Could be You
1 Capítulo 1
Beckett ainda estava se acostumando com a ideia de que Castle havia ido de uma vez por todas. Nada parecia normal, olhar para a cadeira vazia ao lado de sua mesa causava um vazio, não apenas ao seu lado, mas, na sala, no distrito inteiro.
Após um longo caso, uma bomba que havia explodido no meio de Nova Iorque, deixando todos com os sentimento a flor da pele, mas então ele simplesmente saiu. Kate não sabia ao certo o porquê. Tudo estava indo tão bem entre eles. Claro, a detetive ainda havia muito com o que lidar, suas barreiras internas persistiam e o grande muro que a impedia de se abrir infelizmente ainda estava lá, mas o doutor Burck à estava ajudando á lidar melhor com seus sentimentos.
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Castle havia se mostrado indiferente, a cada chamada avisando sobre um novo caso. Os amigos e parceiros já haviam perguntado diversas vezes e até mesmo a capitã Gates demostrara sentir sua ausência. Mas, Beckett não sabia o que responder, tudo que ele havia dito era que precisava escrever, tirar o atraso da entrega do livro e bla bla bla. Kate no fundo sabia que era algo à mais, atraso em entregar o livro, escrever, até mesmo doente Castle sempre comparecia no distrito ao ouvir que tinham um novo caso.
E como NY nunca dorme e bandidos aparentemente também não, não demorou para serem avisados de um novo homicídio. Beckett pegou o celular como de costume, mas , dessa vez cancelou antes que a chamada fosse completada. " Se ele precisa escrever, que escreva".- Foi o que ela pensou ao guardar o celular no bolso, pegar seu casaco e chaves, e dar início à mais um dia.
Dirigiu alguns quarteirões e ao avistar o local informado, desceu do carro para observar mais uma cena de crime, por mais que tentasse não pensar em Castle, era inevitável ver um cadáver, Lanie agachada verificando o corpo e todos os polícias e não se lembrar da animação do escritor sempre que chegava à uma cena de crime.
" Lanie, bom dia!" — Beckett congelou quando Lanie se afastou e ela pode ver o corpo mais de perto.
" Incrível a semelhança não é? " — A médica legista disse ao ver a detetive sem ação, parada observando o homem que estava no chão.
" É ee , semelhança? " — Ela tentou parecer indiferente.
" Cruzes, parece o Castle! Eu hein, se não fosse o cabelo mais escuro." Ryan disse atrás da Beckett.
" Estava agora mesmo falando da Semelhança para Kate, se não conhece bem o menino escritor, talvez estivesse chorando de luto agora".
" Gente, respeito não é?! Pode não ser o Castle, mas é da família de alguém. " — Kate não pretendia ser agressiva, mas toda aquela semelhança tinha mexido com ela.
" Tem razão, vamos ao que interessa. Homem, 40 e poucos anos, branco Causa da morte, disparo por arma de fogo. Ele tem dois tiros na parte superior do abdômen. "
" Cadê o sangue?" — Esposito perguntou.
" Exatamente, não tem! " — Lanie completou
" Isso significa que ele não foi morte aqui, apenas desovado. Só não entendo porque aqui. Uma rua sem saída com várias câmaras de segurança em frente. Ryan? "
" As imagens?! " — Recebendo o aceno da detetive. — " Pode deixar!" — Ele se retirou do local.
" Esposito. Temos alguma testemunha?"
" Na verdade temos, tem um senhor que alega ter visto um homens saindo dessa rua apressadamente ".
" Ele consegue fazer a discrição para um retrato ?"
" Vamos ver, deixei ele com um guarda e um enorme copo de café. "
Beckett ficou algum tempo olhando para o nada, após delegar as funções ela apenas ficou em silêncio observando. Lanie que terminava sua primeira análise do corpo não deixou passar o silêncio da amiga.
" Mexeu com você não é? "
" Oi?… Lanie , não, nada a ver." – Beckett meio que gaguejou.
" Ah Kate , você pode enganar os meninos, a Gates e até tentar enganar a você mesmo, mas está na cara que você sente falta dele, não é coisa se outro mundo sabia?! Até eu sinto falta das teorias. "
" Aposto que ele diria " …
" Conspiração da máfia" — As duas disseram juntas.
