Cotidiano de um casal feliz.
50 Capítulo 50 - Perdão?
Notas iniciais
Emma ligou diversas vezes para o celular de Regina, que tocava, tocava e caiu na caixa de mensagem. Então cansou desse jogo de ficar ligando. Levantou-se colocou sua jaqueta vermelha, que ainda estava com o cheirinho da morena que a visitara pela manhã. Pegou sua arma colocou no coldre, seu distintivo e a chaves da viatura da policia e saiu pelas ruas de Storybrooke à procura de sua namorada.
Já fazia quase uma hora que ela estava rodando pelas ruas da cidade, repetindo algumas ruas afinal Storybrooke nem é tão grande assim. Quando estava quase entrando em desespero por ter ligado em casa e disseram que nem um sinal de Mills. Ela chega ao porto anda com seu carro de vagar a fim der ver algo fora do normal e avista o carro de sua morena e sentiu alivio ao mesmo tempo quem seu coração gelou por não ver a morena dentro do mesmo.
Estacionou a viatura próximo ao carro, se aproximou olhou e notou que a bolsa, casaco e celular estava no banco do carona e entendeu o do porquê ela não ter atendido as ligações. E então decidiu vasculhar o lugar para ver se a encontrava.
Andou alguns minutos pelo local e foi até uma ponte que tinha no meio do porto e olhou o mar suspirando e com o coração acelerado e então avistou sua namorada lindamente sentada na areia absorta a tudo e contemplando o mar. Sorriu em alivio em vê-la bem e mais do que depressa foi em sua direção.
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Enquanto isso na mansão Mills, Roland e Henry estavam no quarto de Henry inquietos por notícias de sua mãe. Roland estava andando de um lado para o outro enquanto Henry estava com um livro em mãos no intuito de se acalamar.
— Quer saber? – Fala Roland se virando para Henry – Vamos salvar a mamãe.
— O que você quer fazer? – Fala Henry se levantando e concordando de forma silenciosa com seu irmão – Eu também não aguento mais essa espera.
— Vamos sair escondidos e ir atrás dela. Pegamos o carro Edge do pai e vamos por ai. Você sabe dirigir não sabe? – Fala Roland empolgado.
— Bom eu já li sobre e já nossas mães dirigindo posso tentar. – Fala Henry pensativo.
— Então vamos! – E vai até a porta do quarto – Pega tudo que precisar e nos encontramos aqui daqui dez minutos. – Ordena e sai porta a fora. Henry não entende o que ele quis dizer com pegue tudo o que precisar e fala com ele mesmo.
– Tudo o que eu precisar? – Fala confuso – Tipo a chave do carro? – Fala de forma obvia.
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Emma chegou a areia e tirou seus tênis e foi andando lentamente até ela, assim eu chegou sem fazer barulho sentou ao lado da morena e olhou para o mar e não disse nada. Regina ao ver a loira não se mexeu muito e agradeceu por ela não falar nada, pois tudo que ela estava precisando era apenas a presença de sua loira.
Elas ficaram um tempo ali sem nada ser dito olhando o mar até que Regina deitou sua cabeça em Emma, que deitou a sua também na dela e Emma fechou seu olhos, sentiu a brisa do mar e um alívio tão grande por Regina estar bem, pois passou as últimas horas pensando que tinha acontecido algo com ela. E quando abriu os olhos percebeu que sua morena estava chorando e mais do que depressa a puxou para seus braços a abraçando fortemente dizendo de forma silenciosa que ela estava ali com ela e Regina afundou-se ao abraço e pescoço de sua loira o mais que pode. Emma ficou ali apoiando a morena de forma silenciosa, mas transmitindo todo o suporte que ela precisava naquele momento.
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Passado uns sete minutos Roland entra no quarto de Henry com uma blusa de moletom de mangas comprida e capuz, calças também preta, uma mochila nas costas e uma toca em uma das mãos e na outra uma imitação de espada Jedi que ele Henry haviam ganhado de Emma, que quando apertava um botão acendia uma luz imitando a luz das forças dos mestres Jedis, que inclusive a dele era a vermelha e de Henry era azul.
