Cotton Wedding
1 Wedding Anniversary feat. Lilly
Notas iniciais
Hoje é nosso aniversário de casamento. 2 anos. Bodas de algodão, segundo Patterson.
Logo pela manhã fui surpreendida por Kurt, que preparou uma linda bandeja de café da manhã para comermos juntos na cama. Para completar a felicidade, Kurt trouxe consigo uma pequena garotinha de 11 meses, cabelos pretos bagunçados e olhos incrivelmente azuis — nossa filha Lilly — que estava adorando descobrir o sabor das frutas que Kurt havia trazido para mim.
− Aqui, laranja, filha. — oferece Kurt.
Ela pega com sua mãozinha gordinha, analisa um pouco e coloca na boca. Menos de 2 segundos depois, está fazendo uma careta de quem comeu e não gostou. Ambos rimos enquanto ela tira da boca o que restou da fruta e devolve para Kurt.
− E maçã? — diz Kurt estendendo um pedacinho para ela. Lilly olha durante um tempo, decidindo se aceita ou não e abre a boquinha. Kurt da a maçã para ela, mas assim que mastiga, ela tira da boca e novamente devolve para ele com uma careta de quem odiou.
− Não gostou, filha? O papai gosta de maçã. — diz Kurt pegando um outro pedaço e colocando na boca.
− Naum. — diz ela balançando a cabecinha e fazendo careta. Não aguento e começo a rir.
− E que tal banana? — digo mostrando a fruta a ela, que estende a mãozinha parecendo interessada. — Você gosta de bananas? — digo dando a banana para ela e descascando para ela morder. Novamente ela analisa primeiro e só depois morde um pedacinho. Mastiga, mastiga e abre a boquinha querendo mais. − Então você gosta de bananas! — digo sorrindo para Kurt e sussurrando “1x0” . Ele faz uma careta para mim mas em seguida sorri admirando nossa bebê.
Lilly segue experimentando as frutas e dando a sua opinião: as que ela gostava, comia vários pedaços. As que não, fazia careta e devolvia a quem havia dado a ela. 11 meses e tão geniosa.. Por enquanto, mamão era sua fruta favorita, seguida por banana e pêra. Ela fez careta e riu do sabor levemente azedo do morango, mas comeu. Maçã, ela odiou. Kurt e eu riamos maravilhados, como ficávamos sempre a cada nova descoberta dela.
Após terminarmos o café, deixamos nossa filha na escolinha e fomos para o escritório para mais um dia de trabalho. A manhã foi tranquila, apenas trabalhamos em investigações no próprio escritório, de modo que Kurt e eu pudemos almoçar juntos.
À noite, quando pensei que as surpresas haviam acabado, fui novamente surpreendida por Kurt, que fez reservas em nosso restaurante favorito e combinou com o team para eles cuidarem da nossa filha por algumas horas para que pudéssemos jantar a sós.
Pontualmente às 8 p.m, estávamos saindo para nosso jantar, deixando Patterson, Tasha e Reade totalmente entretidos com Lilly, que desde antes de nascer, é o xodó da equipe.
* * * *
Kurt realmente preparou tudo. A mesa que ele reservou fica na área mais reservada do restaurante. Um pequeno caminho de velas foi feito até a mesa e algumas pétalas de rosas estão espalhadas pelo chão e pela mesa.
− Gostou? — diz Kurt me abraçando pela cintura e sussurrando em meu ouvido.
− Eu amei, Kurt. Você como sempre preparou tudo perfeitamente. Obrigada. — digo me virando em seus braços.
− Feliz 2 anos de casamento, meu amor. — diz ele tirando uma caixinha de veludo do bolso do terno e estendendo em minha direção. Sorrio pegando a caixinha e a abro.
Um relicário dourado em forma de coração, cravejado com alguns cristais em meio a uma bela trama que parecia que fios de ouro que haviam sido entrelaçados, descansa em um almofada na caixinha. Ao abrir o delicado fecho, encontro uma foto de Kurt segurando Lilly no colo. Ela está em pé no colo dele, olhando para a câmera com seu enorme sorriso, parcialmente banguela. O sorriso dela é idêntico ao do Kurt. É impossível olhar a foto e não sorrir também. Ao lado da foto, há uma gravação: "Você é meu ponto de partida." A frase que Kurt me disse pouco depois de nos conhecermos e que eu repeti a ele reafirmando que ele era o meu começo e o meu tudo, agora era aplicada a mais uma pessoinha.
