Cotidiano de um casal feliz.

93 Capítulo 93 - Dia Perfeito [Parte 2]


Notas iniciais
Eu disse que voltava, logo. :D

Emma Swan POVS

— Mas como? – Pergunta a loira ainda não acreditando – Isso não é possível.
— Olha não me levem a mal, por mais que eu esteja sentindo dentro do meu coração que sejam vocês – Começa meu pai hesitante – Nós precisamos de mais do que uma afirmação. Vocês entendem?
— Claro, perfeitamente – Diz David atropelando as palavras – E saibam que Emma e eu estamos dispostos a um exame de DNA, se assim vocês concordarem – Ele fala e olha pra mim em busca de apoio. Apoio esse que dou imediatamente.
— Sim, estamos. E... bom eu acho melhor vocês lerem isso aqui – Digo entregando o envelope com as investigações de Robin, onde continha os documentos que comprovam o que contávamos.

Eles de imediato pegam e começam a ler e reler olham as fotos, os recortes, os documentos e a cada página lida, lágrimas desciam de seus olhos.

Uma angustia foi me apertando por dentro. Dúvidas, receios, medos estavam rondando minha cabeça. E se eles não acreditassem? E se o que dizia ali era mentira e de fato eles não nos quiseram? Eu não sei se serei capaz de conviver com isso. Eu já tinha me acostumado a não ter um pai e uma mãe, e entendi que fui abandonada. Isso dói muito entender quando criança, mas você se acostuma com a dor. Agora você ver seus pais te rejeitando na sua cara... Não sei. Balanço a cabeça para me livrar desses pensamentos.

Eu já não conseguia mais ficar sentada e me levantei e fiquei ao lado oposto daquela sala. David logo me acompanhou e me abraçou. Eu deitei a cabeça no ombro dele. Eram sentimentos tão confusos. Estava perdida em meus pensamentos, assim como David e a voz dela me fez tremer.

— Vo.. vocês... – Diz Ingrid com a voz falhada – Meus meninos – Diz ela se jogando para cima de mim e de David e não consigo conter o choro, o soluço, o nó que está preso em minha garganta por 29 anos. Aceito de bom grado o braço de minha mãe. Sorrio com esse pensamento, minha mãe.

Eu sonho com isso há tanto tempo, sonhei por tanto tempo ter uma família, pertencer a alguém, a um lugar. Sonhei tanto que em certa época da minha vida percebi que não teria e tive que abandonar esse sonho em ter minha família.

E olha só agora estou aqui sendo esmagada em abraço quádruplo. Por meu pai, minha mãe e meu irmão.
— Meus filhos – Diz meu pai – Óh meu Deus são vocês! Vocês voltaram pra gente? – Diz ele como um pergunta e confirmo com a cabeça.

— Como vocês nos acharam? Oh meu Deus eu mal posso acreditar! A xerife e o policial seus meus meninos – Minha mãe ia dizendo tudo num fôlego só – Me deixe ver vocês – Fala ela hora nos abraçando, hora nos apertando, nos virando pra ver cada pedacinho de nós.

— Ingrid White Hopper, se acalme mulher – Diz meu pai – Deixem eles respirarem – Falou ele puxando minha mãe para perto dele e foi impossível conter o sorriso.
— Hora, Archie... Já faz 28 anos que não vejo nossos bebês – Diz ela de forma divertida, mas pude perceber a tristeza em seu olhar – Me deixe aproveita-los – Fala ela de uma forma doce. E não sei explicar a sensação em ouvir aquelas palavras. Eu nunca fui uma filha, não sei como ser. Sou mãe, esposa e até mesmo pai, mas nunca fui filha e posso afirmar a sensação é muito boa.
— Tudo bem querida, mas agora eu quero ouvi-los. Contem-nos tudo – Falou meu pai.
— Bom a história é meio louca e longa... – David começa a dizer, mas eu o interrompo.
— Espera – Digo alarmada –28 anos?
— Sim. Você tem 28 anos – Minha mãe diz de forma tranquila – Vocês nasceram dia 24 de Janeiro. Você nasceu às 16:05 – Ela disse olhando para David – E você minha pequena às 16:15.
— Mas no meu registro diz que eu tenho 29 anos – Conto – E que meu aniversário é em Agosto.
— Eles devem ter colocado como dada o dia quem te acharam, querida.
— Isso quer dizer que eu sou um ano mais nova? – Pergunto toda feliz e eles começam a sorrir.
— Ela é bem sua filha Ingrid – Diz meu pai e sorrio com isso.

