Covenant of Risk

5 PRODÍGIOS - Parte 1


Notas iniciais
Eu queria agradecer à Becky e ao Marcondes (seja bem vindo!) por terem comentado! Saibam que seu comentários são muito importantes para mim. Espero que gostem desse capítulo e se preparem para ALTAS EMOÇÕES!

Um ano antes…

Emily deu uma rápida olhada no quarto da filha, Carrie e a viu lendo um livro de física. Aquilo realmente a deixava bastante preocupada, Carrie era isolada demais e agia como uma pessoa adulta, Emily tinha medo de que isso fizesse a filha perder a infância.

— Você não fica preocupada com o fato da nossa filha não agir como uma criança. — Emily perguntou ao marido.

— A Carrie é só uma criança bastante especial, nós como pais dela, devemos apoia-la. — ele respondeu respondeu.

— Eu sei, mas ela é muito nova. — Emily argumentou.

***

Vinte anos atrás…

Minsk – Bielorrússia

Várias crianças de rua dormiam em um beco, naquela que era uma noite atipicamente fria demais para aquela época do ano. De repente, o silêncio da noite foi interrompido pelo barulho de veículos se aproximando. De dentro dessas vans saíram vários soldados armados trajados em uniformes táticos, o que fez que as crianças tentassem fugir, mas os soldados as encurralavam e as levavam até uma das vans. Uma menina de três anos e cabelos pretos como a noite, estava desesperada. Ela sabia que não seria rápida o suficiente para fugir, então ela se escondeu dentro de uma lixeira. Por um buraco, ela conseguia ver os soldados capturando as outras crianças. A menina estava assustada, mas sabia que precisava ficar quieta se não quisesse ter o mesmo destino que elas. Mesmo com todo o cuidado que a menina tomou, a lixeira onde estava foi derrubada por um dos soldados que a viu lá. Ela tentou correr, mas foi pega pelo braço.

— Нет! — a menina chorava, mas o soldado não se importou.

— Это последний! — ele avisou jogando a menina dentro da van e em seguida, eles a trancaram lá junto com várias outras crianças. A menina era muito nova para entender o que estava acontecendo, mas sabia que devia temer o que estava por vir.

***

Dias atuais…

Ally se despediu de Carrie ao sair do elevador e andou por alguns metros até chegar ao colégio, onde encontrou Kat esperando por ela.

— Você chegou cedo hoje. — Kat comentou.

— É que hoje o pessoal da FGI vem avaliar o nosso projeto, se der tudo certo conseguiremos entrar na convenção pela exposição de jovens talentos. — Kat explicou animada.

— É bom te ver tão animada. — Ally comentou e as duas viram um garoto correndo desesperado pelo corredor.

— Meu dinheiro! — o garoto chorava e Ally deduziu que alguém havia roubado outro armário.

— Roubaram outro armário. — Ally deduziu.

— Ainda bem que eu não deixo nada importante lá dentro. — Kat respondeu.

***

Após alguns minutos na aula, Carrie fez a mesma coisa que sempre fazia. Ela conseguiu sair escondida da creche sem que ninguém percebesse e em seguida ela foi até uma biblioteca pública, onde sempre ficava, antes ela e a Amy ficavam conversando à toa, mas isso mudou depois que a mais velha entrou no time de futebol da escola, sendo assim, Carrie sempre matava aula sozinha, mas o que ela não sabia é que ela seria descoberta naquele dia.

***

Vinte anos atrás…

Localização desconhecida – Bielorrússia.

Quando as vans chegaram a um depósito abandonado, os soldados tiraram as crianças de lá e as separaram em grupos de vinte e duas crianças, crianças. Um homem com um jaleco estava avaliando o estado delas e mandava tirar as menos saudáveis dos grupos e as colocavam em um grupo separado. Três crianças foram tiradas do grupo da menina de cabelos pretos. Após isso, cada grupo de crianças foi mandado para salas separadas, menos as crianças do grupo dos doentes. Essas continuaram no pátio. De dentro da sala, a menina de cabelos pretos escutou um barulho de tiros e gritos horrorizados das crianças que ficaram no pátio, o que deixou a todas as outras crianças desesperadas. Após o barulho de tiro cessar, um homem abriu a porta da sala onde o grupo da menina de cabelos pretos estava.

