Cotidiano de um casal feliz.

49 Capítulo 49 - Novidades.


Notas iniciais
Segura os forninhos ai.

Senhor Mill fica encarando mais uns longos segundo. Respira fundo, fecha os olhos rapidamente buscando coragem e a encara.
— Eu tenho novidades.
— Tão ruins assim? – Pergunta apreensiva.
— Bom depende do ponto de vista. – Fala esfregando as mãos uma na outra apreensivo. Regina o encara esperando ele falar. Ele limpa a garganta uma, duas e na terceira vez ela perde a paciência.
— Por Deus papai – Diz já irritada – Fala de uma vez por todas!
— Assim você não me ajuda filha – Diz Henry emburrado.
— Tudo bem me desculpe – Sorri de forma carinhosa e pega as mãos dele lhe transmitindo forças – Seja o que for eu sempre estarei ao seu lado e... – Mal termina a frase e ele solta
— Eu me casei novamente. – Fala de uma vez só e rapidamente. Regina para tudo ainda segurando suas mãos.
— O quê? – Pergunta para ter certeza do que tinha ouvido. – Eu ouvi direito?
— Querida... – Começa ele e ela solta das mãos dele.
— Você? – o encara desacreditada – Se casou? Tipo se casou? – Ele assente positivamente com um aceno de cabeça – E nem passou por sua cabeça em me ligar para me contar isso? Quer dizer... – Ela para o encara – Tem mais coisa não tem? – O homem ficou completamente sem graça. – Fale logo tudo de uma vez. – Ordena entre dentes.
— Nós estamos casados há quase quatro anos – Ela arregala os olhos e ele continua mais sem a fitar – Nós já tínhamos namorado há algum tempo, mas devido algumas coisas acabou não dando certo e nos separamos e acabamos nos reencontrando novamente e... – Ele hesita.
— E? – Ela o incentiva a continuar.
— E que naquele tempo que passamos juntos, resultou em uma filha. Você tem uma irmã Regina. – Regina fica completamente branca e atônita.
— Eu só posso estar sonhando é isso. – Diz para si mesma.
— Filha eu não sabia da existência de Liliane. E soube há assim que Malévola...
– Que diabo de nome é esse? – Pergunta com uma cara engraçada.
— A mãe dela e de Cruela era fã da Disney e colocou esses nomes. – Diz ele rindo.
— A irmã dela se chama Cruela? – Arqueia a sobrancelha e ele ignora e continua sua fala.
— Como eu ia dizendo Malévola e eu nos reencontramos depois desses anos todos ela me contou. Ela disse que tentou me procurar, mas acabou que perdemos contato quando me mudei para São Francisco. – Suspira e continua, mas com pesar na voz agora – E como nós não estávamos nos falando filha, eu não sabia como dizer. Eu não achava justo te procurar depois de tudo que te fiz passar e despejar isso em cima de você e... – Ele para sem saber mais o que dizer e já com as lágrimas rolando por seu rosto. Ele tenta pegar a mão de Regina que puxa de imediato. Então ela sorri sarcasticamente o olha com raiva.
— Então quer dizer que agora eu mereço que você despeje isso tudo em cima de mim? Agora que eu estou finalmente feliz e inteira de novo? Agora que eu tenho dois filhos maravilhosos e uma mulher – Sorri para ele de forma debochada – Sim uma mulher – Enfatiza o mulher – Que me dá forças todos os dias e me faz esquecer que eu já estive sozinha, você pode despejar tudo isso em cima de mim? E me dizer que tem uma mulher e uma filha nova que com certeza não é o ‘isso’ – Faz aspas com os dedos – o isso que você me disse muitas vezes, que não me criou para ser e devido a eu ser isso se esqueceu de mim todo esse tempo, para ter sua família e filha perfeita que sempre sonhou?
— Filha não fala isso, por favor – Exaspera Mills desesperado passando as mãos em seus cabelos – Eu sei que eu errei, não estou aqui tirando minha culpa. Eu sei que não sou digno do seu perdão e muito menos de uma filha tão maravilhosa como você... – Chora um pouco mais pesaroso – E se te consola sua irmã também é homossexual.

Ela fica quieta e totalmente perdida em seus pensamentos até que vira para o lado, pega seu casaco sua bolsa e vai se levantando.
— Me desculpe – O encara – Mas eu preciso pensar é muita coisa para minha cabeça eu... eu – balança a cabeça desacreditada – Me desculpe. – E sai porta a fora deixando o senhor Mills totalmente abalado para trás.

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Regina sai de lá sem conseguir respirar ou pensar direito em tudo o que acabara de ouvir. Entrou em seu carro e saiu em disparada pela cidade sem nem mesmo prestar atenção onde estava indo ou mesmo no que tinha na paisagem ao seu redor.

