Cotidiano de um casal feliz.
53 Capítulo 53 - Edge.
Notas iniciais
Com ajuda de Killian e Henry Regina consegue levar a xerife para a sala. Regina fica abanando ela para que ela voltasse a si.
— Você matou o pai, Henry – Fala Roland chorando e empurrando Henry, que o segura firmemente e abraça o irmão.
— Calma Roland – Fala Henry sem paciência, mas com o semblante preocupado – Ela... Só desmaiou.
— Amor – Fala Regina aliviada em ver Emma voltando a consciência – Que susto que nos deu.
— Rê, o que houve? – Pergunta Emma meio confusa – Eu sonhei uma coisa ruim e... Deixa pra lá... – E abraça Regina que a olha com medo.
— Amor – Fala cautelosa – Se seu sonho envolvia o Edge... – Ela nem termina e Emma tenta se levantar, mas por esta tonta ainda acaba se desiquilibrando e Regina a senta de novo.
— Então é verdade? Onde ele está? Eu preciso saber se ele esta bem e – Começa a se alterar – Oh meu Deus! Ele esta lá sozinho e se alguém o roubar? – Fala nervosamente e com as mãos na cabeça.
— Como se alguém roubasse aquela lata velha – Sussurra Cora e Emma a olha com fúria.
— Pai nos perdoa – Começa Roland – Ele não esta tão mal, ele apenas parou e começou a sair uma fumacinha de dentro dele.
— Cara fica quieto – Diz Henry. Emma os encara super brava e tenta se levantar de novo, mas Regina a impede.
—Amor, chega! – Ordena – Sua pressão deve ter baixado, vamos subir e você vai tomar um banho, eu ligo para David avisando e amanhã você vê isso.
— Mas linda, eu não posso deixar ele lá sozinho – Fala com birra.
— Swan eu não vou falar de novo – E Emma bufa com raiva e olha para Roland e Henry com um ódio que eles nunca viram nela.
— Mãe – Tenta Henry
— Hoje não Henry – Fala brava – Hoje não.
Todos olham para a loira que esta realmente brava e magoada. E Regina sussurra para ela: – Amor, pega leve.
— Leve? – Sorri e os olha – Leve vai ser o castigo que você disse para eles, perto do que eu vou aplicar – Fala encarando eles brava. – Vamos para o quarto logo. – Ordena
Regina ergue as mãos se rendendo e para não contraria-la mais, decide conversar com ela depois e a ajuda a se levantar e elas seguem para o quarto. E os meninos ficam lá com os avós completamente arrependidos.
— Ela nos odeia – Fala Roland desanimado – Ela nunca nos olhou assim.
— Relaxa querido, amanhã ela estará mais calma. – Diz Killian tomando a frente de Henry Mills que já ia consolar os meninos – Vão dormir que amanhã vocês tem colégio. – Diz por fim com ar vitorioso encarando o ex-marido de sua namorada.
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Emma esta dormindo e ouve bem de longe um barulhinho irritante.
— Swan – Regina a cutuca – Atende esse telefone de uma vez.
— Não amor – Resmunga Emma sem nem se mexer – Eu ainda estou dormindo.
— Emma – Chama Regina, mais uma vez.
— Amor – Choraminga Emma. Regina bufa e ela mesmo atente ao telefone da xerife que nem se mexe e escuta de longe Regina respondendo: ‘Alô’ ‘Oi, David é a Regina’ ‘Tudo sim e com você?’ ‘Está certo’ ‘Anotado’ Está muito ruim?’ ‘Entendi’ E por fim desliga.
— Amor – Chama Regina carinhosamente fazendo círculos nas costa da loira delicadamente.
— Huum – Resmunga ela carregada de sono.
— David ligou e... – Ela hesita e Emma se vira para a morena e ela prossegue – E seu carro já esta no mecânico. – Emma então despertar.
— E como ele está amor? Ele está bem, certo?
— Ele não disse Emma. Só pediu para você ir para lá assim que pudesse ele me passou o endereço.
Então Emma mais que de pressa se arrumou para ir ao mecânico e Regina a acompanhou. Como ainda era muito cedo os habitantes e hospedes da mansão ainda não havia acordado. E elas seguiram para lá.
Chegando o mecânico explicou o que tinha acontecido. E aparentemente o carro quebrou independentemente de quem o manuseava. Sendo assim, mesmo que fosse ela mesma quem estivesse no piloto de Edge ele pararia. Swan fez bico, logicamente, Regina riu e cutucou ela para parar de birra e sem mais enrolação ela fez a pergunta crucial ao mecânico:
— Quanto tempo levara até vocês o arrumarem?
— Olha xerife Swan – Fala o mecânico coçando a cabeça – Se formos arruma-lo levaria cerca de uns dois meses no mínimo. Pois teríamos que comprar as peças de fora da cidade, isso se nós achássemos.