— Будут переданы некоторые документы для вас, эти роли отметил новые имена. Те, кто не понимает, что написано, просто спросите меня. (Vão ser entregues papéis a vocês, nesses papéis estão anotados os seus novos nomes. Os que não entenderem o que está escrito, basta apenas perguntar à mim). — o homem avisou e logo depois as crianças começaram a sair em fila da sala, cada uma recebendo um papel com o seu novo nome. Quando chegou a vez da menina de cabelos pretos, eles a entregaram um papel à ela, mas por ter apenas três anos de idade, ela não soube entender o que estava escrito.

— Что здесь? — (o que tem aqui?) a menina perguntou.

— Его новое имя. (o seu novo nome)

— Что это? — a menina perguntou, ela não sabia ler.

— Anastasia. — o homem respondeu e então a menina foi levada à um avião de carga junto com as outras crianças.

***

Dias atuais…

Após as aulas acabarem, Ally foi até o armário dela guardar alguns livros e foi surpreendida por Kat que não parava dar gritinhos histéricos.

— O que aconteceu? — Ally perguntou preocupada com os gritinhos histéricos de Kat.

— Nós passamos! — Kat respondeu animada e Ally não conseguia entender nada.

— Passaram para onde? — Ally perguntou confusa.

— Nós passamos para a FGI! — Kat respondeu.

— Mas o anúncio oficial não será daqui há alguns meses? — Ally questionou.

— É, teoricamente sim. Mas eles colocaram o nome da nossa escola na lista de avaliação, o que significa que temos grandes chances de irmos para lá. — Kat respondeu.

— Kat, não é só porque vocês estão na lista de avaliação que vocês já praticamente passaram, eles pegam os projetos mais interessantes e colocam na lista de avaliação, e só os dez mais promissores que passam para a convenção. — Ally tentou explicar.

— Sim, mas de acordo com o Oliver, a nossa escola nunca esteve na lista de avaliação, então o fato de conseguirmos estar naquela lista já é um excelente sinal. — Kat respondeu.

— Ok, mas vocês estão concorrendo com universidades e colégios do mundo inteiro, o projeto de vocês tem que ser muito bom se quiserem entrar. — Ally explicou.

— Acredite, ele deixaria Tony Stark de queixo caído. — Kat respondeu.

— Por favor, me diz que não é o traje invisível. — Ally estava com medo de que Kat levasse o traje invisível e acabasse expondo a equipe que elas já tiveram um dia.

— Não se preocupe, eu não sou idiota. — Kat respondeu. — É algo um pouco melhor.

— Eu devo ficar preocupada? — Ally perguntou.

— Não. — Kat respondeu, mas Ally continuou preocupada. Se algo poderia ser melhor que o traje invisível, ele provavelmente seria mais perigoso.

***

Quando Carrie retornou para a creche ela encontrou a diretora e a mãe a esperando, ela havia sido pega.

— Carrie, precisamos conversar. — Emily disse para a filha que sabia que estava muito encrencada.

***

Vinte anos atrás…

O avião de carga sobrevoava uma cidade nos Estados Unidos. Durante a longa viagem, Anastasia havia aprendido algumas novas palavras em inglês, graças à algumas conversas entre os soldados. Quando o avião pousou, os soldados tiraram as crianças de dentro do avião e as colocaram em fileiras na frente de um homem usando terno.

— Привет новичкам! Меня зовут Джейсон, и я знаю, что я должен быть напуган. Но вы не должны ничего бояться, вы только что выиграли новую семью. Но, конечно, так что мы можем быть рады за вас, вы должны сделать нас счастливыми. Вы получите обучение, в котором они учатся много вещей, в том числе новый язык, английский язык, и в конце обучения, вы будете частью семьи. И, как часть семьи, вы должны сделать все, чтобы сохранить семью в безопасности. И не говоря уже, что лучше будет, что они хотят. (Olá novatos! Meu nome é Jason, e eu sei que devem estar assustados. Mas vocês não têm o que temer, vocês acabaram de ganhar uma nova família. Mas é claro que para que possamos ficar felizes por vocês, vocês devem nos deixar felizes. Vocês receberão um treinamento, no qual aprenderão muitas coisas, incluindo, um novo idioma, o inglês, e ao final do treinamento, vocês farão parte da família. E como parte da família, vocês devem fazer de tudo para manter a família a salvo. E sem contar, que os melhores, terão tudo o que quiserem.) — todas as crianças pareciam mais aliviadas após o discurso de Jason, todas menos Anastasia. Ela sabia que não deveria confiar em ninguém lá.

