Cotidiano de um casal feliz.
75 Capítulo 75 - Visita
Notas iniciais
Mais uma manhã como outra de muitas que elas já tinham vivido na pequena Storybrooke, já havia iniciado e o casal mais apaixonado da cidade, ainda não tinham se levantado, na verdade se quer elas haviam acordado, já que tinha ficado boa parte da noite revirando na cama, devido aos últimos acontecimentos.
Roland e Henry havia escutado suas mães falando alto na noite anterior e deduziram o mais obvio, para eles. De que elas tinham brigado. Entretando, não só brigado, mas brigado por conta deles.
Roland conseguiu convencer Henry que a culpa da briga tinha sido eles, visto que eles haviam bagunçado o escritório da morena e consequentemente quebrado o computador de lá, no final de semana da lua de mel delas, foram procurar um livro de receitas da morena, para Henry tentar fazer um pudim para Roland que alegou estar morrendo de vontade de comer. Roland insistiu tanto que Henry cedeu e foi fazer o bendito pudim para seu irmão ‘reclamão’ e deu no que todos podem imaginar, uma tremenda bagunça, coisas fora do lugar e computador quebrado. Sobrando por eles terem de pedir ajuda a Killian que mais atrapalhou do que ajudou e por fim, chamaram Malévola para ajudar a organizar o escritório.
E como eles estavam morrendo de medo da morena ter percebido, deduziram logo que esse foi o motivo e o que eles nem sabiam é que Regina ainda nem tinha entrado no escritório.
Então lá estavam eles subindo as escadas da mansão em direção ao quarto delas para lhes levarem café da manhã como forma de pedir desculpas.
— Mães – Chamou Henry que tinha subido primeiro que o irmão e batendo de leve na porta. E se assusta com Roland o alcançando em frente à porta do quarto todo esbaforido e quase berrando.
— MÃE! PAI – Chama ele e Henry o olha indignado.
— Cara não precisa gritar, tá loco hein...
— Eu não gritei... – Diz Roland emburrado – E você sabe que o pai dorme igual uma pedra – Diz ele e nem percebe que Emma e Regina já haviam aberto a porta e estava encarando os dois discutirem e Roland prosseguiu – A mamãe vive fugindo do quarto por causa do ronco dela e ela nem percebe de tanto que dorme. – Nessa hora Emma olha indignada para Regina que esta completamente sem graça e vermelha.
— Você sai do quarto enquanto eu durmo? – E eles se assustam por não terem visto elas ali.
— Bem... Érr... Quer dizer... Não é sempre... – Começa Regina completamente sem graça.
— Eu não acredito, Regina! – Exclama Emma mais indignada ainda – Desde quando você faz isso?
— Ué... Desde de Nova Iorque – Fala Roland – Como nunca percebeu pai? – Pergunta ele com cara de desacreditado.
— É a mãe já até dormiu na sala por causa disso – Conta Henry.
— Eu não tô acreditando nisso – Diz Emma emburrada e brava.
— Amor... – Chama Regina – Não fica brava por cauda disso – Diz pegando nas mãos da loira e balançando – Quem não ronca nessa vida? – Sorri descontraidamente para sua esposa.
— Eu – Diz Emma brava – Eu não ronco.
— E como você sabe? – Pergunta Regina rindo – Já se filmou dormindo?
— Não – Diz brava e logo sorri de lado – Mas, minhas namoradas nunca reclamaram ou disseram isso – Faz cara de deboche e é a vez de Regina fechar a cara e ela continua – Sempre acordei agarradinhas a elas. – Regina ia revidar e os meninos interrompem.
— Vão nos deixar entrar ou vamos ter que ficar com essas bandejas nas mãos para sempre? – Pergunta Henry
— Oh, meu príncipe me desculpa – Fala Regina sorrindo gentilmente para os meninos e dando passagem para eles e quando olha para Emma ela fecha a cara.
— Que milagre é esse hein? – Pergunta Emma olhando eles desconfiada – O que vocês aprontaram?
— Na... Nada pai – Diz Roland depositando a bandeja em cima da cama esfregando as mão nervosamente – Nós ouvimos vocês brigando ontem e queríamos que tivessem uma manhã mais alegre – Diz ele sorrindo e Regina e Emma trocam um olhar cumplice e engolem seco.