— Tudo bem eu espero. – Fala firmente.
— Xerife eu não queria te desanimar, mas...
— Nada de, mas – Fala Emma balançando a cabeça muitas vezes em negativa – Sem, mas, okay? – Fala brava.
— Olha xerife se você quiser que nós o arrumamos, nós faremos. Mas – Emma o olha e limpa a garganta e se retifica – Entretanto eu não recomendaria você teria que comprar um motor novo, dentre outras peças e isso equivaleria a um carro novo – Ele sorri – Literalmente novo. – Emma o encara com cara nada boa e ele para de sorrir de imediato.
— Eu quero que o arrume e... – Começa Emma e Regina intervém.
— Nós podemos pensar antes de dar uma resposta, definitiva? – Pergunta ao mecânico e Emma a olha incrédula.
— O que você esta fazendo? – Pergunta brava
— Pode sim, senhora Swan. – Fala o mecânico solicito e rindo mais aberto do que deveria, e o alerta da loira já fora acionado.
— Por enquanto ainda é senhora Mills. – Sorri de volta para ele, diz Regina.
— É bem por enquanto mesmo – Fala Emma pegando a mão da morena – Mas, isso é só uma formalidade, porque na prática ela dorme e acorda comigo todos os dias. – Finaliza sorrindo vitoriosa para o mecânico.
— Bom, levem o tempo que quiserem e se tiverem alguma dúvida é só me ligar – Diz o mecânico ainda sorrindo para Regina e ignorando toda a fala de Emma e entrega-lhe o cartão na mecânica. Regina pega e Emma sai a puxando para fora dali.
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Dentro do carro de Regina na porta da mansão Emma ia descer e Regina a impede. Emma olha para ela sem entender e encontro o lindo sorriso de sua namorada e acaba sorrindo de volta, mesmo sem saber o motivo.
— O que foi? – Pergunta ainda sorrindo
— Eu te amo, sabia? – Fala estendendo os braços para a abraçar a loira – mesmo você sendo essa manhosa de mão cheia.
— Amoooor – Choraminga Emma ainda abraçada a morena – Eu não sou manhosa. – Faz bico
— É sim meu amor – Fala Regina sorrindo – Mas eu te amo desse jeitinho. – Emma abre um sorrisão e desencosta de Regina e elas ficam encostada nos bancos do carro se encarando.
— Emma, eu sei que você esta chateada e tudo mais, mas – Passa as mãos no rosto da loira – Você sabe que não vale a pena.
— Eu sei – Diz desanimada – Mas é tão difícil me despedir dele, ele esta comigo há anos. Foi meu primeiro carro. Eu comprei com muito dias e noites trabalhados.
— Eu sei amor. Sei que tem um valor sentimental para você. Mas.. – Diz sorrindo – Pensa pelo lado bom.
— Como se tivesse um – Fala a loira ainda emburrada e Regina ignora como sempre e dá continuidade ainda sorrindo.
— Vai dizer que não tem nenhum outro veículo que você goste... – Cutuca Emma sorrindo – Você agora pode comprar algum do seu sonho, amor. Emma de imediato abre num sorrisão.
— Uma picape! – Exclama com os olhos brilhando – Não aqueles com rodas gigantes, não, não como é nome daqueles... – Regina a puxa para um beijo elas se beijando soltando sorrisos por entre os beijos.
— Você terá tempo para pensar, agora vamos entrar. – Emma concorda.
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Roland e Henry estão com o senhor Mills tomando café da manhã tranquilamente, enquanto isso esta Jones e Cora descendo as escadas e entra Emma e Regina dentro da casa.
— Nossa Swan – Fala Killian – Quem morreu? – Regina o encara e ele fica quieto e Emma nem se dá ao trabalho de responder.
— Vamos tomar café amor? – Fala Regina de forma alegre tentando alegrar ela – Vou fazer suas panquecas prefira e seu chocolate, você quer? – Emma apenas balança a cabeça como uma criança mimada e Regina a puxa pela mão até a cozinha.
Assim que elas entram os meninos direcionam os olhos para onde elas estão e fica aquele clima tenso e silencioso.
— O que houve senhorita Swan? – Pergunta Henry Mills.
— Uma tragédia, senhor Mills – Fala com cara de choro
— Oh Meu Deus, você esta vem? – Começa Henry pai preocupado
— Swan para de assustar o meu pai. – Repreende Regina – Nós estamos vindo do mecânico. – Ela olha para os meninos que estão com cara de gatinhos de botas – E parece que dessa vez, não terá muito jeito.
— Ter até tem, mas você fica dando ouvido aquele mecânico de meia tigela. Alias aposto que ele nem sabe mexer mesmo em carro.
