Could You Ever See?
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Já estou no aeroporto, o check in já foi feito, agora estou esperando dar o horário de entrar no avião e começar a minha longa viagem; Vou pegar dois aviões; Um que sai do Rio de Janeiro e vai direto pra Califórnia, e outra que sai da Califórnia e vai pro Texas. Somando tudo, são oito horas de viajem. Hoje de noite chego lá;
Estou no Facebook e no Twitter do iPhone, torcendo pra Giulia entrar, o que eu acho bem difícil pois mais dorminhoca que ela não há; Assim que eu penso isso vejo Giulia Demétrio online no chat do Facebook. "ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooi, onde você tá?" Ela me manda na mesma hora. "To aqui no aeroporto, socorro, eu to morrendo!" eu respondi. "Calma amigaaaaaaaaa, hoje ainda você chega no Texas e vai curtir as férias enteiras lá! E você ainda me deixa aqui, né vadia?!". Não consegui segurar, soltei uma risada escandalosa em pleno aeroporto. "Sorry baby se fosse por mim você teria vindo junto! Tão chamando lá os passageiros do meu vôo, reza pro avião não cair, um bj".
Dei um abraço e um beijo no meu pai e minha mãe fez o mesmo, então fomos pra sala de embarque;
Embarcamos no avião e o primeiro vôo pra Califórnia foi entediante. Peguei o livro de dentro da bolsa (que comprei quando fui no shopping com a Giu, com o meu cartão da Saraiva) e comecei a ler. O livro se chama "O Céu está em todo Lugar". Quando o vi pela primeira vez, pensei que era algo religioso, mas li as primeiras páginas e me interessei. O livro era muito bom, muito bom mesmo.
Fiquei lendo praticamente a viagem toda; Dormi poucos minutos. Conversava com a minha mãe quando ela estava acordada (sinonimo de pouco).
Descemos na Califórnia, lá nós ficamos uma hora e meia, mais ou menos. Fizemos um lache de leve.
Logo, nós embarcamos no vôo de Califórnia para Texas, onde minha cadeira não era perto da cadeira da minha mãe. Fiquei esperando pra ver quem sentaria do meu lado, torcendo pra não ser um velho barrigudo (nada contra velhos barrigudos) que ocupasse mais espaço do que o limite de uma cadeira;
Pouco depois, chegou um garoto de uns 12 anos e se sentou perto de mim. Ele não me era estranho, eu tinha certeza que já o tinha visto em algum lugar.
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