Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.
12 Final de semana parte 2
Notas iniciais

No dia seguinte, à tarde, todos se reúnem no quarto de Raul. Urias ainda mostra sinais de agitação, devido a cocaína consumida. Animados com o exito no show, todos se impenham em compor mais músicas autorais, afinal, foi Countess Widow que mais chamou atenção. Quando começam a escrever há uma diferença sobre oque as letras devem focar. Jeronimo quer falar de Vallhala, Raul quer falar sobre tribos primitivas e lendas extraordinárias, típico do power metal, e André quer fazer um rock mais tradicional e falar sobre mulheres. Urias é o menos defendido, ele só quer falar sobre brigas, bem ao estilo Matanza. Sophia e Alexandre não tem idéias, mas se mostram de acordo com Raul.
−Pessoal, vamos fazer o seguinte. Cada um compões oque quiser, e depois agente ver como encaixamos a melodia. –Diz Raul. Todos concordam e começam a digitar em seus celulares as letras das músicas.
Passam a tarde toda escrevendo, Urias é o recordista, ele já escreveu 7 poesias, mas nenhuma faz muito sentido, e “soco”, é a palavra mais frequente de suas futuras músicas. Raul tem dificuldades para compor, e ainda não terminou nem a primeira, pois é perfeccionista demais. “Esperesm uma obra de arte” diz ele para os amigos. André e Sophia mal escreveram, passaram a maior parte do tempo olhando um pro outro e disfarçando os olhares. Alexandre tem notado os olhares frequentes deles mas não falou nada, apesar de seu incomodo com a situação. Jeronimo já escreveu 2 poesias e está quase terminando a terceira.
Próximo as 6 da tarde todos já findaram suas composições. O placar é o seguinte. Urias escreveu 13, Jeronimo 4, Raul 1, André 1, Alexandre 0 e Sophia 1. A essa altura todos já passaram os rasunhos dos celulares para papéis. Eles riem quando os papéis de Urias caem no chão e ele tem que recolhe-los. Enfim eles se preparam para ler suas poesias. Urias inicia, a reação de todos é rir, quase todos os versos tinham “porrada”, “chute”, “soco”, “destruição” ou palavra nada amigáveis, e até o próprio garoto rir de alguns versos. Depois é a vez de Jeronimo, ele declama seus poemas de uma forma à expressar virilidade, força e ódio. Ninguém entende direito, pois são leigos a respeito de mitologia e cultura nórdica.
Os poema de André parece inspirado na senhorita Ribeiro, e todos percebem, mas ninguém fala nada. Mas isso incomoda Alexandre. E pra surpresa de todos aquilo foi algo recíproco, já que o poema de Sophia parecia um complemento do de André. Enquanto leem os dois se entreolham várias vezes.
Por fim chegou a hora de Raul ler sua “obra prima”, o nome da música era Mensageiro dos Titãs, e falava de uma era primitiva, e de um aventureiro que levava cartas para deuses e titãs. Quando terminou de ler todos aplaudiram.
−Cara, mandou bem. Eu não sabia que você escrevia tão bem. – Disse Alê.
−Bem complexo comparado as que escrevi. –Brincou Urias.
−Essa pode ser a nossa base pra compor as próximas. –Sugeriu a unica garota.
−Concordo.− Disse André, causando mais um mal estar em Alê.
−Vocês dois também tem que concordar em tudo, né. –Disse Alexandre.
−É minha opnião se não gostou vaza. –Respondeu André.
−A casa é sua?
−Não, mas é de um cara que eu conheço desde os 5 anos. Se ele tiver que escolher tirar alguém daqui não vai ser eu.
−Parece que você esqueceu quem banca a banda, parça.
−PAREM VOCÊS DOIS! –Vocifera Raul. –Os dois ficam. Que bom que todos concordam em manter a minha poesia como base.
−Espera aí. Eu não concordo. –Diz Jeronimo. –Ficou boa a letra e tal, mas se todas a músicas forem nesse estilo, não vai ter nada de folk viking nas faixas.
−Não necessáriamente precisa ter folk viking. –Fala Raul
−E eu como fico? Desde o começo eu falei, só toco junto com vocês de eu puder adcionar meu estilo a banda.
−Vai ser a coisa mais fácil do mundo arrumar outro guitarrista. –Fala Alê, ainda irritado.
−Não vamos contratar outro guitarrista. –Fala André.
−Tem razão o único que investe capital nisso sou eu. Sou eu que vou contratar.
−Gente calma! –Falou Sophia.
−To de saco cheio, depois falo com vocês. –Conclui Alê. Em seguida se levanta e vai embora batendo a porta com força.
−QUEBRA NÃO FILHA DA PUTA!! –Gritou Urias em tom de brincadeira. Mas não foi assim que Alexandre interpretou. Ele abre a porta do quarto com raiva e parte pra cima do garoto, mas todos se puzeram entre os dois, e os seguram até a poeira baixar.
Urias estava furioso, e neste momento tirou o soco-ingles da mão e pôs de volta no bolso. Raul estava calado, parecia pensativo. Jeronimo agora estava a tocar uma gaita, André estava concentrado na música dele. E Sophia estava sentada deitada na cama, olhando para nada. Assim terminou o ensaio de domingo.
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