" É, a cara dele mesmo." — Beckett disse um pouco cabisbaixo . " Assim que tiver uma identificação ou algo que ajude me ligue, vou voltar ao distrito."
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O dia praticamente se arrastou, Kate dividiu seu tempo entre analisar as imagens com o Ryan, interrogar algumas testemunhas com o Esposito e se livrar de pensamentos que a perseguiam. Pouco antes de encerrarem o dia, Lanie havia identificado a vítima : Rogers Millan, um Arquiteto da alta sociedade. Ela odiava essa parte de comunicar a família, mas, era preciso.
Já havia passado e muito do seu horário habitual, porém ainda se encontrava sentada sobre sua mesa encarando o grande quadro branco, onde tinha preenchido com algumas informações que a mulher de Rogers havia dado, nada que levasse ao assassino ou ao motivo do crime.
" Kate? Ainda por aqui garota?" — Lanie a fez saltar com a aproximação.
" Adiantando para amanhã, e você? "
" Esperando meu jantar."
" Oi? Aaah não me diga, você e Espo?"
" Sabe Kate, eu percebi que toda minha teimosia estava me afastando do que eu realmente queria."
Beckett ficou um tempo em silêncio. "Indiretas senhorita Parish?"
" Não, nada de 'indi' apenas ' retas' mesmo. Kate, pense bem, ele pode não voltar."
" Se ele não voltar é porque ele não quer Lanie. Não me lembro de ter feito nada para que ele fosse. "
" Sério mesmo? 4 anos Kate. Eu sinceramente já tinha ido embora muito antes, até mudar ele mudou. Passou de playboy à ser o Richard Castle,o autor reservado, te seguiu dia após dia, e quando você foi atingida, trabalhou aqui todo santo dia. "
" Lanie!!!"
" Não vou nem mencionar os cafés, os olhares e ter aguentado o chato do Josh. Mas querida, isso é com você. Eu tenho um jantar e estou morrendo de fome."
A amiga saiu assim que Esposito apareceu, ambos com amplos sorrisos no rosto. Kate foi deixada com os pensamentos mais bagunçados ainda, Lanie tinha esse poder. Na verdade, era uma das poucas pessoas que Beckett se abria ou que a detetive ouvia sem ter a vontade enorme de atirar .
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A noite não foi diferente, fez um leve lanche, pois estava sem fome. Tomou um belo banho e como nada a agradou na televisão, então foi se deitar, apenas deitar mesmo, porque dormir era impossível. Passou longos minutos pensando no caso, e também em cada palavra dita pela amiga. " Será que ela tinha razão? Castle havia enfim se cansado? "- Ela pensava e sentia um grande aperto no peito. Acabou dormindo depois de muito pensar, as horas já eram avançadas e se martirizou ao olhar no relógio pouco antes de pegar no sono...
Duas semana havia se passado após o caso que mexeu muito com a detetive, duas semanas que não via Richard Castle. Uma semana de apenas sms pouco afetuosos e na outra de nenhuma notícia conclusiva.
Beckett e sua equipe ainda não havia encontrado provas concretas e nem encerrando aquele caso, mas outros já haviam passado por eles, Kate mal sabia o que eram horas vagas, mas , realmente não as queriam. Seus pensamentos vagavam sempre para a mesma Pessoa, sempre para a mesma pergunta , " Teria ele desistido, se cansado?" Cada dia que se passava, Beckett ficava mais certa disso.
Em uma consulta, dr. Burck disse que era melhor ela enfrentar seus medos, havia perguntado o que ela queria de fato. Quais eram suas prioridades agora?. E diferente das últimas sessões, sua resposta foi : " Não dá mais tempo, esperei muito e ele se cansou".
O psicólogo disse que ela estava se curando e a incentivou a procurar por Castle, conversar e abrir de uma vez o jogo.
Ela bem que tentou. Em uma tarde passando pelas ruas de NY viu que ele daria autógrafos durante aquela semana em uma livraria. Assim que pode, saiu do Distrito e foi para a livraria, apenas para encontra-lo sorridente abraçando calorosamente sua ex mulher ' Gina'. Agradeceu por sua presença não ter sido notada e saiu. Doeu perceber que o havia perdido, Castle não estava mais ali para ela, logo agora que ela tinha entendido seus sentimentos. Logo agora que o muro havia cedido. Cedeu apenas para que a dor de perde-lo pudesse a destruir por dentro, da forma que ela evitou por anos.
