Cotidiano de um casal feliz.
95 Capítulo 95 - Alívio.
Notas iniciais
— Mãe vamos logo! – Entra Roland no quarto de Regina ansioso para ir ver Emma.
— Só estava terminando de pentear o cabelo da Lorena, filho.
— Então vamos?
— Vamos – Responde Regina – Só me deixa ir ao banheiro e já podemos ir.
— Mas mãe lá no hospital banheiro – Fala ele zangado.
— Roland, porque eu iria querer usar um banheiro público se eu posso usar o meu?
— Mas mãe... – Começa Roland e para – Deixa pra lá, eu te espero lá em baixo.
— Ei – Chama Regina em ver ele indo em direção a porta e puxa o garoto e percebe que Roland esta com os olhinhos marejados. Então ela abaixa na altura dele e passa o dedo na ponta do nariz dele – Não se preocupe, ela não vai mais dormir. Ela já esta bem.
— Eu fiquei com medo – Diz ele com a voz embargada
— Eu sei filho, eu também fiquei, mas sabe o que dizem sobre ter medo? – Ele nega – Dizem que quando sentimos medo, significa que você ainda tem algo a perder. Isso quer dizer que enquanto você tiver medo é porque você ainda possui algo – Ele sorri e concorda – Que tal nós antes de irmos lá passarmos em uma loja e comprar um presente para ela?
— Ótima ideia, mãe – Ele logo se anima – Então vamos – Ele chama já puxando Regina pela mão.
— Vamos – Ela diz e se desvencilha das mãos dele – Mas eu ainda preciso ir ao banheiro.
— Okay – Ele bufa – Eu espero lá embaixo.
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— Olá – Fala Regina batendo na porta do quarto em que Emma está – Podemos entrar?
— Linda – Fala Emma toda feliz em ver sua esposa – Não só pode como deve. Regina então vai até Emma e lhe dando um selinho demorado.
— Amor – Já fala chorando e sem se aguentar se joga nos braços de Emma. Com cuidado por ela ainda estar debilitada – Você acordou! – Sussurra ela entre lágrimas nos braços de Emma
— Ah linda não chora – Diz Emma alisando os cabelos com uma das mãos, já que um de seus braços está engessado – Esta tudo bem agora.
— Você está bem? Esta sentindo alguma coisa? Esta precisando de alguma coisa? Sem esconder Swan pode me pedir qualquer coisa – Pergunta Regina se afastando e analisando Emma para ver se achava algo de errado.
— Só um pouco de dor na cabeça, mas doutor Whale disse que é normal – Emma explica e aponta para o médico e só agora Regina nota a presença do doutor que esta rindo da cena.
— Senhora Mills – Fala Doutor Whale – Acredito que esteja mais calma – Fala ele contendo o sorriso e Regina fica vermelha na hora.
— Doutor Whale me desculpa eu não sei o que dizer – ela diz completamente envergonhada.
— Não precisa se preocupar Regina. Esta tudo bem – Ele responde tranquilamente e para ao ver um furacão de crianças adentrar o quarto.
— Pai! Mãe! Mamys! – Dizem Roland, Henry e Lorena tudo ao mesmo tempo.
— Meus filhos – Fala Emma não contendo a felicidade que escorria de seus olhos – Que saudade meu amores.
— Eu já devia saber que vocês não esperariam – Fala Regina fingindo estar brava, mas sorrindo por dentro.
— Mãezinha eu queria ver a Mamis logo – Lorena fala mostrando seus dentinhos pequeninos ainda.
— Esta tudo bem linda – Emma acalma a esposa – E eu não ganho nem um abraço ou beijo?
— Sim – Grita Roland e Lorena na maior empolgação e vão abraçar Emma. E só dá tempo de Regina gritar um com cuidado e logo Emma e os três filhos estavam se abraçados.
— Nós trouxemos presentes – Fala Roland.
— É mesmo? Cadê? – Pede Emma com os olhinhos brilhando.
— Esta no carro da mãe. Nós vamos buscar – Fala Roland empolgado – Podemos? – Pede Roland a Regina.
— Sim – Ela sorri – Eu vou com vocês.
— Pode deixar que eu busco com eles – Fala Whale piscando para elas que sorriem em agradecimento e logo sai o medico e os três todos empolgados.
— Vem aqui – Emma chama Regina assim que todos saem. E Regina mais que depressa vai para perto de sua loira e pega suas mãos – Você disse que eu poderia te pedir qualquer coisa, certo?
— Não só pode como deve – Regina responde usando as mesmas palavras de Emma.
— Tem uma coisa que desde que acordei estou desejando
— Se vai pedir hambúrguer pode esquecer – Fala Regina séria – Alias você vai se alimentar direitinho, para sua recuperação.
— Sim senhora – Emma responde rindo – Mas, por mais que eu ame hambúrguer, a coisa que eu estou com vontade eu amo muito mais que hambúrguer e melhor de tudo, vem acompanhado de uma pessoa.
— Diga logo Swan –Fala Regina já com uma pontinha de ciúmes – O que quer? E quem vem acompanhado dessa coisa?
— O que eu quero – Emma fala puxando Regina para mais perto dela, e segurando o riso em ver Regina com um bico. A morena mesmo com bico vai se aproximando de Emma sem relutar, já que quer ouvir logo e Emma vai abaixando tom de voz e sussurrando cada vez mais baixo – é sentir o gosto... – Emma diz agora com Regina a centímetro de seus rosto – dos lábios da mulher mais incrível desse mundo – Emma fala e já puxa Regina para um beijo. Regina sorri e logo corresponde e só agora ela vê o quanto ela estava com saudade de beijar Emma. Muito mais do que ela pensou estar. Elas se beijaram com paixão e saudade. Mas sem pressa, um beijo calmo e delicado, um beijo de alivio assim pode se dizer. Elas param o beijo após já estarem sem ar e ofegantes, e ficam com as testas coladas e Emma limpas as lágrimas que desciam da face de Regina que chorava e sorria ao mesmo, demostrando todo seu alivio em ver Emma bem.