— Теперь там будет выбор, где большинство пойдет в казарму, в то время как некоторые делают крюк, прежде чем попасть туда (Agora, haverá uma seleção, onde a maioria irá para os alojamentos, enquanto alguns farão um desvio antes de chegar lá). — Jason avisou e em seguida, os soldados escolheram Anastasia e mais seis crianças para fazer o pequeno “desvio”.

***

Dias atuais…

Ally e Kat entraram no elevador e encontraram Carrie e Emily aparentemente bravas uma com a outra.

— O que aconteceu? — Kat perguntou curiosa e um pouco preocupada.

— A Carrie estava matando aula. — Emily respondeu.

— E ela estava me mantendo em uma escola onde as crianças não sabem ler, sendo que eu já sei fazer uma equação, eu devia estar no mínimo, na mesma série que a Ally. — Carrie interviu.

— Você é só uma criança. — Emily respondeu.

— Uma criança prodígio. — Carrie rebateu.

— Ainda assim, é só uma criança. — Emily respondeu.

— Quando é que você vai parar com esse esforço inútil de tentar me transformar em uma criança normal? Eu não sou normal e nunca vou ser! — Carrie gritou fazendo Kat ficar arrependida de ter perguntado o que estava acontecendo O elevador parou no andar do apartamento da Ally.

— A gente já está indo! Até mais! — Kat puxou Ally apressadamente de dentro do elevador.

— Em casa a gente conversa Carrie. — Emily disse para a filha.

— Em casa a gente conversa, adultos e sua mania de deixar tudo para depois. — Carrie comentou.

***

— Você acha que a Carrie está muito ferrada? — Kat perguntou à Ally ao entrar no apartamento dela.

— Provavelmente. — Ally respondeu fechando a porta.

— Eu estou tão animada para quando sair a lista oficial da FGI. — Kat disse quase gritando de alegria.

— Você sabe que as chances de você não passar são maiores do que as de você passar, certo? — Ally perguntou, ela estava preocupada com o fato da amiga estar colocando expectativas demais naquilo.

— Sim, mas isso não me impede de ficar animada. — Kat respondeu.

— Você coloca expectativas demais nas coisas. — Ally comentou.

***

Meses antes…

Emily atende a porta e se depara com uma mulher de cabelos curtos e olhos claros na porta.

— Posso ajudar? — Emily perguntou ao perceber que nunca havia visto aquela mulher.

— Eu sou a Agente Maria Hill, da SHIELD. — Hill se apresentou. — E você deve ser a Emily, certo?

— Sim, você está procurando pelo meu marido? — Emily perguntou.

— Estou aqui por causa dele, mas meu assunto é com você. — Maria explicou.

— Do que se trata, especificamente? — Emily questionou.

— Eu vim alertá-la, sobre coisas que o seu marido vêm feito. — Maria respondeu.

***

Vinte anos antes…

As sete crianças escolhidas ficaram em um tipo de celas especiais separadas das outras crianças, que foram direto para os alojamentos. Após ficar três dias na cela, finalmente chegou a vez de Anastasia. Ela não sabia o que estava acontecendo, apenas que os soldados levavam duas crianças por dia e estas não voltavam o que deixou Anastasia com ainda mais medo do que poderia acontecer. Ao passar por um dos corredores, a menina viu algumas enfermeiras passarem com uma maca onde uma criança estava morta, enquanto outra gritava dentro de dor no laboratório.

— Não! — a menina gritou desesperada e começou a se debater, mas o soldado conseguiu a segurar e a levou para o laboratório, chegando lá, eles a prenderam em uma das macas. Em seguida uma equipe de pessoas que pareciam ser médicos entraram no laboratório. Entre eles estava um, que deveria ser o mais jovem, mas parecia ser ele o líder da equipe.

— Dr. Caleb, podemos começar? — uma enfermeira perguntou entregando alguns materiais cirúrgicos para o jovem doutor.