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Depois de quase um mês, a dor ainda estava lá, a cadeira ainda estava lá, mas Castle havia ido mesmo, não tinha dado nem explicações plausíveis, somente desculpas. Os tablóides anunciavam uma reconciliação entre ele e sua ex mulher e ele parecia feliz, ela então fez o que sabia fazer de melhor, se enterrou no trabalho. Passou a recusar folgas, convites para sair, voltou a ser a Kate Beckett de antes.
Perder ele foi mais dolorido do que ela imaginava, sua falta era algo terrível, suas teorias loucas faziam falta em casos mais difíceis. Mas, a vida segue. Ele seguiu, e ela, bom ela trabalharia o máximo que pudesse. Ainda perdia noites lendo seus livros e no último lançado, ficou surpresa que sua cópia havia chego, a dedicatória era perfeita, citava ela e seus amigos do Distrito, mas não pode deixar de chorar sozinha ao ler a última página e dar de cara com duas palavras ' The End' , esse tinha um novo significado agora, não era só o fim do livro, era o fim da parceria, o fim de algo que nem pode começar entre eles e talvez o fim da amizade também, já que eles mal se falaram nesse último mês.
Após a insistência de seu pai, kate decidiu tirar as folgas acumuladas e passar uns dias com ele na cabana, o lançamento do livro estava estampado em todas as esquinas, e de fato não ajudava a esquecer ele ao abrir o jornal toda manhã e ter uma nota sobre o escritor lá.
Na cabana com seu pai não havia redes sociais, nada de televisão, e o sinal do celular não era bom. Então, mesmo que se perdesse as vezes em seus pensamentos, ainda assim, não o veria abraçado com outra.
Ela fez um ótimo trabalho escondendo seu sofrimento, não era só ela que sofria. Os rapazes sentiam falta do escritor, ate mesmo Gates sentia falta dele, o Distrito estava mais quieto e o trabalho pesado ficou sem o 'ar leve' que só o escritor conseguia trazer.
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Uma noite Beckett já estava pronta para ir se deitar quando seu celular tocou, ela pensou em não atender a ligação, mas ao ver que era do Distrito se preocupou.
" Beckett".- Atendeu de forma formal e seca.
" Ka...aa…te ". — A ligação estava falhando e ela mal conseguia ouvir Ryan do outro lado
" Ryan? Eu não consigo te ouvir ." — Ela abriu a porta e saiu em busca de um lugar com sinal melhor.
" Be...ck..ett…é... Cas..tle.." . Um chiado tomava conta da ligação , tornando impossível compreender as frases inteiras.
" Ryan? O que tem?" — Ela usou um truque que seu pai havia ensinado, subiu em cima de uma pequena muretinha que tinha ao lado da Casa.
" Castle, Beckett! Ele morreu ."
" O que ? Ryan? Como assim?" — Tudo que ouviu foi a linha pulsar mostrando que havia caído. Kate teve que se segurar para que ela não caísse. Não podia ser verdade. Como ele teria morrido? Só podia ser um pesadelo .
Mas que de pressa pegou as chaves do carro do seu pai e como louca, sem dar muitas explicações a ele dirigiu de volta à cidade.
Durante os minutos na estrada a mente da detetive pregava peças nela, passou a rever sorrisos, ouvir sua voz, até sentir sua presença ao seu lado. Não podia ser verdade, não podia ser ele. Sem que ela quisesse lágrimas escorriam por seu rosto descontroladamente, Lamentou por não estar com seu carro e ligar a sirene, do jeito que estava correndo sabia que depois teria que pagar as multas de trânsito. Mas nada disso importava.
Parada em um cruzamento, Beckett aproveitou para ligar para Ryan novamente, desejou que tudo fosse um mal entendido, mas tudo que obteve foi a voz de seu amigo e parceiro chorosa informando que estavam indo para o local e dizendo que passaria o endereço.
Ao chegar avistou o carro de seus parceiros, vários giroflex ligados e um carro que não queria ver ali, a Ferrari vermelha de Castle. Ajeitou o cabelo, limpou o melhor que pode o rosto e descendo do carro se preparava psicologicamente para agir como detetive e não deixar que seus sentimentos a dominassem.
" Kate, é melhor que não veja". — Gates se afastou do carro vermelho, vindo em sua direção.