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Bom como todos sabem eu não me foco em um assunto por muito tempo e por incrível que pareça eu prestei atenção a quase tudo que era dito ali naquela sala de consultório.

Em falar nisso, quão louca é a vida não? O analista de meu filho é nada mais e nada menos que meu pai e consequentemente sua esposa minha mãe. Que modesta a parte ela é tão linda, puxei seus fios loiros e sua pele clara. E mais louco ainda pensar é que eu fui transferida para Storybrooke devido a meus filhos acharem que eu estava traindo Regina e terem brigado com minha chefe. Só se eu fosse louca de trair minha morena. Mas, enfim... Por isso vim parar aqui, minha esposa virou amiga de Zelena que lhe ofereceu um cargo de prefeita e por isso acabamos parando no orfanato e então conhecemos nossa princesinha e com isso Robin entrou em nossas vidas, quase morri em pensar que perderia Roland, e Robin secretamente faz uma investigação a meu respeito, assim revelando o paradeiro de minha família biológica, que por obra do destino moram aqui em Storybrooke.

E com isso volto a pergunta inicial: Quão louca é a vida?

— Então quer dizer que eu tenho um neto? – Fala meu pai depois de muito nós conversamos e tirando-me de meus devaneios.
— Oh meu Deus é verdade – Diz minha mãe empolgada – Eu já sou avó de um lindo adolescente.
— Bom, na verdade a senhora já é avó de quatro netos – Conto sorrindo.
— Quatro? – Dizem minha mãe e meu pai ao mesmo tempo.
— Sim. Eu também tenho um filho – Conta David todo orgulhoso – Neal tem 11 meses e é um encanto de criança. Agora minha irmãzinha tem quase uma creche de criança – Fala ele gargalhando e fecho a cara para ele.
— Eu só tenho três. Dois meninos e uma linda princesinha – Conto me lembrando dos meus tesouros – Bom, por enquanto, porque Regina e eu ainda pretendemos ter mais.
— Quais os nomes? Idade? Me conta tudo! Tem fotos? – Pergunta minha mãe tudo de uma vez – Eu posso conhecê-los?
— Mas é claro que pode – Respondemos David e eu, juntos.

Logo em seguida o telefone do consultório toca e é Ângela a recepcionista avisando que já tinha quatro pacientes do meu pai esperando na sala de espera e então percebemos que estamos há horas conversando.
— Nos desculpe, não queríamos atrapalhar – Digo de sobressalto – Nós já vamos.
— Nunca mais diga isso minha princesa – Fala meu pai e sinto minhas bochechas corarem. É uma sensação estranha, mas muito boa – Meus filhos nunca serão incomodo.
— Bom de qualquer forma eu preciso voltar a delegacia – Fala David –Min há irmãzinha esta de folga essa semana devido a chegada da filha.
— Regina teve um filho? A última vez que a vi ela não me parecia estar grávida – Minha mãe pergunta confusa e acabo soltando uma gargalhada seguida de David.
— Não mãe. É que adotamos Lorena e ela veio morar conosco essa semana. E estamos adaptando ela ainda por isso que... – Começo explicar e paro ao ver um rio de lágrimas saírem dos olhos dela, acompanhada de uma cara diferente – O quê foi?
— Diz de novo... –Ela pede e fico mais confusa – Me chama de mãe – E então me toco de que a chamei de mãe e fico completamente vermelha de vergonha – Não se envergonhe minha filha – Ela diz de uma forma tão doce, que não resisto e digo
— Mãe? – Falo de uma sem graça e ela corre para me abraçar.
— Ei eu também quero um abraço, mãe – Diz ele enfatizando a palavra e Ingrid não se aguenta e puxa ele para o abraço e só escuto meu pai dizer – Oba, abraço em família — E não teve como não pensar como ele disse de forma parecida com Henry.