— Eu amo você – Ela sussurra – Eu amo muito você.
— Eu também linda, eu também – Emma responde e elas se abraçam mais uma vez e fica assim por um tempo. Tempo que foi pouco comparado a saudade e também a ansiedade de seus filhos que voltam como um furacão novamente.
— Meninos cuidado – Regina repreende – Não entram assim, que a mãe de vocês está com o braço engessado, a cabeça enfaixada devido aos pontos da cirurgia e com as costas doendo. Ela não pode fazer movimentos bruscos, Okay? – Regina explica em um tom doce e eles entendem.
— Desculpa mãe – Henry diz se aproximando de Emma – Só estamos felizes em ver você bem.
— Tudo bem garoto – Emma diz bagunçando o cabelo de Henry – E eu também estou feliz em ver vocês! E quero meus presentes, cadê? – Emma pergunta parecendo uma criança esperando o tão sonhado presente de natal.
— Aquiiiii mamis – Responde Lori sorridente e estendendo seu presente primeiro – Fui eu que escolhi – Conta toda pomposa e Emma logo rasga o papel de presente e seu sorriso não podia ser maior.
— Um Woody? Eu sempre quis ter um desse. Ah meu Deus! Obrigada minha princesa – Emma agradece toda feliz – Olha linda ela me deu um Woody – Emma conta como se Regina não tivesse levado eles para comprar, para falar a verdade a morena tinha quase certeza de que ela não estava lembrando desse detalhe.
— De nada Mamis – Lori dá um beijo e dá a vez aos irmãos.
— Bom o meu é para você, mas nos dois iremos usar – Fala Roland. Emma mais uma vez abre o presente comprido de forma desesperada e mais uma vez abre um enorme sorriso.
— Rô, você resolveu jogar? – Ela pergunta feliz – Não acredito!
— Você me chamou e eu sempre disse que era uma chatice, mas ontem eu passei o dia assistindo e gostei e prometi a mim mesmo que quando você acordasse eu iria jogar com você.
— Oh meu amor – Emma fala emocionada e fazendo gesto para Roland lhe abraçar e ele logo faz – Isso foi muito bonito. Muito obrigada! Assim que eu tirar esse gesso nós iremos jogar beisebol.
— Bom o meu é mais um símbolo do que um presente – Fala Henry mais acanhando, como sempre. Ele estende a mão e entrega uma caixinha de veludo de tamanho médio retangular na cor azul escura com um laço também azul. Emma desfez o laço e abriu a caixinha e quando viu o que era abriu um largo sorriso e todos ficam admirados com presente dele. Era uma pulseira de ouro contido todos eles de pingente.
— Agora entendo porque ele fez suspense e não deixou a gente ver o que era – Fala Roland.
— É eu? – Pergunta Lorena – É eu, Onand e Heney – Ela afirma feliz agora.
— Filho isso é lindo – Emma diz – Olha linda – Emma mostra a Regina e vê a morena com lágrimas descendo por seu rosto.
— É muito lindo Henry.
— É representação da nossa família. Eu, Roland, Lori. A coroa é a mamãe, já que minha mãe vive a chamando de rainha e as algemas, bom acho que é obvio – Ele diz e todos riem.
— Olá – Diz Ingrid e Archie da porta – Será que tem espaço para mais dois?
— Claro, Senhora Hopper, entrem! – Regina diz gentilmente.
— Ah, Regina me chama apenas de Ingrid – A mãe de Emma diz e Regina concorda.
— Meninos, eu preciso que vocês conhecem duas pessoas – Fala Emma com um largo sorriso.
— Mãe eu já os conheço – Diz Henry – Ele é meu terapeuta, esqueceu? – Pergunta Henry olhando Emma desconfiado.
— Pai, você ficou com sequelas na cabeça? – Pergunta Roland desesperado – Mãe é melhor chamar o doutor Whale.
— Garoto se acalma – Fala Emma rindo juntamente com Regina e seus pais – Eu estou ótima.
— Então? – Questiona Henry.
— Eu sei que você conhece Archie como seu terapeuta, mas hoje eu quero os apresentar de forma diferente.
— Okay, eu também acho melhor chamar Whale – Diz Henry sussurrando para Regina em ver que sua mãe não falava coisa com coisa.
— Filho, escuta sua mãe e vocês vão entender.
— Roland, Henry e princesa eu quero que vocês conheçam os avós de vocês – Emma fala por fim.
— Avós? – Pergunta Henry abismado.
— Mãe, pai... Esses são meus orgulhos, seus netos. Roland, Henry e essa princesinha aqui é minha Lorena.
— Eu tenho outra vovó? – Pergunta Lorena feliz
— Sim querida – Diz Ingrid emocionada – Posso lhe dar um abraço?
— Siiimmm – Grita ela se jogando em Ingrid que agarra com toda força.
— Olá – Diz agora Henry Mills e Cora da porta.
— Mãe, pai – Diz Regina – Entrem! – Regina convida – Aproveita enquanto não vem uma enfermeira nos expulsar do quarto. – Regina fala e todos começam a gargalhar e a conversar e se apresentar. Ela respira aliviada em ver essa cena. Emma bem e feliz e ela obviamente não poderia estar mais feliz e logo se junta a todos.
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