− Ah meu deus, é lindo Kurt! — digo limpando as lágrimas de felicidade que não consegui conter.
Kurt sorri pegando o colar da minha mão e o coloca em mim.
− Agora você vai poder carregar um pouquinho de mim e da Lilly sempre com você, pra quando sentir saudade. — diz Kurt beijando meu pescoço no local onde está o fecho do colar.
− Eu te amo. — digo o olhando nos olhos.
− Eu também te amo. Muito. — diz ele colando os lábios nos meus.
* * * *
Chegamos em casa pouco depois da meia noite e a casa estava silenciosa. Apenas o som baixo da televisão podia ser ouvido do hall do nosso apartamento.
− Deus, eu amo a nossa filha e já estou morrendo de saudades dela, mas é tão bom ter você só pra mim.. — diz Kurt me empurrando contra a parede do corredor e me beijando.
− Kurt! para, a gente tem que entrar. — digo rindo e retribuindo o beijo, mas ao mesmo tempo, tentando me esquivar.
− Só mais um beijo. Prometo. — diz ele me segurando pela cintura e me beijando novamente.
− Kurt, é sério, a gente tem que entrar. Já é tarde.. — digo após mais alguns beijos. − Nossos amigos têm que ir pra casa. Eles devem estar doidos para irem embora.. — sorrio conseguindo me soltar do abraço de Kurt, e ir para a porta da nossa casa.
Ele tenta me beijar novamente, mas dou um tapa de leve em seu ombro, sinalizando para que ele fique quieto e assim que abro a porta, a imagem que vejo faz meu coração derreter.
Patterson, Tasha e Reade estão na sala, deitados no tapete e Lilly, cercada de travesseiros e almofadas, esta no meio deles. Estão todos dormindo.
− Awwn Kurt, olha isso! — sussurro puxando Kurt que está atras de mim, fechando a porta.
− Eu preciso registrar isso.. — diz Kurt sorrindo ao pegar seu celular e tirar uma foto para registrar a cena. − Quem diria que um dia eu veria meus agentes dormindo no tapete da minha sala, para cuidar da minha filha..
− Lilly tem todos eles nas mãos. Olha o jeito como ela esta dormindo.. — digo apontando para a mãozinha da nossa filha, que dormiu segurando algumas mechas do cabelo da Tasha.
− Lilly tem todos nós nas mãos, amor. Começando por nós dois. — Mal consigo conter o riso. Kurt me abraça por trás, sussurrando em meu pescoço. − Ela consegue ganhar qualquer pessoa apenas com um olhar e um sorriso.
− É verdade. — sorrio. − Isso se deve ao fato de que ela têm os seus olhos. — digo olhando para Kurt por cima do meu ombro.
− Talvez. — responde ele. − Mas ainda acho que o encanto dela é por ser uma mini Jane. — Kurt sorri fazendo sua barba roçar em meu pescoço, me causando cócegas, e deixando um beijo ali.
− Talvez. — digo retribuindo o sorriso dele.
Observamos a cena em silêncio por mais algum tempo, sorrindo e sentindo uma felicidade inexplicável, até que puxo Kurt para a cozinha.
Sirvo um copo d'água para mim e começo a tomar, mas Kurt o tira da minha mão, toma um gole e o coloca na bancada. Um sorriso vai surgindo em meus lábios a medida que ele vai se aproximando de mim e vou me afastando até que encosto na bancada e não tenho mais para onde fugir.
− Kurt.. nós temos que colocar Lilly pra dormir e.. — ele afasta meu cabelo do pescoço, deixando o livre, e começa a distribuir beijos. − .. nós temos que.. liberar o team para eles irem para casa.. — Kurt não para seu ataque e agora enquanto fala, intercala beijos com mordidas leves em meu ombro.
− Lilly esta dormindo profundamente.. Nosso team também.. Acho que podemos deixá-los aqui por mais algum tempo e.. — diz ele.