— Pai me perdoa – Fala Roland – eu prometo cumprir todo o castigo e dou minha mesada pelo resto da vida para pagar o conserto.
— É mãe – Fala Henry – O Roland dá toda a mesada dele e eu ajudo com algumas tarefas. Te ajudo até na delegacia se você quiser, mas desculpa a gente.
— Não sei – Fala Emma emburrada, mas quase derretendo, alias Henry a ganhou quando disse que ajudaria na delegacia – Você quase mataram o Edge. – Diz emburrada e com cara de tristeza.
— Swan, para de torturar seus filhos – A encara e depois vira para os meninos – Olha sobre o castigo que ela impor eu não vou me impor e o que eu disse ontem ainda esta valendo. – Eles dizem um okay desanimado e ela prossegue – Mas para a sorte de vocês o mecânico disse que não foi mal uso e certamente aconteceria com qualquer um que estivesse no volante. – Eles abre um sorriso em alívio e corre para abraçar Emma.
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Passaram duas semanas desde o incidente com Edge e Emma que tinha ficado arrasada agora estava toda animada, pois hoje ela iria buscar seu veículo novo na concessionaria.
Regina ficou aguardando em casa, pois a loira disse que seria surpresa e queria que a morena só visse quando ela chegasse em casa com o veículo.
Os meninos cumpriu seus castigos por mais de uma semana e depois amoleceu suas mães e voltarem a poder mexer na internet, celular e no fim elas não descontaram nada de seus salários.
Regina já tinha iniciado as visitas pela cidade com Zelena, aumentando cada vez mais a intimidade e amizade das duas, que descobriram ter mais coisas em comum do que imaginaram. Regina e Zelena já tinham ido ao hospital, ao porto, a mina, o lugar que abastecia água e eletricidade para a cidade e em diversos outros lugares, faltavam apenas a delegacia e orfanato, coisa que ela faria no de correr da semana seguintes. Regina estava começando a gostar de como tudo funcionava e fascinada com as coisas que um prefeito faz em prol da cidade.
Henry Mills já tinha voltado para sua cidade a fim de organizar tudo para sua mudança para Storybrooke juntamente com sua esposa e filha. Regina se sentia meio estranha em relação a isso, mas não negava estar curiosa para conhecer sua irmã mais nova. Henry havia lhe contado que ela tinha vinte e dois anos. Ele conheceu a mãe dela quando ele estava para se separar de Cora Regina tinha cerca de nove quase dez anos de idade.
Regina também estava bem amiga da mulher que ela salvou o bebê, Mary Margaret que pegou seu telefone e de vez em quando elas se encontravam na lanchonete da avó de Ruby. Mas, nem Mary e nem Regina havia conhecido os parceiros uma da outra e Mary então teve a ideia de convidar Regina e sua família para jantarem com ela, marido e filho na sexta à noite.
Regina esta despreocupadamente sentada em uma das espreguiçadeiras que tem próxima a piscina lendo um livro e de vez em quando conversando com sua mãe que esta ao seu lado. Enquanto Henry, Roland e Jones estão na piscina brincando de guerrinha de água e eles escutam um barulho.
— Mas que diabo de barulho é esse? – Pergunta Regina mais para si já que sua mãe tinha ido até a cozinha.
— É... Parece até um trator – Fala Roland e eles escutam alguém buzinando. E então ele Henry e Jones se encaminham para ver o que era.
— Cuidado! – Adverte Regina – Com esse barulho todo só pode ser um louco ou maníaco.
— Pai – Fala Roland indo em direção a Emma – Que maneiro – Fala com os olhinhos brilhando.
— Swan você precisa me deixar dá uma volta – Fala Jones com os olhinhos do mesmo jeito.
— Essa minha norinha não cansa de me surpreender – Fala Cora gargalhando – Regina vai adorar ver isso – Sorri novamente e grita pela filha. – REGINA, VEM AQUI UM POQUINHO.
— Era só o que me faltava – Fala Regina irritada largando seu livro em cima da espreguiçadeira – Agora até minha mãe deu para berrar dentro de casa – Diz mal humorada e indo em direção a sua mãe. Chegando a porta principal de entrada ela abre e fecha seus olhos várias vezes se negando a acreditar no que esta vendo. Depois de ver que não estava sonhando fica encarando e todos apreensivo esperando uma reação da morena que fecha os olhos, respira fundo e quando abre suas veia estão saltando na testa e os olhos faiscando e então ela diz entre dentes:
— Você comprou uma moto?
— Sim – Diz Emma toda sorridente tirando o capacete – Gostou amor?
– UMA MOTO SWAN? VOCÊ ENLOQUECEU DE VEZ? – Grita Regina não aguentando mais conter sua fúria.
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