— Sério cara? – Pergunta Henry olhando para ele – Roupa ninja e espada de Jedi?
— Claro cara – Responde como se fosse obvio – E se precisarmos resgatar ela? – Pergunta e sai andando e Henry o puxa pelo capuz da blusa o fazendo voltar com tudo.
— O que tá fazendo, cara? – Pergunta bravo arrumando sua blusa.
— O mestre Jedi misturado com Jackie Chan – Fala Henry impaciente – Se vamos sair fugidos temos que jogar sua bolsa pela janela e pegarmos pelo jardim.
— Óh! – Exclama em claro entendimento – Ainda bem que eu tenho você – Sorri para o irmão. Henry revira os olhos, mas no fundo feliz pelo irmão ter dito isso.
— Joga a bolsa lá e... – Roland já ia indo e ele se adianta e entra na frente dele, vai até a janela verifica se não tem ninguém da um sinal com a cabeça para ele jogar e ele faz. – Agora vamos!
E eles descem Henry andando naturalmente e Henry como se tivesse se escondendo como ele fizera no restaurante. Henry fecha os olhos e suspira e o acompanha. Eles chegam a sala sem dificuldades, afinal não esbarraram com ninguém. Quando estava quase saindo surge uma voz atrás deles.
— Onde meus netinhos vão? – Pergunta sorrindo e eles para na mesma horas assustados. Henry vê que Roland estava agitados e se adianta.
— Vamos tomar sorvete.
— E nem chama o avô de vocês? – Fala Jones indignado.
— É que.. que – Gagueja Henry e Roland quem responde dessa vez.
— É que vai só o pessoal do colégio.
— É – Concorda Henry e olhando de forma cumplice para seu irmão.
— Óh! – Exclama Killian – Nesse caso, tudo bem deixa para próxima.
Eles assentem e saem porta a fora aliviados por terem escapado dessa. Vão até a parte de trás da casa e pegam a mochila de Roland e vão para garagem pegar o fusca de Emma.
Eles entram no carro, Henry respira fundo e liga um vídeo que ele havia baixado com tutorial de como dirigir e seguindo as instruções ele liga o carro, pisa na embreagem e frei, engata a primeira e vai soltando o freio de mão lentamente e pisando no acelerador dessa vez e o carro começa a andar de primeira ele olha Roland sorrindo que esta quase pulando no banco do passageiro de felicidade.
— Você conseguiu cara – Fala empolgado – Você é o melhor irmão do mundo
— Eu consegui – Sorri largamente Henry. E eles seguem pela cidade.
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Regina já havia se acalmado um pouco e parado de chorar e vai se soltando aos poucos a loira e a encara e faz um carinho no rosto da loira.
— Obrigada – a beija – Por estar sempre comigo. Obrigada – E abraça de novo.
— E onde mais eu estaria? – Pergunta Emma de forma descontraída.
— Ele tem outra filha – Encara Emma – Outra esposa. E veio me contar como se fossemos algum tipo de amigos antigos que se reencontraram.
— Eu sinto muito amor. – Diz Emma meio sem saber o que dizer e detestando ver sua namorada daquele jeito.
— Ele é meu pai, droga! – Fala exasperada e se levantando – Eu deveria participar dessas coisas na vida dele. Acompanhar ele se apaixonando, pedindo ela em casamento entende? Eu não faço ideia de como foi... e – Vai falando tudo rápido meio embolado e gesticulando e as lágrimas rolando pelo seu rosto. – Ele me disse que se me serve de consolo minha outra irmã também é homossexual também. Ou seja, como não deu muito certo ele veio atrás de mim – Diz de forma irônica.
— Ei – Fala Emma limpando as lágrimas dela – vem aqui – Chama Emma a trazendo para seu colo. – Eu entendo o que esta sentindo. Eu nem sou capaz de imaginar como deva estar se sentindo – Suspira – Mas, ele veio aqui, te pediu perdão perante todo mundo após esses anos todos e se ele te contou é porque ele quer recomeçar, sem mentiras sem mágoas ou ressentimentos e isso começa por você falando tudo o que esta sentindo e não fugindo. – Seca mais lágrimas da morena e a encara – Você não pode fugir toda vez amor.