— Sim. — ele respondeu e em seguida, eles começaram a aplicar várias injeções com substâncias desconhecidas na menina, essas substâncias a fizeram gritar de dor. Aquilo doía muito, como fogo queimando a pele e queimando todos os órgãos dela. Aquele tipo de dor era insuportável para uma menina de três anos. Tudo o que ela conseguia fazer era gritar e chorar, a dor era a pior que havia sentido na vida, provavelmente, talvez nem ser queimada doesse tanto quanto aquilo. Depois de vinte minutos gritando, a dor parou, e a menina já não sentia mais nada. Tudo ficou escuro, como se estivesse morrendo.

***

Dias atuais…

Emily e Carrie entraram no apartamento em que moravam e Carrie se sentou no sofá da sala.

— Podemos conversar agora? — Emily perguntou à filha. — Carrie, você me enganou e mentiu para mim.

— Eu te disse que não queria ir para a escola. — Carrie respondeu.

— E eu te disse que era necessário. — Emily argumentou.

— As pessoas vão para a escola para que possam aprender algo que não saibam, eu estava indo para a escola para aprender coisas que eu já sabia. — Carrie rebateu.

— Carrie, não se trata disso…

— Se trata do que então? — Carrie questionou.

— Eu só quero o melhor para você. — Emily explicou.

— O melhor para mim seria você me deixar em paz! — Carrie respondeu.

— Já chega! Vá para o seu quarto. — Emily gritou brava com a filha.

— Finalmente, obrigada! — Carrie respondeu no mesmo tom e em seguida a menina se trancou no quarto.

***

Meses antes…

— Não… Ele nunca faria algo assim. Ele é um bom homem. — Emily não se conformava com o que tinha ouvido de Hill sobre o marido.

— Infelizmente, é verdade. Ele usou a posição dele na SHIELD para atrasar as investigações. — Hill explicou.

— Você tem ideia do que está me dizendo? Além de tudo isso, ele ainda está usando a minha filha! Sabe o quanto isso é grave?

— Eu entendo Emily, mas eu precisava avisá-la, para que ficasse longe da casa junto com sua filha esta noite. — Maria respondeu.

— O que vai acontecer essa noite? — Emily questionou.

— Nós prenderemos o Caleb esta noite e precisamos que você e a sua filha estejam em um local seguro. — Maria explicou.

***

Vinte anos antes…

Anastasia acordou de volta na cela, ela estava viva. Toda a dor havia passado, ela não conseguia acreditar.

— Ela acordou. — um guarda avisou para Caleb.

— Ótimo, transfira-a para os alojamentos. — Caleb recomendou e então os soldados levaram Anastasia para os alojamentos, que seriam o novo lar dela, ao chegar lá, eles a jogaram no chão e a menina notou que não havia sentido dor. Para ter certeza de que não estava ficando doida, a menina começou a se beliscar e percebeu que não sentia nenhuma dor. Aquilo era incrível, mas ela não podia contar à ninguém, pois sabia que eles a mandaria de volta para o laboratório e tudo o que ela queria era ficar longe daquele lugar.

***

Dias atuais…

Emily bateu na porta do quarto de Carrie, que estava emburrada demais para atender.

— Carrie, abra a porta, por favor. — Depois de Emily insistir bastante, a menina abriu a porta do quarto. — Preciso conversar com você.

— É mesmo? — Carrie ironizou.

— Carrie, o que eu tenho para te falar é bem sério. — Emily explicou. — Eu tentei te poupar por achar que talvez você não entendesse, mas acho que eu subestimei a sua maturidade.

— Mãe, o que está acontecendo? — Carrie perguntou confusa.

— O seu pai não está morto. — Emily revelou.

— Como é? — a menina estava completamente confusa. — O que aconteceu com ele? Onde ele está?

— Ele está preso em uma base da SHIELD. — Emily revelou chocando Carrie.

— O que ele fez? — Carrie perguntou inconformada.

— Ele era um cientista que trabalhava para a SHIELD, mas, secretamente, ele trabalhava para uma organização intitulada “PRODÍGIOS”, que sequestra crianças e as transforma em assassinas treinadas. — Emily contou.

— Ele ajudava a sequestrar essas crianças? — Carrie perguntou.

— Não, ele não teria capacidade para isso. — Emily respondeu. — Ele fazia experiências em algumas dessas crianças.

