Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.
28 Mal caminho

Na manhã seguinte Raul vai até a casa de seu Luiz acompanhado de Urias, que está bastante empolgado de passar um tempo grudado na filha do dono do bar. Era a ultima segunda-feira de outubro, o clima estava agradável e o céu azul, quase completamente sem nuvens. O vocalista está vestindo uma camisa do Cains Offering, já o guitarrista vestiu-se inspirado nos velhos filmes do Stallone. Usa uma camisa preta, sem estampas, rente ao corpo e por dentro da calça jeans bem afivelada, óculos escuros e até um palito de dente na boca.
Luiz estava fritando dois ovos, mas é interrompido por batidas em sua porta. “Quem poderia ser a essa hora da manhã?”, pensa o velho, então se depara com os dois membros de Countess Widow. Seu Luiz olha o guitarrista dos pés a cabeça, depois se volta pra Raul que está com um sorriso no canto da boca, e apontando pra o amigo ao seu lado.
−Bom dia pessoal entrem.
−Não precisa, Seu Luiz, tá tranquilo. Eu só vim aqui entregar oque prometi.
−Eu! –Diz Urias com os braços abertos e com um enorme sorriso. O velho o encara sem entender nada, então o garoto trata de explicar. –Eu sou o novo segurança da sua filha. Cadê ela? –Urias é surpreendido ao ver a gorota de pele clara e cabelo liso, castanho. Ela está escovando os dentes. O segurança entra na casa mesmo antes de ser convidado.
−Pessoal, eu hoje estou bem ocupado pra falar a verdade. Minha missão aqui ta cumprida. Urias, agora é contigo.
−Com certeza. –Responde Urias enquanto pega uns doces dentro de um pote encima de uma mesinha de centro.
30 minutos depois Regina e seu novo guarda-costas saem da casa. Eles caminham até a parada de ônibus sem falarem nada. Ambos tiraram cigarros dos bolsos e começaram a fumar.
−Isso não é estranho? –Quem quebra o silêncio é o garoto.
−É... isso é... bem estraho. –Diz Regina.
−Poderia ser pior.
−Poderia. Ao invés de um cara me seguindo poderiam ser quatro.
−Nossa! –Urias se impressiona. –Tenho que fazer o trabalho que quatro pessoas faziam?
−É.
−Tudo bem, vai ser moleza.
−Vai.
−Vai?
−Não sei. Você que disse.
−É. Vai ser fácil. –Diz o guitarrista enquanto se levanta pra sinalizar para o ônibus.
Agora eram quase 17 horas do mesmo dia. O céu estava alaranjado, e o sol se pondo. Luiz estava no Wisky, o movimento era regular, mas mesmo assim o homem estava tentando ligar para a filha, mas ela não atendia. A garota costumava chegar antes das 15:00, neste momento ela etava atrasada até demais. O velho estava preocupado, talvez os bandidos só estivessem esperando-a sem os thrashers.
Longe dali, numa festa com música eletrônica, Regina e seu mais novo amigo, ambos segurando uma garrafa de bourbon, dançavam sem se preocupar com o tempo. A garota ria, estava bastante animada, devido ao álcool ingerido. Pra Urias era só mais uma de suas festas em dias úteis, mesmo assim ele bebia sem se preocupar com o dia seguinte, a única coisa que ele via agora era um busto de pele clara, levemente exposto.
−Cara, como nunca te conheci antes?
−Antes tarde do que nunca, meu bem.
−Será que agente devia mesmo beber tanto?
−Claro, também somos filhos de Deus né. –Diz Urias com as mãos na cintura da garota, encurralando-a numa pilastra.
−Sabe que se eu quiser eu saio né?
−Se você quisesse fugir, já teria feito. –Responde Urias aproximando-se mais ainda. –Você ainda pode fugir. − Regina está confortável com a situação, ela sorri. Urias entende como sinal verde, ele levanta a sua garrafa e então derrama o líquido nos seios da garota. Ela encosta na pilastra e ele a beija.
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