Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.
2 Oque as escolas e presídios tem em comum?
Notas iniciais
Mais uma vez os meninos se reuniram na sala de aula pra pensar em como sair, e como sempre, o grande plano veio da massa cinza de Urias. No primeiro momento os três se reuniram e quatro olhos se voltaram para o grande articulador, e no que se sucedeu todos estavam animados com a tática criada pra fugir da escola. Tudo aconteceu de forma rápida e certeira. Uma garota que estava no campo de visão do porteiro começou a passar mal e caiu no chão, sem hesitar o mesmo correu até a garota e a pegou nos braços enquanto os garotos saiam felizes da vida. Ainda ouve tempo de Raul parar e fazer uma dancinha da vitória na divisão da aréa escolar e pública.
−Agente tá ficando profissional nisso− Falou Raul com um sorriso no rosto.
−Vocês estão aprendendo ainda camaradas, eu sou a mente criativa e os pilares de nossos planos. – Disse isto com um ar de superioriadade, Urias.
−Vocês parecem duas criancinhas, agradeçam a min e a Laurinha. As idéias são de Urias, mas os contatos são meus. –André falou sorrindo.
Após algun tempo dentro da loja, saem sorridentes e André com um baixo nas costas. Após, os três se dirigiram para o ponto de onibus. Moravam todos num bairro nobre na região metropolitana do Recife. Ao descer do onibus encontraram dois conhecidos, Alexandre e Sophia, estavam se beijando quando foram surpriendidos com um grito de Urias.
−TUDO BEM, PESSOAL? –Ao notar o susto do casal ele caiu na gargalhada.
−Idiota! –Murmurou Sophia, esta era ruiva.
−Esse cara não se cansa disso não? –Perguntou o namorado da garota. Ele era Loiro e estava apoiado em seu carro caro. Era um conversível azul escuro.
Todos conversaram por uns minutos e em seguida se despediram. Alexandre saiu em seu carro, e Sophia acompanhou os meninos, os quatro moravam no mesmo edificio, o Brisa do Atlantico, recebera esse nome devido a localização próxima ao litoral Recifense.
No dia seguinte André entra na sala de aula bem cedo e seus dois companheiros, pra variar, já haviam chegado e estavam conversando com Sophia e Laura, os quatro estavam sorrindo. O baixista se apróxima da turma e pergunta sobre oque estavam falando.
−Agente tava contando pra Sophia o plano de ontem. –Falou Raul ainda sorrindo.
−Da próxima vez agente simula uma briga. –Sugeriu Urias animado.
−Não terá próxima vez, cara. Não mais esse ano. –Cortou André. –Pra você é fácil passar de ano, Uriel jr. –Referiu-se ao pai do amigo.
−Sai dessa vida, parceiro. Você sabe tocar baixo, até onde eu sei você pode ser o novo Duff McGhan. –Rebateu Urias.
−Só falta a banda, talento, o empresário e o público né. –Falou o baixista mais uma vez.
−Na minha opnião só falta duas coisas, você querer e correr atrás. Eu vivo te dizendo isso cara.
−Acho que esqueceu pelo menos mais uma coisa né, Uriel... digo Urias.
−Oque?
−A banda meu filho!
−E não tem?
−Oque você está querendo dizer?
−Que eu e Raul vamos ser sua banda.
−Eu também quero. –Completou, Sophia.
−Mesmo que agente forme a banda, eu não quero virar profissional. Quero só tocar por lazer e mais nada. –André, disse.
−Eu acho que vocês deviam deixar rolar. –Disse Laura.
− É. Vou deixar rolar, Laurinha. Finalizou Urias se levantando e se afastando do grupo.
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