Ela pode ver Lanie sendo amparada por Esposito e Ryan parado olhando para dentro do carro limpando o rosto.
" Eu preciso ". — A detetive disse chegando mais perto do carro.
" Não, não precisa." — Lanie saiu dos braços do amigo e namorado e foi em disparado para Kate . " Kate, sério, não é assim que vai querer se lembrar."
" Lanie, por favor. Preciso ver com meus olhos . E, não será a primeira vez que vou ver alguém que eu.. Que eu gosto muito, assim".
Lanie sabia o verdadeiro fim da frase, sabia que nao era um simples ' eu gosto muito', mas também sabia que a amiga não desistiria. Seria inútil tentar persuadir ela.
Kate esperou até que se sentisse mais confiável e se aproximou do carro. Deus, como desejou não ver aquela cena.
Ele estava sentado preso pelo cinto de segurança, sua camisa azul estava com uma enorme mancha vermelha e seus cabelos.. Seus cabelos, alguns fios caiam sobre a testa pingando ainda sangue que aumentava a grande mancha na camisa dele. Sua cabeça estava inclinada para baixo e da onde estava Beckett podia ver duas linhas vermelhas que desciam ao lado de sua temporã. Kate mal podia respirar, não podia acreditar no que estava vendo. Ela esqueceu das pessoas a sua volta, esqueceu da sua chefe, simplesmente desabou. Apressadamente ela saiu em direção ao canto escuro do beco onde estavam. Lanie que sabia dos sentimentos da amiga foi logo atrás dela .
" Lanie, não pode ser .." Ela disse em meio aos soluços.
" Eu sei querida, sinto tanto!"
" Não Lanie! Ele não pode ter morrido. Você o viu, ele sofreu ".
" Kate você precisa se acalmar, amiga olha para mim. Kate?"
" Eu não disse Lanie, não disse á ele…"
" Disse o que? "
" Que eu o amo . Meu Deus eu amo tanto."- Ela encostou as costas na parede e deslizou até que se sentou no chão, com suas mãos cobrindo seu rosto.
" Kate vamos sair daqui." — A médica disse preocupada, nunca em tantos anos de amizade havia visto a detetive assim, chorava sem ligar para quem estivesse olhando, sentada no chão em um beco. " Vem Kate, vamos para casa." -Ela estendeu a mão para ajudar a amiga a se levantar.
" Martha ? Meu Deus Lanie, Alexis ". — Ela fez uma pausa . " Elas já sabem?"
" Não sei querida, já estávamos em casa quando nos ligaram avisando sobre.. Sobre o Castle".
" Lanie eu preciso falar com elas." — Ela disse se levantando.
" Não Kate, deixa outra pessoa fazer Isso, você não tem condições. "
" Eu preciso ". — Ela saiu andando em direção ao carro, evitou olhar novamente dentro da Ferrari, ignorou o que os amigos falavam e dirigiu até parar com o veículo em frente ao prédio onde Castle morava.
Em sua carreira já havia informado a tantas famílias sobre morte de seus entes queridos, mas como informar sobre um que também era seu? Como aceitar ? Como conseguir ver Alexis e Martha desabar?
Após alguns minutos parada em frente a porta , ela tirou a última força que tinha, segurou a respiração e bateu na porta.
" Beckett".
" Caaa..aastle?" — Sem conseguir controlar seus impulsos ela o abraçou e o beijou. Claro que ele correspondeu seu beijo, mas em seguida a afastou.
" Beckett, o que houve?"
Ela passava a mão sobre seus rosto onde havia visto linhas de sangue, alisava seus cabelos , onde antes a visão era dos pingos vermelhos. " Você... Você está vivo!" — Ela o abraçou , mais apertado dessa vez.
" Claro que estou . Kate? " — Ele a afastou e passou a mão sobre as lágrimas que escorriam pelo rosto dela.
" Castle eu te amo ! Meu Deus, eu te amo tanto " — Suas palavras saiam descontroladamente. Não pensou em consequências, não pensou no depois. Apenas no sentimento de minutos atrás quando estava olhando ele morto dentro do carro.
" Kate? O que aconteceu?"
" Você estava morto Castle, eu vi você morto dentro do carro."
Castle percebendo que ela tremia e não compreendendo nada, ainda estavam do lado de fora, então a puxou para dentro do loft .