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Depois de nos despedirmos com muita relutância. E troca de abraços, telefones e de marcamos um jantar em casa, queria ir logo para casa ver Regina e contar do dia mais incrível de minha vida. Isso incluía por ter acordado ao lado dela.

David seguiu para a delegacia e eu fui para a mansão a pé. Em falar nisso, sem falta vou comprar um carro que Regina faz bico toda vez que subo na moto, devido a um trauma que ela tem por ter sido atropelada uma vez, e como sou louca pela minha morena não gosto de contraria-la, ainda mais que ela diz para o meu próprio bem.

Vou andando tão tranquilamente e tão leve, que mal vejo as ruas passarem. Será que felicidade plena é isso que estou sentido? Não sei, só sei que me sinto assim em felicidade plena. Hoje sem dúvida foi um dos meus dias favoritos, perfeito até posso alegar.

Eu assistir em um seriado que dizia assim: Não dá pra saber qual dia será o mais importante da sua vida. Os dias que você pensa serem importantes nunca atingem a proporção imaginada. São os dias normais, os que começam normalmente, e acabam se tornando os mais importantes. Nunca se sabe qual é o dia mais importante da sua vida. Não até ele acontecer. Você não reconhece o dia mais importante da sua vida até que esteja no meio dele. O dia que você se compromete com algo ou com alguém. O dia que você tem seu coração partido. O dia que você conhece sua alma gêmea. O dia que você se dá conta que não há tempo suficiente, porque você quer viver para sempre. Esses são os dias mais importantes. Os dias perfeitos.

E era exatamente a isso que se resume esse dia. Sinto meu celular vibrar e já sei de quem se trata. Pego de meu bolso, que emperra um pouco por minha calça ser apertada, tiro e vejo o sorriso mais lindo do mundo no display, e acima escrito linda e atendo.

— Linda – Falo toda sorridente e já sabendo que ela vai reclamar por estar uma pilha de nervos.
— Swan onde esta você? Por que não me ligou? Você está bem? Como foi? Por que você sempre faz isso Emma? Você sabe que eu odeio isso! — Ela dispara esse monte de pergunta e não contenho em sorrir – Você esta rindo de mim Emma Swan?
— Não estou rindo de você linda e sim para você, porque hoje é o dia mais feliz da minha vida e tudo isso graças a você – Digo de forma doce sabendo que isso sempre a desmonta – Eu amo muito você, obrigada por tudo meu amor! – Agradeço sem aguentar esperar em casa, tamanha a euforia que estou sentindo.
— Ah amor, você sempre sabe como desarmar – Diz ela com uma voz manhosa – Não me deixa nem ficar brava por sempre me deixar sem notícias suas.
— Linda eu estou bem, ocorreu tudo bem e eu já estou a caminho de casa – Digo e dou um passo assim que o farol abre para eu atravessar a rua e assim que coloco meu pé na faixa vejo um carro vindo a toda velocidade. E desvio para o lado oposto o mais rápido que posso. Minha ideia e agilidade dariam certo, mas para minha infelicidade ele parece pensar o mesmo que eu e joga o carro para o mesmo lado e mal tenho tempo de desviar e só sinto como se meu corpo estivesse voando em alta velocidade e depois uma pancada muito forte. Na hora sinto uma dor muito forte na cabeça e logo sem seguida tudo escurece.

Notas finais
Nem sei o que dizer.