— Que tipo de experiências? — Carrie questionou.

— Vários. Desde testes de resistência que incluíam deixar crianças em locais frios sem nenhuma proteção, até experiências envolvendo a mente e a capacidade física delas. — Emily respondeu.

— Como aquele cientista nazista, o “Anjo da Morte”? — Carrie perguntou.

— Exatamente. — Emily respondeu. — Mas o pior, foi o que ele fez com você, a própria filha.

— O que ele fez? — Carrie questionou cada vez mais chocada.

— Ele te usou como cobaia, para um experimento que visa tornar crianças bem novas em assassinas treinadas. — Emily respondeu enojada.

— Não, isso não faz sentido.

— Por que você acha que é tão esperta e perspicaz? Você nem sempre foi assim. Até os três anos de idade, você era apenas uma criança normal, e então, do nada você passou a ler livros universitários, a falar como um adulto. Depois que eu descobri a verdade, tudo fez sentido. — Emily contou.

— Não, isso não pode ser verdade, eu não sou uma assassina. — após dizer isso, Carrie se lembrou das pessoas que matou quando teve que arrumar uma saída para ela e para as amigas de um prédio por terem sido encurraladas pelos soldados daquele homem de terno, o que aconteceu no mesmo dia em que a Ally e o Roger quase foram mortos pelo Soldado Invernal. Ela percebeu que era capaz de matar. — Não… Não… Não pode ser verdade… Não pode!

— E o pior que ele nem fez isso pensando em você, ele fez apenas pensando na assassina que poderia se tornar.

— Não…

— Tudo o que eu fiz até agora, foi para que você tivesse uma infância normal e não virasse a assassina que ele queria que você fosse. Mas, nós dois estávamos errados, você não é uma criança normal, mas também não é a assassina que o seu pai queria que você fosse. Você virou exatamente o contrário do que ele queria, você se tornou algo lindo.

— Eu… Preciso de um tempo para pensar. — Carrie saiu correndo do apartamento e encontrou Amy, que havia acabado de voltar do futebol, no corredor.

— Carrie, está tudo bem? — Amy perguntou ao ver a cara abalada de Carrie e ficou surpresa ao receber um abraço da amiga.

— Eu sou uma pessoa horrível? — Carrie perguntou.

— Não, é claro que não. — Amy respondeu sem entender o que estava acontecendo. — O que está acontecendo? — Josh saiu para fora do apartamento e viu Carrie chorando abraçada a Amy.

— Está tudo bem? — Josh perguntou preocupado, mas as lágrimas eram tantas que Carrie não conseguia responder. Kat saiu do elevador junto com Ally, as duas estavam indo visitar Carrie, quando tiveram a surpresa de se deparar com a menina chorando nos braços de Amy.

— O que está acontecendo? — Kat perguntou preocupada, ela nunca havia visto a Carrie chorar.

— Eu não sei. — Amy respondeu confusa.

***

Meses antes…

Caleb chegou em casa e ficou surpreso ao não encontrar nem Emily e nem Carrie em casa.

— Emily? Carrie? — ele chamou sem sucesso.

— Olá Caleb. — Emily disse friamente surgindo por trás dele.

— Emily, onde está a Carrie? — Caleb perguntou.

— Ela está na casa de uma amiga minha, eu preciso conversar com você. — Emily respondeu.

— Está tudo bem? — Caleb perguntou preocupado.

— Você está mesmo me perguntando isso? — Emily questionou indignada.

— Emily, o que está acontecendo? — Caleb perguntou confuso.

— Eu já sei de tudo, seu monstro! — Emily respondeu alterada.

— Emily, do que diabos você está falando? — Caleb perguntou ainda mais confuso.

— Eu sei de tudo o que você fez com aquelas crianças! Do que fez com a nossa filha! — Emily gritou.

— Eles fizeram a sua cabeça contra mim…

— Não, eles apenas me mostraram a verdade! — Emily respondeu. — A Carrie virou uma criança prodígio do dia para a noite. Eu devia ter percebido… Prodígio… Como você teve coragem?

— Eu transformei a nossa filha em algo magnífico, algo que transcende a humanidade. — Caleb respondeu alterado.

— Transformando ela em uma cobaia? Em uma futura assassina?