— Você esta ao lado dele? – Pergunta alterada – Então a hora que ele decide eu tenho que ficar aqui ouvindo tudo o que ele tem pra despejar em mim e tenho que achar lindo?
— Não meu amor – Diz Emma imediatamente – Não é isso que quero dizer. O que quero dizer... – Ela começa, mas Regina fecha a cara e olha para o outro lado com raiva e ela delicadamente pega o rosto da morena e vira para ela e diz da forma mais calma e doce possível – O que eu estou dizendo é você deve abrir seu coração para ele. Se esta com raiva diga, se esta frustrada, magoada ou mesmo se sentindo trocada diga! – Respira profundamente – As coisas na vida não são fáceis, perdão é uma das coisas mais difíceis que se tem na vida. Eu tive... – Lágrimas começam a descer pelos olhos da loira – Eu tive que perdoar o pai do meu filho que sumiu e me deixou... – Respira soltando o ar de forma pesada – Tive que perdoar meus pais por ter me abandonado lá... E eu juro Regina que eu queria ter a oportunidade de dizer tudo que sinto em relação a isso, mas não posso, porque eles fugiram.
Regina já esta com o rosto banhado de lágrima novamente e com o coração doendo mais ainda em ver todo aquele sofrimento nos olhos de sua loira, ela nunca viu ela daquela forma e se sentiu uma idiota por isso. E puxa sua loira e abraça de forma apetada contra seu corpo.
— Emma, amor ... – Fala chorando e Emma chora como uma criança no colo dela – Eu sinto muito amor.
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Roland e Henry estão dirigindo pela cidade há quase quinze minutos e quando chega em uma parte que é perto da praia o carro para de repente. Henry tenta ligar uma, duas, três vezes e nada.
— Cara quebramos o carro do papai – Fala Roland com os olhos arregalados.
— Ela vai matar a gente – Fala Henry não acreditando – Eu já vi ela triste por uma semana por causa desse carro –Eles se olham e ficam pensando no que fazer.
— Vamos buscar ajuda para consertarmos e depois vamos para casa. – Fala Henry abrindo a porta do carro e Roland pega sua mochila, espada e toca e eles seguem andando.
Eles por um tempinho e chegam a uma praia e Henry sugere deles voltarem pois não haveria nada ali, mas Roland diz que é melhor eles continuarem andando, afinal eles não viram nenhum lugar que conserta carro para trás e eles continuam andando.
Andaram pela areia mesmo e já não estavam aguentando mais andar, quando avistam duas manchas na areia.
— Tem alguém ali – Aponta Roland – eu disse que acharíamos alguém.
— É disse – Fala Henry com desprezo – Basta saber se nos serão uteis. – E eles seguem para o local.
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Emma vai parando de chorar e se afasta de Regina e limpa sua lágrimas e a olha timidamente – Desculpa por isso – e com um sorriso meio fraco e de lado – Eu vi te dar suporte e acabo chorando como um bebê chorão em seu colo – Regina sorri e ela também.
— Só sua presença já me é suporte suficiente – Fala Regina roçando seu nariz no da loira – E você ajudou muito mais do que só nessa história com meu pai, acredite.
— A dispor – Fala Emma sorrindo.
— Eu admiro tanto esse seu jeito de ser, de levar a vida – Emma sorri emocionada – Eu amo cada pedacinho seu, cada gesto, cada mania, qualidades, defeitos, tudo... – Sorri e dá um beijo na loira.
— Eu também te amo! – Diz Emma encostando sua testa no de sua morena. — Minha linda — Sorri largo e a abraça e vê pessoas meio distante, mas nem tanto se aproximando delas – Roland? Henry?
— Claro e amo nosso filhos – Diz Regina sorrindo.
— Não amor – Diz Emma virando o rosto da morena em direção a eles – Roland e Henry.
— O que eles estão fazendo aqui? – Diz já se levantando – E sozinhos?
Eles estão caminhando em direção a elas e param ao perceber quem eram
— Ô ou – Fala Henry e segurando Roland pelo braço que o olha e ele aponta com a cabeça as mães os olhando.
— Ferrou – Fala Roland com uma cara de quem foi pego no flagra.
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