assunto comigo.
— Como foi ser vizinha da Ally? — Ela perguntou.
— Dá para não falar comigo? — Eu pedi.
— Você sabe que a Kat tem um crush muito estranho em você, não sabe? — Por que ela estava fazendo aquilo?
— Dá para calar a boca? — Pedi mais uma vez e então ouvimos passos na escada. Olhamos para trás e vimos a Amanda com a Ally e a Bianca. O que elas estavam fazendo ali? — O que vocês estão fazendo aqui.
— Viemos atrás da Amy e da Carrie — a Bianca explicou, eu não estava acreditando, a Amanda não tinha apenas me desobedecido como levado a Ally e a Bianca lá para dentro.
— A Kat está lá fora com a minha tia — a Ally explicou. Menos mal, pelo menos a Kat estava em segurança. Pelo menos foi o que eu pensei, até ouvir um monte de vidros quebrando alguns andares abaixo.
— Algo me diz que ela não ficou lá fora — Shadow comentou. Descemos alguns andares e fomos até o apartamento de onde o barulho tinha vindo, e logo que chegamos já deu para ver um monte de cacos de vidro e prodígios caídos.
— Eu tenho uma bomba de som e não tenho medo de usa-la — a Kat nos ameaçou.
— O quê que você está fazendo? — A Ally perguntou.
— O quê que vocês estão fazendo? — A Kat perguntou.
— Ouvimos a explosão de vidros — a Bianca respondeu.
— O que aconteceu aqui? — A Ally perguntou confusa.
— Acredite, nem eu entendi — o Roger respondeu.
— O que a Bell está fazendo aqui? — A Kat perguntou. Seria dificil explicar tudo para elas e eu estava sem tempo.
— Eu também não sei — a Ally respondeu.
— Podemos nos concentrar em achar as duas que faltam? — Pedi. Logo que saímos do apartamento, um prodígio tentou nos atacar, ele atirou contra nós, mas me coloquei na frente delas e atirei nele, mas um tiro me pegou de raspão no rosto. A Kat, a Ally e até mesmo o Roger ficaram impressionados quando viram o machucado no meu rosto se regenerando.
— O seu machucado... — Ally estava completamente confusa.
— Como? — A Kat parecia ainda mais confusa que a amiga. Eu não sabia como explicar, mas elas estavam impressionadas demais e precisávamos sair logo dali.
— Meu nome verdadeiro não é Bell, podem me chamar de Anastasia, tenho habilidades regenerativas e sou uma espiã em missão — Revelei os deixando ainda mais impressionados.
— Espera, como... Hã... Você... Eu não entendo... — A Kat não sabia o que dizer.
— Não preciso que entendam, apenas que colaborem — pedi. Subimos mais alguns andares e chegamos ao apartamento onde a a Amy e a Carrie moravam, e quando chegamos lá, encontramos o Jason segurando a Amy e apontando uma arma para ela enquanto o pai da Amy e a Carrie permaneciam imóveis.
— Finalmente, estão todos aqui. — Jason disse. Ameacei atirar nele, mas ele colocou a arma na cabeça da Amy e guardei a arma, era a vida de um inocente em risco. — Não vai querer que eu a mate, não é mesmo Anastasia?
— Finalmente estamos todos aqui! — Jason disse. — A bebê, que causou parte disso e que não é mais uma bebê. — Jason apontou para Kat. — Katherine, não é mesmo? A garota sombra te contou a verdade? Sobre sua família, seu irmãozinho perdido? Provavelmente não. — Ele olhou para a Shadow. — Afinal, concordamos que informação é poder. — Ele continuou olhando para a Shadow. — Você sabe que uma pessoa metade alien e metade humana é um híbrido, não sabe? Agora a pergunta, você é filha de aliens e humanos, ou foi pega por um alien? — Shadow ameaçou pegar uma das espadas, mas Jason apertou a arma na cabeça da Amy. Após isso ele olhou para a Ally. — Alyssa, uma velha conhecida da HYDRA, a que escapou do Soldado Invernal, escapou tantas vezes da morte. Só não escapou mais vezes que a filha ingrata, porque é um recorde meio difícil de ser quebrado. — Foi quando ele olhou para mim. Aquele crápula pagaria muito caro. — Não é mesmo, Anastasia?