" Morto?" — Ele disse fechando a porta. Ao vê- lá chorar seu coração se partiu, mesmo com todo esse tempo longe, ela esteve perto. Sempre em seus pensamentos e em seu coração. " Kate eu estou bem". — Ele a puxou para mais um abraço. …
Após alguns minutos abraçados a detetive caiu em si. Se não era Castle, quem era? E Gina? Ela acabou de beijar ele. A preocupação e vergonha a fez sair dos braços do escritor de maneira brusca.
" Kate?" — Ele disse segurando ela pelo braço, para evitar que fugisse.
" Castle me desculpe, nossa não sei o que deu em mim. Eu… Eu preciso ir ao Distrito. "- Ela disse sem olhar para ele.
" Beckett!" — Sua voz saiu num tom alto, para conseguir a atenção dela, e assim que conseguiu continuou ." Você disse que me viu Morto? Meu carro?" — Ele estava confuso.
" Longa história. Graças a Deus não era você. "
" Que carro? Aaah, por falar nisso, minha Ferrari foi roubada, acabei de prestar queixa. "
Ele se aproximou dela, secou o rastro de uma lágrima que caia sobre o rosto dela, empurrou seus fios de cabelo para atrás da orelha e com o polegar alisou sua bochecha. " Você disse que me ama ?"
" Eu sinto muito!"
" Por me amar?" — Ele descansou a mão no pescoço da detetive enquanto mantinha a outra nas costas dela.
" Gina?" – Ela perguntou envergonhada olhando para o chão.
Rick usou a mão que estava no pescoço dela para levantar sua cabeça onde os olhares puderam se encontrar. " Nunca houve outra Kate, não depois que me apaixonei por você ."
" Mas os comentários, os jornai?!”.
" Nunca analisam direito os fatos e eu estava tão ferido que simplesmente não corrigi."
" Você foi embora." — Ela tirou a frase que estava guardada a um mês de seu peito.
" Achei que você não me amava ".
" Mas eu …" — Ela não terminou, seus lábios foram unidos. Há quatro anos esperaram por Isso, há tanto tempo sentindo o desejo. Porém o beijo era calmo, uma troca intensa de sentimentos. Ele não havia morrido, mas alguém estava lá, ainda tinham um caso difícil pela frente, ainda tinham muito que conversar, que esclarecer. Mas não agora.
Agora ele estava aqui e vivo, seu escritor, seu parceiro, seu amigo e sim , seu grande amor.
Ao se separem, o beijo deu lugar a uma troca de olhares, Kate passou a mão pela milésima vez no rosto do escritor. " Eu te amo tanto Castle! Você ainda me ama? Me perdoe Rick, me perdoe por esconder de você que me lembrava. Eu só me lembrei depois e …" — Ele colocou o dedo sobre a boca dela a impedindo de continuar .
" Sempre Kate! Sempre!" – Havia sim, muito que conversar, muito a esclarecer, mas já tinham esperado muito para esse momento e seja o que fosse poderia esperar e ser depois resolvido por eles. Só que juntos dessa vez.
" Podia ter sido você Rick !"
" Mas não foi. Eu estou aqui e você está aqui, eu nem acredito que me ama, eu te amo tanto.
" Se fosse você "..
" Mas não era , ainda não sei o por que de tudo isso. Mas ,Kate, não vou a lugar algum. "
" Sempre ?!" — Ela disse sorrindo, adorava ouvir ele dizer. Era um jeito dela compreender que tudo ficaria bem, a palavra significava muito mais que ‘ sempre’. Era algo deles, gerava internamente uma estabilidade, conforto. Trazia aquela paz que ela tanto procurava à dias. Precisava ouvir novamente, a dor de vê-lo morto, ou supostamente havia mexido muito com ela.
" Sempre!" – Ele reafirmou. Sabia o significado, e para ser honesto sempre que dizia isso à ela era seu coração sendo o mais sincero possível. Pois não desejava outro lugar que não fosse ao lado dela
E então seus lábios foram unidos mais uma vez. Kate sabia que deveria ligar para o Distrito, mas isso podia esperar um pouco. Eles já haviam esperado tanto e alguns minutos e muitos beijos não iriam fazer a diferença naquele momento.
Notas finais
Tenho a intenção de fazer outra one continuando com cena Caskett e a resolução do caso. Me digam o que acham. Continuo??? Hahaha
Bjoks ❤
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