— Obrigada, meu amor – Diz Regina beijando a cabeça dele – Nós não estávamos brigando, não. Apenas resolvendo um assunto.
— Eu disse que elas estavam fazendo outras coisas – Resmunga Henry para Roland e elas nem tem tempo de reclamar ou ficar sem graça, pois escutam a campainha tocar.
— Quem diabos vem para casa dos outros a essa hora da manhã? – Reclama Regina fechando seu robe e se direcionando a porta – Só pode ser a desocupada da Cruella. – Diz revirando os olhos.
— Ou pode ser a desocupada 2 – Diz Emma de cara fechada e Regina faz cara de quem não entendeu quem seja e ela explica – Malévola – Diz revirando os olhos e vai em direção a porta – Melhor eu te acompanhar – Regina sorri e elas descem para atender a porta.
= = = = = = = = = = = = = =
— Olá – Diz Regina abrindo a porta e se deparando com uma mulher que ela nunca tinha visto na vida. Com uma camisa branca e preta por dentro da saia, cabelos em um coque bem forma, com uma pasta na mão – Desculpa, mas nós estamos de saída.
— É – Concorda Emma – Embora eu acho muito legal essa parada de paraíso e tudo mais, mas você vivem pregando que nós não entramos no céu então melhor nem perder tempo com a gente.
— Quem é mãe? – Pergunta Henry seguido de Roland.
— Uma testemunha de Jeová – Diz Emma dando de ombros.
— Olha eu... – Começa a mulher a dizer e Henry a corta.
— Não adianta, elas não vão falar com você... Esse lance de dizer que lésbicas não entram no céu, deixam elas muito bravas.
— É uma vez minha mãe em Nova Iorque quase agrediu a uma mulher que dizia que ia tirar o diabo dela – Conta Henry para Roland.
— Ah... Mulan me contou essa história, disse que a mulher saiu quase correndo dela – Completa Roland gargalhado e Regina ri de lado também e eles ignoram completamente a presença da mulher na porta.
— Amor, você assustou a testemunha de Jeová?– Pergunta Regina incrédula.
— Em minha defesa ela nao era testemunha de Jeová era igual essa senhora — Aponta para a mulher — Ela era crente – Diz Emma erguendo as mãos – E ela ficava apontando a mão para mim e falando: ‘Diabo saí desse corpo’ — Fala Emma imitando a suposta voz da religiosa.
— Eu não sou crente e nem testemunha de Jeová – Diz a mulher quase gritando e assustando os quatro.
— Nossa que estressada – Sussurra Henry e Roland ri e a mulher respira fundo e ignora o comentário.
— Eu me chamo Margot Pierre. Eu havia marcado com o Senhor Losckley para estar aqui fazendo uma vista em nome da órfã Lorena e entrevistar a senhora – Olha brevemente o papel que tinha em mãos –Senhora Regina e Emma Swan Mills.
— Oh meu Deus! – Exclama Regina atônita – Me desculpe! Nós não...
— Esperava por mim? – Pergunta de forma irônica e Regina engole seco, mas não perde a pose – Isso é normal, nós sempre viemos de surpresa mesmo, é um padrão exigido. – Diz a mulher suavizando um pouco a expressão – Eu sei que esta muito cedo, mas eu queria ver a rotina de vocês então vim antes de – Olha novamente para o papel – Roland e Henry irem para o colégio.
— Entendo – Diz Regina – Entre-se. A senhora já tomou café?
— Para falar a verdade, não – Sorri a mulher de lado.
— Então junte-se a nós – Fala indo em direção a cozinha e para bruscamente ao ouvir um grito.
— NÃO! – Grita Roland e Henry com os olhos arregalados e Regina os fuzila com os olhos e a assistente fica sem entender – Quer dizer, não é melhor todos ir a Granny? – Diz Roland nervosamente.
— Isso, assim mamãe não precisará ficar cozinhando – Ajuda Henry na ideia de seu irmão – Sobrando mais tempo para conversar – Finaliza por fim e até a assistente concordou com a ideia.
— Tudo bem! – Concorda assistente – Enquanto vocês vão se vestir eu já aproveito para conversar com eles, separadamente. – Regina e Emma concorda e sobem deixando os filhos com a assistente.
Fale com o autor