− Eu não sei.. Não deveríamos acordá-los? — digo num tom indeciso.
− Não.. Vem. — diz ele sorrindo enquanto puxa minha mão em direção as escadas. Acabo me rendendo porque Kurt consegue ser bem persuasivo quando quer, então subimos silenciosamente para o nosso quarto.
− Você está ciente de que a nossa equipe está toda la embaixo, junto com a nossa filha, não é? — digo interrompendo o beijo e fechando a porta.
− Sim.. — responde ele. − E é por isso que teremos que fazer menos barulho hoje. — Kurt sorri já tirando sua camisa e me puxando de encontro ao seu corpo, nos levando para a cama.
− Você é completamente maluco. — digo ao tirar minhas roupas e montar nele, enlaçando minhas pernas ao redor de sua cintura.
− Completamente maluco por você. — diz ele tirando o resto das roupas e se colocando dentro de mim. Kurt mantem sua boca na minha a maior parte do tempo, mas vez ou outra, um gemido nos escapa. Começamos o nos movimentar e logo encontramos nosso ritmo. A medida que o prazer vai nos consumindo, Kurt vai intensificando seus movimentos, e eu o beijo, dou pequenas mordidas e chupo seu pescoço, o que faz com que ele me puxe mais para si, se enterrando fundo em mim. É preciso muito esforço para não gemer alto, tamanho o prazer que estou sentindo. Em pouco tempo, atingimos o orgasmo juntos.
Ficamos abraçados por um tempo, apenas concentrados um no outro, normalizando nossas respirações.
− Eu acho que a gente merece um banho agora.. o que acha? — diz Kurt ainda um pouco ofegante, mas com um sorriso que indica claramente segundas intenções e um segundo round.
− Acho uma ótima ideia. — digo sorrindo e rebolando de encontro a seu corpo, fazendo com que ele fique excitado novamente. Kurt se levanta comigo montada em seu colo e não demora muito para que estejamos na banheira, envoltos em espuma e Kurt esteja novamente dentro de mim, me levando a loucura.
Após um banho e mais sexo, voltamos para a cama completamente exaustos.
− Feliz 2 anos, meu amor. — diz Kurt me envolvendo em seus braços.
− Feliz 2 anos de muitos, meu amor. — respondo, me aconchegando em seu peito e fechando os olhos.
* * * *
Apesar de ser sábado, acordamos cedo pelo costume da rotina da Lilly e do horário no escritório. Kurt e eu nos trocamos e descemos. Ao chegar na cozinha, a cena que vejo novamente me deixa encantada.
Tasha esta finalizando a mamadeira de Lilly, que está no colo de Patterson, roubando dela alguns pedacinhos das frutas que recém descobriu gostar. Reade está terminando de fazer um café e os 3 estão conversando animadamente.
Lilly está com o cabelinho úmido, penteado e com uma faixinha branca que combina com seu vestidinho branco estampado com pequenas florzinhas rosas e azuis. Um sapatinho rosa com lacinho na ponta está em seus pézinhos, que não param quietos. Lilly sempre pareceu uma bonequinha, por conta de seu cabelo preto em contraste com a pele clara e os olhos excessivamente azuis; mas hoje, ela está parecendo mais boneca do que nunca.
− Kiwi, Lilly. Come. — oferece Patterson.
Lilly olha para o pedacinho de fruta na mão de Patterson mas não pega.
− Nananão.
− Kiwi? Sério, Patt? — Tasha diz enquanto agita a mamadeira de Lilly.
− Crianças não gostam de Kiwi, Patt. — diz Reade servindo café. − Tenta banana.
− Calem a boca. — ri Patterson. − Aqui, experimenta, amorzinho. Se você não gostar, não precisa comer. Lilly encara o pedacinho de fruta verde e recusa.
− Nanana..— diz ela balançando a cabeça, enfiando a mãozinha dentro do pote de fruta e pegando um pedaço de banana.
− Viu? Banana. Não Kiwi. — Tasha olha para Reade e os dois riem.
Pego meu celular e tiro uma foto da cena, porém o som da câmera me denuncia. Lilly é a primeira a notar nossa presença e se agita no colo de Patterson.