— Você não entende! Ninguém entende! O que eu fiz pela Carrie, é algo histórico, eu a transformei em algo muito melhor que a humanidade.

— Ela é só uma criança! — Emily gritou. — Você é um monstro!

— Você não entende! — Caleb gritou dando um tapa na esposa que a jogou no chão. — Sabe o quanto eu amo você? Sabe o quanto eu amo a Carrie? Eu fiz isso por ela, fiz isso por nós. Nossa filha será algo grande! Por favor Emily! Tente entender! Eu te amo.

— Não, você não ama. E tudo o que você fez, foi apenas para inflar o seu ego! Um pai que ama a filha, jamais faria o que você fez. — Emily respondeu e em seguida vários agentes da SHIELD invadiram a casa e apontaram as armas para Caleb.

— Dr. Caleb, você está preso. — Hill anunciou.

***

Dezessete anos atrás…

Após passarem toda a manhã treinando desde às 05hs00min, finalmente havia dado 12hs00min, que era a hora do almoço. Todas as crianças formaram filas e entraram no refeitório onde cada uma tinha o seu lugar exato para comer. Na hora do almoço, o silêncio era total. Não havia nem ao menos nenhum tipo de troca de olhares entre as crianças. Um velho subiu em um lugar alto o suficiente para que todos pudessem vê-lo e conseguiu chamar a atenção de todas as crianças no local.

— Atenção agentes, após o almoço acontecerá o teste para a próxima e última fase do treinamento. Estejam preparados, pois vocês sabem o que acontece com aqueles que fracassam com a família. — o velho anunciou.

Após o almoço, as crianças foram levadas até um corredor onde ficavam esperando sua vez de entrar em uma sala, onde duas crianças entravam e apenas uma saía. Após duas horas, chegou a vez de Anastasia, ela entrou na sala e percebeu que era uma sala de treinamento. Junto com ela havia entrado uma menina loira, cujo o nome era Wilma. As duas ficaram em lados opostos na sala e no centro havia uma faca jogada no chão.

— O objetivo é simples, pegar a faca e eliminar o oponente. Aquele que sobreviver passará para a próxima fase. — Alguém anunciou no alto-falante. Assim que o homem terminou de falar o alto-falante, as duas correram em direção à faca, quando Anastasia quase conseguiu, Wilma torceu o braço da oponente e conseguiu pegar a faca. Wilma tentou acertar a barriga de Anastasia, mas essa se desviou e conseguiu acertar um soco na loira, que conseguiu se aproximar o suficiente de Anastasia para esfaquear o braço dela, mas ao invés de gritar de dor, como seria o esperado, Anastasia tomou a faca e a apontou para Wilma. Que se ajoelhou no chão se dando por vencida. Quando Anastasia viu a oponente ajoelhada no chão, percebeu que teria que matá-la. Mas ela não conseguiria, ela não queria ser assim. Cansada de tudo aquilo e sem ter nada a perder a garota esfaqueou a si mesma duas vezes no peito e uma vez na barriga. Ela não chorou ou gritou, pois não sentia dor. Ela apenas caiu morta no chão. Wilma pegou a faca sem acreditar no que a oponente havia feito, de repente Anastasia voltou a respirar e abriu os olhos. Wilma não conseguia acreditar no que via, os ferimentos da garota começaram a se curar rapidamente. Em questão de segundos, a sala foi invadida por soldados liderados por Jason, que olhou para onde deveria estar os ferimentos de Anastasia. O sangue estava lá, mas o machucado não.

— Levem-na. — Jason ordenou e os soldados doparam Anastasia e a tiraram da sala.

— O que faremos com a outra? — um dos soldados perguntou em relação à Wilma.

— Vocês já sabem o que fazer. — Jason respondeu e os soldados que ficaram na sala apontaram suas armas para a pequena Wilma.

— Não!

***

— Como ela fez isso? — Jason perguntou à uma doutora.

— Não sabemos como explicar, mas, aparentemente, ela pode se regenerar de qualquer ferimento, e também não pode sentir dor. — a doutora explicou.

— Como isso é impossível? — Jason questionou.

— Logo que ela chegou, o Dr. Caleb fez algumas experiências nela e em outras crianças, e esta foi a única que sobreviveu. — a doutora respondeu.