Dirigiu por um tempo, que ela mesma nem faz ideia de quanto e chega próximo ao porto da cidade, lá havia navios e um lindo mar que se perdia no horizonte. Então ela estaciona o carro, desliga o carro e fica olhando a sua frente. Coloca suas mãos no volante do carro encosta sua cabeça no mesmo e entra em um choro compulsivo.

Fica um tempinho assim e então decide descer e ir andar para mais perto do mar, anda um pouquinho e decide se sentar na areia da praia de frente para o mar que tinha ali e fica olhando o mar, pensando em tudo o que acabara de ouvir.

Pensou desde o dia em seu pai a pegou aos beijos com uma colega de colégio e gritou com ela de uma forma até meio cruel, até o dia que ela decidiu sair da empresa e da cidade, por seu pai sempre jogar na cara dela que ela deveria se casar com um homem e mesmo apresentou alguns filhos de amigos dele e de toda vez que ela se aproximava de uma mulher ele logo queria saber se ela estava se relacionando com ela e envergonhando a família, e todas essas palavras ecoavam sem parar em sua cabeça.

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Henry ficou um tempinho ali olhando para o nada. Ele sabia que não seria fácil, mas depois que ele mudou e reconheceu seu erro ele pode enfim perceber o quanto ele tinha magoado Regina e nada doía mais nele do que ver aqueles olhos de decepção que sua filha lhe direcionava.

Ele se levanta e decide ir para a mansão, sabia que a filha certamente não estaria lá, que momentos como esse ela gostava de ficar só, pensando e isolada.

Chegou na mansão e encontrou com Cora e contou o que tinha conversado com Regina, Cora ficou tão surpresa quanto Regina, não esperava aquilo do ex marido, mas mesmo assim o consolou e disse que Regina só precisava de um tempinho para conversar.

Passou algumas horas e os meninos chegaram do colégio eufóricos como sempre e perguntaram por Regina. Henry meio sem graça disse que ela tinha saído, mas que logo voltava.

Nisso eles já estavam preocupados com o sumiço da morena e decidem ligar para Swan e perguntar se ela sabia do paradeiro de Regina.

LIGAÇÃO ON

— Xerife Swan.
— Senhorita Swan, aqui é o Henry.
— Olá senhor Mills – Fala simpática – Tudo bem?
— Na verdade eu ainda não sei – Fala meio hesitante – A Regina esta com você? – Pergunta e fica apreensivo esperando a resposta.
— Como assim? – Pergunta Emma em um alto mais alto – Ela não iria encontrar com o senhor na Granny?
— Sim. – Afirma – E ela foi – Emma suspira aliviada.
— Que susto Senhor Mills. Pensei que minha mulher estava desaparecida. – Sorri no telefone – Mas espera... Porque esta me ligando e perguntando dela então?
— Porque senhoria Swan – Ele respira fundo –Nós acabamos tendo uma pequena discussão e ela saiu de lá e até agora não chegou eu pensei que... – Ela mal termina e Emma interrompe.
— Desde que horas isso? E porque não me avisaram? Já tentou o celular dela? Oh meu, Deus!
— Calma Emma – Fala um pouco mais alto a fim de ela se acalmar – Eu liguei, mas sei que ela não iria me atender e foi o que houve. Estou te ligando apenas para ver se você consegue falar com ela.
— Okay – Diz ela rapidamente – Vou tentar falar com ela. Qualquer coisa se ela aparecer vocês me avisem, tchau. – e desliga o telefone.

LIGAÇÃO OFF

— O quê? Mamãe esta desaparecida? – Grita Roland da escada desesperado – Precisamos ir a policia – Diz ele deseperado.
— Minha mãe Emma é a policia – Fala Henry Swan revirando os olhos.
— Aé – Fala Roland batendo na cabeça. – Então precisamos avisar ao papai. – Fala e já indo em direção ao telefone e Henry Mills o para.
— Ei fiquem calmos, sua mãe não esta desaparecida. – Eles o encara e ele continua – Nós apenas tivemos uma discussão e ela não esta muito a fim de me ver. Mas eu já avisei Emma e ela vai nos ligar se encontra-la.
— O senhor contou sobre a Lili né? – Pergunta Roland ao avô.
— O quê? – Pergunta o senhor Mills atônito – Como você sabe?
— Lili contou a história para gente – Fala Henry Swan despreocupado – Ela disse que adorou saber que já é tia.

— Pobre Mills – Fala Cora bebericando algo que esta em sua taça e sorrindo de lado – Regina pode até te perdoar, mas quando souber que você levou os meninos para conhecer sua família sem consulta-la, ai sim ela ficará uma fera.
— Verdade ela odeia mentira – Fala Killian abraçando Cora por trás.
— Mas eu.. eu – Senhor Mills engole seco e desiste de se explicar e solta os ombros desanimado. – Eu sou um desastre.

Notas finais
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