Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.
20 Quando um quer, todos brigam.

O quarteto entra na escola e sentam-se próximos com de costume. Urias guarda discretamente o papel com o endereço do hospital. Após assistirem 3 aulas chega o intervalo o grupo de amigos começam a contar para Laura o que ocorreu pela manhã.
−E o que vocês vão fazer? –Pergunta Laurinha.
−Nada. –Respondeu André.
−Eu acho que eles não vão desistir tão fácil, cara. Agente devia fazer alguma coisa. –Sugeriu Urias.
−Não. Agente vai ficar na nossa. Talvez eles até esqueçam. –Mais uma vez André tenta controlar a situação.
−Também acho. Vocês deveriam deixar pra lá. –Concordou a garota, desviando o olhar de André, enquanto colocava os cabelos negros e lisos pra trás da orelha.
−Cara, vamos ver no que dá. Eu realmente acho que eles não vão deixar barato. Agente vai deixar quieto por enquanto, mas fiquem ligados, por que na primeira gracinha desses caras contra qualquer um de nós, eu vou retaliar sem pensar 2 vezes. –Posicionou-se Raul. Esta declaração fez com que todos prestassem total atenção nele.
As coisas ocorrem normalmente até o final da aula, depois André foi para casa de Laura para fazer um trabalho de química em dupla. Urias geralmente tirava boas notas, e por isso Raul costumava fazer os trabalhos com ele, mas dessa vez o garoto resolveu ceder a dupla para Sophia, que estava mal em quase todas as matérias. Os 3 caminharam juntos até o Brisa do Atlântico. Ao chegarem lá Raul foi pro seu apartamento e Urias levou a amiga até o seu.
Urias entra em casa com Sophia logo atrás dele. Joga a mochila no sofá e manda a menina fazer o mesmo. Uriel vem até seu filho, bem vestido como de costume, usando um terno cinza, um óculos escuro e uma maleta resvestida com couro preto. Ele cumprimenta Urias tocando os punhos fechados, em seguida da um sorriso pra Sophia e sai para trabalhar, em seu escritório de advocacia.
Após o almoço os dois começam a estudar. Passa mais ou menos uma hora até que alguém bate na porta. Era Raul. Ele entra e pede licença para falar em particular com Urias. Os dois vão para o quarto e fecham a porta. Sophia tenta conter a curiosidade mas acaba cedendo. Ela encosta seu ouvido na porta. Tenta se concentrar por um instante até que consegue entender sobre oque falam os garotos. Antes que eles terminassem o assunto ela assume mais uma vez seu lugar na mesa, temendo ser descoberta.
Na mesma tarde, André e Laura se divertiam fazendo o trabalho, que pra garota não era nada muito complexo. Sem se preocupar com o tempo os dois conversam e riem. Tudo que André precisava fazer era esperar pelo resultado do trabalho, já que a velocidade do raciocínio da garota era 2 vezes maior que a dele. Pra ela era tudo muito simples, e não parecia se importar com o retardo de André, ou mesmo com o aparente oportunismo dele.
−André.
−Oi.
−Me responde uma coisa. Pode ser sincero.
−Diga.
−Você só está fazendo dupla comigo porque eu sei do assunto né.
−Não. Você é um amor de pessoa, Laurinha. – André disse isso com um sorriso sereno, olhando nos olhos da amiga. A garota corou e desviou o olhar. Após um instante calados, Laura retoma.
−É... você... sabe a resposta da próxima questão?
−Você ficou sem graça. –Disse André gargalhando um pouco da situação.
−Larga de ser besta, cara. –Falou Laura sorrindo. Depois volta a falar. –Fazia tempo que agente não fazia nada juntos né.
−Verdade. Lembra que agente fazia tudo junto quando era pequeno?
−Claro. Mas as coisas mudam né.
−Pois é, Laurinha. –A menina ouve sua própria voz mentalmente: “Preferia que não mudassem.”. Após mais um tempo em silencio, Laura puxa assunto novamente.
−O que tem entre você e a Sophia? –André estava escrevendo e levanta a cabeça, ao ser pego desprevenido.
−Nós... é... Nada. Porque você tá perguntando isso?
−É que eu percebi que você e ela...
−Não tem nada entre agente.
−Não?
−Não.
O assunto encerra e eles voltam a ter uma conversa descontraída sobre música. André contava a menina as loucuras cometidas por Axl, Duff e Slash na era de ouro do Guns n’ Roses.
No dia seguinte, apesar da menor idade, André chegou na escola numa moto que pertencia a seu pai. Ao entrar na sala de aula olhou em volta e não viu Urias nem Raul. Olhou em volta e viu que a ruiva estava sentada sozinha no fundo da sala, enquanto Laura estava na segunda fileira, encostada parede. Decidiu que sentaria próximo da menina de cabelos negros.
Sophia olhou para André algumas vezes durante a aula mas disfarçava os olhares pra turma não perceber. Ao término da aula como de costume André foi o primeiro da turma a sair da sala de aula, Laura foi logo atrás dele. Sophia tentou alcança-los mas vários alunos estavam em sua frente. Ela desviou de várias pessoas, quando conseguiu sair da sala viu o amigo se despedindo de amiga e passando pelo portão da escola. Sophia grita mas o garoto não escuta. Corre até o portão e vê André subindo em sua moto. Mais uma vez grita. Dessa vez ele nota a garota chamando sua atenção.
−André. Você tem que me ouvir. Só posso contar com você. –Fala a menina ao mesmo tempo que tenta respirar regularmente.
−Oque foi?
−Ontem. Raul e Urias disseram que iriam se encontrar com os caras de jaqueta jeans. No hospital abandonado. E acho que eles vão brigar.
−Velho. Isso só pode dar em merda. To indo lá. –Fala André, tentando ligar a moto depressa.
−Espera, eu vou junto.
−Não. Pode acontecer alguma coisa.
−Se você não me levar com você, eu vou de ônibus.
−Sobe logo vai.
André da a partida com a menina na garupa. Discretamente Laura os observava de dentro do colégio. Os braços de Sophie envolveram o tórax do motociclista. Como estava sem capacete, nesse momento o vento batia no cabelo dele, desmanchando seu tradicional penteado impecável pra trás. Ele se sentia responsável por aquela que estava à suas costas. Sophia nunca havia andado numa moto antes, por isso se segurava bem à André, ou talvez fosse uma mentira que criou pra se enganar, nem ela sabe ao certo. Após quase uma hora de trajeto eles chegam ao endereço do hospital abandonado. Era um lugar muito grande com 6 andares, muito largo e mal cuidado. Haviam pichações nas paredes, a grama no terreno do estacionamento era alta.
Chegam exatamente na mesma hora que Urias e Raul chegaram. Um dos thrashers estava na porta do Hospital. André estaciona a moto e vai até os amigos. Antes que eles possam se aproximar dos amigos, o cara na porta do hospital mostra o dedo pra os garotos e corre pra dentro do hospital. Urias corre atrás do cara. Raul vai logo em seguida e André saiu puxando Sophia pela mão. Eles correm pra dentro do hospital. Sophia entra por ultimo, e assim que ela entra eles ouvem o portão bater atrás deles. Todos 4 param de correr simultaneamente, e olham pro portão, que agora se encontrava fechado.
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