− Diaaa!— diz ela em sua vozinha de bebê, tentando imitar o “Bom Dia” animado que Kurt e eu falamos para ela todos os dias quando ela acorda.
− Hei, bom dia casal! — diz Tasha sorrindo e experimentando a temperatura da mamadeira de Lilly. − Dormiram bem? Ops, quer dizer, vocês chegaram a dormir em algum momento desta noite?
Lanço um olhar sugestivo e pisco para Tasha, fazendo Kurt ficar vermelho e todo o nosso team rir.
− Ei Tash, tem crianças na cozinha.. — diz Kurt entrando na cozinha e trombando com ela de propósito.
− Então alguém deveria avisá-la que logo ela pode ganhar um irmãozinho ou uma irmãzinha.. — responde Tasha na mesma hora, entregando a mamadeira para Lilly, enquanto sorri arqueando as sombracelhas para mim. Lilly pega a mamadeira e toma, intercalando com os pedacinhos de fruta que vai roubando do prato de Patterson. De repente ela encontra uma maçã.
— Papa-papa! Tó. — diz ela chamando Kurt e estendendo a fruta para ele. Kurt se aproxima dela e pega a fruta das mãozinhas dela.
— Hmmmmm que delicia. Tem certeza que você não quer experimentar, filha? — diz Kurt novamente tentando fazê-la comer.
− Naum. — diz ela com toda a firmeza do mundo, com apenas 11 meses, voltando a pescar com os dedinhos as frutas que Patterson pretendia comer com cereais no café da manhã. Kurt sempre diz que ela é geniosa como eu, mas eu sempre replico dizendo que essa parte dela, veio dele.
− Ei Lilly, é o ultimo mamão. Me dá. Aqui a sua mamadeira..
Todos paramos para observar Patterson negociar com a afilhada. Lilly olha para a mamadeira e para o mamão em sua mãozinha e parece analisar suas opções.
− Naum. — diz a garotinha colocando o pedacinho de mamão na boca e rindo, antes que Patterson tenha tempo de fazer qualquer coisa. Todos caímos na risada.
− Lilly! — diz Patterson rindo e a beliscando de leve, que ri se contorcendo toda. − Jane, sua filha roubou o meu ultimo pedaço de mamão!
− Você roubou o mamão da Dinda Patty, meu amorzinho? — digo enquanto Lilly ri dos beliscões de Patterson e toma sua mamadeira.
− Ela descobriu o mamão hoje pela manhã. É a nova fruta favorita dela. E maçã, ela odeia. — digo olhando e sorrindo para Kurt enquanto Lilly estende seus bracinhos pra mim querendo meu colo. Sorrio enquanto a pego no colo e sussurro em seu ouvido: − Você já experimentou roubar alguma coisa da Dinda Tash? Aposto que ela ficaria maluca!
Tasha me olha de lado com um meio sorriso e mostra a língua para Lilly, que ri enquanto segura sua mamadeira e mostra a linguinha para ela também.
Quando Lilly nasceu, Kurt e eu decidimos dar o posto de madrinha a Tasha e Patterson, porque simplesmente não poderíamos escolher apenas uma das duas, então, as duas dividem esse posto.
− É sempre assim, Patt. Ela puxou a Jane, que sempre rouba meu ultimo pedaço de panqueca, o ultimo pedaço de sanduíche.. Não é, meu amorzinho? — diz Kurt sorrindo e fazendo cócegas em Lilly, que se contorce e ri no meu colo.
− Que mentira! Você sempre me da o ultimo pedaço! — digo empurrando Kurt para o lado com o quadril.
− Claro que não! Você sempre rouba.. — diz ele rindo e me empurrando de volta. − Diz pra mamãe que você puxou a ela, Lilly. — Kurt a pega do meu colo e brinca com ela, a erguendo acima da cabeça. Ela fecha os olhinhos e ri alto, claramente adorando. A risada dela é idêntica a do pai.
Nos sentamos todos a mesa e em meio a conversas, risadas, implicâncias e brincadeiras, tomamos nosso café da manhã, como uma típica família feliz, que é exatamente o que somos.
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