— Me desculpe, se não agradeci pelas torturas, ou por terem me tirado a liberdade, é que as coisas não funcionam assim — respondi.
— Nós te demos um dom, e é assim que agradece — Jason debochou. Eles me deram um dom. Um dom que me custou anos de liberdade!
— Agradecer? Realmente, eu deveria agradecê-los, por me matarem, me esfaquearem, me queimarem, me prenderem, me baterem, realmente, muito obrigada, obrigada por ferrar com a minha vida, serei eternamente grata por isso — Rebati usando o mesmo tom que ele.
— Por falar em filha ingrata — ele olhou para a Amanda. — Estou decepcionado, você foge para ser livre e resolve virar capacho de uma híbrida, estou desapontado.
— Sabe como é, é que a híbrida não tortura os capachos dela, e nem faz chantagem emocional — a Amanda disse.
— Não, apenas manipula e mente — Jason respondeu.
— Acho que está me confundindo com um espelho — Shadow retrucou.
— Ah — ele olhou para o Roger. — E aqui temos o intrometido, aquele que não sabe ficar no canto dele. Eu realmente devia ter te matado quando tive a chance! — E então ele olhou para a Bianca e pareceu um pouco confuso. — A colega da Riley, incrível como sempre tem uma pessoa avulsa no meio de tudo. — O idiota não fazia ideia de que a Bianca era a Fortis.
— O que você quer? — O pai da Amy perguntou.
— Uma revanche — o Jason respondeu. — Vocês tiveram a vez de vocês, e agora é minha vez.
— Solta a Amy! — Pedi.
— Não, é que eu tenho que ameaçar alguém que possa morrer, a essa altura você já deveria ter aprendido isso — o Jason respondeu. Ele pagaria caro por aquilo.
— O lance é que você está sem saída — a Kat disse. — Se matar a Amy, te matamos, se a soltar, não o deixaremos sair daqui a diferença, é que se matar a Amy, você terá uma morte lenta e dolorosa e se solta-la, seremos misericordiosas. — Tenho certeza de que aquilo não era uma boa ideia.
— Ah Katherine, pensei que fosse mais esperta — ele disse tirando a arma da cabeça da Amy. — Não é óbvio que criarei uma terceira saída? — Foi quando ele apontou a arma para a Carrie e engatilhou para atirar nela, mas o pai da Amy entrou na frente e recebeu os tiros no lugar da Carrie.
— Pai! — A Amy gritava tentando se soltar enquanto o Jason a arrastava para fora do apartamento. — Pai! — Ela continuava gritando enquanto era arrastada pelos corredores.
— Amy! — Kat gritou e decidiu sair correndo pelos corredores atrás da Amy e do Jason. Foi quando resolvi correr atrás deles para evitar que mais alguém fosse morto. Quando cheguei ao telhado do prédio encontrei a Kat com um ferimento no ombro que estava sangrando e um helicóptero voando para longe dali, provavelmente o Jason estava nele. Ajudei a Kat a se levantar e a tirei dali. Quando voltamos ao apartamento nos deparamos com o Clint e a Natasha que finalmente haviam chegado.
— O que aconteceu aqui? — Natasha perguntou.
— Pergunta para a senhorita lâmpada apagada ali — a Kat apontou para a Shadow. — Não era esse o seu grande plano? — A Kat praticamente a acusou. Se eu não estivesse tão ocupada tentando entender tudo o que aconteceu, provavelmente teria feito o mesmo.
— Agente Unbroken, pode explicar o que aconteceu por favor? — A Natasha pediu e eu estava tentando ver de onde eu começava.
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