— Achávamos que não haviam surtido nenhum efeito e que a sobrevivência dela havia sido por pura sorte. — Jason disse.

— Aparentemente, não foi sorte.

***

Dias atuais…

Em um galpão de Seattle, vários soldados obrigaram algumas crianças a descerem de uma van e formarem uma fila quando eles foram surpreendidos por Bell que estava com um vestido preto e uma mascara no rosto. Ela começou a atirar em todos eles e só parou, quando estavam todos mortos. Em seguida, ela viu as crianças assustadas ao lado da van. Elas não conseguiam entender o que estava acontecendo.

— Corram para o mais longe que puderem e não olhem para trás e muito menos falem com alguém. — Bell recomendou e as crianças a obedeceram.

***

Carrie, Amy, Ally e Kat estavam trancadas no quarto de Amy ouvindo o que Carrie tinha a dizer enquanto se debulhava em lágrimas.

— O seu pai é um monstro. — Kat comentou.

— Kat, isso não é algo que se diz para alguém que está chorando. — Ally advertiu.

— Mas ela está certa. — Carrie disse. — Ele é um monstro.

— Uau, você não ficou brava e nem nada do tipo. Nem parece você. — Kat comentou.

— Kat, fica quieta. — Amy sugeriu. — Carrie, pelo menos você tem a sua mãe, ela provavelmente faria de tudo por você.

— Vocês podem parar de falar e me deixar chorar em paz? — Carrie perguntou e de repente, um barulho de tiro interrompeu a conversa.

— O que foi isso? — Amy perguntou assustada. As quatro saíram do quarto e viram Josh também assustado na sala.

— Você também ouviu? — Amy perguntou para o pai.

— Sim, parece ter vindo do apartamento ao lado. — Josh respondeu. Os cinco foram até o apartamento onde Carrie morava com a mãe que estava com a porta aberta.

— Isso não é bom. — Kat comentou ao ver a porta aberta. Eles entraram no apartamento e encontraram Emily baleada no chão da cozinha o que deixou todos horrorizados.

— Mãe! — Carrie gritou chorando. Ela se abaixou e tocou no cadáver da mãe. Ela não conseguia acreditar naquilo, aquilo não era real, aquilo não podia ser real. Josh ligou desesperado para a emergência, enquanto Ally, ao ver o cadáver ficou abalada. Ele a lembrou de quando os pais dela morreram.

O homem do braço de metal

O soldado invernal

A visão dos pais sendo baleados

Ter ficado cara a cara com o assassino dos pais.

Ally estava perturbada demais para ficar ali, ela foi para a sala e começou a chorar. Pela Carrie, pelos pais, por tudo.

— Mãe! Por favor, fala comigo! Mãe! — Carrie chorava agarrada ao corpo da mãe.

— Carrie…

— Por favor, Amy! Diga que isso é apenas um sonho Amy! Por favor! — Carrie chorou abraçando a amiga enquanto Josh falava desesperado no telefone.

— Katherine, por favor, tire-as daqui! — Josh pediu e Kat levou Amy e Carrie para a sala, onde Ally continuava a chorar. Josh olhava para o cadáver de Emily e não conseguia acreditar. Carrie estava desolada, a mãe dela, tudo o que ela tinha, se foi. O que ela faria? Por que aquilo tinha acontecido? Que havia feito aquilo? Por quê?

Notas finais
Referências e outras coisas: #1: Eles estavam falando russo, porque na época do flashback, a língua ainda predominante da Bielorrússia era o russo mesmo, mas atualmente a língua predominante por lá é o bielorrusso #2: FGI> Feira das Grandes Ideias, ela acontecerá nos próximos capítulos #3: O ladrão das sombras ataca novamente #4: Traje invisível, que apareceu e estragou em um capítulo só #5: Hill poderosa aparecendo, porque sim! E porque o Coulson, a Natasha e o Clint estavam ocupados demais :) #6: SHIELD, eu acho que vocês se lembram dela dos filmes e da grande participação em "Sammy" #7: Josef Mengele foi um médico alemão que se tornou conhecido por ter atuado durante o regime nazista. O apelido de Mengele era Beppo, mas ele era conhecido como Todesengel, "O Anjo da Morte", no campo de concentração. . . . Se você achou esse capítulo cheio de emoções, se prepare, porque vai ter parte 2! :D